19 de janeiro de 2009

Como se procede a Sessão de Limpeza Virtual Ho’oponopono?

Como se procede a Sessão de Limpeza Virtual Ho’oponopono?

Os Pedidos de Limpeza recebidos no alimpeza@gmail.com são reunidos em uma pasta e durante a sessão são aplicados os processos Ho'oponopono para limpeza dos assuntos nestes Pedidos. Após a sessão são descartados, os e-mails deletados.
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Reunimo-nos na sessão, na sala virtual, para receber a Divina Inspiração, soluções Divinas para nossos problemas pessoais e orientação Divina enquanto limpamos as memórias que compartilhamos. É importante resistir à vontade de se dar conselho, querer resolver problemas ou participar da estória do próximo – isso é o trabalho da Divindade.
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Enquanto conversamos ou estamos em silêncio na sessão, a limpeza se procede. Quando alguém fala preste a atenção no que vêm à tona na sua mente, os sentimentos, e limpe em cima disso. São as memórias que compartilhamos sendo reveladas.
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A Divindade decide o que é limpo, algo sempre é limpo mesmo que estejamos conscientes ou não disso.
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Lembrem-se, um problema é uma memória repetindo uma experiência do passado. O Ho’oponopono é um apelo a Divindade para cancelar as memórias que estão se repetindo como problemas. O Dr. Len mantém essa frase em mente sempre; “A paz começa comigo”, é o que ele procura praticar sempre, embora reconheça que não seja fácil.
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Com o Ho’oponopono estamos assumindo a responsabilidade pelas memórias que compartilhamos com as outras pessoas. Pesquisas mostram que à todo momento existem 11 milhões de “bits” de informação em nossa volta, mas só percebemos 15 “bits”, e são em cima desses “bits” que julgamos as coisas! Portanto, não sabemos o que realmente está acontecendo. Então dizemos para a Divindade; “Se existe algo acontecendo em mim que me faça vivenciar as pessoas de determinada maneira, eu gostaria de liberar isso.” Largando de mão essa vontade de consertar as coisas, de mudar as pessoas, deixando Deus fazer, nós mudamos nosso mundo interior o que causa uma mudança também no mundo externo.
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Ser 100% responsável é um caminho de pedras, por ser o intelecto tão insistente. Quando nos ocorre um problema o intelecto sempre busca alguém ou alguma coisa para culpar. Insistimos em procurar fora de nós a origem dos nossos problemas.
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A Morrnah Simeona, professora do Dr. Len, ensinava que; ”Estamos aqui somente para trazer Paz para nossa própria vida, e se trazemos a Paz para nossa vida tudo em nossa volta descobre seu próprio lugar, seu ritmo e Paz.”. Esta é a essência do processo Ho’oponopono.
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No Fórum Ho’oponopono você já deve ter reparado na força que circula neste lugar virtual, o fórum é uma ferramenta de limpeza cada vez que você lê as mensagens e participa. Você está sendo limpo enquanto acessando o fórum! Estamos trazendo esta sintonia para a sessão, cada vez mais multiplicando o efeito da limpeza pela nossa união e concentração ao mesmo tempo. Podem conferir nos dias após a sessão como seu corpo reage, e a calma que permeia seu ser.
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A Divindade sabe que nos reunimos aqui para limpar nossas memórias compartilhadas. Isso libera nossa Mente Consciente de decidir o que exatamente precisa ser limpo.
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Os momentos mais sagrados da sessão são quando começam os comentários sobre sentimentos esfuziantes de gratidão, de amor, de uma sensação de felicidade indescritível. Humildemente reconhecemos a Presença. A Divindade penetra na consciência dos participantes e somos deslocados para o espaço do Ser, Inspiração, a Identidade Própria.
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Mais para o final se houver tempo, fazemos uma subida ao Portal.
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"Somos seres divinos, mas a mente só pode servir a um mestre de cada vez. Pode servir às memórias se repetindo, ou a Divindade, que são as Inspirações." Dr. Len
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Texto de Al McAllister com referências a textos de Jude O’Hare, e Saul Maraney com o Dr. Ihaleakala Hew Len
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Reconheça o seu Bem quando ele aparece.
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Sessões são realizadas nas Terças-feiras 21:00 h, e Domingos às 11:00 h e às 20:00 horas. Recomendamos que baixem o PDF "Manual da Sessão" aqui neste link:
http://hopurl.com/41973
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O acesso à sala virtual é pelo
http://tinyurl.com/99a7hk escolha a opção "Ho'oponopono Limpeza Virtual", a senha é: "teamo"
Nas Quintas-feiras realizamos uma reunião na mesma sala para perguntas e respostas às 21:30 hs.
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O Atendimento
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atendimento.hopo@gmail.com
Visite:
www.hooponopono.com.br e www.soubem.com


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Administrador de "Ho'oponopono" -
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9 de janeiro de 2009

Deus à procura de casa

Deus à procura de casa

Na Terra. Dentro de nós. Representado pela Inspiração. A casa em questão está quase sempre ocupada pelas Memórias, muitas delas repetitivas. Mas a Inspiração, entrando, tomando conta, mesmo que por breves instantes, muda nossa casa interior. E a exterior também. Para melhor.

Proposta do Ho’oponopono. Visa nosso subconsciente, atribulado, por via de regra. Cheio de recordações. Preocupações atuais. Projetos mil. Quase sempre um tsunami mental. Até quando? Mente se agitando, vida se indo...

Onde Huna menciona unihipili, uhane e Aumakua como partes da mente, o Dr. Hew Len, psicólogo havaiano, distingue quatro: a Mente Subconsciente e a Consciente compondo a Alma, esta última ligada à Mente Supra-Consciente e à Inteligência Divina.

No Subconsciente, está o alicerce da mente: o Vazio, ou Zero. O Dr. Len o chama o alicerce da Identidade Própria. O Vazio é um estado precursor; ele recebe as Inspirações da Inteligência Divina – recebe, sim, quando este Vazio não está ocupado – como de praxe – pelas Memórias repetitivas..
Quem costuma comandar o espetáculo são as Memórias. Deslocam do lugar o Vazio da Identidade Própria e impedem a entrada das Inspirações.

Só uma ou outra – Inspiração ou Memórias – podem ‘estar no comando’ da Mente Subconsciente. A saída: limpeza das Memórias por transmutação da Inteligência Divina, a pedido da Mente Consciente. Resultado: solução dos problemas humanos.

Inovador: a Mente Consciente sabe que é 100% responsável por essas Memórias, e que tem de pedir para elas serem transmutadas. Pedido atendido: a energia transmutadora neutraliza as Memórias na Mente Subconsciente. As energias, neutralizadas, deixam um vazio.

Este processo não lembra o desenho da clave do sol na escrita musical?

O Dr Len vai além: ‘Todas as experiências da vida são expressões de memórias se repetindo e Inspirações. Depressão, pensamento, culpa, pobreza, ódio, ressentimento e aflição são... ‘frentes de lamentações’, como o bardo Shakespeare dizia em um dos seus sonetos’.

E mais: ‘A mente Consciente tem escolha: iniciar uma incessante limpeza ou permitir às memórias repetir problemas incessantemente’.

Isso não lembra ao ‘orai sem cessar’ de Jesus? Não é a visão do homem como um ser divino por natureza, um sujeito artífice de sua salvação? Tendo a chance do toque redentor da Divindade? Do Senhor ocupando um espaço no interior do homem? É, sim, Deus à procura de casa – dentro de nós.

Consertador divino. Se olharmos para o que a médium Varda Hasselmann vem a dizer sobre os Arquétipos da Alma, Ihaleakala Hew Len é uma das pouquíssimas almas antigas (só 4 % da população mundial): ‘Para a alma antiga, religião significa essencialmente uma negação das velhas formas de crença e dogma. A fé é substituída pela consciência’.

‘Ela (a alma antiga) procura pelo fator de união, pelo fator que abrange tudo, Ela sente o principio divino em si mesma’.Ela busca por ligações com o todo e acha as pontes para obter as forças a que se entrega confiante’.

Isso torna compreensível a imagem de Deus do Dr. Len de um exímio ‘consertador divino’ dos problemas humanos, sempre pronto a atender pedidos terrestres: transmutar memórias repetitivas e, em troca, infundir inspiração.

A constatação de Varda levanta outra questão: se apenas 4 % da humanidade atual (as almas antigas) tendem a esse tipo de crença, cá dê os restantes 96 %? E das crenças noutras épocas, em noutras regiões? E as instituídas por outros messias? Artigos de fé assaz tão divergentes, que um Ralph Waldo Emerson chegou a sentenciar: 'A religião de uma era é o entretenimento literário da seguinte’.

Decerto, não convêm dar ouvidos a críticos, tipo Richard Dawkins, quando se deleita no exagero: ‘O Deus do Antigo Testamento é talvez o personagem mais desagradável da ficção: ciumento, e com orgulho, controlador mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico e vingativo, sedento de sangue e perseguidor misógino, homofóbico, racista, infanticida, filicida, pestilento e megalomaníaco, sadomasoquista, malévolo’.

Nem parece estar falando de um deus! Claro, imagens de Deus são também produto da cultura reinante. Até pode se aventar que houve tantas humanidades quanto religiões que as moldaram. Por isso, trazer à tona hoje, como diz Gore Vidal, ‘um texto bárbaro da Idade do Bronze conhecido como Antigo Testamento’, mostra um Dawkins erudito porem sectário – e intelectualmente desonesto.

Bem mais sadias e abrangentes são as revelações da médium americana Jane Roberts, no capitulo religioso de Seth Speaks (1972): ‘Em nenhum momento, uma determinada igreja será capaz de expressar as experiências interiores de todos os indivíduos’.

E mais adiante: ‘O Islamismo foi justamente tão violento porque o Cristianismo foi tão manso em sua natureza. Não é que o Cristianismo carecesse de acréscimos de violência, nem que o Islamismo dispensasse todo amor’.

Ao canalizar as revelações de Seth, Jane Roberts aborda outro ponto: ‘Naturalmente, os deuses atingem realidade física. Portanto, eu não quero negar-lhes uma realidade, senão apenas definir até certo grau a natureza dessa realidade. Com ressalvas, está certo dizer: Sedes cuidadosos com a escolha de vossos deuses, já que há influências mútuas’.

‘Ora, uma aliança desse tipo cria campos magnéticos. Um homem que se liga a um dos deuses, se liga forçosamente em primeiro lugar a sua própria projeção. Algumas são em vosso sentido criativas e outras destrutivas, se bem que raramente as últimas se reconhecem como tais’.

Então, quais memórias limpar? No e-book Ho’oponopono de Al McAllister, o Dr. Len esclarece: ‘Ho’oponopono significa amar-se a si mesmo. Pode melhorar sua vida curando sua vida. Se deseja curar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, faça-o curando a si mesmo’.

