21 de maio de 2008

UM SUSSURRO EM SEU SONHO

"Há aqueles que alcançaram Deus diretamente, sem reter nenhum traço dos limites mundanos e lembrando perfeitamente sua própria Identidade. Estes podem ser chamados de Professores dos professores porque, embora já não sejam visíveis, a sua imagem pode ainda ser invocada. E eles aparecerão em todos os momentos e em todos os lugares em que for útil fazê-lo. Às pessoas a quem tais aparições assustariam, eles dão as suas idéias. Ninguém pode invocá-los em vão. Nem existe pessoa alguma da qual não estejam cientes."
(UCEM - MP – pág. 66)

Arten e Pursah Aparecem

A comunicação não está limitada ao pequeno escopo
dos canais que o mundo reconhece.
(UCEM – MP – pág. 64)

Durante a semana do Natal de 1992, percebi que as circunstâncias da minha vida e meu estado mental estavam se aperfeiçoando lentamente há mais ou menos um ano. No Natal anterior, as coisas não tinham corrido muito bem. Então, eu tinha estado profundamente perturbado pela aparente escassez em minha vida. Embora eu fosse um músico profissional de sucesso, não tinha conseguido guardar muito dinheiro. Eu estava lutando em minha nova carreira de corretor da bolsa de valores, e estava processando um amigo e ex-parceiro de negócios que eu sentia que havia me tratado injustamente. Nesse meio tempo, eu ainda estava no processo de me recuperar de uma falência pela qual tinha passado quatro anos antes – o resultado da impaciência, gastos temerários, e aparentemente bons investimentos que tinham dado errado. Eu não sabia disso, mas estava em guerra comigo mesmo, e estava perdendo. Eu também não sabia naquela época que praticamente todas as pessoas estão em guerra e perdendo, mesmo quando parecem estar ganhando.

De repente, algo mudou profundamente dentro de mim. Durante trinta anos, eu havia estado em uma busca espiritual, durante a qual tinha aprendido muito sem realmente tirar o tempo necessário para aplicar minhas lições, mas naquele, uma nova certeza me inundou. As coisas têm que mudar, eu pensei. Deve haver uma maneira melhor do que essa.

Eu escrevi para o amigo que estava processando, e o informei de que estava retirando minha ação legal para começar a eliminar o conflito da minha vida. Ele telefonou e me agradeceu, e nós começamos a reconstruir nossa amizade. No fim, fiquei sabendo que o mesmo tipo de cenário, de formas diferentes, havia acontecido milhares de vezes nas décadas anteriores, conforme algumas pessoas em conflito tinham começado um processo de baixar suas armas e de se entregarem a uma sabedoria maior dentro de si mesmas.

Então, comecei a tentar ativar o perdão e o amor, como eu os compreendia naquela época, em situações que me confrontassem em qualquer dia específico. Eu tive alguns bons resultados, e algumas dificuldades muito desagradáveis, especialmente quando alguém apertava meus botões da maneira certa e exata (ou errada). Mas, pelo menos, eu sentia que estava começando a mudar de direção. Durante esse período, comecei a perceber pequenos flashes de luz no canto dos olhos, ou ao redor de certos objetos. Esses flashes de luz claros como cristal não ocupavam meu campo inteiro de visão, mas estavam concentrados em áreas específicas. Eu não iria entender o que era isso até que me fosse explicado mais tarde.

Através daquele ano de mudanças, eu regularmente rezei para Jesus, o profeta da sabedoria que eu admirava mais do que qualquer outra pessoa, para me ajudar. Eu sentia uma misteriosa conexão com Jesus, e, em minhas orações, freqüentemente dizia a ele o quanto gostaria de poder voltar há dois mil anos atrás e ser um de seus seguidores, para que eu pudesse saber como realmente era aprender com ele em pessoa.

Então, durante a semana do Natal de 1992, algo muito incomum aconteceu enquanto eu estava meditando em minha sala de estar, em uma área rural do Maine. Eu estava sozinho porque trabalhava em casa, e minha esposa, Karen, viajava diariamente a trabalho para Lewiston. Nós não tínhamos filhos, e, portanto, eu desfrutava de um ambiente bastante calmo, exceto pelos latidos ocasionais de nossa cadela, Nupey. Conforme minha mente emergiu da minha meditação, abri meus olhos, e fiquei atordoado de ver que não estava sozinho. De boca aberta, sem emitir um som, fiquei olhando fixamente para um homem e uma mulher, sentados em meu sofá, olhando diretamente para mim com sorrisos gentis e radiantes, e olhos penetrantes. Não havia nada ameaçador neles; na verdade, eles pareciam extraordinariamente pacíficos, o que eu achei tranqüilizador. Olhando agora para trás, fico imaginando porque não fiquei mais amedrontado, uma vez que essas pessoas de aspecto muito sólido tinham se materializado aparentemente do nada. Ainda assim, essa primeira aparição de meus futuros amigos foi tão surreal que o medo, de alguma forma, não parecia apropriado.

As duas pessoas aparentavam ter por volta de trinta anos, e pareciam muito saudáveis. Suas roupas eram elegantes e contemporâneas. Eles não pareciam com nada que eu tivesse imaginado sobre os anjos, ou mestres ascensionados, ou qualquer outro tipo de seres divinos. Não existia luz ou aura fulgurante ao redor deles. Alguém poderia ter topado com eles jantando em um restaurante, e nem ter lhes dado um segundo olhar. Mas, eu não podia deixar de notá-los, sentados lá em meu sofá, e me descobri olhando para a atraente mulher mais do que para o homem. Percebendo isso, a mulher falou primeiro.

PURSAH: Olá, meu querido irmão. Posso ver que você está atônito, não realmente amedrontado. Eu sou Pursah, e esse é nosso irmão Arten. Nós estamos aparecendo para você como símbolos cujas palavras vão ajudar a facilitar o desaparecimento do universo. Eu digo que nós somos símbolos, porque qualquer coisa que pareça ter uma forma é simbólica. A única realidade verdadeira é Deus ou o espírito puro, que no Céu são sinônimos, e Deus e o espírito puro não têm forma. Portanto, não existe conceito de masculino ou feminino no Céu. Qualquer forma, incluindo seu próprio corpo, que é experimentada no universo falso da percepção precisa, por definição, ser simbólica de alguma outra coisa. Esse é o significado real do segundo mandamento, “Vós não deveis ter diante de vós nenhum ídolo”. A maioria dos estudiosos da Bíblia sempre considera esse mandamento em particular como um mistério. Por que Deus não iria querer nenhuma imagem Dele? Moises pensou que a idéia era se livrar da idolatria pagã. O real significado é que você não deveria fazer nenhuma imagem de Deus, porque Deus não tem imagem. Essa idéia é central para o que vamos falar a você mais tarde.

GARY: Você pode falar isso de novo?

ARTEN: Nós vamos repetir as coisas o suficiente para que você as entenda, Gary, e uma das coisas que você vai perceber é que vamos falar mais e mais em seu próprio estilo de linguagem. Na verdade, vamos colocar as coisas para você muito diretamente. Nós achamos que você já é crescido o suficiente para lidar com isso, e não viemos aqui para perder tempo. Você pediu ajuda a Jesus. Ele ficaria feliz de vir a você pessoalmente, mas isso não é o mais correto agora. Nós somos os representantes dele. A propósito, na maior parte do tempo, vamos nos referir a Jesus como J. Nós temos permissão dele para isso, e vamos lhe dizer o motivo quando chegar a hora certa. Você queria saber como era estar lá com ele, há dois mil anos. Nós estávamos lá, e vamos ficar felizes em lhe contar sobre isso, embora você talvez fique surpreso de descobrir que existem muito mais vantagens em ser um estudante dele hoje, do que naquela época. Uma coisa que vamos fazer é desafiá-lo da maneira que J nos desafiou repetidamente, tanto no passado, quanto no que você pensaria como sendo futuro. Nós não vamos facilitar as coisas para você, nem dizer o que você gostaria de ouvir. Se você quiser ser tratado com luvas de pelica, então, vá a um parque temático. Se você estiver pronto para ser tratado como um adulto que tem o direito de saber por que nada no seu universo tem a possibilidade de funcionar no final das contas, então, vamos aparecer para o trabalho. Você vai aprender tanto a causa dessa situação quanto a maneira de sair dela. Então, o que você diz?

GARY: Não sei o que dizer.

ARTEN: Excelente. Essa é uma ótima qualidade de um estudante, além da vontade de aprender. Eu sei que você tem isso. Também sei que você não gosta muito de falar. Você é o tipo de cara que poderia ficar em um monastério durante anos, sem dizer uma única palavra. Você também tem uma memória excepcional, algo que vai ser muito conveniente para você mais tarde. Na verdade, nós sabemos tudo sobre você.

GARY: Tudo?

PURSAH: Sim, tudo. Mas não estamos aqui para julgá-lo, então, não existe sentido em esconder as coisas ou em ficar embaraçado. Nós estamos aqui simplesmente porque é útil para nós aparecer nesse momento. Tire vantagem de nós o quanto puder. Quaisquer perguntas que vierem à sua mente. Você está imaginando porque temos essa aparência. A resposta é que gostamos de nos adequar aos lugares aonde vamos. Também, nós nos vestimos em uma moda secular, porque não representamos nenhuma religião ou denominação em particular.

GARY: Então, vocês não são Testemunhas de Jeová, porque eu já disse a eles que não faço parte de igrejas organizadas.

PURSAH: Nós certamente somos testemunhas de Deus, mas Testemunhas de Jeová se referem à uma antiga crença de que, exceto para um número restrito de pessoas que vão estar com Ele, o Reino de Deus será na Terra, com eles em corpos glorificados, e não é isso o que ensinamos. Nós podemos discordar dos ensinamentos dos outros, mas não os julgamos, e respeitamos o direito de todas as pessoas de acreditarem no que quiserem.

GARY: Isso é legal, mas eu não sei se gosto da idéia de não existir masculino e feminino no Céu.

PURSAH: Não existem diferenças no Céu, e nem mudanças. Tudo é constante. Essa é a única maneira de ele poder ser completamente confiável, ao invés de caótico.

GARY: Isso não é um pouco chato?

PURSAH: Deixe-me perguntar algo Gary; sexo é chato?

GARY: Não na minha vida.

PURSAH: Bem, imagine o próprio auge de um orgasmo sexual perfeito, exceto que esse orgasmo nunca termina. Ele continua para sempre, sem diminuir sua intensidade poderosa e perfeita.

GARY: Vocês têm minha atenção.

PURSAH: O ato sexual físico não chega nem perto do êxtase incrível do Céu. Ele é apenas uma pobre imitação da união com Deus. É um falso ídolo, feito para manter sua atenção presa ao corpo e ao mundo, com apenas uma recompensa suficiente para mantê-lo voltando para buscar mais. É muito similar a um narcótico. O Céu, por outro lado, é um êxtase perfeito, indescritível, que nunca termina.

