21 de setembro de 2008
ORAÇÃO DA PAZ
7 de setembro de 2008
QUARTO CAMINHO X HO’OPONOPONO
Relendo esse excelente texto da Claudia, pessoa muito especial que conheci anos atrás em Nova Friburgo –RJ, quando de uma iniciação que se deu no IDHI-Instituto de Desenvolvimento do Homem Integral e por este ter sido um dos grandes caminhos me ajudaram a me conhecer e me mostrar o quanto somos automatizados, comecei a compará-lo com o processo Ho’oponopono da Identidade Própria, aliás, depois de Ho’oponopono meus conceitos estão mudando tanto que não passa nada pelo meu crivo sem que eu me ponha a questionar o quanto Ho’oponopono é o caminho mais simples que conheci... sim, o mais simples, porém não o mais fácil, como já disse a Rúbia em um de seus textos.
No primeiro parágrafo do texto é mencionado que o Quarto Caminho, que vem a ser O Caminho do Homem Integral é citado:
... talvez o caminho mais difícil a ser seguido, uma vez que nos é imposto praticá-lo em meio à vida cotidiana, no dia-a-dia, sem renunciar ao mundo. No Quarto Caminho é importante manter uma relação ativa e direta de comprometimento com as circunstâncias variáveis da vida, que nunca são fixas e habituais. Deve-se ter capacidade de adaptação às diferentes condições da vida pondo em prática todos os conhecimentos do Trabalho Em Si.
Apesar da simplicidade do processo Ho’oponopono, ele também requer uma relação ativa e direta de comprometimento com as circunstâncias, que absolutamente jamais são fixas e habituais, porque como nos diz o Dr. Len ‘memórias não tiram férias’...
No segundo parágrafo é citado:
... Auto-observação e lembrança de si são chaves para a evolução neste caminho. O homem do Quarto Caminho deve estar conectado, sintonizado com a vida. Deve realmente compreender o significado de "estar no mundo sem ser do mundo"... permitindo assim a manifestação do EU SUPERIOR.
Como no Quarto Caminho, devemos estar cada vez mais presentes, acionarmos nosso observador interno e vendo todas as condições e circunstâncias como uma oportunidade de fazermos a limpeza de nossas memórias... Assim, permitindo que a Paz do Eu seja um estado constante permitindo que nossas atitudes se manifeste através da Inspiração...
O terceiro parágrafo diz:
... devemos compreender e transformar os três desvios básicos do ser humano: o esquecimento de si, a identificação e a consideração interna...
Eu acho que essa tríade cabe bem dentro do processo Ho’oponopono... o esquecimento de si do Quarto Caminho (QC), tem a ver com a não lembrança de estarmos presentes, no AQUI e AGORA... e só podemos fazer a limpeza das nossas memórias, no momento em que surgem pensamentos, sentimentos, emoções ou qualquer tipo de evento, portanto, é somente no PRESENTE que isto acontece... Quanto a identificação do QC, tem a ver com nos identificarmos com tudo a nossa volta, achamos que somos nosso corpo, nossos sentimentos, nossas emoções, etc... e com relação a consideração interna, há toda uma conecção com nossas projeções, ou seja, projetamos subconscientemente nas pessoas em nosso entorno e não conseguimos perceber que eles só estão nos mostrando o que vai dentro de nós mesmos... que tudo que nos incomoda no outro está em nós assim, assim como, tudo o que admiramos no outro também está em nós!
Quanto ao quarto e quinto parágrafo desnecessário se faz comentar, porque a pratica do processo Ho’oponopono acima é tudo o que precisamos. A Mente Consciente tem uma utilidade muito importante porém, nada além disto... Tudo o que precisamos fazer com ela é uma ESCOLHA – continuar vivenciando nossas memórias em um círculo vicioso, deixarmos ser pensados o tempo todo pelas nossas memórias ou pedir para Àquele que Sabe transmutá-las em Luz e, mental e incessantemente, através das quatro frases libertar nossas memórias e voltar a ser livres também!
A Visão Curativa Através Da Psicologia Iniciática Do Quarto Caminho
1. George Ivanovitch Gurdjieff nasceu entre 1872 na cidade de Alexandrópolis, na província de Kars, Rússia. Sua vida foi dedicada a uma completa busca e transmissão do conhecimento, retratada muito bem no filme e no livro "Encontro com Homens Notáveis" (Ed. Pensamento). A linha de trabalho difundida por Gurdjieff é conhecida como o QUARTO CAMINHO, talvez o caminho mais difícil a ser seguido, uma vez que nos é imposto praticá-lo em meio à vida cotidiana, no dia-a-dia, sem renunciar ao mundo. No Quarto Caminho é importante manter uma relação ativa e direta de comprometimento com as circunstâncias variáveis da vida, que nunca são fixas e habituais. Deve-se ter capacidade de adaptação às diferentes condições da vida pondo em prática todos os conhecimentos do Trabalho Em Si.
Texto de Claudia Lins (IDHI) – Nova Friburgo-RJ
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HO´OPONOPONO FORTALECE A NOSSA FÉ
Ho’oponopono é mesmo uma prática muito especial e quanto mais tempo fazemos mais se revelam preciosos os frutos que colhemos em resultados surpreendentes.É muito simples... e de tão simples muitas pessoas nem acreditam que funciona, talvez porque já nos acostumamos tanto a precisar de muito esforço para alcançar resultados, que não damos muito valor a coisas que chegam assim com simplicidade... Mas o fato de ser simples não quer dizer que seja fácil... é simples mas é preciso praticar... e isso requer disponibilidade para limpar o que nos aparece no dia-a-dia como fruto de memórias revividas.
Não existe nada mais simples do que apagar o que está escrito em um papel quando percebemos que ali existe um erro... se temos uma borracha. Mas precisamos pegar a borracha e apagar o que está escrito errado.Assim é o Ho’oponopono... é como uma borracha que apaga a causa dos problemas pelo Arrependimento... Perdão... Amor e Gratidão... mas que é preciso usar.
“LIMPE, apague, apague e encontre seu próprio Shangri-La. Onde? Dentro de você mesmo”. Morrnah Nalamaku Simeona, Kahuna Lapa’au
Tenho feito com muita determinação porque os resultados realmente são visíveis pela diferença que notamos em nós diante do mesmo tipo de situação. Observo-me agindo de forma tão diferente... que só posso agradecer ao Ho’oponopono e a todos que nos trouxeram essa ferramenta preciosa.
E percebemos que quando limpamos as memórias... a Divindade flui... e isso nos deixa mais serenos e com uma Fé tão profunda que... onde antes reagíamos atabalhoadamente guiados pelos padrões, hoje observamos a perfeição do planos se manifestando diante dos nossos olhos.
Vejo que muitas vezes eu acreditava que “tinha” que fazer alguma coisa para resolver situações e hoje sei que a melhor coisa a fazer é justamente não fazer nada... observar o que chega com a certeza que a solução também chega de forma natural e simples, pela prática do Ho’oponopono.
A gente começa a observar como é perfeito esse fluxo da Vida se não interferimos tanto, levados pelo nosso ego.
O ego vai se tornando um aliado porque percebe o seu papel... e entendemos que... o que muitas vezes atrapalhava e nos fazia ficar presos e infelizes... vítimas sem saída aparente, era justamente a nossa intervenção precipitada, por medo... culpa... e tantas outras coisas que acumulamos...
Sentimos que a cada fato que chega e que nos incomoda de alguma forma, está em nossas mãos fazer a limpeza... Pode ser que acessemos nesse tempo um pouco da energia do que está sendo liberado, mas ter consciência disso, nos faz passar pelo processo sem nos apegar a nada... Deixando ir sem nos identificar com aquilo...