‘Ao fazer o Ho’oponopono, pede a Deus, a Divindade, limpar, purificar a origem destes problemas, que são as recordações, as memórias. Assim neutraliza a energia que associa a determinada pessoa, lugar ou coisa. No processo, esta energia é libertada e transmutada em pura luz pela Divindade’.

‘No momento que nota dentro de si algum incômodo em relação a outra pessoa, lugar, acontecimento ou coisa, inicie o processo de limpeza, peça a Deus: ‘Divindade, limpe em mim o que está contribuindo para este problema’.

‘Limpar visando um resultado não funciona, afirma o Dr. Len. Mas quando limpa por limpar, pode ser agradavelmente surpreendido pelo que a Divindade escolher como resultado para você. Isso libera a Mente Consciente de ter de decidir o que deve ser limpo ou não’.

‘Como não estamos cientes de quais memórias limpar, é preciso pedir a Divindade – que está ciente. Só ela pode cancelá-las. É a Divindade que está orquestrando os eventos – nosso trabalho é estar em paz’.

‘Ho’oponopono é o processo de se pedir e permitir à Divindade – que criou tudo e sabe tudo – cancelar as memórias que vivenciamos como problemas e substituí-las pela Inspiração’.

Deus vir a ocupar nossa casa interior é o ato de amor ao homem.

por Jens Federico Weskott - jweskott@uol.com.br

7 de janeiro de 2009

Memórias repetitivas ou Inspiração evasiva?

Memórias repetitivas ou Inspiração evasiva?


“Meus problemas são memórias se repetindo no meu subconsciente. Meus problemas pouco ou nada têm a ver com alguém, algum lugar ou uma situação”.
Esse é talvez o tema principal do Dr. Ihaleakala Hew Len no livro “Zero limits” sobre o Ho’oponopono, que escrevera junto a Joe Vitale.

Ao experimentar memórias repetindo problemas, tenho duas opções: posso ficar envolvido com elas e pedir à Divindade liberá-las através da transmutação, assim refazendo, na minha mente, o estado original de vazio... e tornar-me livre de memórias. Nesse estado, sou meu Eu Divino, tal qual a Divindade me criou em sua perfeita semelhança.
Sob o peso das memórias, estou sujeito ao tempo, lugar, problemas, incerteza, caos, ao impulso de pensar e imitar; deixo as memórias me guiarem, desisto da clareza da mente junto ao meu alinhamento com a Divindade.
Quando meu subconsciente está no vazio, é atemporal, ilimitado, infinito, imortal. Se não há alinhamento, não há Inspiração. Se não há Inspiração, não há propósito de vida”.

Ao trabalhar em público, o Dr Hew Len sempre pede à Divindade que “transmute as memórias no meu subconsciente que repetem minhas percepções, meus pensamentos, minhas reações; esvaziando-as. Então, a Divindade preenche minha mente subconsciente e consciente de Inspiração, permitindo à minha alma sentir as pessoas do modo como Deus as sente”.

A humanidade, esclarece, acumulou memórias padronizadas de perceber os demais como precisando de apoio e ajuda. Por sua vez, a Auto-Identidade através do Ho’oponopono tem a ver com liberar as memórias, visto que nosso subconsciente repete a percepção que os problemas se encontram fora, não dentro de nós.

Todo o propósito da prática é restaurar a própria Auto-Identidade através do Ho’oponopono, nosso ritmo natural com a Divina Inteligência. Ao restabelecer o ritmo original, o vazio se abre e a Inspiração preenche a Alma..

Usualmente, os praticantes desejam compartilhar sua informação com o intuito de ajudar os demais. Adotar a atitude ‘eu posso ajudá-lo’ não resolve. Explicar a prática não os livra de suas memórias problemáticas. Apenas a própria prática consegue isso”.

O Dr. Len cita o exemplo do excesso de peso: “Problemas de peso são apenas memórias repetitivas, e essas memórias deslocam você do estado de vazio. Para voltar ao vazio, a Divindade precisa apagar as memórias que resultaram no aumento de peso”. Como apagar essa memória? “A única coisa a fazer é amá-la, perdoá-la e até ser-lhe grata. Ao apagá-la, você garante que o Divino tenha uma chance de vencer substituindo-a por uma inspiração”.

No seminário de fim de semana ele insiste no tema: “Você age movido pela memória ou pela inspiração. Pela memória significa pensar; pela inspiração, consentir. A imensa maioria de nós vive através das memórias. Somos inconscientes disso porque... somos basicamente inconscientes.

Durante seus cursos, o Dr. Len não deixa de ressaltar o efeito do comportamento humano: “O que mantemos individualmente, sejam memórias ou inspirações, exerce um impacto imediato e absoluto sobre tudo, desde a humanidade até o reino animal, vegetal e mineral. Se uma memória é convertida ao vazio pela Divindade em uma mente subconsciente, ela é convertida ao vazio em todas as mentes subconscientes - sim, em todas elas!

Acontece que somente quando sua mente está no vazio pode ter lugar a criação, e ela é chamada ‘inspirar’. No Havaí, esse ‘inspirar’ é chamado de ‘Há’.

Assim, o termo ‘Há’ significa inspiração. ‘Wai’ é a água e ‘I’ é ‘o Divino’;
‘Hawaii’ quer dizer ‘a respiração e a água do Divino’. A própria palavra Hawaii é um processo de limpeza. Deste modo, quando estou em um lugar, por exemplo, antes de entrar em uma sala, pergunto ‘O que há aqui que preciso limpar e não sei o que é? Não tenho idéia de que se trata. Se fizer uso do processo chamado Hawaii, receberei informações das quais não estou consciente e que me retornam ao vazio.

Joe acrescenta que nossa mente só pode servir a um mestre de cada vez: “Ou serve ao que está acontecendo em nossa mente ou serve à inspiração”.

“Toda essa inspiração emana da Inteligência Divina, e ela está dentro de nós. Você não deve passar por cima dela. Você não precisa procurá-la fora. Ela já está em você. O nível imediatamente superior é chamado ‘supra-consciente’, que os havaianos denominam Aumakua. Au significa ‘através de todo tempo e espaço’ e makua quer dizer ‘espírito sagrado ou um deus’ - manifesta uma parte de você que é atemporal e que não tem limites. Essa parte de você sabe exatamente o que está acontecendo.

A simples frase ‘te amo’, diz Dr. Len, contém os elementos que transformam tudo. Ressalta que nela há gratidão, reverência e transmutação”. Joe esclarece: “A frase é como uma palavra mágica que abre a ‘fechadura de combinação’ do Universo. Ao repeti-la - quase como um poema - me abro à limpeza do Divino, que deste modo apaga todos os programas que me impedem de estar aqui agora”.

Mas há incontáveis programas, são como ervas daninhas, complementa o Dr Len.
“Para chegar ao vazio, temos de fazer mais limpeza do que você nem consegue imaginar”.

O sinal de vazio é -se tentamos expressá-lo em palavras- ‘amor’. Dizer ‘te amo’ sem parar ajuda a sintonizá-lo. Repeti-lo ajuda a neutralizar as memórias, programas, crenças e limitações que estão no caminho de seu despertar. Ao continuar limpando, entro em sintonia com a inspiração pura. Ao agir na base dessa inspiração, acontecem mais milagres do que é possível imaginar. Tudo o que tenho a fazer é permanecer na inspiração.

Com a prática de Ho’oponopono, torna-se mais claro qual é realmente a voz da inspiração e qual não é. O Dr Len lembra que não se trata de um ‘prato pronto’ - requer tempo”.

por Jens Federico Weskott - jweskott@uol.com.br
Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=15913

BAIXE AQUI E-BOOK GRATUÍTO HO'OPONOPONO: www.hooponopono.com.br

5 de janeiro de 2009

Lindo...

Lindo...

"Então eu estou aqui e você também
me permita ser o seu espelho essa noite
e cantar em mim o teu encanto
tua estranheza, teu espanto
como quem sabe no fundo
que não há distâncias nesse mundo.
pois somos uma só alma
livre, somos livres
mas não possuímos as pessoas.
Temos apenas amor por elas e nada mais.
é preciso ter coragem para ser o que somos
é preciso recomeçar no caminho que vai para dentro.
vencendo o medo imaginado
se sentir seguro no inesperado
confiar no invisível
desprezando o perecível
na busca de si mesmo
ser o capitão da nossa nau
e no mais terrível vendaval
mergulhar bem fundo
pra encontrar nosso ser real
e rir, porque tudo é uma grande brincadeira
cada drama é só o nosso modo de ver
porque na verdade a vida vai nos mostrando o que nós mesmos vamos criando
com o nosso poder de crer."

(Gasparetto)
Acho que foi a coisa mais linda que li neste início de ano............

14 de dezembro de 2008

"A Chave do O Segredo"

http://www.soubem.com/curso.htm

O PORTAL – Receba a Chave do “O Segredo”

Qual o benefício desse curso para você?

Em primeiro lugar você elimina a participação do seu ego, e se abre para escolher e receber uma nova condição de vida logo de cara.

Segundo, você se permite que a limpeza de padrões limitantes seja a mais rápida e eficaz possível.

Terceiro, você aprende a aplicar este processo para seus familiares, amigos e se você é terapeuta, para seus pacientes.

Quarto, você recebe a verdadeira chave, a compreensão do que é O Segredo.

Quinto, não há perda de tempo, você começa já no início aplicando o processo e tendo as revelações necessárias para mudar sua vida para melhor, sem floreios, enfeites e, muito importante, sem intermediários.

Sexto, não há níveis, nem degraus a serem galgados à um custo extra. O que nós da Soubem desenvolvermos depois desse curso será para complementá-lo e sustentar a divulgação do mesmo, queremos mostrar isso à mais e mais pessoas pelo país afora, pelo bem que ele proporciona.

Com certeza que este curso é memorável porque nele praticamos a subida ao Portal de maneira muito mais específica do que o possível nas sessões. Existem detalhes importantes que são apresentados e que realçam a experiência. A começar pelo fato que é revelada a chave do “O Segredo” – chave que não foi dada no filme, nem em qualquer outro lugar. É a vivência da prática que lhe dará a condição de melhor efetuar a limpeza de padrões limitantes em sua vida.

Atenção: O custo é de R$ 195,00 (pode ser parcelado no PagSeguro). Compre agora clicando no botão coloque no e-mail "O Curso", e o atendimento lhe enviará o link de compra PagSeguro.

atendimento.soubem@gmail.com

9 de dezembro de 2008

SOMENTE O AMOR É REAL

SOMENTE O AMOR É REAL
“Quem cria o medo não é Deus. Somos nós.”


A separação de Deus ocorreu há milhões de anos, mas nunca ocorreu de verdade.