GARY: Isso parece lindo, mas não explica todas aquelas experiências que as pessoas têm sobre o outro lado – viagens fora do corpo, experiências de quase-morte, comunicações com pessoas que já morreram, e coisas dessa natureza.

ARTEN: O que você chama desse lado e do outro lado, são apenas dois lados da mesma moeda ilusória. Tudo isso é o universo da percepção. Quando seu corpo parece parar e morrer, sua mente continua funcionando. Você gosta de ir ao cinema, certo?

GARY: Todos devem ter um hobby.

ARTEN: Quando você faz uma transição de um lado para o outro, seja dessa vida para o pós vida, ou para um corpo novamente, é como sair de um cinema e entrar em outro diferente. Exceto que esses filmes são mais como os filmes de realidade virtual que as pessoas terão no futuro, onde tudo vai parecer completamente real, até mesmo se o tocarmos.

GARY: Isso me lembra do artigo que li sobre uma máquina, em um laboratório no MIT, onde você pode colocar seu dedo e sentir coisas que não estão lá. É esse o tipo de tecnologia sobre o qual você está falando?

ARTEN: Sim, algumas invenções imitam alguns aspectos do que a mente faz. Voltando ao ciclo do nascimento e morte, quando você aparentemente nasce de novo em um corpo físico, se esquece de tudo, ou pelo menos da maioria. Tudo isso é um truque da mente.

GARY: Minha cabeça está na minha mente?

ARTEN: Sua cabeça, seu cérebro, sua poesia, quaisquer universos paralelos, e tudo o mais que possa ser percebido são projeções da mente. São todos simbólicos de um único pensamento. Nós vamos lhe dizer qual é esse pensamento mais tarde. Uma maneira ainda melhor de pensar sobre isso é considerar seu universo um sonho.

GARY: Ele parece muito sólido para ser um sonho, companheiro.

ARTEN: Nós vamos lhe dizer mais tarde porque ele parece sólido, mas você precisa de mais background primeiro. Não vamos nos adiantar demais. O que Pursah estava tentando gravar em você é que ninguém está pedindo que você abra mão de muitas coisas em troca de nada. É realmente o oposto disso. Você, um dia, vai perceber que não está abrindo mão de nada em troca de tudo – um estado tão impressionante e alegre, que é impossível de descrever em palavras. Para alcançar esse estado de Ser, entretanto, você precisa querer passar por um processo difícil de correção, feito pelo Espírito Santo.

GARY: Essa correção de que você fala, tem algo a ver com ser politicamente correto?

PURSAH: Não. Ser politicamente correto, não importando o quanto seja bem intencionado, ainda é um ataque à liberdade de expressão. Você vai descobrir que somos livres até em relação ao nosso discurso. A palavra correção não é usada por nós da maneira comum, porque corrigir algo, geralmente, significa que você o conserta e mantém. Quando o falso universo acabar de ser corrigido pelo Espírito Santo, não vai mais parecer existir.
Eu digo que ele não vai mais parecer existir, porque ele não existe na realidade. O verdadeiro Universo é o Universo de Deus, ou o Céu – e o Céu não tem absolutamente nada a ver com o falso universo. Entretanto, existe uma maneira de olhar para o seu universo que vai ajudá-lo a voltar para seu verdadeiro lar com Deus.

GARY: Você está falando sobre o universo como se ele fosse algum tipo de engano. Mas a Bíblia diz que Deus criou o mundo, e a maioria das pessoas acredita nisso, sem mencionar todas as religiões do mundo. Meus amigos e eu pensamos que Deus produziu o mundo para que Ele pudesse se conhecer experimentalmente, o que eu acho que é uma crença muito comum na Nova Era. Deus não criou a polaridade, dualidade, e todos os opostos nesse mundo de sujeito e objeto?

PURSAH: Em uma única palavra, não. Deus não criou a dualidade, e Ele não criou o mundo. Se Ele o tivesse feito, seria o autor de um “conto contado por um idiota”, para emprestar a descrição de Shakespeare sobre a vida. Mas Deus não é um idiota. Nós vamos provar isso a você. Ele pode ser apenas uma de duas coisas. Ou ele é o perfeito Amor, como diz a Bíblia quando tropeça acidentalmente na verdade, ou Ele é um idiota. Você não pode vê-Lo das duas formas. J também não era idiota, porque ele não foi enganado pelo falso universo. Nós vamos lhe contar mais sobre ele, mas não espere uma versão oficial. Você se lembra da história sobre o Filho pródigo?

GARY: Claro. Bem, eu provavelmente gostaria de um lembrete.

PURSAH: Pegue seu Novo Testamento ali, e leia essa história para nós; então vamos explicar algo a você. Mas deixe de lado o último parágrafo.

GARY: Por que eu devo deixar de lado o último parágrafo?

ARTEN: Ele foi acrescentado à história depois dela ter passado para outras pessoas, através da tradição oral. Então, isso foi mais uma mudança feita pelo médico que escreveu tanto o Livro de Lucas, quanto o Livro dos Atos.

GARY: Tudo bem. Eu vou dar a vocês o beneficio da dúvida por enquanto. A Versão Padrão Revisada é boa o bastante?

ARTEN: Sim, ela é prática. Vá até Lucas, 15:11.

GARY: Certo. Agora, é Jesus que está falando aqui, certo?

ARTEN: Sim. J não fala tanto assim na Bíblia, e, quando fala, muitas vezes é citado erroneamente. Ele foi citado erroneamente e mal compreendido por todos, do inicio ao fim, incluindo nós mesmos. Nós o compreendemos melhor do que a maioria, mas ainda tínhamos muito a aprender. Nós estamos falando com você agora com o beneficio de uma aprendizado subseqüente. Mas J foi citado erroneamente com mais freqüência nos relatos individuais que se tornaram os Evangelhos em voga. Essas eram as histórias populares daquele tempo. J não disse muitas das coisas que são citadas como sendo ditas por ele nesses livros, mas ele realmente disse algumas delas – assim como ele não fez a maioria das coisas que aparece fazendo nesses livros, mas realmente fez algumas delas.

GARY: Você quer dizer que é como um desses filmes para televisão onde eles dizem que são baseados em uma história real, mas a maior parte é inventada?

ARTEN: Sim, muito bom. A outra metade do Novo Testamento vem quase que inteiramente do Apóstolo Paulo, que realmente era muito carismático, mas não ensinou as mesmas coisas que J. Nenhuma das pessoas que escreveu a Bíblia jamais conheceu J, exceto o autor de Marcos, que era apenas uma criança na época em que o conheceu. Veja o Livro das Revelações. Parece uma história de Stephen King. Imagine retratar J como um líder guerreiro, montado em um cavalo branco, e usando um manto mergulhado em sangue! Não, ele não é um guerreiro espiritual – um termo que é o maior oxímoro de todos.

GARY: Uma pergunta antes da história, se vocês não se importarem.

PURSAH: Vá em frente. Nós não estamos com pressa.

GARY: A idéia de que Deus não criou o mundo não é uma crença gnóstica?

ARTEN: O princípio certamente não se originou com os gnósticos, mas o precedeu em outras filosofias e religiões. Em relação às seitas gnósticas, elas estavam certas em acreditar que Deus não criou esse arremedo de mundo, mas cometeram o mesmo erro que quase todos os outros: tornaram o mundo criado de maneira errônea psicologicamente real para eles. Eles o viram como um mal a ser desprezado. J, por outro lado, viu o mundo como o Espírito Santo o vê: uma oportunidade perfeita para o perdão e a salvação.

GARY: Então, ao invés de resistir ao mundo, eu deveria buscar maneiras de usá-lo como uma chance de ir para casa?

PURSAH: Exatamente. Bom menino. J costumava dizer, “Vocês ouviram o que tem sido dito ‘um olho por um olho, e um dente por um dente’. Mas eu digo a vocês, não resistam àquilo que vocês pensam ser o mal”. Não apenas isso foi uma confrontação chocante e direta da antiga escritura, mas também a resposta para a pergunta que você acabou de fazer. Para demonstrar melhor a atitude de J, por que você não lê aquela história agora?

GARY: Tudo bem. Estou um pouco enferrujado com isso, mas aí vai.

Havia um homem que tinha dois filhos; e o mais jovem disse ao pai, “Pai, dê-me a metade que me cabe das propriedades”. E ele dividiu seus bens entre eles. Não muitos dias depois, o filho mais jovem juntou tudo o que tinha e partiu em sua jornada para um país distante, e lá ele esbanjou sua fortuna em vida fácil. E, quando tinha gastado tudo, uma grande escassez veio para aquele país, e ele começou a passar necessidades. Então, ele se juntou a um dos cidadãos daquele país, que o mandou para seus campos, para alimentar os porcos. E ele alegremente encheu os potes onde os porcos comiam, e ninguém lhe deu nada. Mas, quando caiu em si, disse, “Quantos servos do meu pai têm pão que dá e sobra, mas eu estou padecendo aqui, com fome! Vou me levantar e ir até meu pai, e vou dizer a ele, ‘Pai, eu pequei contra o céu, e contra você, trate-me como qualquer um dos seus servos’”. E ele levantou e foi até o seu pai. Mas, enquanto ainda estava distante, seu pai o viu e teve compaixão, e correu para abraçá-lo e beijá-lo. E o filho disse a ele, “Pai, eu pequei contra o céu e contra você; não mereço mais ser chamado de seu filho”. Mas o pai disse aos seus servos, “Tragam rápido o melhor manto e o coloquem em seus ombros; e coloquem um anel em seu dedo, sapatos em seus pés, e tragam a vitela mais gorda e a matem, e vamos comer e nos alegrar, pois meu filho estava morto e está vivo novamente; ele estava perdido e foi encontrado”. E eles começaram a se alegrar.