E o próprio Ho’oponopono se torna nosso mestre de como fazer em cada situação, porque Quando falamos as frases: Sinto muito! Me perdoa! Te amo! Sou Grata!...na forma que nossa intuição nos guiar... a Divindade flui e nos inspira na próxima ação.
Rubia A. Dantés
http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=07829
Lena Rodriguez
Terapeuta Holística
1 de setembro de 2008
ARTE DE VIVER JUNTO
ARTE DE VIVER JUNTO- Nos nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Há o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difíceis. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!
Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão.
No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves.
O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.
E agora, o que faremos? Os jovens perguntaram.
-Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres.
Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno.
Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.
Então o velho disse:
-Jamais esqueçam o que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro.
Se quiserem que o amor entre vocês perdure,
Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas
Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizades e profissionais. Respeite o direito das pessoas de voar rumo ao sonho delas.
A lição principal é saber que
A CAVERNA
Havia homens presos em uma caverna, acorrentados de maneira tão firme que não podiam se mover o suficiente para virar suas cabeças, ou até mesmo seus olhos.
Tudo o que conseguiam ver era a parede da caverna à frente deles. Eles ficaram lá por tanto tempo que aquilo era tudo o que podiam se lembrar; era tudo o que conheciam.
Eles podiam ver sombras na parede à frente deles, e ouvir alguns sons. Pelo fato de aquilo ser tudo o que conheciam, eles pensavam que o que estavam vendo era a realidade.
Era tudo muito sombrio, mas eles estavam tão acostumados com isso que pensavam que era normal, e se sentiam um pouco confortáveis com isso.
Finalmente, um dos prisioneiros consegue se libertar, e é capaz de olhar ao redor e ver que está em uma caverna. Ele também pode ver um pouco de luz vindo da direção da entrada.
É preciso um longo tempo para seus olhos serem capazes de suportar a luz, mas, quando ele vai até a entrada da caverna, pode ver pessoas andando de um lado para o outro na estrada do lado de fora, e são as sombras delas que estão sendo projetadas na parede dentro da caverna.
Percebendo que os prisioneiros dentro da caverna não podem ver que o que seus olhos vêem não é verdadeiro, o prisioneiro libertado volta e tenta dividir seu conhecimento com eles.
Eles estão tão acostumados ao seu modo de pensar, que realmente não querem ouvir o que aquele que está liberto tem a dizer. Na verdade, é bem o contrário, eles querem matá-lo.
Nós podemos podem pensar que queremos ser livres, mas realmente não queremos abrir mão de nosso próprio modo de olhar para as coisas.
Lembrando-me da alegoria de Platão, que tão bem exemplifica as nossas projeções, nossa cegueira em relação a nossa Verdadeira Natureza. Percebo claramente com a prática de Ho’oponopono = corrigir o erro, que urge acordar para a realidade que Eu Sou...
Ao dizer as minhas memórias que as amo, que sou grata pela oportunidade de libertá-las e a mim, a Paz que tanto busquei começou a se instalar internamente e a Luz que ousei buscar ao querer sair da caverna percebi – já se encontrava aqui, SEMPRE ESTEVE AQUI!!
Portanto, esta é a prece/petição que ao acordar e fechar meus olhos para dormir, todos os dias, ancora o meu pedido e intenção de liberdade!
“Divino Criador, pai, mãe, filho em um...
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe ofendemos,
do início da nossa criação até o presente,
nós pedimos seu perdão...
Deixe isto limpar, purificar, libertar, cortar todas as recordações,
Assim está feito!!!”
Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grata.
O Dr. Len explica o seguinte: “Ainda bem, graças a Deus.... é somente sobre limpar de volta ao Zero.”
Em entrevista ele pergunta: “Quem toma as decisões em sua vida? A maior parte das pessoas falam da mente como algo a ser melhorado, mas a mente não é o problema, o problema são os artefatos históricos, que são as memórias se repetindo. Vocês são tudo e nada ao mesmo tempo – o Infinito e o Vazio ao mesmo tempo.”
E-Book gratuíto: www.hooponopono.com.br
27 de agosto de 2008
HO´OPONOPONO - por Joe Vitale
Muitos chegaram ao Ho’oponopono através deste texto do Dr. Joe Vitale divulgado na internet. Para aqueles que não o conhecem aqui está na sua íntegra:HO´OPONOPONO - por Joe Vitale
Há dois anos, ouvi falar de um terapeuta, no Havaí, que curou um pavilhão inteiro de pacientes criminais insanos sem sequer ver nenhum deles.
O psicólogo estudava a ficha do preso e, em seguida, olhava para dentro de si mesmo a fim de ver como ele havia criado a enfermidade dessa pessoa. À medida que ele melhorava, o paciente também melhorava.
A primeira vez que ouvi essa história, pensei tratar-se de alguma lenda urbana.
Como podia alguém curar a outro, somente através de curar-se a si mesmo?
Como podia, ainda que fosse o mestre de maior poder de autocura, curar a alguém criminalmente insano?
Não tinha nenhum sentido, não era lógico, de modo que descartei essa história. Entretanto, a escutei novamente, um ano depois.
Soube que o terapeuta havia usado um processo de cura havaiano chamado “Ho’oponopono”.
Nunca ouvira falar dele, no entanto, não conseguia tirá-lo de minha mente. Se a história era realmente verdadeira, eu tinha que saber mais.
Sempre soubera que total responsabilidade significava que eu sou responsável pelo que penso e faço. O que estiver além, está fora de minhas mãos. Acho que a maior parte das pessoas pensa o mesmo sobre a responsabilidade.
Somos responsáveis pelo que fazemos e não pelo que fazem os outros. O terapeuta havaiano que curou essas pessoas mentalmente enfermas me ensinaria uma nova perspectiva avançada sobre o que é a total responsabilidade.
Seu nome é Dr. Ihaleakala Hew Len.
Passamos, provavelmente, uma hora falando em nossa primeira conversa telefônica. Pedi-lhe que me contasse toda a história de seu trabalho como terapeuta. Ele explicou-me que havia trabalhado no Hospital do Estado do Havaí durante quatro anos.
O pavilhão onde encerravam os loucos criminais era perigoso.
Em regra geral, os psicólogos se demitiam após um mês de trabalho ali. A maior parte do pessoal do hospital ficava doente ou se demitia.
As pessoas que passavam por aquele pavilhão simplesmente caminhavam com as costas contra a parede com medo de serem atacadas pelos pacientes.
Não era um lugar bom para viver, nem para trabalhar, nem para visitar.
O Dr. Len disse-me que nunca viu os pacientes. Assinou um acordo para ter uma sala no hospital e revisar os seus prontuários médicos. Enquanto lia os prontuários médicos, ele trabalhava sobre si mesmo.
Enquanto ele trabalhava sobre si mesmo, os pacientes começaram a curar-se. “Depois de poucos meses, os pacientes que estavam acorrentados receberam a permissão para caminharem livremente”, me disse.
“Outros, que tinham que ficar fortemente medicados, começaram a ter suas medicações reduzidas. E aqueles, que não tinham jamais qualquer possibilidade de serem liberados, receberam alta”.
Eu estava assombrado.
“Não foi somente isso”, continuou, “até o pessoal começou a gostar de ir trabalhar. O absenteísmo e as mudanças de pessoal desapareceram. Terminamos com mais funcionários do que necessitávamos porque os pacientes eram liberados e todo o pessoal vinha trabalhar. Hoje, aquele pavilhão do hospital está fechado.”
Foi neste momento que eu tive que fazer a pergunta de um milhão de dólares: “O que foi que o senhor fez a si mesmo para ocasionar tal mudança nessas pessoas?”
“Eu simplesmente estava curando aquela parte em mim que os havia criado”, disse ele.