“O Curso pode ser resumido com simplicidade:
Nada que é real pode ser ameaçado.
Nada irreal existe.
Nisso reina a paz de Deus”.


= O amor é real. É uma criação eterna e nada pode destruí-lo. Qualquer coisa que não seja o amor é uma ilusão. Lembrando-se disso, você estará em paz.

“O oposto do amor é o medo, mas o que abrange tudo não pode ter oposto.”

Quando não estamos pensando com amor, simplesmente não estamos pensando e sim tendo alucinações. O medo é uma ilusão, é imaginário. Ele existe para nós como seres humanos, mas não é nossa realidade definitiva e nem substitui a verdade sobre quem realmente somos.

É como se estivéssemos com a mente partida em duas partes, uma continua ligada ao amor, outra converge para o medo. O medo fabrica uma espécie de universo paralelo onde o irreal parece real e o real parece irreal. O amor expulsa o medo da mesma forma que a luz afasta a escuridão.
A mudança do medo para o amor é um milagre.

Os pensamentos funcionam como os dados programados em um computador, registrados na tela da nossa vida. Se não gostamos do que vemos na tela, não adianta tentar apagar de lá.
O pensamento é a origem, a experiência é a conseqüência. Se não gostamos das conseqüências de algo sobre nossa vida, precisamos mudar a natureza do pensamento.

O significado de Paraíso =
o amor em nossas mentes produz o amor em nossas vidas.
O significado de Inferno =
o medo em nossas mentes produz o medo em nossas vidas.

Uma mudança no modo como pensamos nossa vida produz uma mudança no modo como vivenciamos nossa vida.

Profanar o altar é encher a mente de pensamentos sem amor.

Adão e Eva eram felizes até que eles aprenderam a fechar os corações e a condicionar o amor a alguma coisa. Isso destrói a paz porque não faz parte de nossa natureza, transformando-nos em algo que não deveríamos ser.

Uma oração útil: “Deus, por favor me ajude. Cure minha mente. Onde quer que meus pensamentos tenham se afastado do amor – se eu fui controladora, manipuladora, gananciosa, ambiciosa – seja o que for, estou disposta a ver tudo de forma diferente. Amém.” (Para pedirmos um mundo novo, uma vida nova.)

UM RETORNO AO AMOR - Marianne Williamson

2 de dezembro de 2008

NENHUM HOMEM É UMA ILHA

NENHUM HOMEM É UMA ILHA

O título desse artigo foi tirado da famosa meditação do renomado poeta inglês do século XVII, John Donne. Um homem profundamente religioso e freqüentemente chamado de fundador dos Poetas Metafísicos, Donne escreveu uma série de orações chamadas de Devoções em Ocasiões Emergentes. Elas vieram durante seus últimos anos, quando ele estava seriamente doente, e refletem uma percepção espiritual da unicidade essencial da vida. As palavras inspiradoras de Donne vão ao cerne da mensagem de Jesus em Um Curso em Milagres, e eu devo citar trechos da sua inspirada devoção dezessete em duas partes.

I. “Por quem os sinos dobram”: A Unicidade do Filho de Deus

Nenhum homem é uma ilha, inteira em si mesma; cada homem é uma parte do continente, uma parte do principal. Se um torrão de terra fosse levado pelo mar, a Europa seria menor, da mesma forma que aconteceria em relação a um promontório, e é da mesma forma com qualquer um dos teus amigos ou contigo mesmo: a morte de qualquer homem me diminui, porque estou envolvido na humanidade e, portanto, nunca procures saber por quem os sinos dobram, pois eles dobram por ti (Devoções em Ocasiões Emergentes, nº 17).

Donne fala da unicidade inerente da humanidade, a qual para ele, um cristão devoto, era a criação de Deus. Enquanto nós, como estudantes do Um Curso em Milagres, não veríamos o homo sapiens como parte da Unicidade viva de Deus, apesar disso, podemos apreciar a visão unificada de Donne. Ainda que seja uma ilusão, o mundo fenomênico dos corpos permanece um todo unificado – ilusório com certeza, no entanto, uma projeção única do pensamento único do Filho único separado. Nós todos estamos mais do que familiarizados com o princípio central do sistema de pensamento do Curso: Idéias não deixam sua fonte. Se as idéias não deixam sua fonte, significando a mente, o mundo perceptual não pode ser nada além de uma projeção do mundo interno; especificamente, a idéia da separação não deixou sua fonte na mente, porque não poderia tê-lo feito. Dito de outra forma, podemos ver que o efeito não deixou sua causa, e, portanto, os mundos interno e externo são unificados, como vemos nessa afirmação de uma lição inicial do livro de exercícios. O contexto é como nossos pensamentos de ataque são a causa do mundo, o último sendo nada mais do que o efeito alucinatório desses pensamentos:

Cada pensamento que tens constitui algum segmento do mundo que vês... [O mundo] é incapaz de mudar, porque é meramente um efeito. Mas, de fato, há sentido em mudar os teus pensamentos sobre o mundo. Aqui estás mudando a causa… Cada uma das tuas percepções da “realidade externa” é uma representação pictórica dos teus próprios pensamentos de ataque. Cabe realmente perguntar se isso pode ser chamado de “ver”. Não seria fantasia uma palavra melhor para tal processo e alucinação um termo mais apropriado para o resultado? (LE-pI.23.1:3-4; 2:4-6; 3:2-7).

Uma vez que a separação começou com o Filho único acreditando que atacou Deus, aquele único pensamento permaneceu constante e presente através de todo o processo de fragmentação, que resultou na criação errônea do mundo perceptual da forma e diferenças, um mundo de multiplicidade que tem sido muito impressivamente bem sucedido em ocultar sua – literalmente – origem da mente única. Recordem-se dessa importante passagem no texto:

Tu que acreditas que Deus é medo, fizeste apenas uma substituição... Ela veio a ser tão partida, subdividida, e de novo dividida, vezes e mais vezes, que agora é quase impossível perceber que alguma vez foi uma só e que ainda é o que era. Esse único erro, que trouxe a verdade à ilusão, a infinidade ao tempo e a vida à morte, foi tudo o que jamais fizeste. Todo o teu mundo se baseia nele. Tudo o que vês reflete isso e cada relacionamento especial que jamais tiveste é parte disso (T-18.I.4:1,3-10).

Portanto, nós podemos ver que cada fragmento aparentemente separado – não importando sua forma, ou se é animado ou inanimado – é uma parte do Filho único que acreditou em sua mente perturbada e alucinatória que poderia ser separado. No entanto, ele permanece o que é – o Filho único de Deus, ainda que adormecido, como está refletido na exclamação de Jesus:

Como é santo o menor dos grãos de areia quando ele é reconhecido como parte do retrato completo do Filho de Deus! As formas que os pedaços quebrados parecem tomar nada significam. O todo está em cada um. E cada aspecto do Filho de Deus é exatamente o mesmo que qualquer outra parte (T-28.IV.9:4-8).

O que é o mesmo não pode ser diferente, e, portanto “cada aspecto do Filho de Deus” permanece o mesmo e permanece como um. Nós podemos, portanto, entender que não apenas o Amor total de Cristo é encontrado dentro de cada fragmento do Filho de Deus, mas também todo o ódio do ego. Apesar das miríades de diferenças que abundam em um mundo de corpos, distinguindo uma forma da outra, nós, no entanto, permanecemos unificados em nossa alucinação compartilhada de separação, assim como na memória compartilhada da verdade do Amor de Deus.

Voltando a John Donne, podemos talvez agora apreciar melhor sua visão da unidade inerente da humanidade. Que percepção tão diferente da dos nossos egos! Que percepção tão diferente da do mundo! Se nós realmente somos um, como poderíamos jamais realmente atacar? Além disso, como poderíamos justificar o ataque?

Ataque a qualquer pessoa, por qualquer razão, nos diminui, pois nós só atacamos a nós mesmos ao vermos um ser separado e individualizado que é uma imitação do glorioso Ser que Deus criou. Uma visão tão radical da nossa unidade inerente desfaz a base de quase todas as crenças do mundo: geopolíticas, econômica, religiosa, e social. Ela desfaz também a percepção do que concebemos como nossos problemas – em todos os níveis -, sem mencionar suas soluções. Se a causa do mundo é a crença na separação, então, tem que ser porque a solução para toda dor e sofrimento é encontrada não no mundo, mas na mente separada e dirigida pela culpa que primeiro concebeu o pensamento da dor e do sofrimento. As inspiradas palavras de Donne refletem essa mudança de decisão ao reconhecer nossa unicidade inerente – em dor, doença, morte e amor; uma unicidade que, por definição, desfaz a separação.

Lembrarmos dessa conexão causal entre nossos pensamentos (realmente, nosso pensamento) e o mundo desfaz a defesa primária do ego contra nossa lembrança de Deus, Cuja memória habita em nossas mentes. Por essa razão, o ego busca manter a causa e o efeito separados, colocando uma imensa brecha entre eles. Essa brecha é o mundo no macrocosmo, e nossos relacionamentos especiais no microcosmo. Iniciando-se com a separação única, o mundo do ego continuou a se separar e a se fragmentar. Na verdade, nossos corpos foram designados para perceber isso dessa forma:

O propósito de tudo o que vês é o de te mostrar o que desejas ver. A audição só traz à tua mente os sons que ela quer ouvir. Assim foi feita a especificidade (LE-pI.161.2:4-6; 3:1).

Mantendo o efeito específico (mundo) separado da causa abstrata ou não-específica (mente), o ego assegura que o Filho, agora estabelecido como sem mente, nunca possa mudar sua mente. Existe método na loucura do ego, pois ele sabe que se o Filho mudar sua mente, o ego iria inevitavelmente ser desfeito em sua fonte: a crença do Filho nele.

O Espírito Santo, por outro lado, traz o efeito de volta à causa, desfazendo dessa forma a estratégia do ego para manter a brecha. Essa é a visão que as palavras de Donne nos oferecem: ferir os outros fere a nós mesmos. E, então, da mesma forma, necessariamente, perdoando os outros perdoamos a nós mesmos. É interessante especular que se o mundo tivesse aceitado essa visão há trezentos anos, Um Curso em Milagres não teria sido necessário. Isso nos leva a outra mensagem que o grande poeta deixou para nós, como vemos nesse outro trecho das Devoções, de Donne.

II. “Recurso a Deus”: A Maneira de Reconhecer Nossa Unicidade

Se um homem carregasse um tesouro em barras de ouro, ou em uma cunha de ouro, e não tivesse cunhado nada dele em moeda corrente, seu tesouro não iria pagar suas despesas enquanto ele viajava... Outro homem pode estar doente também, e estar à morte, e essa aflição estar em suas entranhas, assim como o ouro em uma mina, e não ter utilidade para ele; mas esse sino que me fala da sua aflição, escava e usa aquele ouro para mim: se por essa consideração sobre o perigo de outro, eu levar as minhas próprias considerações à contemplação, dessa forma protegerei a mim mesmo, apresentando meu recurso ao meu Deus, que é nossa única segurança (Devoções em Ocasiões Emergentes, nº 17).