ARTEN: Obrigado, Gary. A história ainda continua muito boa, embora eu possa lhe assegurar que ela soava muito melhor em aramaico. É claro, J estava usando os símbolos da platéia para quem estava falando, mas ainda existe muito a se aprender observando essa história com clareza.
A primeira coisa que você tem que entender é que o Filho não foi expulso de casa; ele era inocente e inconseqüente o bastante para pensar que poderia partir e viver melhor por conta própria. Essa foi a resposta de J para o mito do Jardim do Éden. Deus não baniu você do paraíso, e Ele não é responsável de qualquer modo, aspecto ou forma por sua experiência de estar à parte Dele.
A próxima coisa que você deveria perceber é que o Filho acabou com seus limitados recursos e começou a experimentar a escassez, uma condição que não existia no Céu. Estando aparentemente separado da sua Fonte, ele agora estava experimentando o desejo pela primeira vez. Nós vamos explorar esse assunto com você quanto sentirmos que é apropriado. Mais uma vez, nós dizemos que ele está aparentemente separado da sua Fonte, porque estamos falando de algo que apenas parece ter acontecido, mas que realmente não aconteceu. Compreendemos que esse é um conceito difícil, e vamos falar mais sobre isso com o correr do tempo.
Agora experimentando a escassez, o Filho tentou suprir essa falta juntando-se a outro cidadão daquele país. Isso é simbólico de tentar encontrar soluções para seus problemas em algum lugar fora de você, invariavelmente envolvendo alguma forma de relacionamento especial. Essas tentativas sem fim e sem esperança de achar uma solução através de uma busca externa vão continuar até que você se torne como o Filho pródigo quando ele caiu em si. Então, o Filho percebeu que a única resposta significativa para seu problema era voltar para a casa do seu Pai, e fazer isso se tornou mais importante para ele do que qualquer outra coisa no mundo.
Aqui, ele chegou ao ponto mais importante da história: o contraste entre o que o Filho chegou a acreditar que era verdadeiro sobre si mesmo, e o que seu Pai sabia ser verdadeiro. O Filho pensou que havia pecado e que não merecia ser chamado de Filho do seu Pai. Mas, o seu Pai amoroso não quis nem ouvir falar sobre nada disso. Ele não estava irado ou vingativo, e não estava nem um pouco interessado em punir Seu Filho. É assim que Deus realmente é! Ele não pensa como os humanos, porque Ele não é uma pessoa. A história é metafórica. O Amor de Deus corre para encontrar Seu Filho. Deus sabe que Seu Filho é inocente para sempre, porque Ele é Seu Filho. Nada do que parece acontecer pode jamais mudar esse fato. O Filho pródigo agora está retornando à vida. Ele não está mais perdido em sonhos de escassez, destruição e morte. Está na hora de festejar.

GARY: Não é que isso não faça sentido, mas eu tenho alguns problemas. Em primeiro lugar, a coisa sobre todo o universo ser responsabilidade do Filho pródigo e não de Deus. O mundo, a natureza, o corpo humano, tudo parece impressionante para mim. Eu não sou exatamente o que vocês chamariam de um otimista tolo, mas existe muita beleza, ordem e complexidade que me pareceriam ter um toque de Deus. Em segundo lugar, se eu dissesse às pessoas que Deus não criou o mundo, isso iria provocar um alvoroço tão grande por aí quanto gases no elevador.

ARTEN: Vamos cuidar dos gases primeiro. A verdade é que você não tem que dizer nada a ninguém. Seria completamente possível que você praticasse o tipo de espiritualidade sobre a qual vamos conversar sem que ninguém jamais soubesse. Isso será entre você e o Espírito Santo ou J, quem você preferir. A única diferença entre o Espírito Santo e J é que um é abstrato e o outro específico. Eles são realmente o mesmo, e seu trabalho será feito em sua mente junto com Eles.
Isso não é sobre tentar salvar um mundo que não está lá fora realmente de maneira alguma. Você salva o mundo se concentrando em suas próprias lições de perdão. Se cada um se concentrasse em suas próprias lições, ao invés de nas lições de outra pessoa, o Filho pródigo, coletivo, estaria em casa em um minuto nova iorquino. À propósito, isso não vai acontecer até o final, mas também vamos conversar sobre o tempo, e você verá que nada nesse universo é o que parece ser. De qualquer forma, você não tem que esperar. Sua hora chegou, mas apenas se você quiser seguir o sistema de pensamento do Espírito Santo ao invés de tentar liderar o planeta em uma caçada de gansos selvagens.
O mundo não precisa de outro Moisés, e nunca foi a intenção de J iniciar uma religião. Tanto naquela época quanto agora, o mundo precisa de uma nova religião tanto quanto de um buraco maior na camada de ozônio. J foi o seguidor máximo, no sentido de que ele, com o tempo, ouviu apenas ao Espírito Santo. Sim, ele compartilhou sua experiência conosco, mas ele sabia que não podíamos entender muito, e que iríamos aprender algum dia, exatamente como ele fez.
Sobre a tão chamada beleza e complexidade do universo, é como se você tivesse pintado um quadro com uma tela defeituosa e tintas de qualidade inferior, e, logo que terminou, a pintura começou a rachar e as imagens nela começaram a se decompor e a despencar. O corpo humano parece ser uma obra perfeita e espantosa – até que algo dá errado com ele. Eu não tenho que lhe dizer que aparência seus pais tinham um pouco antes que suas vidas terrenas terminassem.

GARY: Eu agradeceria se você não me lembrasse disso.

ARTEN: Não existe nada em seu universo que não siga o padrão da decadência e da morte, e não existe nada aqui que possa parecer viver sem que outra coisa morra. Seu mundo é bastante impressionante até que você aprende realmente a olhar. Mas as pessoas não querem olhar realmente, não apenas porque não é uma imagem bonita, mas porque o mundo é projetado para trazer um sistema de pensamento inconsciente que governa suas vidas sem que elas tenham a mínima idéia. Então, você vai ter que relaxar por um momento, e nos dar uma chance de explicar mais até que comece a entender a idéia geral.

GARY: Acho que não vai doer eu dar a vocês uma chance, mas não me culpem por ser cético. Eu tenho um primo que é pastor e ele diria que vocês dois são testemunhas de Satanás e não de Deus.

PURSAH: Tão previsível! J foi acusado muitas vezes de blasfêmia; está até na Bíblia. Garanto a você que se ele estivesse aqui em carne e osso, seria acusado exatamente da mesma coisa hoje em dia – e, por cristãos. Não espere que nós nos esquivemos da blasfêmia e da heresia mais do que ele o faria. O que você pode esperar de nós é honestidade e franqueza. Algumas pessoas precisam ser tratadas gentilmente, e outras podem agüentar uma paulada na cabeça, como o antigo treinamento Zen. Nós não temos problema algum em sacudir as gaiolas das pessoas. Não temos interesse no que você pensa sobre nós. Somos livres para ser professores e não políticos. Não temos que bajulá-lo para que você fique satisfeito e confortável conosco ao invés de aprender algo. Sua aprovação sobre o que temos a dizer não é necessária. Não temos necessidade de ser populares. Não temos nenhum interesse em manipular o nível da forma a fim de fazermos com que um conto contado por um idiota pareça ser nosso caminho. Nossa condição é pacífica, mas nossa mensagem será firme.
Estaremos oferecendo um esclarecimento sobre os princípios espirituais, não um substituto para eles. Nossas palavras são simplesmente auxiliares para aprendizagem. Nosso propósito é ajudá-lo a compreender certas idéias pra que o Espírito Santo seja mais acessível a você em seus estudos e em suas experiências diárias.
Nós já dissemos que vamos falar sobre o passado. Depois disso, vamos conversar sobre os ensinamentos de J, que possivelmente não foram compreendidos até agora. Existe um documento espiritual do qual você, Gary, ouviu falar pela primeira vez no início dos anos oitenta, através de um companheiro que participava daquele curso de seis dias que você fez. Você não leu nada sobre isso naquela época, o que também é correto, mas vai começar a estudá-lo dentro das próximas semanas. Esse ensinamento se originou durante essa vida, mas você vai ver que não é desse mundo. Ele está se espalhando através de muitos países, e já está sendo mal interpretado e mal compreendido, assim como a mensagem de J foi distorcida há dois mil anos. Isso era de se esperar. Mas nós vamos ajudá-lo a entrar no compasso certo com essa obra-prima metafísica para que você possa ouvi-la de maneira mais clara.

GARY: Fico feliz que você pense que sabe tudo, incluindo meu futuro, mas eu vou decidir o que vou estudar e quando vou fazer isso. Entretanto, sempre pensei que Jesus era legal, e vocês falam bastante sobre ele. A maioria dos meus amigos da Nova Era não fala muito nele. É quase como se eles ficassem perturbados por causa dele. O que vocês dizem disso?

ARTEN: Não é de J que eles não gostam. É a versão bíblica de J, orientada para o comportamento, que tem sido socada neles goela abaixo a vida toda que eles não podem suportar. Existe outra questão envolvida, à qual vamos voltar na hora certa, mas você pode culpar seus amigos por estarem confusos sobre J? O cristianismo é tão conflitado que promove abertamente ensinamentos que são diametralmente opostos uns aos outros. Como se espera que alguém lide com isso? As pessoas um dia vão parar de culpar J por algumas das coisas ridículas que o cristianismo fez e continua a fazer em seu nome. Ele não tem mais a ver com isso do que Deus tem a ver com esse mundo.

GARY: Vocês estão me dando um material bem radical aqui.

ARTEN: Ah, estamos apenas começando. Existem muitos livros bastante populares e supostamente não convencionais escritos nas últimas décadas – como os das maiores religiões do mundo – que foram apresentados como se tivesse vindo diretamente de Deus ou do Espírito Santo, embora seus ensinamentos realmente reflitam um nível de despertar espiritual que poderia ser descrito como medíocre. Para todos os propósitos e intenções, o dualismo – o qual iremos definir durante visitas futuras – é o nível de pensamento do mundo inteiro, até mesmo entre a maioria das pessoas que seguem caminhos espirituais que são não-dualistas. Embora seja verdadeiro que o Espírito Santo trabalha com todas as pessoas de uma maneira que elas possam entender – e é por isso que todos os caminhos espirituais são necessários – é um dos nossos desafios para você que os ensinamentos do dualismo precisam, uma hora dessas, levar aos ensinamentos e à prática do semi-dualismo, não-dualismo e, finalmente, ao puro não-dualismo, se você quer experimentar o Amor de Deus. Se isso parece complicado, descanse na certeza de que é muito simples, e será apresentado a você de uma maneira muito compreensível e linear.
Existem muitos de sua geração que imaginam estar prontos para levar as vibrações do planeta para o bem. Infelizmente, isso não é tão fácil. Se vocês pudessem se mover rapidamente para o país das maravilhas, então todos já estariam experimentando o Reino. Mas sua experiência é a de que vocês estão aqui, ou, de outra forma, não estariam experimentando estar aqui. E existe um grande problema segurando seus amigos, sobre o qual os autores populares da Nova Era não falam.
Talvez o erro mais negligenciado por todas as religiões e filosofias, incluindo os modelos da Nova Era, é a falha em compreender que, embora fazer coisas como pensar de maneira positiva, permanecer no “agora”, rezar, fazer afirmações, negar pensamentos negativos, e ouvir a oradores famosos possa temporariamente ter um impacto útil, não podem liberar o que está preso nas profundezas de sua mente inconsciente. Sua mente inconsciente, - da qual vocês se esqueceram completamente, ou não seria inconsciente – está sob o domínio de um sistema de pensamentos doentio que é compartilhado tanto no nível coletivo quanto individual, por todos que vêm para o universo falso – ou eles nem teriam vindo para cá em primeiro lugar. Isso vai continuar assim até que seus pensamentos sejam examinados, corretamente perdoados, liberados ao Espírito Santo e substituídos por Seus pensamentos. Até então, suas crenças ocultas vão continuar a dominá-los e a reivindicá-los de maneira pré-determinada. O mundo está apenas encenando um cenário simbólico no qual cada um aqui concordou em participar antes de parecer ter chegado.