Não entendi. O Dr. Len explicou-me, então, que entendia que a total responsabilidade por nossa vida implica em tudo o que está na nossa vida, pelo simples fato de estar em nossa vida e ser, por esta razão, de nossa responsabilidade. Num sentido literal, o mundo todo é criação nossa.
Uau! Mas isso é duro de engolir. Ser responsável pelo o que digo e faço é uma coisa. Ser responsável pelo que diz e faz outra pessoa que está na minha vida é muito diferente.
Apesar disso, a verdade é essa: se você assume completa responsabilidade por sua vida, então tudo o que você olha, escuta, saboreia, toca ou experimenta de qualquer forma é a sua responsabilidade, porque está em sua vida.
Isto significa que a atividade terrorista, o presidente, a economia ou qualquer coisa que você experimenta e não gosta, está ali para que você a cure. Tudo isto não existe, digamos, exceto como projeções que saem do seu interior.
O problema não está neles, está em você, e, para mudá-lo, você é quem tem que mudar.
Sei que isto é difícil de entender, muito menos de aceitar ou de realmente vivenciar. Colocar a culpa em outra pessoa é muito mais fácil que assumir a total responsabilidade mas, enquanto conversava com o Dr. Len, comecei a compreender essa cura dele, e que o Ho’oponopono significa amar-se a si mesmo. Se você deseja melhorar sua vida, você deve curar sua vida. Se você deseja curar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você o faz curando a si mesmo.
Perguntei ao Dr. Len como ele curava a si mesmo. O que era, exatamente, que ele fazia, quando olhava os prontuários daqueles pacientes. “Eu, simplesmente, permanecia dizendo ‘Eu sinto muito’ e ‘Te amo’, uma vez após outra” explicou-me.
“Só isso?”
“Só isso! Acontece que amar-se a si mesmo é a melhor forma de melhorar a si mesmo e, à medida que você melhora a si mesmo, melhora o seu mundo”.
Permita-me, agora, dar um rápido exemplo de como isto funciona.
Um dia, alguém me enviou um e-mail que me desequilibrou.
No passado, eu teria reagido trabalhando meus aspectos emocionais tórridos ou tentado argumentar com a pessoa que me enviara aquela mensagem detestável.
Mas, desta vez, eu decidi testar o método do Dr. Len.
Comecei a pronunciar, em silêncio: “Sinto muito” e “Te amo”. Não dizia isto para alguém, em particular. Ficava, simplesmente, invocando o espírito do amor, para que ele curasse dentro de mim o que estava criando aquela circunstância externa.
Depois de uma hora, recebi um e-mail da mesma pessoa, desculpando-se pela mensagem que me enviara antes.
Observe que eu não realizei qualquer ação externa para receber essa desculpa. Eu nem sequer respondi aquela mensagem. Não obstante, somente repetindo “sinto muito” e “te amo”, de alguma maneira curei dentro de mim aquilo que criara naquela pessoa.
Posteriormente, participei de um workshop sobre o Ho’oponopono, ministrada pelo Dr. Len.
Ele tem, agora, 70 anos de idade, é considerado um “xamã avô” e é um pouco solitário.
Elogiou meu livro “O Fator de Atração” (The Attractor Factor). Disse-me que, à medida que eu melhorar a mim mesmo, a vibração do meu livro aumentará e todos sentirão o mesmo quando o lerem. Resumindo, na medida em que eu melhore, meus leitores também melhorarão.
“E o que acontecerá com os livros que eu já vendi e que estão lá fora?” perguntei.
“Eles não estão lá fora”, explicou ele, me desconsertando, mais uma vez, com sua sabedoria mística . “Eles ainda estão dentro de você”.
Resumindo, nada está do lado de fora.
Seria necessário um livro inteiro para explicar essa técnica avançada com a profundidade que ela merece.
“Basta, apenas, dizer que, quando você queira ou deseje melhorar qualquer coisa na sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro de você mesmo. E, quando olhar, faça-o com amor”.
Do website www.zerolimits.info © Joe Vitale
Revisão de várias traduções e a partir do original: Fábio Takashi e Al McAllister
19 de agosto de 2008
UNIHIPILI = CRIANÇA INTERIOR
“A Mente Subconsciente (Unihipili)=Criança e a Mente Consciente (Uhane)= personalidade/ego, que compõem a Alma, não geram idéias próprias, pensamentos, sentimentos e ações. Elas experienciam forma indireta, através das memórias se repetindo e através de Inspirações.
É essencial entender que a Alma não gera a experiência dela própria; ela experimenta o que a memória experimenta; sente o que a memória sente; comporta-se como a memória se comporta e decide como a memória decide. Ou, raramente, experiencia, sente, se comporta e decide como a Inspiração experiencia, sente, se comporta e decide.
É crucial na solução de problemas entender que o corpo e o mundo não são em si os problemas, mas os efeitos, as conseqüências, das memórias se repetindo na Mente Subconsciente. Quem tem o Comando?”
ESSE TEXTO É UMA ATUALIZAÇÃO DE CONCEITOS DA
A Criança / Unihipili se manifesta pelo desejo, alimentando os sentidos físicos com suas memórias genéticas através do corpo e pelas memórias aprendidas dos grupos musculares. É o que ri e derrama lágrimas. Não conseguimos rir ou chorar sem antes sentirmos emoções (alegria, amor, ódio, medo, raiva). Todas essas emoções provêm da memória do Unihipili que dão condições de pensar à Mente Consciente/ Uhane; podem ser tão fortes a ponto de superar a vontade do Uhane.
Sua principal função é a memória. Graças ao Unihipili, podemos aprender, lembrar, desenvolver habilidades e hábitos, manter a integridade do corpo e guardar um sentido de identidade durante o dia a dia.Faz o registro de todas as impressões tanto dos fatos bons quanto dos ruins. Tem raciocínio dedutivo partindo das imagens que lhe são fornecidas. Associa memórias para a concepção de um raciocínio, pelo Uhane. Quando solicitado, o Unihipili responde, rapidamente ao comando do Uhane, formulando lembranças e enviando-as, dando-nos a impressão de que, o que falamos ou escrevemos está registrado no Uhane.
No Unihipili estão impressas nossas crenças, nossa memória genética e a aprendida. A memória fica guardada no corpo como um modelo de vibração ou movimento. Quando há um estímulo, interno ou externo, mental ou físico, o movimento ocorre e a memória é liberada. Isso dá origem a um comportamento mental, emocional ou físico.
O Unihipili é muito semelhante a um computador. Ele tem na memória dois tipos de programas:
PROGRAMAÇÃO DIRETA - envolve a vontade da Mente Consciente (Uhane).
PROGRAMAÇÃO INDIRETA - envolve aprendizagem inconscientemente admitida tal como aceitação e incorporação do medo que os pais tinham com referência a temporal, cobra ou a chamada predisposição hereditária com relação a certo tipo de doença.
O Unihipili armazena também idéias não percebidas pelo Uhane no momento de sua formulação. Uhane não sabendo que estão lá, não as solicita podendo, o Unihipili em determinadas ocasiões, fazer com que Uhane não possa controlar a sua manifestação. Muitas pessoas recebem respostas a pedidos que não se lembram de haver feito; mas se a resposta veio é porque o pedido foi feito. O pensamento geralmente não pode ser conservado secreto, ele se cristaliza em hábito e se torna verdadeiro no mundo exterior, para todos verem.
Procure, pois, dialogar com o Unihipili, conversar a respeito de sua vida, de seus relacionamentos, de suas necessidades, de seus problemas... E de estar ou não feliz com... Estabeleça uma relação de confiança. Podemos fazer isso a qualquer tempo.
É necessário comunicar-se com ele para compreendê-lo, entendê-lo a fim de que ele trabalhe cooperativamente com o Uhane, principalmente ao que se refere à limpeza. O Unihipili tem características próprias, muitas vezes é brincalhão, primitivo, mal humorado.
Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grata.
15 de agosto de 2008
DR. LEN NO BRASIL
Baixe gratuitamente este cartaz do Dr. Len no http://hopurl.com/41973 O Dr. Ihaleakala Hew Len demonstrou um interesse em vir nos apresentar o curso Ho'oponopono, que já há algum tempo estamos querendo que aconteça aqui no Brasil. Não existe uma data definida ainda, possivelmente em Dezembro, não sabemos o local, a princípio se será no Rio de Janeiro ou São Paulo, ou em ambas as cidades. Manterei a todos que se interessarem informados.
Aproveito aqui para falar sobre minha primeira, de tantas conquistas rumo a conseqüente Paz Interior advindas com a prática desse processo de cura inegavelmente tão simples. Não poderia deixar de colocar aqui alguns fatos que revolucionaram minha vida permitindo que eu me tornasse uma pessoa mais centrada, leve, confiante na vida e voltada para o único momento em que todos nós devemos nos encontrar no PRESENTE, único momento em que tudo acontece!
Eu vinha seguindo um dos caminhos lindos que encontrei UCEM-Um Curso em Milagres e que ainda faço parte de um grupo aqui onde resido... Voltei-me para a incessante prática do processo Ho’oponopono, que eu já conhecia há dois anos atrás ao passar por um episódio bastante doloroso que envolvia meu único filho e que está há quatro anos morando no estado de Minas. Não se trata de ser este um caminho melhor que outro, foi somente a simplicidade que falou mais alto, em minhas práticas, vivências e implícitos resultados que melhor me atende aqui e agora.
Evidente que teve que haver uma ESCOLHA nisto, que hoje mais do que nunca sei que é a única maneira de exercermos nosso não menos conhecido, livre arbítrio... Posso assegurar baseada nesta e em tantas outras vivências com a prática de Ho’oponopono que nossa Mente Consciente só tem essa finalidade, pois, de resto, somos pensados incessantemente por nossas memórias em nossa Mente Subconsciente.
Portanto, escolhi querer me libertar daquele sofrimento, pedi incessantemente à Divindade a limpeza das memórias que eu compartilhava com o problema, confiei e entreguei... Não busquei resultados, embora tenha sido tudo o que motivou minha escolha, mas não fiquei presa em expectativas, pois esta seria uma forma de minha mente consciente tentar manter seu controle através de memórias...
Sou grata Morrnah Nalamaku Simeona, Criadora do Ho’oponopono Identidade Própria, Sou grata Dr. Ihaleakala Hew Len pelo seu propósito, Sou grata Joe Vitale por trazer esse conhecimento através de sua entrevista ao Dr . Len, Sou grata Al McAllister por todo o seu maravilhoso trabalho na correção de falhas e traduções do que havia pela Internet, oferecendo-nos gratuitamente o E-Book com muita simplicidade para nossa maior compreensão!
Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grata.
Na Paz do Eu! Paz além de toda compreensão!
Marilena Rodriguez
Terapeuta Holística
E-mail: liberdadedeser@gmail.com
10 de agosto de 2008
ALEGORIA A CAVERNA, DE PLATÃO
ALEGORIA A CAVERNA, DE PLATÃOHavia homens presos em uma caverna, acorrentados de maneira tão firme que não podiam se mover o suficiente para virar suas cabeças, ou até mesmo seus olhos.
Nós podemos podem pensar que queremos ser livres, mas realmente não queremos abrir mão de nosso próprio modo de olhar para as coisas.
“Divino Criador, pai, mãe, filho em um...
do início da nossa criação até o presente,
bloqueios, energias e vibrações negativas
O Dr. Len explica o seguinte: “Ainda bem, graças a Deus.... é somente sobre limpar de volta ao Zero.”
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Cuide Bem de Você!
www.cuidebemdevoce.com
23 de julho de 2008
CURSO DE ESCUTATÓRIA
Sempre vejo anunciados cursos de oratória.
Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. . .
Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma".
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro:
"Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma".
Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
(Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas.)
Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades...
Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado".
Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou".
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora.
É preciso silêncio dentro.
Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
Texto de: Rubem Alves
Ho'oponopono
Bem-Estar
Reconciliação
Sistema havaiano de alívio de estresse, de soltar as energias tóxicas de dentro de você. Essencialmente de se livrar das recordações que tocam repetidamente na memória (aquela conversa mental interna incessante - principalmente depois de situações estressantes, desagradáveis).
Sem os pensamentos se repetindo, sem crenças limitadoras, sem condicionamentos, sem as lembranças dolorosas, um espaço vazio se abre dentro de você. O Ho’oponopono lhe permite soltar estas recordações dolorosas, que são a causa de tudo que é tipo de desequilíbrios e doenças. Na medida em que a memória é limpa. Pensamentos de origem Divina, Inspiração ocupa o vazio dentro de você. A vida se revela para você, seu caminho se desdobrando à sua frente. E com a inspiração mudando você, o mundo também muda, para melhor. A única coisa que devemos fazer é limpar; limpar todas as recordações, com quatro simples frases que abrangem tudo:
Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grato.
19 de julho de 2008
A CRIANÇA INTERIOR

A Criança Interior
O objetivo deste artigo é resgatar o tema da criança interior, não só para o mundo infantil, como também para o olhar adulto sobre sua criança interna.
Utilizo-me dos poetas pela proximidade destes com a alma infantil, porque a eles é dado este poder de perceber o que o homem comum não consegue se quer visualizar. Aos poetas é dado ver as coisas ao revés. Como diz Rubens Alves: “Poesias são coisas vistas ao contrário. Não é coisa de pensamento. É coisa de olhar.” (Alves, 2006, p. 48) O olhar da criança, como o do poeta, nos remete ao contato com a natureza, o encontro com o original e do Self.
Como os salmões, que deixam o mar e voltam às nascentes de águas cristalinas onde nasceram os poetas desejam voltar às suas origens (eles sabem que lá está a origem da alma). A criança é esse lugar onde tudo está iniciado e tudo já existe.
Olhar para criança interior que habita em todos nós é utilizar o olhar do poeta, é voltar às origens. É lá que mora a verdade que os adultos esqueceram ou negligenciaram.Se pensarmos a criança ao nascer, na sua situação original, dominada pelos arquétipos do Uruboros e da Grande Mãe, que abrigam o eu em formação, veremos que na mitologia.
“O Uruboros representado por um dragão alado se auto devorando, é um símbolo mitológico onde não há separação entre a idéia de começo e de fim, elas coincidem. O ciclo de evolução encerra em si mesmo a busca (fim) e a própria origem (início), sugere auto fecundação em conseqüência do eterno retorno.” (Marques, 2004, p. 29)
A criança interior é tanto um fato em desenvolvimento como uma possibilidade simbólica. É a alma da pessoa, é a imagem primordial do Self, o cerne de nosso ser individual. Ela contém o poder criador e motivador. É a espontaneidade e o deslumbramento em nós. Como sugeriu Jung a criança representa uma “totalidade que abrange as próprias raízes da Natureza” (Abrams apud Jung, 1990, p.11).
Assim o arquétipo da criança representa aspectos da formação do indivíduo. Como arquétipo é “a grande” imagem da criança interior. É a parte contida em nós que representa o aspecto pré-consciente da infância da psique coletiva. O motivo da criança não coincide com a experiência concreta infantil. Para realidade psicóloga desse motivo é um meio pelo qual se expressa um fato psíquico.