Nós temos a riqueza – o tesouro do Amor de Deus -, mas não sabemos disso. Na verdade, nós somos a riqueza, uma vez que ter e ser não podem ser distinguidos no Reino de Deus (T-4.III.9).
O tesouro de Cristo, que nós tanto temos quanto somos, tem sido, por ignorância, encoberto pelo pensamento de culpa – o tesouro do ego -, e então, encoberto uma segunda vez pelo mundo da culpa. Com tal ilusão duplamente protegida – o que o livro de exercícios chama de um escudo duplo de esquecimento (LE-pI.136.5:2) – nossa decisão pelo ego está protegida, aparentemente para sempre, de qualquer possibilidade de correção. Mas Donne mostra o caminho, antecipando a discussão do Um Curso em Milagres sobre o perdão como o meio de desfazer nossa tomada de decisão faltosa.

Nosso poeta está nos dizendo que nosso tesouro – simbolizado aqui pelo ouro – é sem valor para nós se não estiver disponível para ser usado. De forma similar, nosso tesouro real – as dádivas de amor e paz de Deus – é sem sentido se nossa consciência dele estiver bloqueada. Entretanto, a consciência da nossa união com todas as pessoas – “mas esse sino, que me fala da sua aflição, escava e usa aquele ouro para mim” – me permite lembrar de que a maneira com que vejo outra pessoa é a mesma com que vejo a mim mesmo, e essa é a forma de eu me tornar consciente das dádivas de Deus. Como Jesus nos lembra no texto, em meio a uma discussão sobre cura:

Perceber a cura do teu irmão como a tua própria é, assim, o caminho para lembrar-te de Deus. Pois esqueceste os teus irmãos com Ele e a Resposta de Deus para o teu esquecimento não é senão o caminho para a lembrança (T-12.II.2:9-12).

Portanto, meus pensamentos de ataque de separação realmente se tornam a forma de me levar de volta à lembrança da decisão na minha mente de negar a unicidade do Filho de Deus. Vendo esses pensamentos fora de mim, em outros – a culpa que eu projetei da minha mente em outros corpos -, eu agora posso vê-los em mim mesmo, dessa forma provendo outra chance de me lembrar de que, para usar as palavras de Donne, minha única segurança está em Deus, e não no especialismo; meu único recurso é a Voz de Deus, não a do ego. Através da reversão do Espírito Santo para a projeção do ego, sou capaz de reconhecer que o que vi em outro é a imagem externa do meu desejo: a imagem da separação e da culpa que eu quis que fossem verdadeiras (T-24.VII.8:10). Portanto, eu sou devolvido da insanidade dos interesses separados para a lembrança sã da minha unicidade compartilhada como o Filho único de Deus. Todas as diferenças percebidas agora desaparecem diante da luz resplandecente de Cristo, nosso verdadeiro Ser – nosso único Ser. A Lição 262, “Que eu não perceba diferenças hoje”, ora lindamente em nosso nome:

Pai, Tu tens um Filho. E, nesse dia, é para ele que eu quero olhar. Ele é a Tua única criação. Por que haveria eu de perceber mil formas naquilo que permanece uno? Por que haveria eu de dar mil nomes a ele quando um só nome é suficiente? Pois o Teu Filho tem que ter o Teu Nome, porque Tu o criaste. Que eu não o veja como um estranho para o seu Pai, nem para mim. Pois ele faz parte de mim e eu dele e nós somos parte de Ti Que és a nossa Fonte, eternamente unidos no Teu Amor, eternamente o Filho santo de Deus (LE-pII.262.1).

Somos nós que rezamos e, na verdade, somos nós que respondemos ao escolhermos a Resposta. Motivando nosso pedido e recebimento está o reconhecimento de que “deve existir uma forma melhor” de olhar para o mundo (T-2.III.3:5-6) e, ainda mais direto ao ponto, para as formas de percebermos uns aos outros. A “forma melhor” é a visão de Cristo, que abraça a Filiação como uma, sem excluir ninguém:

Entretanto, essa é uma visão que tens que compartilhar com todas as pessoas que vês, pois de outro modo, não a contemplarás. Dar essa dádiva é a forma de fazê-la tua. E Deus determinou, em benignidade amorosa, que ela fosse tua (T-31.VIII.8:7-11).

Com essa visão para nos guiar, nós caminhamos pelo mundo com uma nova compreensão que reconhece a universalidade do sofrimento e da paz, ambos presentes em nós, ambos presentes em todas as coisas vivas. E vê-los em um é vê-los em todos:

Se as pessoas se permitissem experienciar a dor dos outros, elas não seriam capazes de infligi-las: nem bombas, nem assassinatos, nem torturas, nem ataques de qualquer tipo.
Se as pessoas se permitissem lembrar de que o sino do julgamento, da mesma forma que o sino da morte de Donne, dobra por todos, e que sua culpa iria fazê-las pagarem o preço do seu ódio e vingança, da mesquinhez das suas projeções, haveria apenas paz e nenhum julgamento dos outros.

Se as pessoas reconhecessem que o ar, a água e a poluição nuclear simbolizam o fato de se importarem apenas com a satisfação da sua ganância, com a gritante negligência aos outros, e que esse egoísmo só as fere, elas iriam deixar de poluir em um instante.

Pois quem iria pilhar terras mineralmente ricas, arrancando em raiva justa – para emprestar a frase aliterativamente poderosa do texto (T-23.II.11:2) – tesouros que não são dele, se soubesse que era seu próprio tesouro de amor que estava perdendo?

Pois quem iria desejar escolher o sistema de pensamento assassino do especialismo, infligindo dor e sofrimento a outro, sabendo que era sua própria morte que estaria planejando?

Finalmente, qual governo iria desejar escolher o sistema de pensamento assassino do imperialismo, infligindo dor e sofrimento a outros, sabendo que eram suas próprias riquezas que estava pilhando?

A verdade dessas afirmações e respostas a essas questões são óbvias, uma vez que reconhecemos o valor dos interesses compartilhados, e a falta de valor dos separados. A resistência a esse reconhecimento, embora insana, é, apesar disso, inerente à nossa existência individual, na qual ter e ser são realmente separados, e precisam ser assim se formos sobreviver como entidades separadas. É nos lembretes que vêm dos John Donnes do nosso mundo que encontramos reforço para a escolha que irá finalmente nos trazer a segurança do amor do Céu e a paz da sua unicidade, alegremente aceitando o feliz fato de que estávamos errados e Deus certo. Parafraseando e acrescentando à questão do texto, podemos, portanto perguntar:

Quem, com o Amor de Deus sustentando-o, iria achar a escolha entre os milagres e o assassinato difícil de fazer? Especialmente se ele soubesse que o objeto da sua avidez era seu próprio ser, que foi por sua própria morte que o sino do egoísmo dobrou? (T-23.IV.9:8).

Entretanto, não apenas os mundos interno e externo da culpa, ódio e ganância permanecem um, assim também acontece com a paz, pois, como já vimos, nós igualmente compartilhamos a mesma mente errada e a mesma mente certa. No mundo do ser separado, não existem diferenças verdadeiras entre seus fragmentos aparentes, apesar de todas as evidências em contrário. O adorável poema de Helen Schucman gentilmente nos lembra:

A paz cobre você, a mesma fora e dentro,
em brilhante silêncio e em uma paz tão profunda
que nenhum sonho de pecado e mal pode chegar perto
da sua mente quieta.
(“Despertar em Quietude”, As Dádivas de Deus, p. 73)

O sonho do nosso ego é um de pecado e mal, primeiro vistos em nós mesmos e então, magicamente, parecendo surgir em outro, a quem nós rapidamente passamos a difamar, atacar e tentar destruir. Essa prestidigitação funcionou incrivelmente bem, porque tivemos sucesso em acreditar na mentira do mágico, de que somos criaturas separadas e independentes:

Tal é a estranha posição em que aqueles que vivem em um mundo habitado por corpos parecem estar. Cada corpo aparenta abrigar uma mente separada, um pensamento desconectado, vivendo solitário e de nenhuma forma ligado ao Pensamento pelo qual foi criado. Cada fragmento diminuto parece estar contido em si mesmo e precisar de outros para algumas coisas, mas sem ser de modo algum dependente do seu único Criador, já que necessita do todo para lhe dar. E nem tem qualquer vida à parte e por conta própria (T-18.VIII.5).

Para nos certificarmos, cada um de nós realmente é uma ilha, inteira em si mesma – se nós ouvirmos o ego. Mas, deixem-nos por um instante começarmos a questionar essa insanidade, e uma antiga porta que leva além do mundo de dor e morte se abre para a paz e a vida eternas (ET-ep.1:11). O Professor dos professores, nosso irmão mais velho, Jesus, gentilmente nos leva de volta da vida infernal de ilhas separadas para o Céu refletido da existência compartilhada e do propósito único. Junto com todos nós, ele ora para nossa Fonte, conforme nós juntos trilhamos nosso caminho para a luz da perfeita unicidade do amor:

Em alegres boas-vindas minha mão está estendida a todo irmão que queira unir-se a mim para alcançar o que está além da tentação, olhando com fixa determinação na direção da luz que brilha além em perfeita constância... E à medida em que cada um elege unir-se a mim, a canção de agradecimento da terra para o Céu cresce e os diminutos fios dispersos de melodia vêm a ser um único coro que abrange todo um mundo redimido do inferno, que dá graças a Ti... Pois nós alcançamos o lugar onde todos nós somos um e estamos em casa, onde Tu queres que estejamos (T-31.VIII.11:1-4, 7-11; 12:10-12).

(Volume 14, número 2, junho 2003) - Kenneth Wapnick, Ph.D. - Tradução: Eliane Ferreira de Oliveira

30 de novembro de 2008

O Portal - O CURSO


O Portal


Devido ao grande interesse e a solicitação de terapeutas que desejam aplicar em suas práticas o processo "O Portal" (através da Pilastra da Paz do Eu) que temos utilizado nas sessões virtuais, estaremos disponibilizando no fórum (e via e-mail aos membros) as instruções de como praticar o processo corretamente. É o procedimento básico essencial para você acessá-lo e conseguir definir a limpeza de padrões indesejáveis.

Para aquelas pessoas que querem entender melhor como funciona o Portal, e aplicá-lo de maneira mais efetiva ainda, haverá um curso de duas horas e meia a ser apresentado na nossa sala virtual para ensinar as várias aplicações do processo no Sábado, dia 13 de Dezembro, 14:00 horas.