GARY: Você não tem que me convencer que o mundo nos absorve de vez em quando. Mas, e as coisas boas? Todos nós temos bons momentos.

ARTEN: Seus bons momentos no mundo são bons apenas se comparados com os maus. Você um dia vai aprender que tudo isso é um truque, que sua percepção – algo que você valoriza imensamente – está simplesmente mentindo para você. Você não ouviria ao seu sistema de pensamentos inconsciente se ele não se escondesse e mentisse para você, porque ele é aparentemente tão desprezível, e ouvi-lo é tão doloroso, que você fugiria se realmente pudesse examiná-lo. J pode ajudá-lo a examinar esse sistema. Ele pode mostrar a você um modo de tornar sua mente inconsciente consciente a um grau que Freud nunca teria imaginado. Esse será o propósito de algumas de nossas conversas futuras, mas temos outras coisas para conversar primeiro.

GARY: Enquanto isso, vocês têm algo mais encorajador a me dizer?

PURSAH: Certamente, se o seu desejo for ir para casa. J está do lado de fora da porta do hospício, chamando você para sair e se juntar a ele, e você fica tentando arrastá-lo de volta para cá. Essa era a situação do mundo há dois mil anos, e ainda é a mesma hoje. A pessoa que primeiro disse que quanto mais as coisas mudam, mais permanecem as mesmas, acertou em cheio no universo holográfico. Mas existe uma maneira de sair, e é isso que deveria ser encorajador para você.

ARTEN: Ajudando-o, nós não vamos estar dando a você a chamada sabedoria das idades de que seus magos espirituais contemporâneos gostam tanto. Você, ao invés disso, vai aprender que a maioria do que o mundo pensa ser a sabedoria das idades realmente é presunção. A “inteligência divina do universo” é uma frase que merece ser totalmente descartada. Você vai aprender que bebês não nascem como uma tabula rasa, ou uma tendência natural para se focalizarem no amor, e depois são corrompidos pelo mundo, e vai descobrir que se você for voltar para Deus, então, terá algum trabalho a fazer – não trabalhar no mundo, mas com seus pensamentos. Durante a maior parte disso, você terá a impressão de que estaremos fazendo julgamentos, muitos deles. Existe uma boa razão para isso. A única maneira possível de ensinarmos algo a você é pelo contraste entre o pensamento do Espírito Santo e o pensamento do mundo. O julgamento Dele é perfeito e leva a Deus. Seu julgamento é pobre, e o leva de volta para cá, vezes sem conta.

PURSAH: Durante nossas partilhas, você também vai descobrir o que realmente é, como chegou aqui, exatamente por que você e todas as outras pessoas se comportam e se sentem da maneira que fazem, por que o universo continua repetindo os mesmos padrões infinitamente, por que as pessoas ficam doentes, a razão por trás de todas as falhas, casualidades, vícios, e desastres naturais, a causa real de toda violência, crime, guerra e terrorismo no mundo, e a única solução significativa para todas essas coisas, e como aplicá-la.

GARY: Se vocês conseguirem me contar tudo isso, vão ganhar um prêmio.

PURSAH: Existe apenas um único prêmio no qual todas as pessoas deveriam estar interessadas.

GARY: O Céu?

ARTEN: Sim. Você ouviu que a verdade o libertará. Isso é verdadeiro, mas ninguém lhe diz o que é a verdade. Você ouviu que o Reino do Céu está dentro de você. Isso também é verdade, mas ninguém lhe diz como chegar lá. Se alguém o fizesse, você ouviria? Você pode levar um ser humano à água, mas não pode fazê-lo beber. Nós vamos virá-lo para a água, mas você só vai bebê-la se estiver pronto para uma espiritualidade que, como a verdade, não é desse universo.

Uma das diferenças fundamentais entre os ensinamentos de J e os ensinamentos do mundo é: “Os ensinamentos do mundo são o produto de uma mente dividida, inconsciente. Uma vez que você os receba, fará um acordo, e, uma vez que faça esse acordo, não mais terá a verdade.
Você não vai encontrar nenhum acordo conosco, e nem sempre gostará disso. Isso não importa. Se nós lhe déssemos tudo aquilo que você pensa que quer, você estaria procurando algo mais dentro de um mês. Você não precisa que nós o ajudemos a se sentir melhor sobre um universo que nunca valeu o preço do ingresso, e nunca valerá.
Existe algo muito melhor sobre o que se sentir bem. Com a velocidade de Deus, nós seguimos nosso caminho para casa. Nossa intenção agora é ajudar você a encontrar o seu caminho. Vamos voltar logo para o segundo de dezessete encontros. Nossa próxima conversa será a mais longa, e, enquanto isso, você pode querer considerar a idéia de que, se os ensinamentos que está ouvindo são realmente do espírito, então, deve ser evidente que os princípios que estão sendo expressos não vieram de pessoas ou do universo – pois eles são a correção de ambos.

Fonte: O Desaparecimento do Universo

O REINO DO CÉU

O REINO DO CÉU
Se tivermos um bom CORAÇÃO e seguirmos o que nos pede o nosso CRIADOR, então podemos nos imaginar passando por este Portal de Entrada para o REINO DO CÉU...

Mas para que possamos entrar no REINO DO CÉU teremos que abrir a JANELA de nosso CORAÇÃO e aprendermos a TER e SER o AMOR INCONDICIONAL.

Teremos que sentir-nos totalmente livres dos DESEJOS, estes tais que nos aprisionam e nos criam ilusões.
Temos também que abandonar certos hábitos materiais que há muito estão enraigados dentro de nossa mente e de nosso coração, tais como: a luxúria, a ignonímia, a gula, a ignorância, o desejo pelas coisas dos outros, a inveja, o ódio, enfim, teremos que abandonar de vez o nosso EGOÍSMO, que é o causador maior de todos os nossos males..!!

Então, se conseguirmos DETONAR o EGOÍSMO e atingir o AMOR INCONDICIONAL em toda sua PLENITUDE, de tal forma que cada uma de nossas células e nossos pensamentos estejam impregnados do mais PURO AMOR DIVINO, somente assim nosso espírito se elevará e atingirá o PARAÍSO...

Sim, somente assim alcançaremos a LIBERTAÇÃO TOTAL.

DEUS É A NOSSA CONSCIÊNCIA..!!

Então, somente CONSCIENTES de nosso AMOR DIVINO, de nossa EXISTÊNCIA, de nossos objetivos aqui neste mundo, e totalmente LIBERTOS das amarras da ILUSÃO, de mente VAZIA, é que poderemos ENTRAR no REINO DO CÉU..!!

E então, CONSCIENTES DA VERDADE ABSOLUTA, nos tornaremos SERES DE LUZ e voltaremos para o nosso VERDADEIRO LAR.

Sim, este é o nosso tão sonhado e principal OBJETIVO aqui neste mundo...

Mas, enquanto ainda estivermos com os pés, a mente e o coração presos aqui neste velho corpo, nas coisas da "terra" e se não persistirmos, se continuarmos engatinhando pelo chão, feito criancinhas tentando alcançar algumas migalhas das "coisas celestiais", restar-nos-a apenas ORAR e AGRADECER ao nosso CRIADOR pela nossa humilde existência, e principalmente por estarmos AQUI e AGORA em vida, fazendo parte de Seu PLANO DIVINO.

Então, saibamos reconhecer que SOMOS muito mais do que pensamos ser perante o nosso CRIADOR.!!
Somos sua IMAGEM e SEMELHANÇA, e por isso, levantemos nossa cabeça, oremos e agradecemos-Lhe pela Sua tolerância, Sua complacência, Sua benevolência e Seu amor para conosco, almas em formatos humanos...


Coleção Hàmlid Escreve

20 de maio de 2008

A PEQUENA ALMA E O SOL

A PEQUENA ALMA E O SOL

Era uma vez, em tempo nenhum, um Pequena Alma que disse a Deus: — Eu sei quem sou!

E Deus disse: — Que bom! Quem és tu?

E a Pequena Alma gritou: — Eu sou Luz

E Deus sorriu.

— É isso mesmo! — exclamou Deus. — Tu és Luz! A Pequena Alma ficou muito contente,porque tinha descoberto aquilo que todas asalmas do Reino deveriam descobrir.

— Uauu, isto é mesmo bom! — disse Pequena Alma.

Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus (o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É) e disse: — Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?

E Deus disse: — Quer dizer que queres ser Quem já És?

— Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! — respondeu a pequena Alma.

— Mas tu já és Luz — repetiu Deus, sorrindo outra vez.

— Sim, mas quero senti-lo! — gritou a Pequena Alma.

— Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira — disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou.

— Há só uma coisa...

O quê? — perguntou a Pequena Alma.

— Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.

— Hã? — disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.

— Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. 'Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz — eis a questão'.

— Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! — disse a Pequena Alma mais animada.

Deus sorriu novamente.

— Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão — disse Deus.

— O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.

— É aquilo que tu não és — replicou Deus.

— Eu vou ter medo do escuro?

—choramingou a Pequena Alma.

— Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.
— Ah! — disse a Pequena Alma, sentindo se logo melhor.

Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exatamente o oposto.

— É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é — disse Deus — Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, — continuou Deus — quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz
para amaldiçoar a escuridão. 'Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão.

Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!'

— Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? — perguntou a Pequena Alma.

— Claro! — Deus riu-se. — Claro que podes! Mas lembra-te de que 'especial' não quer dizer 'melhor'! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!

— Uau — disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando.

—Posso ser tão especial quanto quiser!

— Sim, e podes começar agora mesmo —disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma — Que parte de especial é que queres ser?

— Que parte de especial?

— repetiu a Pequena Alma. — Não estou a perceber.

— Bem, — explicou Deus — ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial? A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.

— Conheço imensas maneiras de ser especial!

— exclamou a Pequena Alma — É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.

— Sim! — concordou Deus — E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.

— Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! — proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo.

— Quero ser a parte de especial chamada 'perdão'. Não é ser especial
alguém que perdoa?

— Ah, sim, isso é muito especial,assegurou Deus à Pequena Alma.

— Está bem. É isso que eu quero ser.

Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim — disse a Pequena Alma.

— Bom, mas há uma coisa que devias saber — disse Deus. A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.

— O que é? — suspirou a Pequena Alma.

— Não há ninguém a quem perdoar.

— Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.

— Ninguém! — repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta. Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados — de todo o Reino — porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer. Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar.

Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto,que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.

— Então, perdoar quem? — perguntou Deus.

— Bem, isto não vai ter piada nenhuma!

— resmungou a Pequena Alma — Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.

E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste. Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:

— Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te — disse a Alma Amiga. — Vais? a Pequena Alma animou-se.

—Mas o que é que tu podes fazer?

— Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!

— Podes?

— Claro!