Podemos dizer então que o motivo da criança representa não só algo que existiu no passado distante, mas algo que existe agora com a finalidade de compensar ou corrigir de maneira significativa a unilateralidade da mente consciente, pois é da natureza desta concentrar-se em alguns conteúdos e buscar a expressão máxima destes através da vontade direcionada para determinado objetivo, para o progresso, buscando assegurar um espaço nesse mundo adulto, onde os valores coletivos tendem a predominar. Com isso são excluídas outras possibilidades de realização da consciência e, o que é pior, o indivíduo pode perder o contato com as raízes do seu ser, negligenciando a sua criança interior.
Nesse processo de crescimento, onde o ego vai se constituindo enquanto imagem do eu, a mente consciente, separada de suas origens primeiras, torna-se muitas vezes incapaz de realizar o projeto de sua própria individualidade levando as pessoas a serem absorvidas pelos valores e pelas realidades massificadas.
A pessoa que somos é produto das escolhas que fazemos ao longo de nossas vidas. Cada um de nós começa com um único grupo de possibilidades de terminadas por nossas capacidades inatas e pelas circunstâncias exteriores que encontramos.
Algo no fundo de nós tem consciência de que possuímos uma identidade única, e ela não é o rosto que apresentamos ao mundo, tampouco a imagem que fingimos ver no espelho. Essa identidade única é uma obra em andamento, uma meta que estamos tentando atingir, um destino de que nos aproximamos ou de que nos distanciamos à medida que crescemos e nos desenvolvemos.
Bernardo Soares, uma das entidades de Fernando Pessoa, é explícito: os adultos são burros, as crianças são inteligentes. “Julgo ás vezes que somos acompanhados na infância por um espírito de guarda, que nos empresta a própria inteligência astral e que depois nos abandona ao nosso destino.” E o próprio Fernando Pessoa diz: “A inteligência astral não nos abandona em decorrência de uma lei mais alta. Ela nos abandona por ser incompatível com a adultice. A inteligência adulta é grave. Faz afundar. A inteligência infantil é leve faz levitar.” (Pessoa apud Alves, 2006, p.48).
Inteligência astral tem a ver com conhecimento arquetípico? Edith Sullwold, referindo-se a George Bernard Shaw nos diz que a criança tem as suas próprias “aspirações mais sagradas”, o seu próprio e singular caminho. Dando a expressão “mais sagrada” os dois significados que lhe são próprios neste contexto, ou seja, aspirações ou intenções consideradas frutos de uma fonte sagrada ou espiritual e a relação com o inteiro, esse dom de vida que nos é dado (Abrams, 1990).
Parece que quando o poeta refere-se ao espírito que nos empresta a própria inteligência astral ele está se referindo a esta força vital e natural que contém o arquétipo, a energia avivadora e inspiradora que representa e expressa aspectos criativos da vida.
“Quando os adultos ensinam aprendemos o conhecimento que nos permite dominar o mundo. Quando as crianças ensinam, nós aprendemos a arte de viver.” E o que é a arte de viver se não a arte do encontro com o outro, consigo mesmo e com a criança interna que nos habita?
Retornando ao motivo da criança, vimos que esta representa não só a origem como também é o potencial do futuro. No processo de individuação ele antecipa a figura que decorre da síntese entre os elementos conscientes e inconscientes da personalidade. Portanto é um símbolo que une os opostos, um mediador, portador de cura, isto é, um reparador que trás inteireza. Por ter esse significado de inúmeras renovações e transformações. Aparecendo em nossa vida sempre que nos desapegamos e abrimos à mudança. A ela nos voltamos em momentos de perda, sofrimento, abandono e grande pressão interna (Jung, 1986).
Em seu livro Memórias, Sonhos e Reflexões, Jung recorda seu inesperado encontro com a própria criança interior e a importância que esse momento teve em sua vida. Ele havia rompido com Freud, estava se reorganizando profissionalmente e sob uma “pressão interna constante”. Sua inquietação emocional era tão intensa que ele suspeitava ter uma perturbação psíquica, e foi na busca da causa fundamental desse problema, que ele se deparou com recordações da infância, do menino que brincava, e ele brincou por um longo período, e esse “brincar sério”, como ele mesmo definiu, foi um momento decisivo de mudança em seu destino.
O contato de Jung com sua criança interior desempenhou um papel importante na liberação das extraordinárias energias criativas que culminaram com sua teoria dos arquétipos e do inconsciente coletivo e com o trabalho “A psicologia do arquétipo da criança”.
Conforme o próprio Jung; a tendência a empenhar-se em atividades regressivas tem a função positiva de nos manter ligados à criança, de ativar a criança interior. Segundo ele a regressão é “uma tentativa genuína de alcançar alguma coisa necessária: a sensação universal da inocência infantil, a sensação de segurança, de proteção, de amor recíproco de confiança, de fé – essa coisa tem tantos nomes” (Jung apud Abrams, 1990, p. 12).
Hillman (1981, p. 31) por sua vez afirma, “O que a psicologia profunda passou a denominar regressão é apenas o retorno a criança.” É o processo de interiorização na busca da energia criativa, inovadora, que nos possibilita ampliar e desenvolver a nossa jornada na busca da individuação.
A maioria das pessoas continua tendo contato com sua criança interior quando adulto, através de hábitos, desejos e condutas pueris.
A criança interior que habita a alma de cada um pode vir a tomar várias formas. Ela pode ser alegre, divertida, viva, como conseqüência do aspecto positivo, ou mal humorada, birrenta, impaciente, ranzinza, como expressão do arquétipo negativo. O Aspecto negativo deixa evidente a criança ferida.
A criança interior ferida, trazida ao consultório pelo adulto, chega ao revés, pedindo licença, mas andando para trás, parecendo fugir. Como nas brincadeiras infantis de “Mamãe posso ir” e “Meia, meia lua, 1... 2... 3...”. Na primeira, reverenciando os complexos paternos que os impedem de viver a própria criança ou seja a capacidade de liberdade no plano do imaginário, do espontâneo, do autêntico. Na segunda vem trazida pelos sonhos. “O primeiro lugar em que encontraremos a criança abandonada é nos sonho em que nós mesmos, um filho nosso ou uma criança desconhecida é negligenciada, esquecida (...)”. (Hillman,981, p.27).
O tema da criança, nos sonhos se faz presente de forma bastante intensa, mas principalmente, antecedendo o início do processo de individuação.
Para finalizar, nos perguntamos como podemos nós, enquanto indivíduos, entrar em contato com a criança que vive dentro de nós? Segundo Nietzsche citado por Joseph Campbell “Matando o dragão que se chama ‘tu deves’”.
http://www.ijrs.org.br/artigos.php?id=53
13 de julho de 2008
HO’OPONOPONO... e a CRIANÇA DIVINA
O tema criança interior, faz parte da psicologia que enfatiza a criança ferida, mas ela também traz uma abordagem espiritual na qual se resgata a Criança Divina que existe por trás da criança ferida...
Evoluímos através das lições apreendidas ao longo do tempo no processo do nascer e renascer. O que podemos deduzir que serve a um propósito maior a algum tipo de crescimento, aprendizagem ou transformação. Dependendo das opções e buscas de cada um em sua existência, a essência espiritual que se faz presente desde, poderá se tornar mais desperta ou não.
Somos influenciados por nosso meio familiar, social e cultural para que possamos evoluir e acredito que nossa maior meta é recordar quem realmente somos, vivendo, cumprindo de maneira equilibrada e saudável nossas tarefas, contribuindo para nossa própria evolução e aprimoramento do ambiente ao nosso redor.
Para tanto, necessário se faz que procuremos fazer boas escolhas, para um aprimoramento e despertar de nossa plena consciência. Infelizmente, podemos adiar esse processo acabando por ficarmos fixados ao apego, ao próprio sofrimento e nossas dificuldades pessoais, familiares, culturais.