O curso consiste de:
• Um PDF explicativo "O Portal", que você recebe por e-mail.
• Um CD (enviado pelo correio) com o Al McAllister conduzindo a subida ao Portal, com acompanhamento musical e áudio com freqüências específicas para alterar seu estado de consciência facilitando a assimilação do processo à nível celular.
• O cartaz "Pilastra da Paz do Eu" (enviado pelo correio).
• MP3 da gravação do curso (enviado após a edição).
A primeira hora será para apresentar o conceito e a proposta do Portal, como aplicá-lo para si, para grupos, e individualmente. No restante da hora responderemos as perguntas dos participantes. Haverá um intervalo de 15 minutos.

Ao voltar faremos um relaxamento como preparação para iniciar a primeira subida ao Portal. Após a subida e ao retornar, ouviremos comentários e responderemos a perguntas. Pediremos para as pessoas que se sentirem bem com isso apresentarem condições pessoais a serem levadas ao Portal. Subiremos em conjunto então várias vezes para tratar das questões. Se houver tempo disponível ainda, responderemos a mais perguntas.

O custo é de R$ 150,00 (pode ser parcelado no PagSeguro). Compre seu lugar agora clicando no botão










O pacote "O Portal" (com a gravação e materiais deste curso) estará à venda no
http://www.soubem.com/ nesta página dia 15 de Dezembro.

Compre seu lugar escrevendo para o
atendimento.soubem@gmail.com coloque no campo assunto: “O Curso” .



24 de novembro de 2008

O MERGULHADOR

O MERGULHADOR


Em nosso artigo anterior, na edição de junho do “The Lighthouse”, nós discutimos a resistência que os estudantes de Um Curso em Milagres inevitavelmente têm em relação não apenas a entender o que Jesus está ensinando, mas também em aplicar seus princípios de perdão às suas vidas diárias. No atual artigo, vamos explorar mais profundamente um aspecto dessa resistência: o medo – em um sentido pelo menos, justificado – de olhar para o sistema de pensamento do ego de culpa e ódio.

Friedrich Shiller, o grande poeta alemão, dramaturgo, e um homem de letras, escreveu uma balada em 1797 chamada “Der Taucher” (“O Mergulhador”) que, fora da Alemanha, é provavelmente mais conhecida na obra musical de Franz Schubert. É o conto trágico de um jovem nobre rural que aceita um desafio real, e sucessivamente mergulha até o fundo de um mar tempestuoso para recuperar um cálice de ouro que foi jogado lá pelo rei. Ele provoca o destino uma vez mais quando o cruel rei diz que ele poderá ter a mão da sua linda filha se repetir seu sucesso anterior. Infelizmente dessa vez, o jovem não retorna das profundezas. Antes de seu mergulho fatal do rochedo, entretanto, ele profeticamente diz o seguinte ao rei, falando da corrente tempestuosa da qual tinha acabado de escapar:

Lá embaixo é temível

E o homem não deveria tentar os deuses;

E nunca deveria desejar descobrir

O que eles misericordiosamente cobrem com a noite e o horror (1)


O trabalho de Schiller era uma fonte contínua de inspiração para os intelectuais alemães, embora ele seja mais lembrado hoje apenas por seu poema, “Ode a Alegria”, imortalizado por Beethoven em sua Nona Sinfonia. Entre aqueles inspirados por Schiller estava Sigmund Freud e C. G. Jung, o último especificamente observando que as quatro linhas acima refletem “o real significado desse vislumbre aos abismos da natureza humana” (2). É fácil encontrar um significado mais profundo nos versos de Schiller, e ver ali descritas as profundezas amedrontadoras da psique humana – é temível –, e então a quase igualmente amedrontadora defesa – noite e horror – que nos capacita a sobreviver, ainda que muito mal, no mundo.

Embora Freud tenha sido o primeiro psicólogo a expor totalmente os horrores da mente inconsciente do ego, ele certamente não foi o primeiro a ter feito essas observações. Entre muitos, muitos outros, podemos citar o poeta alemão romântico do século XVIII, Novalis, que disse: “Ficamos necessariamente aterrorizados quando damos uma rápida olhada nas profundezas da mente” (3). Na verdade, Freud estava apropriadamente aterrorizado com o que viu em sua auto-análise, assim como nas de seus pacientes, e descreveu o inconsciente com adjetivos como horrível, perverso, primitivo, selvagem, mau, repulsivo, monstruoso, perigoso e amedrontador, e com frases como um caldeirão cheio de excitações em ebulição, repleto de caos, demônios parcialmente domesticados, coisas estranhas e misteriosas, e maus espíritos.

Em Um Curso em Milagres, nós também vemos Jesus freqüentemente nos oferecendo um vislumbre da natureza do abismo que é o aterrorizante sistema de pensamento da mente do ego. Não é uma imagem bonita. A culpa é feia, horrorosa, refletindo o ato monstruosamente pecador que ela afirma realmente expressar – nada menos do que o assassinato de Deus e a crucificação do Seu Filho. Aqui estão dois exemplos que expressam o horror da maldade do ego e do assassino mundo de culpa. Que o leitor tenha cuidado; esse é um conteúdo forte:

Os mensageiros do medo são treinados através do terror e tremem quando o seu patrão os chama para servi-lo. Pois o medo não tem misericórdia nem mesmo para com os seus amigos. Seus culpados mensageiros saem às escondidas, em busca sedenta de culpa, pois são mantidos no frio e famintos e seu patrão, que só lhes permite festejar em cima do que devolvem a ele, faz com que sejam cruéis. Nenhum pequeno farrapo de culpa escapa de seus olhos famintos. E, em sua selvagem busca do pecado, lançam-se sobre qualquer coisa viva que vêem e carregam-na aos gritos a seu patrão para ser devorada... Eles te trarão notícias de ossos, pele e carne. Foram ensinados a buscar o que é corruptível e a retornar com as gargantas cheias de coisas decadentes e apodrecidas. Para eles, essas coisas são belas porque parecem aplacar seus selvagens acessos de fome. Pois eles são frenéticos com a dor do medo e querem evitar a punição daquele que os envia oferecendo-lhe aquilo que valorizam (T-19.IV-A.12:4-13; 13:2-8).

O ódio é específico. Tem que haver algo para ser atacado. Um inimigo tem que ser percebido de tal forma que possa ser tocado, visto e ouvido e, em ultima instancia, morto. Quando o ódio pára sobre alguma coisa, exige a morte... O medo é insaciável, consumindo todas as coisas que os seus olhos contemplam, vendo-se em tudo, compelido a voltar-se contra si mesmos e a destruir.Aquele que vê um irmão como um corpo, o vê como um símbolo do medo. E ele atacará, porque o que contempla é o seu próprio medo fora de si mesmo, pronto para atacar, mas pedindo aos gritos para se unir a ele novamente. Não te equivoques quanto à intensidade da raiva que o medo projetado tem que gerar. Irado, ele urra e arranha o ar na frenética esperança de poder alcançar aquele que o fez e devorá-lo (LE-pI.161.7:1-4,5-8; 8).

Esse mundo interno de horror é tão intolerável que requer uma defesa para nos proteger. E, então, o ego nos promete proteção desses urros amedrontadores, se apenas seguirmos seus conselhos enganosos e escaparmos para seu mundo inventado, o universo físico: o lar horrível dos corpos, relacionamentos especiais e morte. E, no entanto, esse mundo parece estar fora das nossas mentes culpadas e, portanto, nos identificarmos com ele traz a aparência do alívio e segurança do nosso pecado percebido. Em vários trechos, o Curso se refere a isso – o problema do ego e sua resposta – como dois sonhos, o sonho do mundo (o corpo) encobrindo o sonho secreto do ego (a mente) (e.g., T-27.VII.11:4-12:6). Emprestando as imagens de Schiller novamente, podemos dizer que o mundo externo de horror encobre o oceano interno apavorante de horror. Portanto, nos é oferecido um escudo duplo contra o que o ego não quer que realmente olhemos. Pois além desses dois mundos de horror, está o medo secreto do ego: que possamos reconhecer o Amor de Deus que é nossa verdadeira realidade e nosso verdadeiro Lar, refletido em nossas mentes divididas pelo Espírito Santo. No entanto, não podemos despertar para aquele Amor sem primeiro atravessarmos esses dois mundos de sonhos, como vemos nessa passagem do poema, As Dádivas de Deus, que claramente expressam o medo de olhar para o primeiro sonho:

Eles [os sonhos do mundo] contêm o sonhador amedrontado por algum tempo, e não o deixam lembrar do primeiro sonho [o sonho da mente de pecado, culpa e medo – o “lá embaixo é amedrontador”, de Shiller] cujas dádivas de medo só são oferecidas a ele novamente. O aparente consolo das dádivas das ilusões são agora sua armadura [a “cobertura de noite e horror” de Shiller], e ele segura a espada para se salvar do despertar. Pois antes de poder despertar, ele primeiro seria forçado a trazer à mente o primeiro sonho mais uma vez (As Dádivas de Deus, p. 120).

Por causa desse medo – totalmente inventado, embora desconhecido para nós – nós nos refugiamos no mundo físico de pseudo-problemas e pseudo-respostas, de vida-aparente e morte-aparente, e permanecemos ainda mais distantes da verdade que está enterrada em nossas mentes, debaixo dos dois sonhos. Portanto, essa corrente oculta que constitui o sonho secreto não é reconhecida, enquanto escolhemos não mergulhar. É uma lei psicológica imutável, entretanto, que o que permanece sem ser exposto no inconsciente, nos envenena por dentro, apenas para levantar sua feia cabeça em nossas vidas diárias. Nossos julgamentos contra nós mesmos, nossos “pecados secretos e ódios ocultos” (T-31.VIII.9:2), são projetados na forma de julgamento, condenação e necessidade de criticar e encontrar falhas – tudo isso é simplesmente o resultado inevitável de tal “proteção” da nossa falta de perdão:

O pensamento [que não perdoa] protege a projeção, apertando as suas correntes de modo que as distorções se tornem mais veladas e mais obscuras; menos acessíveis à duvida e mais afastadas da razão (LE-pII.1.2:3-6).