— disse a Alma Amiga alegremente.

— Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.

— Mas porquê? Porque é que farias isso? — perguntou a Pequena Alma.

— Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?

— É simples — disse a Alma Amiga. — Faço-o porque te amo. A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.

— Não fiques tão espantada — disse a Alma Amiga — tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes.

Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas.

Brincámos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e oFeminino, o Bom e o Mau — fomos ambas a vítima e o vilão. Encontrámo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exacta e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.

— E assim — a Alma Amiga explicou mais um bocadinho — eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a 'má' desta vez.

Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.

— Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? — perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.

— Oh, havemos de pensar nalguma coisa — respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:

— Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?

— Sobre o quê? — perguntou a Pequena Alma.

— Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não muito boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.

— Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! — exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: — Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!

Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.

— O que é? — perguntou a Pequena Alma.

— O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!

— Claro que esta Alma Amiga é um anjo! — interrompeu Deus, — são todas!

Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos. E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.

— O que é que posso fazer por ti? —perguntou novamente a Pequena Alma.
— No momento em que eu te atacar e atingir, — respondeu a Alma Amiga
— no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...

— Sim?

— interrompeu a Pequena Alma — Sim? A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.

— Lembra-te de Quem Realmente Sou.

— Oh, não me hei-de esquecer! — gritou a Pequena Alma — Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.

— Que bom, — disse a Alma Amiga —porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.

— Não vamos, não!

— prometeu outra vez a Pequena Alma.

— Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva — a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.

E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão. E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.E, em todos os momentos dessa nova vida,sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza — principalmente se trouxesse tristeza — a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito.

Lembra-te sempre, — Deus aqui tinha sorrido — não te enviei senão anjos.

Neale Donald Walsch

8 de maio de 2008

SANATANA DHARMA

SANATANA DHARMA


Sanatana Dharma, também é conhecida como a religião dos hindus e é muito mais que uma religião, é uma orientação de vida que cobre a jornada da alma antes e após seu nascimento em corpo físico, bem como após a chamada morte. É o oceano para o qual todas as religiões fluem como rios que saciam a sede da humanidade. É tão antiga quanto a humanidade.

É sabedoria superior revelada aos homens e consolidada nos Vedas que são as escrituras sagradas da Índia que tratam de todos os ramos do conhecimento. Não é estática, ao contrário é tão dinâmica, que se adapta naturalmente as necessidades dos tempos.

Revela um saber tão profundo sobre a psique humana que a ciência atual mal consegue tocar sua superficialidade. Para aqueles que possuem a chave de seus códigos disponibiliza os ramos mais ocultos do conhecimento que leva à liberação do homem.

O conceito sobre o qual repousa o Sanatana Dharma é o do sat – chit – ananda (conhecimento/sabedoria – existência/vida –/felicidade/bem aventurança), que é característico da divindade. Agrupa as leis eternas da criação divina, dirigem o homem no sentido da realização da natureza humana e da natureza divina intrínsecas à sua individualidade em particular e à humanidade em geral.

O Sanatana Dharma ensina que da mesma forma que o calor faz parte da natureza do fogo e o frio faz parte da natureza da água a felicidade é nossa qualidade natural.

O sofrimento é uma qualidade adquirida como o calor é adquirido pela água quando esta é aquecida. Quando o calor desaparece da água quente esta readquire sua qualidade de frescor. De forma semelhante quando o sofrimento desaparece de nossas vidas a qualidade natural de alegria retorna a nós.

Outro aspecto que fundamenta o sanatana dharma, se refere a questão da vida e da morte e diz que para qualquer objeto vivente a vida é natural e não a morte, que é por causa disso todos anseiam fortemente pela vida e temem a morte.

Vida ou existência é consciência e o conhecimento está intimamente associado a ela. A compreensão desse conhecimento conduz à mais alta expressão da verdade e do amor, que se traduz na vida cotidiana de cada ser humano como uma profunda e contínua percepção da sua unidade com todos os seres conscientes e não conscientes.

Neste estágio o homem se torna realmente humano entendendo que não existe dor ou alegria, vida ou morte de nada nem de ninguém, que não faça parte de sua dor, alegria, vida e morte.
Assim está aberto o caminho para sua divinização, que a tradição védica, ao contrário da tradição ocidental, considera que é o caminho natural, mais fácil e mais rápido para alcançar a felicidade. É como o esforço necessário para nadar a favor da correnteza no rio da vida.

Sanatana Dharma não é o mesmo que hinduismo, embora normalmente se confunda com ele.
Essa confusào acontece frequentemente porque a base do hinduismo - ou seja da religião dos hindus - está nos Vedas e o alicerce dos Vedas é o Sanatana Dharma.

Todavia Sanatana Dharma está acima de todas as religiões e filosofias, é a lei cósmica que rege o ser humano e todos os outros seres, que rege o planeta, o sistema solar, a galaxia e o universo.

Não é antigo, nem novo, é absolutamente atemporal. É a essência da vida:
na criação, manutenção e destruição de tudo o que se move e o que não se move em todos os universos.

É o Babaji se manifestando como maha shakti ( a grande energia, a grande deusa), a grande lei.

Bhole Baba Ki Jay!
Rajindra - Devota de SRI 1008 MAHAVATAR BABAJI

7 de maio de 2008

NECESSIDADE... DESEJO...

“Linda guerreira, muitas vezes,
quando alguma aflição se manifesta lentamente em sua vida,
você não age.
Por ser algo percebido como não contundente,
você admite que aquela aflição não passe de um passageiro desconforto e que,
quando desejar,
aí sim você intervirá e resolverá o que preciso for...

Muitas vezes,
agir pelo desejo encerra uma perspectiva egóica e inócua.
Agir, pela necessidade,
sugere uma visão funcional...
Deixe-me dizer algo que aprendi nos campos de batalha:
As lutas são legítimas quando necessárias.
As lutas são inconseqüentes quando desejadas...
FLUIR... PROSSEGUIR...

"Da margem do rio,
percebo que a cada instante ele se renova,
porque sempre novas são as águas.
Elas surgem de uma delicada nascente,
como tímidas crianças,
e se expandem até se tornarem aguerridas mulheres,
na forma de oceanos.

Enquanto deslizam pelo leito que as conduz pela vida,
as águas aceitam que jovens riachos delas se desprendam
e se lancem pelas planícies em busca de seus próprios leitos,
como filhos crescidos.

As águas avançam...
Não param mesmo diante das grandes pedras que apontam na superfície,
como intransponíveis barreiras.
Elas contornam os obstáculos,
porque o incessante fluxo deve prosseguir.

Da margem do rio,
admiro as águas que em alguns lugares caem em cachoeiras
para ganharem mais força e entusiasmo...
e em outros descansam como plácidas lagoas.
Talvez o rio e suas águas desejem mostrar que viver significa fluir...
prosseguir..."


(xamã Sherotáia Kê Takoshemí -
http://www.carloshenriqueguimaraes.com/ )

1 de maio de 2008

EMOÇOES X EU BÁSICO


EMOÇOES X EU BÁSICO


Segue um texto interessante para refletir, espero que sirva para melhor entendimento das mensagens gravadas no Unihipili (Mente Subconsciente como é conhecida na tradição havaiana):

Por que sou tão inteligente e um fracasso emocional?

Pessoas têm passados, e isto é brutalmente importante para definir destinos. Pessoas podem estar muito acima da média, e ainda assim serem fracassados na vida em inúmeros aspectos, principalmente o emocional.

Recentemente, tem havido uma benéfica tendência em avaliar a inteligência das pessoas considerando a habilidade para lidar com emoções: a inteligência emocional. Isto tem feito com que muitas pessoas iludidas com o elogio ordinário dos seus talentos intelectuais se conscientizem da importância das suas deficiências em lidar com situações emocionais.

É um grande fato, porque revela, de um lado, o amadurecimento cultural da sociedade, que sempre pensou como competentes apenas os indivíduos tecnicamente bem preparados para tarefas específicas e, por outro lado, esta mesma sociedade vinha deixando no esquecimento que a natureza fundamental dos seres humanos é EMOCIONAL.

Como disse no primeiro parágrafo, pessoas têm passados, e isto é tão mais importante de ser considerado quanto mais o passado se desvie da regra geral. Quanto mais diferente for o caminho que lhe foi dado para seguir, mais tolerante você deve ser consigo mesmo, embora isto não recomende que você deva ser permissivo com suas falhas. Mas, o principal a ser considerado é que você tem uma história singular, única e deve respeitar antes de quem quer que seja, a sua unicidade no mundo.(...)
(...)Tomar consciência do alvo a ser atacado é o melhor caminho para utilizar-se destas ferramentas com maior proveito.

O que algumas mensagens passadas inocentemente pelos pais e de modo subliminar podem causar no futuro dos filhos. Veja a seguir:
MENSAGENS SUBLIMINARES
por Jan Hunt, Psicóloga diretora do "The Natural Child Project"

RECÉM-NASCIDO
Nós dizemos: "Você pode chorar o quanto quiser, não vou pegá-lo novamente!"
Nós pensamos: "Isso é de cortar o coração, mas não pode ser que os especialistas estejam errados."
A criança pensa: "Eles não me amam. Eles não se importam com meu sofrimento. Mamãe é perfeita, então deve haver algo errado comigo. Eu é que não mereço o amor de ninguém."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Mas o quê foi que você viu no João? Como você deixa ele tratá-la desse jeito? Você não sabe que merece mais do que isso?"

BEBÊ
Nós dizemos: "Não vai mais mamar no peito - você já está muito grande para isso!"
Nós pensamos: "Eu gostaria de continuar, mas não agüento mais as críticas dos parentes"
A criança pensa: "Acabo de perder a coisa mais importante da minha vida: aquele aconchego e o alimento com que eu me sentia melhor. Devo ter feito alguma coisa ruim. Devo ser uma pessoa horrível."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Porquê você bebe tanto?"

AOS 2 ANOS
Nós dizemos:
"Você não pode mais dormir na nossa cama. Você não vai ficar sozinho. Veja, o ursinho fará companhia para você!"
Nós pensamos: "A vovó acha que não está certo você dormir na nossa cama. Eu não tenho certeza, mas é mais importante para nós agradá-la do que agradar você. De qualquer modo, o ursinho deixará você feliz."
A criança pensa: "Não é justo! Eles se aconchegam com uma pessoa de verdade. Eles não me conhecem direito. Eles não se importam com meus sentimentos. Bom, pelo menos eles me deram esse ursinho."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Eu sei que você está chateada porque o João terminou com você, mas isso não é motivo para você se encher de dívidas com o cartão de crédito. Será que tudo isso que você compra vai fazer você se sentir melhor por ter sido abandonada? Quando foi que você se tornou tão materialista?"