Jesus, em suas máximas já havia sintetizado: “Amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a ti mesmo”. O não recordar-se da verdadeira essência, impede de trazer a energia necessária à Vida e lembrar-se do propósito maior desta existência. O esquecimento do amor, nossa verdadeira natureza, nos traz inúmeros desvios, sofrimentos e mortes ao longo dos tempos, obstruindo a conexão do eu pessoal com o Eu Divino.
Não sou psicóloga, porém Jung sempre me atraiu com sua abordagem, em minhas buscas por auto-conhecimento e tempos depois a Psicologia Transpessoal (Assagioli), que têm como proposta a morte/renascimento do ego, mortes e renascimentos psicológicos dentro de uma mesma existência, enfatizando também a oportunidade de despertar para a verdadeira força espiritual. ampliando nossa percepção em um processo vivenciado de mudança de nossas crenças, nosso olhar diante da própria dor e da dor do mundo, possibilitando o renascimento com mais sabedoria, compaixão e amor.
Essência esta que está por trás de toda criação, essa força maior, representada por diversos nomes na tradição espiritual que a nomeia, por Cristo, Deus, Buda, e outros mais. A Psicologia Transpessoal aborda essa força essencial que a tudo permeia e designada como Unidade, Absoluto e os aspectos de sua manifestação no nível pessoal de Eu Superior e de Supraconsciente ou Inconsciente Superior.
O tema da “criança” foi abordado no Evangelho de diferentes maneiras. Uma delas é a que nos recorda de que somos crianças no espírito, na evolução, mas que nessa pequena dimensão criança repousa a centelha do espírito divino em sua pureza original, que confia, busca e se entrega.
Algumas pessoas traziam crianças para que Jesus as tocasse. Os discípulos, porém as repreendiam. Vendo isso Jesus disse: - “Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, porque a elas é que pertence o reino de Deus. Em verdade vos digo: quem não receber o reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. E abraçava as crianças impondo as mãos sobre elas, as abençoava. Este versículo nos convida a resgatarmos a essência da Criança Divina para despertar o Reino de Deus dentro de nós. Este Reino não é uma realização material, mas sim espiritual, é um estado de consciência mais amplo. Um estado da Plenitude, Paz, Equilíbrio e Harmonia. Um Reino de bondade e felicidade.
A Criança Divina é que nos traz o amor incondicional, a confiança original, a leveza para “entrarmos” nesse Reino.
A Criança Divina, brinca, tem alegria e espontaneidade. É a manifestação do Eu Superior, a essência maior que faz a travessia do espiritual sutil ao espiritual manifesto.
Cada disciplina, tradição espiritual têm sua forma para trabalhar aspectos que nos prendem em crenças condicionantes e cristalizadas, eu após muito caminhar e talvez, por um sentimento inato de que tudo deveria ser simples me deparo com Ho’oponopono Identidade Própria, processo intrapessoal, somos nós em comunicação com a Divindade, desenvolvido pela Kahuna Morrnah Nalamaku Simeona que o ensinou ao Dr. Ihaleakala Hew Len. O que veio preencher a lacuna para sanar a criança ferida, dando foco à Criança Interna, Subconsciente = Unihipili.
Importante compreender que a Criança Interna/Subconsciente= Unihipili e o eu adulto (personalidade/ego)/Consciente= Uhane, compõem nossa Alma e não geram idéias próprias, pensamentos, sentimentos e ações.
Elas experienciam de forma indireta, através das memórias se repetindo e através de Inspirações > (Supraconsciente=Aumakua/Eu Superior). É muito importante na solução de problemas entender que o corpo e o mundo não são em si os problemas, mas os efeitos, as conseqüências, das memórias se repetindo na Mente Subconsciente.
A Alma não gera a experiência dela própria; ela experimenta o que a memória experimenta; sente o que a memória sente; comporta-se como a memória se comporta e decide como a memória decide. Ou ainda, raramente, experiencia, sente, se comporta e decide como a Inspiração experiencia, sente, se comporta e decide.
Ho’oponopono envolve a participação completa de cada um dos quatro membros da Identidade Própria:
Inteligência Divina
Mente Supraconsciente
Mente Consciente e
Mente Subconsciente
Trabalhando juntas como uma unidade. Cada membro tem função e papel único na solução dos problemas das memórias se repetindo na Mente Subconsciente. ( E-Book gratuito: www.hooponopono.com.br )
Por traz de toda criança ferida, há uma Criança Divina pedindo passagem. Ela nos agradece e nos recompensa, quando permitimos que ela ocupe o seu lugar. Manifesta em nossa vida a simplicidade, a expressão mais pura do amor.
E é com a alegria e simplicidade no coração (palavras lindas que copiei do sensível amigo Aldo), características da nossa Criança Divina, que peço neste momento, em nome da minha e de todas as Crianças Feridas, que se encontram em cada um de nós, a limpeza das memórias que todos compartilhamos:
“Divino Criador, Pai, Mãe, Filho em Um...
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe ofendemos,
à sua família, parentes e ancestrais em pensamentos, palavras, atos e ações,
do início de nossa criação até o presente,
nós pedimos seu perdão...
e transmute estas energias indesejáveis em pura luz...
Que a Criança Divina ressurja em mim, em nós, a cada dia, mais e mais, através da Paz do Eu, Paz além de qualquer compreensão!
Lena
11 de julho de 2008
NAVEGANDO NOS ESTÁGIOS DA Limpeza EMOCIONAL
NAVEGANDO NOS ESTÁGIOS DA Limpeza EMOCIONALLIMPEZA EMOCIONAL
A limpeza emocional é o processo pelo qual vocês se libertam das camadas dos seus bloqueios emocionais, transmutando as energias densas da raiva, da vergonha, da culpa, etc., contidas em cada camada para a compaixão. Estas camadas são mantidas prensadas e seladas em nosso corpo emocional até que elas sejam liberadas para vir à superfície (desencadeadas à ação), através dos conflitos que passam pelo nosso caminho. Neste ponto nos tornamos conscientes delas.
ESTÁGIOS DA LIMPEZA EMOCIONAL
Uma vez que as energias anteriormente mantidas em uma camada tenham alcançado a superfície, começamos o processo de clarificá-las. Esta limpeza envolve o movimento através de uma série de estágios que nos habilitam a liberar física e emocionalmente estas energias de nosso corpo, enquanto ao mesmo tempo, integramos o medo que está na raiz delas e aprendemos a lição envolvida. Caramba! Esta foi uma longa sentença!
Algumas vezes a limpeza é suave porque as energias presas são suaves, mas algumas vezes a clarificação é muito dolorosa, escalando para um conflito desenvolvido com alguém. Deixem-me apenas dizer que não obstante seja ela suave ou maior, ela não é fácil! É como tentar escalar, tentando sair de um destes buracos muito grandes, muito profundos!
POR QUE GOSTARÍAMOS DE FAZER A LIMPEZA EMOCIONAL?
Esta é uma pergunta muito boa. Há muitas compensações para a clarificação emocional. Uma é a ascensão – nós devemos aliviar os nossos corpos a fim de ascender e podemos fazer isto através da liberação das velhas energias presas que os tornam densos. Nós fazemos isto a fim de ter relacionamentos melhores e mais satisfatórios. Nós fazemos isto a fim de ter uma maior saúde mental e emocional.
Graças aos meses e meses de lições dolorosas com o meu marido Shaun, eu finalmente aprendi a navegar nestes estágios de clarificação emocional – pelo menos o suficiente para escrever este artigo. Tudo o que eu posso dizer é louvar o coração de Shaun por esperar lá comigo. Foi um desafio para dizer o mínimo! Clarificar com o nosso companheiro pode ser muito frustrante porque estamos constantemente sendo forçados a olhar o reflexo de nós mesmos. Nós não podemos escapar! Repetidas vezes nós nos interpelamos para saber por que teríamos concordado com esta dor e com esta agonia. Uma vez que imaginemos que este é um processo e vejamos a perspectiva mais elevada, somos capazes de avançar com um pouco mais de facilidade e graça de cada vez.