Como Jung observou, ao discutir as implicações trágicas de negar o inconsciente (ou a “sombra”):

O “homem sem uma sombra” é estatisticamente o tipo humano mais comum, um que imagina que ele realmente é apenas o que ele se importa em saber sobre si mesmo. Infelizmente, nem o chamado homem religioso nem o homem de pretensões científicas são exceções a essa regra. (4)

Nas palavras de “A Canção da Oração”, suplemento ao Um Curso em Milagres, a descrição de Jung reflete a dinâmica odiosa do perdão-para-destruir, na qual as pessoas conscientemente acreditam que estão sendo amorosas, misericordiosas e pacíficas, quando o que realmente estão fazendo é projetar seu ódio inconsciente no mundo. Infelizmente, a história das religiões do mundo e das nações – passada e presente – flui com sangue em nome de tais qualidades aparentes como amor, perdão e paz. Seria difícil subestimar as trágicas conseqüências (T-3.I.2:3) de tal negação, e o mundo dá testemunho de uma realidade dolorosa à sua eficácia. É, portanto, essencial que essa dinâmica seja compreendida para que o erro possa ser finalmente desfeito. Não fazer o trabalho interior do perdão, de pedir ajuda ao Espírito Santo para aceitar Sua correção em nossas mentes para nossos pensamentos errôneos, de aprender a aceitar a Expiação para nós mesmos, é o convite para o ego ocultar sua pseudo-realidade de pecado, culpa, medo e ódio por trás do manto da respeitabilidade – igualmente ilusória – da espiritualidade e religião. E o tempo todo em que estamos tão convictos de que a nossa posição é certa e justa, estamos ocultando o fervente caldeirão de ódio que jaz no oceano logo abaixo do limiar da nossa consciência.

Portanto, podemos ler Um Curso em Milagres como Jesus nos pedindo para sermos mergulhadores, significando que ele nos pede para segurar sua mão ao mergulharmos – ainda que gentil e cuidadosamente – no abismo do sistema de pensamento do nosso ego. Com seu amor ao nosso lado, nós expomos a aparentemente extensa corrente de pecado, culpa, medo e assassinato que misericordiosamente jaz logo ao lado da cobertura de noite e horror do mundo – a dor ostensiva de viver nesse mundo corporal de especialismo e ódio. E então, a única forma de podermos realmente responder à orientação do Espírito Santo é retraçando com Ele o curso louco até a insanidade, subindo a escada que a separação nos fez descer (T-18.I.8:3-5; T-28.III.1:2), depois de primeiro reconhecermos que estamos embaixo, e o que significa realmente estar embaixo. O processo do perdão, portanto, nos leva a examinar – sem julgamento – o mundo ensombrecido dos nossos relacionamentos especiais que são o espelho do mundo interno da sombra escura da culpa. É esse mundo dirigido pela culpa que então iríamos ver:

A aceitação da culpa na mente do Filho de Deus foi o começo da separação, assim como a aceitação da Expiação é o fim. O mundo que vês é o sistema delusório daqueles a quem a culpa enlouqueceu. Olha com cuidado para esse mundo e vais reconhecer que é assim. Pois esse mundo é o símbolo da punição e todas as leis que parecem governá-lo são as leis da morte. As crianças vêm ao mundo através da dor e na dor. Seu crescimento é acompanhado de sofrimento e elas aprendem sobre o pesar, a separação e a morte. Suas mentes parecem estar presas como numa armadilha em seus cérebros e seus poderes parecem declinar se os seus corpos são feridos. Elas parecem amar, no entanto, abandonam e são abandonadas. Parecem perder o que amam, exalam seu último suspiro e são depositados na terra e já não são mais. Nenhuma delas tem outro pensamento a não ser o de que Deus é cruel (T-13.In.2)

E, então, ao segurar a mão do Espírito Santo, como ele é, somos levados às profundezas do sistema de pensamento do ego – a defesa contra a correção do Espírito Santo – mas o ego (o símbolo do nosso medo) luta para preservar sua identidade. Um Curso em Milagres nos ensina que precisamos olhar para a escuridão que acreditamos estar dentro de nossas mentes, mas o ego nos diz em resposta que se fizermos isso, seremos, como as vítimas da Medusa, transformados em pedra e destruídos. Esse aspecto do arsenal defensivo do ego precisa ser visto pelo truque que é, caso contrário, teremos medo desse próximo passo, levando inevitavelmente à nossa escolha pelo perdão-para-destruir do ego – no qual, novamente, nós atacamos, mas chamamos isso de amor, perdão e paz -, ao invés do verdadeiro perdão oferecido a nós pelo Espírito Santo. Essas são só algumas poucas expressões das táticas do ego de induzir o medo:

À medida em que te aproximas do Começo, sentes o medo da destruição do teu sistema de pensamento sobre ti como se fosse o medo da morte (T-3.VII.5:13-15).

O ego, portanto, é particularmente capaz de atacar-te quando reages amorosamente, porque te avaliou como não sendo amoroso e tu estás indo contra o seu julgamento. O ego atacará os teus motivos logo que eles passem a estar claramente em desacordo com a sua percepção de ti. É aí que ele vai se deslocar abruptamente da suspeita para a perversidade (T-9.VII.4:9-15).

À medida em que a luz vem para mais perto, correrás para a escuridão encolhendo-te com medo da verdade, às vezes recuando para as formas menos intensas do medo e às vezes para o terror mais absoluto (T-18.III.2:1-5).

Em alto e bom som o ego te diz que não olhes para dentro, pois se o fizeres, os teus olhos tocarão o pecado e Deus te trespassará, cegando-te. Acreditas nisso, e assim não olhas... Em alto e bom tom, de fato, o ego reivindica que é, alto demais e com freqüência demais (T-21.IV.2:3-6,8-9).

No entanto, um sonho não pode escapar da sua fonte, que é sempre a mente do sonhador: onde o sonho começa e o único lugar onde verdadeiramente pode ser desfeito (T-27.VII.12:6). Olhando para dentro com Jesus, nós percebemos, agradecidos, que esse medo foi todo inventado: o ego não é essa massa turbilhonante de energia caótica e demoníaca, mas, como a feiticeira má em O Mágico de Oz, ele é simplesmente um amontoado insignificante e inofensivo de nada, que se dissolve na gentil presença da verdade. É a simples mudança da mente – voltando-se do ego para o Espírito Santo – que remove a “realidade” do sistema de pensamento do ego. Portanto, Jesus nos incita a olharmos para o conteúdo aparente do sonho secreto (T-17.IV.9:1), e nos conforta para que não fiquemos com medo do que apenas aparenta estar dentro:

Não temas, portanto, pois estarás olhando para a fonte do medo e estás começando a aprender que o medo não é real (T-11.V.2:4-6).

Não tenhas medo de olhar para dentro. O ego te diz que tudo é negro de culpa dentro de ti e pede que não olhes. Em vez disso, pede que olhes para os teus irmãos e vejas neles a culpa. No entanto, isso não podes fazer sem permaneceres cego. Pois aqueles que vêem os seus irmãos no escuro, e culpados no escuro no qual eles os amortalharam, estão por demais temerosos para olhar para a luz interior. Dentro de ti não está aquilo que acreditas que esteja e no qual depositas a tua fé. Dentro de ti está o sinal santo da fé perfeita que o teu Pai tem em ti... Podes ver a culpa onde Deus tem conhecimento da inocência perfeita? Podes negar o Seu conhecimento, mas não podes mudá-lo. Olha, então, para a luz que Ele colocou dentro de ti e aprende que o que temias que estivesse lá foi substituído pelo amor (T-13.IX.8:1-9,12-16).

E, então, quando nós finalmente mergulharmos em nossas mentes por mudarmos nossa percepção dos nossos relacionamentos, tendo o amor de Jesus como nosso guia e nossa segurança, nós percebemos, gratos, que realmente não havia nada lá – nada a temer, nada contra o que se defender. Apenas então nós realmente entendemos que o precioso cálice e a linda princesa são realmente nosso tesouro – procurado dentro da mente, não no mundo; para ser aceito, não vencido. E nós damos graças, pois “por tudo isso a nada renunciaste [renunciamos]!” (T-16.VI.11:5).

(Volume 10, número 3, setembro 1999) - Gloria Wapnick - Kenneth Wapnick, Ph.D. - Tradução: Eliane Ferreira de Oliveira

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NOTAS DE RODAPÉ
Schilller, edição alemã original: Aber da unten ist's fuerchterlich,/und der Mensch versuche die Goetter nicht,/und begehe nimmer und nimmer zu schauen,/was sie gnaedig bedecken mit Nacht und Grauen.
Tipos Psicológicos, Volume VI de The Collected Works (Princeton University Press, Princeton, NJ,1971), p. 96.
Citados em L.L. Whyte, O Inconsciente antes de Freud (Basic Books, New York, 1960), p. 121.
Sobre a Natureza da Psique, Volume VIII da The Collected Works (Princeton University Press, Priceton, NJ, 1969), p. 208.



Ho´oponopono: es siempre una oportunidad para limpiar, para perdonar...

Ho´oponopono: es siempre una oportunidad para limpiar, para perdonar...
por Lena Rodriguez - liberdadedeser@gmail.com
Traducción de Teresa - teresa_0001@hotmail.com

"... Tú eres demasiado tolerante en relación a las divagaciones de la mente y condesciendes con pasividad a las creaciones equivocadas de tu mente.” (UCEM – pág. 31)

Por más que se eviten escenarios desagradables, especialmente en los medios de comunicación, las situaciones corrientes siempre vienen a enfrentarnos con ellos y a hacernos recordar que – son siempre una oportunidad para limpiar, para perdonar...

Son pocas las lecturas que me interesan últimamente, pues he llegado a un momento como el que leí cierta vez en algún libro de Taoísmo acerca de acumular una serie de conocimientos... que llega un momento en nuestra vida en el cual es necesario des-aprender; tal vez este sea mi momento...

El único libro que he estado leyendo, normalmente un poco antes de dormir, es Un Curso en Milagros. Es un libro que aunque cambie el lenguaje en cuanto al proceso Ho’oponopono que practico incesantemente, no escapa a los mismos propósitos. Incluso porque, antes de adherirme al Ho’oponopono por su sencillez yo practicaba el Curso y había tenido la oportunidad de comprobar la clareza asertiva de su propósito.

Ayer, escuchando indirectamente el desenlace del caso de secuestro “Lindemberg Alves”, inmediatamente me acordé de que en el actual nivel de comprensión en que me encuentro sólo había una cosa que hacer y fue lo que hice, pedir a la Divinidad que limpiase todas aquellas memorias que yo compartía con aquel escenario desolador... pasando por la sala de TV y sabiendo lo mucho que estos escenarios conmueven a toda la población y percibiendo a mi madre con su atención dirigida a las noticias y fija en ellas, no me resistí a llamarla de vuelta y decirle que a nosotros solamente correspondía pedir que la limpieza se hiciese en nosotros, en nuestro compartir con todo aquel acontecimiento pues, es como definitivamente me estoy portando ante los hechos, tanto los personales como los ‘externos’...