AOS 4 ANOS
Nós dizemos: "Você já sabe que não devia bater em seu irmão! Vou lhe dar uma surra que jamais esquecerá!"
Nós pensamos: "Deve haver outro modo de resolver isso, mas era assim que meu pai fazia, então deve estar certo"
A criança pensa: "Eu estava tão bravo com meu irmão que bati nele. Meu pai ficou tão bravo de eu bater nele, que está batendo em mim. Acho que adulto pode bater, mas criança não. O quê eu posso fazer quando ficar bravo novamente? Bom, pelo menos vai chegar o dia em que eu também serei adulto"
Vinte anos depois, nós dizemos: "Briga de bar? Uma pessoa adulta não agride os outros só porquê está brava! Com quem você aprendeu a apelar para a violência?"

AOS 6 ANOS
Nós dizemos: "Bom, hoje é um grande dia para você. Não tenha medo, apenas faça tudo o que a professora mandar."
Nós pensamos: "Por favor não me faça ficar com vergonha de seu comportamento na escola!"
A criança pensa: "Mas estou com medo! Não estou preparada para passar tantas horas longe deles! Eles devem estar cansados de mim. Talvez se eu fizer tudo o que a professora mandar, eles gostem mais de mim e me deixem ficar em casa."
Vinte anos depois, nós dizemos: "O quê? Seus amigos a convenceram a experimentar drogas? Você não tem opinião própria?"

AOS 8 ANOS
Nós dizemos: "Sua professora disse que você não presta atenção às aulas. Como você vai aprender alguma coisa na vida?"
Nós pensamos: "Se meu filho não for nada na vida, vou me sentir um fracasso."
A criança pensa: "Não estou interessado no que a professora está dizendo, mas acho que é ela quem sabe. As coisas que me interessam não devem ser importantes."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Você já está com 28 anos e ainda não sabe o quê quer fazer da vida? Você não se interessa por nada?"

AOS 10 ANOS
Nós dizemos: "Quebrou mais um prato? Ah, não faz mal, eu mesma lavo."
Nós pensamos: "Eu sei que eu deveria ter mais paciência, mas pelo menos assim os pratos ficam limpos"
A criança pensa: "Puxa, como sou desastrada. É melhor eu nunca mais tentar ajudar."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Você quer o emprego mas não vai nem se candidatar? Você deveria ter mais fé em si mesma!"

AOS 12 ANOS
Nós dizemos: "Saia e vá brincar com seus amigos - você vai se divertir mais com eles do que passando o dia zanzando dentro de casa."
Nós pensamos: "Eu sei que eu deveria passar mais tempo com você, mas tenho tanto o que fazer. Ainda bem que há tantas crianças aqui por perto."
A criança pensa: "Gostaria de fazer alguma coisa com mamãe e papai, mas eles estão sempre muito ocupados. Acho que meus amigos gostam mais de mim do que eles."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Você nunca liga para nós e não vem nos visitar. Você não se importa com nossos sentimentos?"

AOS 14 ANOS
Nós dizemos: "Por favor saia da sala, querido. Seu pai e eu temos que conversar uma coisa em particular. "
Nós pensamos: "Temos alguns segredos que preferimos que você não saiba."
A criança pensa: "Eu realmente não faço parte dessa família"
Vinte anos depois, nós dizemos: "Você está preso? Por quê não nos disse que estava tendo problemas? Você não sabe que não existem segredos dentro de uma família? Nós nos esforçamos tanto. Onde será que nós erramos? "

Fonte: kahuna_Mondial-owner@yahoogrupos.com.br

30 de abril de 2008

MEDITAÇÃO - O LIVRO DOS SEGREDOS

TÉCNICA DE ATENÇÃO

SUTRA

“Com atenção entre as sobrancelhas, deixe que a mente anteceda o pensamento. Permita que a forma seja preenchida pela essência da respiração até o alto da cabeça e daí se derrame como luz.”

Quando um dos grandes filósofos gregos, Pitágoras, chegou ao Egito para entrar em uma escola – uma escola secreta esotérica de misticismo, foi recusado. E Pitágoras foi uma das maiores mentes já produzidas. Ele não podia entender. Tentou se matricular muitas e muitas vezes, mas lhe disseram que, a menos que passasse por um certo treinamento de jejum e respiração, não poderia ser aceito na escola.

Conta-se que Pitágoras disse: “Eu vim para conhecer, não para qualquer tipo de disciplina”. Mas as autoridades da escola responderam: “Não lhe podemos dar o conhecimento a menos que você fique diferente. E, na verdade, não estamos absolutamente interessados no conhecimento. Estamos interessados na experiência real. E nenhum conhecimento é conhecimento a menos que seja vivido e experimentado. Por isso você terá de fazer um jejum de 40 dias, respirando continuamente de uma certa maneira, com uma certa consciência em determinados pontos”.

Não havia outra saída, assim Pitágoras teve de passar por esse treinamento. Depois de jejuar e respirar por 40 dias, conscientemente, atento, foi-lhe permitida a entrada para a escola. Conta-se que Pitágoras disse: “Vocês não estão dando permissão a Pitágoras. Sou um homem diferente. Nasci outra vez. E vocês estavam certos e eu errado, porque antes todo o meu ponto de vista era intelectual. Através dessa purificação, o centro do meu ser foi modificado. Do intelecto ele desceu para o coração. Agora posso sentir as coisas. Antes desse treinamento eu só podia entender através do intelecto, através da cabeça. Agora posso sentir. Agora a Verdade não é mais um conceito para mim, mas uma vida. Não vai ser uma filosofia, mas, em vez disso, uma experiência – existencial”.

Qual foi o treinamento pelo qual ele passou?... Foi-lhe dado no Egito, mas a técnica é indiana.

“Com atenção entre as sobrancelhas, deixe que a mente anteceda o pensamento. Permita que a forma seja preenchida pela essência da respiração até o alto da cabeça e daí se derrame como luz.”

Esta foi a técnica dada a Pitágoras. E Pitágoras foi com ela para a Grécia. E, na verdade, ele se tornou a fonte primeira, a origem de todo o misticismo no Ocidente. Ele é o pai de todo o misticismo no Ocidente.

Esta técnica é um dos métodos mais profundos. Tente entender isto: “Com atenção entre as sobrancelhas...”. A fisiologia moderna, a pesquisa científica, diz que, entre as duas sobrancelhas, fica uma glândula que é a parte mais misteriosa do corpo humano. Essa glândula chamada de pineal é o terceiro olho dos tibetanos – Shivanetra: olho de Shiva, do tantra. Entre os dois olhos, existe um terceiro olho, mas não está em funcionamento. Está aí, pode funcionar a qualquer momento. Mas, de forma natural, não está funcionando. Você tem de fazer alguma coisa a respeito para abri-lo. Ele não é cego. Está simplesmente fechado. Esta técnica é para abrir o terceiro olho.

“Com atenção entre as sobrancelhas...”. Feche seus olhos, depois focalize ambos os olhos exatamente no meio das duas sobrancelhas. Focalize exatamente no meio, de olhos fechados, como se você estivesse olhando com ambos os olhos. Dê atenção total a isso.

Este é um dos métodos mais simples para estar atento. Você não pode ficar atento tão facilmente a nenhuma outra parte do corpo. Essa glândula absorve a atenção como nenhuma outra. Se você coloca sua atenção nela, ambos os seus olhos ficam hipnotizados pelo terceiro olho. Eles se tornam fixos, não se podem mover. Se você tentar ficar atento a qualquer outra parte do corpo será muito difícil. O terceiro olho atrai a atenção, força-a. Ele a magnetiza. Por isso todos os métodos no mundo inteiro o têm usado. É o mais simples para treinar a atenção, porque não é só você que está tentando ficar atento: a própria glândula o auxilia; ela é magnética. Sua atenção é forçosamente trazida a ela. É absorvida.

Dizem nas antigas escrituras tântricas que a atenção é o alimento do terceiro olho. Ele está faminto; esteve faminto durante vidas e vidas. Se você presta atenção a ele, ele se torna vivo. Ele se torna vivo!É-lhe dado alimento. E, uma vez que você saiba que a atenção é o alimento, uma vez que você sinta que sua atenção é magneticamente drenada, atraída, puxada pela própria glândula, o estar atento não é mais uma coisa difícil. A pessoa tem apenas de saber o ponto certo.

“Com atenção entre as sobrancelhas, deixe que a mente anteceda o pensamento...” Se essa atenção estiver presente, pela primeira vez você experimentará um fenômeno estranho. Pela primeira vez sentirá os pensamentos passando diante de você; você se tornará a testemunha. É exatamente como uma tela de cinema, os pensamentos estão passando e você é uma testemunha. Uma vez que sua atenção está focalizada no centro do terceiro olho, você se torna imediatamente a testemunha dos pensamentos.

Comumente você não é a testemunha: você está identificado com os pensamentos. Se a raiva está presente, você se torna a raiva. Se um pensamento se move, você não é a testemunha: você se unifica ao pensamento, toma a forma do pensamento. Quando o sexo está presente, você se torna o sexo, quando é a raiva, você se torna a raiva, quando é a ambição, você se torna a ambição. Qualquer pensamento que se mova se torna identificado com você. Você não tem intervalo algum entre você mesmo e o pensamento.

Mas, focalizado no terceiro olho, subitamente você se torna uma testemunha. A través do terceiro olho, você se torna a testemunha. Através do terceiro olho, você pode ver os pensamentos passando como nuvens no céu ou gente andando pela rua.

Você está sentado perto da sua janela olhando para o céu ou para as pessoas na rua: você não está identificado. Você está à parte, é um observador na colina – indiferente. Agora, se a raiva está presente, você pode olhar para ela como um objeto. Agora você não sente que VOCÊ é a raiva. Você se sente cercado por ela: uma nuvem de raiva o envolveu. Mas você não é a raiva – e, se você não é a raiva, ela se torna impotente. Não pode afeta-lo; você permanece intocável. A raiva chegará e sairá e você permanecerá centrado em si mesmo ...é a técnica do encontro com a testemunha.

“Com atenção entre as sobrancelhas, deixe que a mente anteceda o pensamento.” Agora olhe para seus pensamentos, encontre-se com eles. “Permita que a forma seja preenchida pela essência da respiração até o alto da cabeça e daí se derrame como luz.” Quando a atenção está focalizada no centro do terceiro olho, entre as sobrancelhas, duas coisas acontecem. Uma é que subitamente você se torna uma testemunha. Isso pode acontecer de duas maneiras. Você se torna uma testemunha e fica centrado no terceiro olho.

Tente ser uma testemunha. O que quer que esteja acontecendo, tente ser uma testemunha. Você está doente, com o corpo dolorido, está miserável e sofre, seja o que for: seja uma testemunha disso. O que quer que esteja acontecendo, não se identifique com isso. Seja uma testemunha – um observador. Então, se o testemunhar se tornar possível, você estará focalizado no terceiro olho.