O PROCESSO
O processo de clarificação emocional é um processo que nos leva durante todo o tempo de uma perspectiva de 3D para a perspectiva multidimensional onde podemos transmutar a emoção para fora de nossos corpos físico e emocional. Ela começa com a nossa “Criança Interior” (CI), que é impulsionada à ação e termina conosco encontrando a compreensão mais elevada, multidimensional do problema emocional em questão. No caso de que você não esteja familiarizado com a Criança Interior, eu estou falando sobre esta pequena criança dentro de cada um de nós, e embora ele ou ela se comporte como uma pequena criança, o seu trabalho real é proteger os nossos corpos físicos de qualquer dano. A Criança Interior faz isto através do medo, mas este medo se torna desequilibrado quando ele ou ela começa a assumir as nossas emoções com ele.
Tenham em mente também que vocês não poderão perceber o que está ocorrendo até que fiquem acostumados a passar pela clarificação emocional e a reconhecer que estão sendo impulsionados, e até então os primeiros estágios (aproximadamente de 1 a 4), são freqüentemente inconscientes.
ESTÁGIO UM: O GATILHO
A primeira coisa que acontece quando surge um problema é que a minha Criança Interior (eu) fica alerta. Os “gatilhos” estão em nossas vidas para criar sentimentos indesejáveis dos velhos problemas, dos problemas emocionais essenciais que deixamos de clarificar no passado. Um gatilho pode ser algo que induza sentimentos de raiva, de culpa, vergonha, medo ou qualquer outra emoção “negativa”. Ele me deixa saber que um limite foi ultrapassado ou que uma velha ferida está ainda enterrada. Pode ser uma pessoa ou até uma situação (tal como pisar no meu dedo) que me impulsiona, e eu sempre sei disto porque eu reajo. Algumas vezes a reação é suave, como uma emoção sutil e/ou uma sensação física, mas há sempre algum grau de reação física ou emocional (ou ambas), até se é apenas um batimento cardíaco mais rápido por uns poucos segundos.
Quando eu clarifico um bloqueio emocional, eu normalmente limpo uma ou mais camadas fora do problema emocional essencial, resultando no gatilho que me afeta cada vez menos e menos. Uma vez que eu clarifique totalmente o problema, entretanto, o gatilho desaparece como se nunca estivesse lá.
ESTÁGIO DOIS: IDENTIFICANDO O GATILHO ATRAVÉS DA RAIVA
Quando reagimos a um gatilho, nós reagimos ao nível mais básico, com medo, porque o medo é a emoção de freqüência menos elevada. Algumas vezes eu ficarei literalmente temerosa, e poderei até sentir vergonha ou culpa, mas mais freqüentemente reagirei com raiva. Por que a raiva? A minha Criança Interior foi ferida e ela expressará esta dor com raiva, a fim de me proteger do sentimento desta dor. Pensem nisto como uma defesa para tentar parar a dor, continuando a assumir uma ação ofensiva. Vocês já ouviram “a melhor defesa é uma boa defesa”? A Criança Interior pensa assim.
Tanto Shaun como eu, tivemos um problema essencial envolvendo o abandono, e nós sempre desempenhamos o papel de gatilhos principais um com o outro em relação a este problema. Por exemplo, quando Shaun provoca o meu problema de abandono, eu quase sempre reajo primeiro com raiva. O cenário freqüentemente transcorre assim: Eu tomo uma decisão de fazer algo e eu lhe falo sobre isto. Ele comenta, e eu lhe digo que ele está tentando me controlar e eu fico muito zangada. Mas algumas vezes, eu sinto emoções mais sutis, tais como o medo ou a culpa. A razão pela qual elas são mais sutis é porque a minha Criança Interior realmente não quer sentir estas emoções (que estão em uma freqüência até menos elevada do que a raiva), assim ela usa a raiva como a nossa principal defesa/ofensa.
Algumas vezes eu estou extremamente zangada antes que eu até compreenda que fui provocada. É quase como se eu fosse o Piloto Automático da Criança Interior! Mas quanto mais experiente eu fico nesta tolice, percebo que posso identificar o gatilho mais prontamente.
ESTÁGIO TRÊS: PROJEÇÃO E CULPA
Uma vez que a minha Criança Interior está suficientemente zangada, ela assumirá esta defesa da raiva e desviará os sentimentos de volta para a outra pessoa, responsabilizando-a. Desta forma a minha Criança Interior e eu não temos que assumir a responsabilidade de criar a nossa própria responsabilidade, isto é, a dor que estamos sentindo. Você pode acreditar que no passado eu responsabilizei realmente Shaun por eu ter pisado no meu próprio dedo, quando ele estava em um aposento distante na casa? Bem, eu o fiz, porque não podia suportar a dor de assumir a responsabilidade. Este fenômeno mais interessante é também chamado de projeção.
Assim, usando o exemplo do meu problema de abandono, quando eu projeto para Shaun quando estamos tendo um “gatilho de abandono”, eu aponto o dedo para ele e lhe digo que ele está me controlando e por isto é que eu sou miserável, triste, insensata, etc. A minha Criança Interior não está desejando reconhecer que este é o NOSSO problema neste ponto e assim nós tentaremos fazer dele o problema de Shaun até que estejamos prontas a assumir a responsabilidade.
ESTÁGIO QUATRO: REAÇÃO/PROJEÇÃO E CULPA ATRAVÉS DO GATILHO
Uma vez que eu reagi e culpei o “gatilho”, ele freqüentemente reagirá também, sentindo também dor, e apontando o dedo de volta para mim. Isto freqüentemente resulta em uma discussão, que poderá durar uns poucos minutos ou uns poucos dias dependendo de que camada do bloqueio eu estou tentando clarificar. Vocês podem ver que círculo vicioso isto é!
Por exemplo, uma vez que eu me irritei diante da fisionomia de Shaun, ele reage e se irrita com a minha. A Criança Interior dele não está desejando assumir a minha dor, e se ele tem a dor envolvida, ele não quer assumir a responsabilidade por isto também. Assim, ele aponta o dedo para mim, e nós continuaremos fazendo isto até que fiquemos cansados de discutir. Ugh!
Vale mencionar que se alguém esteve conscientemente clarificando emocionalmente por algum tempo, então ele poderá reagir de forma diferente. Eu estou me referindo a quando vocês podem ver conscientemente o gatilho chegando e escolhem reagir de forma diferente. Isto significa que vocês quase clarificaram o bloqueio. Mas não se agitem se não estiverem ainda aqui – velhos hábitos demoram a se extinguir! Acreditem em mim – [b]EU SEI!!! [/b]
ESTÁGIO CINCO: EXPRESSANDO E LIBERANDO A RAIVA
Este é um estágio onde eu freqüentemente começo a me conter e me questiono com a minha Criança Interior sobre o que está acontecendo. Eu quero enfatizar firmemente que toda esta coisa aparentemente “negativa” está certa! Seus sentimentos são válidos e isto está certo, deixar a sua Criança Interior expressar e reagir de uma maneira apropriada, isto é, expressar os seus sentimentos sem se magoar ou aos outros. Vocês podem precisar fazer acordos com a sua Criança Interior quanto a se expressar, de modo que ambos se sintam seguros enquanto fazem isto.