Al ir para la cama y abrir el libro de UCEM aún ayer me deparo con estas palabras:

“No puedes ver sus pecados sin ver los tuyos. Pero puedes liberarlo y a ti mismo también.” (Oración del Perdón – pág. 22)

Instantáneamente me acordé del caso que estaba sucediendo ‘allá afuera’… es evidente que el caso no estaba sucediendo allá afuera, pues como se dice en el Curso, yo soy la soñadora del sueño y no puedo olvidarme de que allá afuera no existe nadie… Cualquier tipo de reacción que pudiese yo tener en relación al acontecimiento, a nivel mental, emocional, etc., está dentro de mí… en el Curso se trata de mis pecados secretos, que existen en una forma diferente y para los cuales yo no quiero mirar… y recordé que una vez que yo pensase que la culpa estaba en la persona allí afuera, sabedora de que somos todos uno, en mi individualidad dentro de la unicidad, la culpa también estaba en mí… y todo lo que se necesita es perdonar, pedir al Espíritu Santo que me ayude a perdonarme…

También en el Ho’oponopono todo está dentro de mí, memorias compartidas… soy el 100% responsable por todo lo que sucede dentro y fuera de mí y todo lo que se necesita es pedir a la Divinidad la limpieza de esas memorias y utilizar las frases: Lo siento mucho. Perdóname. Te amo. Te doy las gracias, en el sentido de que lamento lo ocurrido y pido perdón; al mismo tiempo enviar amor y agradecer la oportunidad, que por más bárbara que pueda parecer, me da la oportunidad de liberar y quedar liberada también.

“En cada día y en cada minuto de cada día, y en cada instante de los que contiene cada minuto, tan sólo revives el único instante en que el tiempo del terror ha tomado el lugar del amor. Y así, mueres cada día para vivir otra vez, hasta que atravieses la brecha entre el pasado y el presente, que no es absolutamente una brecha. Así es cada vida: un aparente intervalo entre el nacimiento y la muerte y una vez más a la vida, una repetición de un instante que se fue hace mucho tiempo y que no puede ser revivido. Y todo lo que existe del tiempo no pasa de ser creencia loca según la cual lo que pasó aún está aquí y ahora. Perdona el pasado y déjale irse, él ya se ha ido.”
(UCEM – pág. 592)

Lo siento mucho. Lo siento mucho. Lo siento mucho.
Perdóname. Perdóname. Perdóname.



http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=8080



20 de novembro de 2008

O PROCESSO DE DESPERTAR: OLHANDO PARA NOSSO ÓDIO

O PROCESSO DE DESPERTAR: OLHANDO PARA NOSSO ÓDIO

No passado, nós escrevemos nessas páginas sobre as expressões ostensivas de ódio que abundam em nosso mundo – tanto no mundo como um todo quanto no mundo mais pessoal dos nossos relacionamentos diários. É o avestruz em nós que iria fingir que a perversidade em nós é apenas uma aberração, enquanto escondemos nossas cabeças na areia dos óculos cor-de-rosa, que vêem apenas os frutos da negação, não os frutos do Espírito. Enquanto é certamente verdade que muitos caminhos espirituais enfatizam olhar apenas para o bem, baseados na presunção de que Deus criou o mundo e as pessoas nele, é certamente verdade que este não é o foco de Um Curso em Milagres. De forma bem clara, o Curso diverge daqueles caminhos espirituais que afirmam essa metafísica dualista, e afirma o oposto exato: Deus não criou o mundo, o corpo, ou forma de qualquer tipo. Ao invés disso, somos ensinados por Jesus em Um Curso em Milagres que o mundo é o sonho de medo do ego que nós escolhemos como um substituto ao Amor de Deus, e o milagre (ou perdão) é o meio pelo qual o despertar desse sonho é alcançado. Portanto, nós lemos:

… a base para o milagre... significa que compreendeste que sonhos são sonhos e que o escapar não depende do sonho, mas só do despertar... Os sonhos dos quais pensas gostar te atrasam tanto quanto aqueles nos quais o medo é visto. Pois cada sonho não é senão um sonho de medo, não importa que forma pareça tomar. O medo é visto dentro, for a, ou em ambos os lugares. Ou pode estar disfarçado em uma forma agradável. Mas nunca está ausente do sonho, pois o medo é a matéria prima dos sonhos, da qual todos são feitos (T-29.IV.1:3-5; 2:1-7).

Corretamente compreendidas, essas sentenças apontam que o propósito de Um Curso em Milagres não é nos ajudar a tornar os nossos sonhos – nossas vidas físicas aqui no mundo – um preenchimento das esperanças contidas dentro dos dramas e papéis individuais que estabelecemos para nós mesmos e os outros no sonho. Por exemplo, as pessoas que parecem conseguir o que querem – a forma agradável – vão atestar que suas experiências de vida são tremendamente satisfatórias. Conforme o julgamento do mundo, elas chegaram lá. Apesar disso, ainda é o caso de que “cada sonho é só um sonho de medo, não importando a forma que ele assuma”. Como Jesus nos diz no manual para professores, baseado na famosa afirmação de Freud sobre o artista:

Poder, fama, dinheiro, prazer físico; quem é o “herói” a quem todas essas coisas pertencem? Poderiam significar alguma coisa a não ser para um corpo? No entanto, um corpo não é capaz de avaliar. Ao buscar essas coisas, a mente se associa ao corpo, obscurecendo sua identidade e perdendo de vista o que realmente é (MP-13.2.6-11).

Isso é exatamente o que o sonho do mundo faz: seu propósito é primeiro fazer um corpo, e então, reforçar nossa identificação com ele, culminando em o corpo se tornar o “herói” do sonho, no qual cada necessidade – consciente e inconsciente – exige satisfação. Muitas vezes, as metas de poder, ou fama, ou dinheiro, ou prazer físico – individual e coletivamente – estão mascaradas em um manto religioso ou espiritual, ocultando sua real intenção. Portanto, elas parecem ser outra coisa além do que realmente são – ilusórias e enganosas, assim como o mundo dos sonhos. Para legitimar esses motivos ocultos – especialmente a natureza religiosa e espiritual dos papéis ilusórios que assumimos para nós mesmos -, Deus, Jesus, o Espírito Santo, ou algumas outras figuras santas são trazidas e citadas como falando conosco, confirmando nossa missão especial com a humanidade. Desnecessário dizer, missões especiais precisam de seguidores especiais, e, então, os buscadores são seduzidos e precisam ser convencidos da santidade inerente do seu líder ou professor especial. Toda essa atividade manipuladora e pseudo-espiritual é, portanto, usada para justificar as atitudes e comportamentos que na verdade não são nada além de fanfarronices do ego inconsciente, gritando em seus sonhos de desejos, como a seguinte passagem do texto explica:

Os sonhos são cenas temperamentais da percepção, nos quais literalmente gritas: “Quero que seja assim!”. E assim parece ser. E, no entanto, o sonho não pode fugir da sua origem. A raiva e o medo o perpassam e, em um instante, a ilusão de satisfação é invadida pela ilusão do terror. Pois os sonhos de que tens a capacidade de controlar a realidade substituindo-a por um mundo que preferes é aterrador. As tuas tentativas de obliterar a realidade são muito amedrontadoras, mas isso não estás disposto a aceitar. E assim as substituis pela fantasia de que é a realidade que é amedrontadora e não o que queres fazer dela. E desse modo a culpa se faz real.

Os sonhos te mostram que tens o poder de fazer o mundo conforme queres que ele seja e, porque o queres, tu o vês. E enquanto o vês, não duvidas de que ele seja real. Contudo, aqui está um mundo, é óbvio que ele está dentro da tua mente, mas aparenta estar do lado de fora. Não respondes a ele como se o tivesse feito e nem reconheces que as emoções que o sonho produz necessariamente vêm de ti. São as figuras no sonho e o que fazem que parecem fazer o sonho. Tu não reconheces que está fazendo com que representem para ti, pois se reconhecesses a culpa não seria delas e a ilusão de satisfação desapareceria (T-18.II.4; 5:1-10).


A verdade é que os seguidores de um guru ou um auto-intitulado líder ou professor espiritual – exemplos das figuras de sonhos afirmadas acima – freqüentemente pulam os duros passos que consistem do autêntico caminho espiritual de deixar o ego para trás. Existe com freqüência a esperança mágica de que simplesmente estar na presença do professor vá ser suficiente. Um corolário a essa distorção do caminho espiritual vem quando um professor ou estudante, guru ou seguidor, acredita que participando de sessões especiais, desempenhando rituais “sagrados”, ou aderindo a esquemas temporais “santos” vai, de certa forma, trazer o resultado desejado. O problema em todos esses exemplos é o nível de confusão entre a mente e o corpo. A santidade é um estado mental, e não tem nada a ver com o corpo, ou com o que o corpo faz ou deixa de fazer. O verdadeiro aspirante espiritual pode usar a aparência como um meio de expressar uma mudança na mente, mas nunca perde de vista onde o problema e a resposta repousam.

Estudantes de Um Curso em Milagres podem facilmente traçar sua ênfase em descobrir e desfazer o negativo até o trabalho pioneiro de Sigmund Freud, que já foi discutido em artigos anteriores. O problema nunca está em nossa santidade inerente como Filho de Deus, o Cristo eterno e sem forma, mas, ao invés disso, no fato de termos tomado a decisão de escolher contra essa santidade, produzindo o sonho da separação que levou à forma e às nossas identidades individuais. Essa defesa efetivamente mantém a santidade fora das nossas consciências, juntamente com todos os papéis de sonho que atribuímos a nós mesmos. Essa abordagem do ego repousa sobre fundações psicológicas muito sólidas: Se não estivermos conscientes da decisão da nossa mente de ser separada, inevitavelmente levando à culpa e ao ódio, então, a lei da mente dita que tal ódio reprimido seja projetado, mas sem a consciência de que isso foi feito (vejam, e.g., LE-pI.135.3-5).

Somos ensinados no Curso que “pessoas assustadas podem ser cruéis” (T-3.I.4:2), pois é um corolário para lei da mente que o medo não reconhecido – o cerne de todos os sonhos do mundo – leva a um ódio e crueldade projetados. Na verdade, a história do mundo e sua situação atual são uma testemunha gritante para essa verdade infortunada, quer estejamos falando das esferas política, social, econômica, cultural ou religiosa. E é espantoso que tão poucos reconheçam que a insanidade do ataque que leva ao assassinato – quer seja expresso de forma verbal ou comportamental – não pode de forma alguma ser justificada e defendida em campos humanitários, religiosos ou espirituais. Para compor esse erro, documentos espirituais antigos e contemporâneos, incluindo o próprio Um Curso em Milagres, são freqüentemente citados para apoiar esses ataques. No entanto, a natureza bizarra desses oximoros – como ‘ataque espiritual’ – escapa a muitos.