Em segundo lugar, também pode acontecer o inverso. Se você estiver focalizado no terceiro olho, você se tornará uma testemunha. Estas duas coisas são partes de uma coisa só. Por isso, a primeira: por estar centralizado no terceiro olho, acontecerá o despertar do Eu testemunha. Agora você poderá se encontrar com seus pensamentos. Esta será a primeira coisa. E a segunda será que agora você pode sentir a vibração sutil, delicada, da respiração. Pode sentir a forma da respiração, a própria essência da respiração.

Primeiro tente entender o que se quer dizer com “a forma” e “essência da respiração”. Quando você está respirando, não estyá respirando apenas ar. A ciência diz que você está respirando ar – apenas oxigênio, hidrogênio e outros gazes em suas formas combinadas de ar. Eles dizem que você está respirando “ar”! Mas o tantra diz que o ar é apenas o veículo, não a coisa real. Você está respirando “prana” – vitalidade. O ar é apenas o meio, prana é o conteúdo. Você respira prana – não apenas ar.

A ciência moderna ainda não foi capaz de descobrir se existe algo como o prana. Mas alguns pesquisadores sentiram algo misterioso. A respiração não é simplesmente ar. Isso foi percebido por muitos pesquisadores modernos também. Particularmente um nome deve ser mencionado – Wilhelm Reich, um psicólogo alemão que o chamou de “Energia orgone”. É o mesmo que prana. Ele diz que, enquanto você respira, o ar é apenas o continente e que existe um conteúdo misterioso que pode ser chamado de “orgone” ou “prana” ou ainda “élan vital”. Mas isso é muito sutil. Na verdade, não é material. O ar é uma coisa material: o continente é material. Mas alguma coisa sutil, não material, está-se movendo através dele.

Os efeitos disso podem ser sentidos. Quando você estiver com uma pessoa muito vital, sentirá uma certa vitalidade surgindo dentro de você. Se estiver com alguém muito doente, se sentirá sugado, como se alguma coisa lhe tivesse sido tirado. Quando você vai para um hospital, por que se sente tão cansado? Você está sendo sugado de todos os lados. A atmosfera toda do hospital é doente, e todo mundo ali precisa de mais élan vital, de mais prana. Por isso, se você está lá, seu prana começa a sair de você. Por que, à vezes, você se sente sufocado quando está no meio de uma multidão? Porque seu prana está sendo sugado. Quando você está sozinho, sob o céu, de manhã, embaixo das árvores, sente subitamente uma vitalidade em você – o prana. Cada um precisa de um espaço particular. Se esse espaço não é concedido, seu prana é sugado.

Wilhelm Reich fez muitas experiências, mas pensaram que ele estivesse louco. A ciência tem suas próprias superstições, e a ciência é algo muito ortodoxo. A ciência ainda não pode sentir que existe algo mais do que ar, mas a ídia tem feito experiências com isso há séculos.

Você já deve ter ouvido falar ou mesmo deve ter visto alguém entrando em Samadhi (Consciência Cósmica) – num Samadhi subterrâneo – durante dias, sem entrada do ar. Um homem entrou em Samadhi subterrâneo no Egito, em 1880, por 40 anos. Todos aqueles que o entrerraram morreram, pois ele saiu de seu Samadhi em 1920, ninguém acdreditava que poderiam encontra-lo vivo, mas ele o foi. E ainda viveu por mais 10 anos. Tornara-se completamente pálido, mas estava vivo. E não havia possibilidade de o ar chegar até ele.

Foi interpelado pelos médicos e por outras pessoas. “Qual o segredo disso?” Ele respondeu: “Nós não sabemos. Sabemos apenas isto: que o prana pode entrar e fluir em qualquer lugar”. O ar pode não penetrar, mas o prana pode. Uma vez que você sabe que pode aspirar o prana diretamente, sem o continente, então pode entrar em Samadhi até mesmo por séculos.

Está focalizado no terceiro olho, subitamente você pode observar a própria essência da respiração – não a respiração, mas a própria essência da respiração, o prana. E, se puder obeservar a essência da respiração, o prana, estará lá no ponto de onde o salto, a passagem acontece.

O sutra diz: “Permita que a forma seja preenchida pela essência da respiração até o alto da cabeça...” E, quando você chegar a sentir a essência da respiração, o prana, imagine apenas que sua cabeça foi preenchida por ela. Apenas imagine. Não é necessário nenhum esforço. Vou explicar-lhe como funciona a imaginação. Quando você está focalizado no centro do terceiro olho, basta imaginar e a coisa acontece – simplesmente isso.

Neste momento, sua imaginação é simplesmente importante. Você continua imaginando e nada acontece. Mas algumas vezes, sem saber, na vida comum também, as coisas acontecem. Você está pensando em seu amigo e, de repente, batem à porta. Você diz que é uma coincidência seu amigo ter vindo. Algumas vezes sua imaginação funciona exatamente como uma coincidência. Mas sempre que isso acontecer agora, tente lembrar-se de analisar a coisa toda. Sempre que acontecer de você sentir que sua imaginação se torna real, concentre-se e observe. E, algum momento, sua atenção deve ter estado perto do terceiro olho. Sempre que acontece essa coincidência, não é uma coincidência. Parece ser porque você não conhece a ciência secreta. Sua mente deve ter-se dirigido, sem perceber, para perto do centro do terceiro olho. Se sua atenção está no terceiro olho, só a imaginação é suficiente para criar qualquer fenômeno.


Este sutra diz que, quando você estiver focalizado no ponto entre as sobrancelhas e puder sentir a própria essência da respiração, “permite que a forma seja preenchida”. Agora imagine que esta essência está preenchendo toda a sua cabeça – especialmente o alto da cabeça, o Sahasrar (o centro psíquico mais alto). No momento em que você imaginar, ele será preenchido. “E daí (do alto da cabeça) se derrame como luz”. Essa essência do prana está se espalhando como luz a partir do alto da sua cabeça. E ela começará a se derramar e sob essa chuva de luz, você ficará refeito, renascido, completamente novo. Isso é o que significa renascimento interno.

Assim, duas coisas: primeiro, focalizada no terceiro olho, sua imaginação se torna potente, poderosa. Por isso é que tem havido tanta insistência quanto à pureza: antes de inciar estas práticas, esteja puro. Para o tantra, a pureza não é um conceito moral. A pureza é significativa – porque, se você estiver focalizado no terceiro olho e sua mente estiver impura, sua imaginação poderá se tornar perigosa: perigosa para você, perigosa para os outros. Se você estiver pensando em matar alguém, se essa idéia estiver na sua mente, bastará a imaginação para matar o homem. Daí tanta insistência no estar puro primeiro.

Disseram a Pitágoras para jejuar, para respirar de um determinado modo – desse modo, porque aqui a pessoa está viajando numa terra muito perigosa: porque, onde quer que haja poder, há perigo. E se a mente estiver impura quando você adquirir poderes seus pensamentos impuros tomarão conta dela imediatamente.

Muitas vezes você já se imaginou matando, mas, felizmente, a imaginação não pode funcionar. Se pudesse, se fosse materializado imediatamente, então isso seria perigoso – não somente para os outros, mas para você também, porque muitas vezes você pensou em se suicidar. Se a mente estiver focalizada no terceiro olho, bastará pensar em suicídio e isso se tornará suicídio. Você não terá tempo para mudar. Imediatamente acontecerá.

Você já deve ter observado alguém sendo hipnotizado. Quando alguém está hipnotizado, o hipnotizador pode dizer qualquer coisa que a pessoa hipnotizada obedece imediatamente. Por mais absurda que seja a ordem, por mais irracional ou até mesmo impossível, a pessoa hipnotizada obedece. Que está acontecendo? Está técnica está na base de todo o hipnotismo. Quando alguém está sendo hipnotizado, mandam que ele focalize seus olhos em um ponto particular – em alguma luz, algum ponto na parede, ou nos olhos do hipnotizador.

Quando você focacaliza seus olhos em um ponto particular, dentro de três minutos sua atenção interna começa a fluir em direção ao terceiro olho. E, no momento em que sua atenção interna começa a fluir em direção ao terceiro olho, seu rosto começa a mudar. E o hipnotizador sabe quando seu rosto começa a mudar. Subitamente seu rosto perde toda a vitalidade. Torna-se morto, como que profundamente adormecido. Imediatamente o hipnotizador sabe quando seu rosto perde o brilho, a vivacidade. Isso significa que agora sua atenção está sendo sugada pelo centro do terceiro olho. Seu rosto se torna morto; toda a energia está indo em direção ao centro do terceiro olho.(...)

Isso acontece por causa do terceiro olho. Nele a imaginação e a concretização não são duas coisas. A imaginação é o fato. Imagine e será assim. Não existe nenhum intervalo entre o sonho e a realidade. NÃO existe separação entre o sonho e a realidade! Sonhe e o sonho se tornará real! Por isso é que Shankara disse que este mundo todo nada mais é do que o sonho do Divino! – Isso porque o Divino está centralizado no terceiro olho – sempre, eternamente. Assim, qualquer coisa que o Divino sonhe se torna real. Se você também estiver centrado no terceiro olho, qualquer coisa que você sonhe se tornará real.

Sariputta veio a Buda. Meditou profundamente e então muitas coisas, muitas visões, começaram a surgir, como acontece com qualquer um que entre em profunda meditação. Ele começou a ver céus, começou a ver infernos, começou a ver anjos, deuses, demônios. E eles eram concretos, tão reais que ele veio correndo até Buda para lhe contar que havia tido tais e tais visões. Mas Buda lhe disse: “Não é nada – apenas sonhos. Apenas sonhos”. Mas Sariputta disse: “Eles são tão reais. Como posso dizer que são sonhos? Quando vejo uma flor em minha visão ela é mais real do que qualquer flor do mundo. A fragância está presente, posso toca-la. Quando eu vejo”, disse a Buda, “não é tão real. Aquela flor é mais real do que sua presença aqui diante de mim; assim, como posso diferenciar o que é real e o que é sonho?” Buda respondeu: “Agora que você está centrado no terceiro olho, o sonho e a realidade são um só. O que quer que você sonhe se tornará real e vice-versa”.

Para quem está centrado no terceiro olho, os sonhos se tornam reais e toda realidade se torna apenas um sonho, porque, quando seu sonho pode se tornar real, você sabe que não existe nenhuma diferença básica entre o sonho e a realidade. Assim, quando Shankara diz que este mundo inteiro é apenas maya, um sonho do Divino, não é uma proposição teórica, não é uma declaração filosófica. Na verdade, é uma experiência íntima de alguém que está focalizado no terceiro olho.

Quando você estiver focalizado no terceiro olho, imagine apenas que a essência do prana está se derramando a partir do alto da cabeça, assim como se você estivesse embaixo de uma árvore e as flores estivessem caindo, ou como se estivesse sob o céu e, de repente, uma nuvem começasse a chover, ou como se estivesse sentado, na manhã, e o sol nascesse e os raios dele se derramassem. Imagine e imediatamente acontecerá um derramar – uma chuva de luz vinda o alto da cabeça. Esta chuva o refaz, dá-lhe um novo nascimento. Você renasce...