É também muito importante que vocês se expressem tanto verbalmente quanto fisicamente, a fim de mudarem a energia do corpo físico e emocional de ambos. Eu achei isto muito útil para ambos gritar e falar alto, tanto quanto escrever o que eu chamo de um “desabafo”. Um desabafo pode ser tão suave quanto uma queixa ou tão explosivo quanto uma bomba de nêutrons, com palavras naturalmente. Vocês podem fazer isto como e onde se sentirem à vontade, mas se preferirem desabafar com alguém em particular, é sábio lhes perguntar primeiro se vocês poderão se desabafar com elas. Se vocês não o fizerem, elas poderão reagir com raiva. Eu também acho um item apropriado para usar fisicamente, tal como uma bola de espuma ou plástica ou um travesseiro, e então eu atinjo a minha cama ou o chão com eles. Eu recomendo qualquer um destes porque eu não posso me ferir ou aos outros (ou minhas propriedades), acertando algo leve com algo leve. Quando eu termino de me expressar eu sempre sei disto porque me sinto mais leve. Se eu não sei que estou pronta, então eu continuo até que eu saiba que acabei.
Eu não posso enfatizar o suficiente aqui que a principal coisa para manter em mente é que isto está certo, em expressar a sua raiva, etc., e não censurem a sua Criança Interior de qualquer forma, em relação aos seus sentimentos ou pensamentos. Deixem a sua Criança Interior expressar os seus sentimentos e validem estes sentimentos com algo como “Eu escuto arre”! ou “Saia”! Compreendendo e aceitando que apareça esta expressão “escura”, vocês serão capazes de integrar o medo e a raiva que vocês estão experienciando muito mais rápido.
Naturalmente, durante a nossa discussão inicial, Shaun e eu sempre liberamos alguma raiva. Algumas vezes nós até ficamos lá por uma hora e gritamos e bradamos um com o outro. Nós temos sentimentos confusos posteriormente sobre isto, porque enquanto nós dois ficamos arrependidos pelo que aconteceu, nós nos sentimos muito mais leves e melhor! Mas outras vezes nós temos que sair por nossa própria iniciativa e expressar a raiva, e eu sempre faço o que recomendei acima.
ESTÁGIO SEIS: ENCONTRANDO E RECONHECENDO O REFLEXO
Neste estágio eu começo a retroceder e perceber que eu tenho um problema com a outra pessoa e começamos a processar conscientemente, expressando como nos sentimos um com o outro. Nós nos empenhamos nisto favoravelmente, mas se eu tiver que continuar sem a participação do outro então está certo. Saibam também que este estágio do processo leva uma quantidade indefinível de tempo, dependendo do nível de comunicação entre eu e a minha Criança Interior. Nós freqüentemente começamos com um processo intelectual e terminamos com a minha Criança Interior expressando os seus verdadeiros sentimentos emocionais que estão no centro do gatilho. Este é o meu objetivo – a expressão verdadeira e honesta de minhas emoções. Esta é a linguagem da Criança Interior.
Uma vez que eu posso ser honesta comigo mesma, eu estou pronta para olhar para o reflexo e o reconheço. Encontrar o reflexo, ou me ver na outra pessoa, sempre me mostra como eu tenho tratado a minha Criança Interior. Reconhecer o reflexo significa que eu estou pronta para assumir plena responsabilidade pela minha dor e minhas ações. Significa ser brutalmente honesta comigo mesma e com os outros, mesmo que isto magoe. Assim, em meu exemplo, eu disse que Shaun estava me controlando, etc. Mas agora eu posso ver como eu tenho controlado a minha Criança Interior, não deixando com que ela se expresse ou ser quem ela realmente é, porque eu tenho medo de que Shaun me abandone. Agora isto é difícil de absorver, para nós dois porque a minha Criança Interior tem medo que eu a abandonarei sem culpa. Hummm... Vêem um padrão aqui?
ESTÁGIO SETE: CLARIFICAR O REFLEXO, ASSUMINDO A RESPONSABILIDADE E VALIDANDO A DOR.
Isto ocorre quando uso as ferramentas multidimensionais para “receber” a lição, assumir a responsabilidade e me liberar e à outra pessoa da culpa. Isto é o que chamamos de “clarificar o reflexo”. As ferramentas que eu uso são ferramentas multidimensionais conhecidas como as Sete Chaves da Compaixão. Eu uso a Fórmula da Compaixão (a 1ª Chave) e a Chave da Compaixão (a 2ª Chave), para clarificar o reflexo e elas funcionam maravilhosamente! Ao usar estas ferramentas eu sou sempre capaz de ver a perspectiva mais elevada e uma vez que eu sorrio de orelha a orelha com gratidão para a pessoa que é o meu gatilho, sempre quero agradecer a ele/ela pelo seu papel na lição. Uma vez que posso fazer isto, eu sei e sinto que eu a “compreendi”! Então eu posso me congratular por desgarrar outra camada de meus problemas emocionais! Arre!
Uma vez que eu assimilo a lição e sou capaz de assumir a responsabilidade por minha parte no ponto principal do problema, eu sou capaz de validar a dor e a mágoa da outra pessoa. A validação significa ser capaz de me desculpar pela dor que eu causei na outra pessoa pelas minhas ações sem quaisquer desculpas ou sem defender o meu comportamento. Eu falo com a dor, descrevendo-a como se ela estivesse acontecendo comigo. Este é um estágio importante, e pode ser somente alcançado depois de eu poder me conectar emocionalmente com a dor da outra pessoa. No exemplo do conflito entre Shaun e eu, isto é onde eu digo a ele: “Desculpe-me, Shaun, por eu ter lhe acusado de tentar me controlar. Eu sinto muito por não ter lhe tratado como um companheiro, e por causa da determinação de tê-lo em meu caminho, eu o acusei de tentar me controlar... que é o que eu estava fazendo! E assim eu estou muito sentida pela dor que a minha acusação causou”.
Eu tenho que deixá-los saber que eu os ouvi e os senti, repetindo como é que eles magoam, e desculpando-me por causar a dor. Não importa se eu pretendia causar a dor ou não – se eu posso sentir a sua dor, eu sou sempre capaz de validá-la. E na maior parte do tempo, tudo o que a pessoa quer ouvir é que eu estou sentida pela mágoa que causei. Saibam que isto não inclui qualquer garantia de mudar o meu comportamento – eu estou simplesmente validando a sua dor.
Mas e se eu perceber que não posso validar a dor e o sofrimento do outro? O que faço então? Eu tenho que voltar e falar com a minha Criança Interior porque eu sei que ela está me impedindo de sentir a dor da outra pessoa. Por quê? Porque ela teme que eu a abandone se ela sentir a dor de Shaun. Ela me impede de sentir a dor de Shaun porque é um tipo ou nível de dor que eu disse a ela que nunca quero sentir... Por isto o bloqueio. Assim, eu faço um acordo com a minha Criança que eu não a abandonarei se eu tiver os sentimentos de Shaun.
Eu sei que ela concordou porque eu começo a sentir a dor da outra pessoa... Neste caso, a dor de Shaun.
Assim, é isto... Estes são os estágios da clarificação emocional. Conhecendo apenas os estágios e sabendo o que esperar tem me dado grande conforto quando estou no meio de meus problemas. Cada vez que passo por eles, eu os imagino um pouquinho mais e assim sou capaz de arrastar-me acima para fora do meu conhecido buraco, um pouco mais rápido. É a minha esperança que com este artigo vocês tenham um mapa suficientemente claro para navegar através da sua selva da clarificação emocional e encontrar o seu caminho de seus próprios buracos emocionais.
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
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Vamos utilizar o processo Ho'oponopono para a limpeza emocional/memórias de nossas 'Crianças Interiores' (Unihipili)...
Me perdoe. Me perdoe. Me perdoe. Sinto muito e lamento por todo equívoco que provoquei, por todo sofrimento que lhe causei. Amo vocês minha criança querida e sou grata por libertar a vocês e a mim.
Na Paz do Eu!
Lena