Nos primeiros séculos da chamada era cristã, muitos instrutores gnósticos e escritores afirmavam que a ignorância – não compreender a natureza e o propósito do mundo – era o problema central que precisava ser corrigido. Um a ser lembrado é a maravilhosa fórmula de Valentino:

O que liberta é o conhecimento de quem nós fomos, o que nos tornamos; onde estávamos, para onde fomos jogados; em que direção devemos nos apressar, do que somos redimidos; o que é o nascimento, e o que é o renascimento (citado em ‘O Amor não condena’, dedicatória).

Dois milênios depois, é triste relatar que o mesmo problema ainda está muito presente em nós, para emprestar uma frase evocativa de Wordsworth. Mesmo nossos grandes avanços tecnológicos em comunicação, como as vias rápidas de informação, podem servir para exacerbar o erro da ignorância, pois agora, distorções ignorantes e desinformações podem ser usadas para propagar de forma mais rápida e eficiente, tudo em nome do conhecimento e da liberdade, enquanto em muitos casos, os fatos e as verdadeiras intenções nunca são revelados ou discernidos.

Na seção “O medo da redenção” (e nós podemos substituir ‘redenção’ por ‘despertar’ aqui), Jesus afirma:

Podes perguntar a ti mesmo porque é tão crucial que olhes para o teu ódio e reconheças toda a sua extensão. Podes também pensar que seria bastante fácil para o Espírito Santo mostrá-lo a ti e dissipá-lo sem a necessidade de que o erguesses à tua consciência por ti mesmo (T-13.III.1:1-5).

É uma parte inerente ao ensinamento do Curso que o inconsciente da mente errada precisa ser trazido à consciência. Uma vez conscientes, podemos então tentar fazer a escolha para justificar ou racionalizar o ódio, dessa forma mantendo o ego intacto, ou de pedir a Jesus ou ao Espírito Santo para nos ajudar a liberar esse ódio, por percebermos a dor de nos manter no sonho de nos agarrarmos aos efeitos do ódio. É por isso que Jesus enfatiza que nós “não estamos seriamente perturbados por (tua) nossa hostilidade” (T-13.III.1:7). Na verdade, nosso ódio nos traz o prazer defensivo de sabermos que outra pessoa é culpada, não nós mesmos. No entanto, podemos ver essa perversa dinâmica em funcionamento em muitos grupos e movimentos espirituais – passados e contemporâneos -, onde os membros se deleitam em encontrar pessoas – reais ou imaginárias – para atacar, julgar, condenar e odiar de forma “justificável”, e algumas vezes até punir.

Nunca é demais enfatizar que liberar esse ódio, o primeiro passo no processo da cura, não é possível a menos que primeiro estejamos conscientes dele. Como Jesus disse a Helen Schucman e a William Thetford em uma mensagem pessoal a eles, no final do primeiro ano da escrita do Curso feita por Helen:

Vocês não percebem o quanto odeiam um ao outro. Vocês não vão se liberar disso até ficarem conscientes do que está acontecendo, pois, até então, vão pensar que querem se livrar um do outro e manter o ódio... Olhem o mais calmamente possível para o ódio, pois, se vamos negar a negação da verdade [uma referência à T-12.II.1:5], precisamos primeiro reconhecer o que estamos negando... Certamente, vocês gostariam de olhar para o que não querem sem medo, ainda que isso os amedronte, se dessa forma puderem ficar livre dele?... Não tenham medo dessa jornada ao medo, pois esse não é o seu destino. E nós vamos caminhar através dele em segurança, pois a paz não está distante, e vocês serão deixados em sua luz (Ausência de Felicidade, 2ª.ed., p. 297-98).

Essas afirmações que Jesus fez, através de Helen, a ela e a Bill sobre seu relacionamento esclarece o quanto é importante olhar para o ódio do nosso ego, o que parece ser uma jornada ao medo, mas é realmente uma jornada de despertar para o amor que é nosso verdadeiro estado. Por causa da dinâmica da negação, nós simplesmente não estamos conscientes da natureza tóxica do nosso ódio, um veneno que infecta nossas mentes e reforça as ilusões de sermos injustamente tratados, uma má compreensão, novamente, que usamos para justificar nosso ódio e ataques aos outros.

E, então, o processo de despertar – também conhecido como perdão – pode ser resumido dessa forma:

Nós primeiro precisar estar sempre vigilantes contra os sinais dos pensamentos de ódio do nosso ego, especialmente quando estão mascarados de forma religiosa, espiritual ou idealística, seja ele oral, escrito ou comportamental. Os sinais são legião, uma vez que estejamos dispostos a olhar. Ataque, julgamento, condenação, ciúmes, inveja e até humor sarcástico são geralmente ótimos sinais de aviso de que já fizemos a escolha pelo professor interno errado.

Agora que estamos conscientes de que o problema não é o que ou quem nós julgamos ou invejamos, mas, ao invés disso, o fato de que escolhemos julgar, podemos legitimamente pedir ajuda a Jesus ou ao Espírito Santo para descobrir dentro de nós a fonte dos nossos pensamentos de ataque. E, então, torna-se claro que nossa raiva é uma projeção dos nossos “pecados secretos e ódios ocultos” (T-31.VIII.9:2) que nós tentamos ocultar de nós mesmos. Enquanto um julgamento de outra pessoa puder ser justificado – e fazer com que outros concordem conosco é uma das táticas favoritas do ego para reforçar a negação -, então, nunca temos que olhar para ele. Como Jesus explica em “Os papéis nos sonhos”:

Quando estás com raiva, não é porque alguém falhou em cumprir a função que tu lhe atribuíste? E isso não vem a ser a “razão” pela qual o teu ataque é justificado? Os sonhos dos quais pensas que gostas são aqueles nos quais as funções que atribuíste foram cumpridas, as necessidades que estabeleceste para ti foram preenchidas. Não importa se são preenchidas ou simplesmente se tu as queres. É da idéia que elas existem que o medo surge. Os sonhos não são mais ou menos queridos. Ou são desejados ou não o são. E cada um representa alguma função que atribuíste, alguma meta que um evento, um corpo ou alguma coisa deveria representar e deveria conseguir para ti. Se isso tem sucesso, pensas que gostas do sonho. Se falha, pensas que o sonho é triste. Mas o fato de ser bem-sucedido ou de falhar não é o seu núcleo, mas apenas a fina embalagem (T-29.IV.4).

Finalmente, podemos reconhecer que esse tem sido nosso sonho de ódio, e um que não mais queremos manter. Com a nossa escolha errada corrigida e desfeita finalmente, nossos olhos começam a se abrir, conforme despertamos do mundo de pesadelo de medo e ódio, para o mundo glorioso que o perdão revela, levando à totalidade da pura Unicidade e do Amor.


(Volume 11, número 1, março 2000) - Gloria Wapnick - Kenneth Wapnick, Ph.D. - Tradução: Eliane Ferreira de Oliveira

18 de novembro de 2008

Eu não sei como...

Eu não sei como...

Mais um depoimento magnífico relatado em nosso Fórum a partir do Processo "Ao Portal" através da Pilastra da Paz do Eu, em nossa primeira Sessão Virtual, em 04/11/2008, para reprogramação em relação a Insuficiência Financeira... Ainda mais quando a Silvana relata ao final o estado de presente ALEGRIA que levou junto com ela, o que mostra uma perfeita integração dos quatro membros da Identidade Própria!!! Sou grata. Sou grata. Sou grata.
Lena

*********

Eu não sei como...!!!!!!

Pois é, não sei mesmo, e saber como, é o que menos importa. Isso eu aprendi na prática do Ho’oponopono.

A minha experiência com a meditação da Pilastra da Paz para a prosperidade tem sido algo tão maravilhoso que senti necessidade de relatar.

Em 2005 passei por um processo de separação e isso fez com que eu trabalhasse compulsivamente em busca da sobrevivência. Claro que em pouco tempo veio o stress e consequentemente a depressão.

Na época eu coordenava um espaço onde eu ministrava vários cursos de auto-conhecimento, reconheço que tive muito sucesso, porém o preço foi alto, pois eu não tinha qualidade de vida. Trabalhava de domingo a domingo.

O stress foi minando aos poucos a minha energia e com isso fui obrigada a fechar meu espaço. Fiquei dois anos desempregada com muitas dívidas.

Em 2008 recebi através de uma aluna e amiga uma proposta de trabalho para o cargo de gerente operacional numa empresa de manutenção de aeronaves. Aceitei o desafio, pois eu não tinha opção, a oportunidade tinha batido a minha porta.

Os primeiros três meses foram terríveis, os funcionários não me aceitavam de jeito nenhum foi quando resolvi praticar incessantemente o Ho’oponopono na empresa. (já relatado aqui pela minha amiga Lena um trabalho de limpeza em massa que fiz com as memórias que compartilhava com eles).

O resultado foi maravilhoso, hoje além do meu trabalho de gerente operacional, ministro meus cursos dentro da empresa. e com isso consegui o respeito dos funcionários, harmonia no grupo e resultado financeiro para empresa.

Mas as minhas dívidas antigas continuavam! Dois anos de condomínio atrasado e por ai vai... Percebi que as memórias estavam se repetindo, novamente trabalhando de domingo a domingo dentro e fora da empresa, pois, a dívida era muito alta e eu precisava trabalhar mais e mais para conseguir quita-las.

Depois de dez meses nesse ritmo o stress começou aparecer. Foi quando o Al nos presenteou com a meditação da Pilastra!

Fiz a meditação e no dia seguinte me chamaram no setor financeiro da empresa. E me propuseram o seguinte:

-Silvana o diretor da empresa sabe da sua preocupação com suas dívidas e do seu esforço para conseguir dinheiro para quitá-las e também percebeu que se você continuar nesse ritmo podemos perdê-la por stress.

Disse que seu trabalho é muito importante para empresa e que você precisa estar com a mente tranqüila. Pediu-me para que quitássemos todas as suas dívidas e que só começássemos a descontar aos poucos do seu salário daqui um ano. E também a partir de dezembro você passa a receber um aumento de 40%.

Quando fui abraçá-lo e agradecê-lo ele me disse:
-Saiba que é puro merecimento.

Eu não sei como... Nada é impossível para a Divindade.

Sou grata, Sou grata, Sou grata!

Tudo que precisamos está na fonte. E o caminho o Al nos mostrou.

Quando cheguei à fonte, além das palavras - Eu não sei como..., eu imaginei uma criança gargalhando de alegria. Como a musica “Palhaço de Egberto Gismonti.”

Eu consegui trazer a paz e alegria para minha vida.

Amo todos vocês sou grata!

Silvana Nunes


Fonte: http://hooponopono.forumativo.com/forum-ho-oponopono-ao-entrar-no-forum-use-os-botoes-acima-no-lado-esquerdo-para-postar-f2/a-pilastra-da-paz-do-eu-t369.htm
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