Texto do livro: O Livro dos Segredos – Bhagwan Shree Rajneesh (Osho) - Maha Lakshmi Editora.

OBS: Releia aqui também (relacionado com o assunto em pauta) no Blog > O SEGREDO DA FLOR DOURADA: http://desenvolvendoaconsciencia.blogspot.com/2008/02/o-segredo-da-flor-dourada.html






28 de abril de 2008

NOSSA FUNÇÃO DE PERDOAR

NOSSA FUNÇÃO DE PERDOAR



Nossa função na terra é somente o perdão, pois através dele somos conduzidos para fora do inferno e aprendemos a função específica que Deus nos atribuiu, ao nos darmos conta de que nós temos tudo o que necessitamos. Dessa maneira nos livramos de nosso medo e culpa para fazer o trabalho específico em favor do Reino e para receber seu presente da paz.

O perdão requer uma mudança na perspective de como nós vemos o mundo da ilusão. Enquanto nós o virmos como um lugar onde nós encontramos prazer e tentarmos evitar a dor, nós seremos dependentes do que está fora: amaremos o que nos satisfaça e odiaremos o que criamos porque pode nos machucar. Em uma percepção assim a Paz é impossível, então o prazer ou a dor do mundo somente podem causar o conflito: se nós pensarmos que algo pode nos dar prazer, também pensaremos que pode nos causar dor. Dessa maneira, uma ambivalência inerente se incorpora a todas as coisas do mundo e o amor incondicional e permanente se faz impossível. O mundo se separa em dois campos e a criação única de Deus é negada.

O prazer e a dor, conseqüentemente, não representam uma alternativa verdadeira desde representam uma escolha entre ilusões, que concede ao mundo um significado que ele não tem. Retornar à casa de Deus é seu único significado. Ele é imutável, mas nossas percepções e necessidades sempre mudam. Um dia somos atraídos por esta pessoa, objeto ou devoção e não dia seguinte nossas preferências mudam a algo diferente. Todas estas não são do que "míseras e insensatas substituições (da verdade), tocadas pela loucura e rodopiam numa seqüência louca como plumas dançando de forma insana a mercê do vento… Elas fundem-se, misturam-se e separam-se em padrões deslocáveis totalmente sem significado..." (T-18.I.7:6-7).

Isto não significa que se deva viver sem necessidades nem preferências. Nós não viveríamos aqui no corpo se isto fosse assim. Não obstante, quando nós pomos nossas vidas sob o direção do Espírito Santo, Ele nos ajuda a reconhecer onde estão nossas verdadeiras necessidades. Ele usa tudo o que é original em nós – nossas virtudes assim como nossos defeitos para nos ensinar suas lições. O plano de sua lição é gradual e benevolente, e nunca nos pede que renunciemos a absolutamente a qualquer coisa. O curso diz de si mesmo: "Esse curso não requer quase nada de ti. É impossível imaginar outro que peça tão pouco ou que possa oferecer mais." (T-20.VII.1:7-8).

O Espírito Santo simplesmente nos pede que prestemos atenção às nossas preferências, de modo que Ele possa nos ensinar a diferença entre o que verdadeiramente nos faz felizes e infelizes e que escolhamos novamente o que realmente preferimos. O Curso nos diz: "Não podes reconhecer o que é doloroso, da mesma maneira que tampouco sabes o que é feliz, e, de fato, és muito propenso a confundir ambas as coisas. A função primordial do Espírito Santo é ensinar-te a distinguir entre uma e outra." (T-7.X.3:4-5).

Uma vez que experimentamos que é nossa escolha abandonar nosso investimento nas coisas mundanas, esperando que nos tragam a salvação ou a felicidade, o ressentimento e a sensação de perda ou de sacrifício se fazem impossíveis. Quando finalmente nos damos conta de tudo o que Deus nos deu, "E irás pensar, em feliz espanto, que por tudo isso a nada renunciaste!" (T-16.VI.11:4). O caminho para Deus tem por destino ser um caminho feliz, devido Àquele para Quem nos conduz, pois quando nosso desejo se harmoniza com o do Espírito Santo, só felicidade e paz podem resultar. Nessa união de vontades, se desfaz o ego e desaparecem seus aparentes presentes, eclipsados pelo presente único de Deus.

O propósito do perdão é ajudamos a alcançar a percepção unificada de que este mundo não tem nada para oferecer porque aqui nada é duradouro e "não podemos levar nada conosco".

Só Deus permanece e, conseqüentemente, o valor real das coisas mundanas reside na ajuda para aprender esta lição que o curso nos ensina: a intenção do mundo é ensinar-nos que o mundo não existe. As coisas do mundo, por si mesmas, não são boas nem más. É o propósito que lhes damos o que determina seu valor. O verdadeiro prazer provém do cumprimento desta função, ao fazer a Vontade de Deus no contexto de nossas vidas diárias. A dor é o resultado da função não cumprida, da negação das lições de perdão do Espírito Santo. Sem que tenhamos presente esta perspectiva maior, nos encontraremos de volta à experiência de necessidades que não foram satisfeitas no passado ou no presente.

Aprendemos a lição de perdão do Espírito Santo através de nossas relações e situações de vida. Pessoas difíceis que conhecemos, as provas pelas quais passamos, os sofrimentos que experimentamos – todos têm o mesmo propósito básico de nos dar a oportunidade de olhar pela visão misericordiosa do Espírito Santo em vez dos olhos reforçadores de culpa do ego, para perdoar aos demais e a nós mesmos. Isto não significa que neguemos que no mundo ocorrem coisas que não deveriam ocorrer, mas simplesmente acontece que há outra maneira de vê-las que nos produz a liberação última de todo sofrimento: a profunda fé na Presença constante de Deus que vive em nossos corações e que transforma a dor em felicidade. Como afirma o Curso: "Nenhuma forma de sacrifício e sofrimento pode durar muito tempo diante da face daquele que perdoou e abençoou a si mesmo." (L-pI.187.8:6).

Posto que há um só problema, só há uma solução. O perdão corrige a culpa e fazer isto, verdadeiramente é fazer isto sempre. Ao fracassar em perdoar, nós nos condenamos a um círculo aparentemente interminável, no qual o passado se repete no presente, o que Freud chamou de repetição-compulsão. As lições que fracassamos em aprender em certo período de nossas vidas se apresentam de novo e nos oferecem oportunidades que se repetem até que se aprenda a lição.

Esta não é a idéia cruel de uma piada do Espírito Santo, mas Sua forma amorosa de nos ajudar a atravessar por um problema de culpa que de outro modo não poderíamos ter atravessado. Se escolhemos ver a lição como uma carga adicional e uma maldição, permaneceremos condenados pela culpa que é reforçada por projetar a culpa sobre os demais. Quando nos decidimos a aprender as lições e escolhemos perdoar, correspondentemente perdoamos a todos os que não perdoamos no passado.

Resumindo, solucionar um problema através do perdão é um processo de reconhecer em primeiro lugar que os demais não são responsáveis por nossa infelicidade e em segundo lugar, que todas as nossas necessidades e carências foram satisfeitas e só esperam por nossa aceitação. "Que eu reconheça que meus problemas já foram resolvidos." (L-pl.80). Além de nossa culpa está a abundância e a plenitude de Deus. Nossa decisão de querer unicamente essa abundância para nós mesmos e para todos os demais é a decisão de perdoar. É uma decisão que permite ao Espírito Santo nos ajudar a cumprir a única função que em verdade temos, pois é a única função dada por Deus e a que faz possível a todas as demais. Unicamente aqui se encontra o verdadeiro prazer; pois só na paz de Deus encontramos descanso para nossas almas.

A decisão de permitir que o Espírito Santo tome nossas decisões por nós mesmos é ofensiva só para o ego, e este nos acusaria de acomodação ou passividade neurótica. Não obstante, nossa passividade está simplesmente em deixar para trás o nosso ego de modo que o ímpeto para nossa vida proceda de Deus. Energizados por Seu Poder, saímos pelo mundo para realizar a obra do Espírito Santo, ao tê-lo como guia, em lugar do ego, nos tornamos passivos aos caprichos do ego, porém ativos à Vontade de Deus. Isto nos assegura que Sua Vontade se faz em nossos corações e através de todo o mundo, de maneira que todos encontram a paz em meio da guerra, unidade na discordância e amor diante do ódio.

O Espírito Santo nos pede que vejamos todas as coisas como lições de perdão que Deus quer que aprendamos. Assim, percorremos o mundo em Espírito de gratidão pelas oportunidades que nos são oferecidas para nos liberarmos da culpa. Cada situação pode nos ensinar isto, desde que permaneçamos receptivos a aceitar sua dádiva. O que pedimos nos é concedido. Se nos somamos a um mundo de medo e vemos ali o medo que se oculta em nossos corações, é este medo o que receberemos. Se em troca oferecemos perdão ao mundo, ao ver em todo ataque um desesperado grito de ajuda, será nosso próprio perdão o que encontraremos.

As prisões de culpa e medo que estabelecemos para nós mesmos e para os demais, quando as entregamos ao Espírito Santo, se transformam em santuários de perdão. Aí se desfazem nossos "pecados secretos e ódios ocultos" ao vê-los nos outros e logo os abandonamos, trazendo afinal a paz a todos aqueles que "perambulam pelo mundo, solitários, inseguros e presos pelo medo" (T-31.VIII.9:2; T-31.VIII.7:1). Nós vagamos entre eles, e assim somos trazidos uma e outra vez a este santo recinto por Ele Mesmo Santíssimo, de modo que possamos escolher reconhecer em cada um a santidade que nós esquecemos e que agora nosso perdão nos lembra.

Não devemos nos sentir agradecidos, então, pelo que antes nos parecia uma maldição do infortúnio? Não devemos permitir que o cântico de gratidão preencha nosso coração, porque o Céu não nos deixou sozinhos em nossa prisão de medo, mas ali se uniu a nós para que todas as criaturas de Deus sejam livres? E não devemos despertar a cada manhã com esta oração de agradecimento em nossos lábios, agradecendo a Deus as oportunidades que Ele nos trará?

"Pai, ajuda-me neste dia a ver só a Tua Vontade em todo aquele que encontre;
que eu possa ensinar a única lição que Tu queres que eu aprenda: que todos os meus pecados foram perdoados porque eu os perdoei em todos os irmãos e irmãs que Tu me enviaste. Ajuda-me a não ser tentado pelo medo, a odiar ou a condenar; que permita que só o perdão se ponha nos meus olhos, de modo que possa ver seu amor em todo aquele que encontre hoje e que sei que também está em mim."



Extraído do livro "O perdão e Jesus: O ponto de encontro entre Um Curso em Milagres e o Cristianismo", de Kenneth Wapnick, Ph.D., Cap. 5, Nossa função de perdoar, pg 167/168


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