7 de abril de 2012

Um encontro santo...


Um encontro santo é a união com outras pessoas que nós pensamos estarem fora de nós, porque pensamos que estão fora de nossa mente. Realmente representa uma união ou reunião conosco mesmos. Unir-se é desfazer a dinâmica da separação que pensamos acontecer entre nós e nossos irmãos. Não existe maneira de entender isso sem primeiro unir-se ao Espírito Santo.

Portanto, ninguém está na nossa vida por acaso. Mas, temos que ir além dessa compreensão. Estamos nos conscientizando de que nossas mentes criam tudo em nossas vidas. "Não há nada fora de ti"(UCEM-T-18.VI.1:1).

  • Gary: As pessoas que me causam problemas aparecem porque eu quero?
  • Pursah: Não se engane; você quer que elas estejam lá, sem exceção. Elas são seus bodes expiatórios. Se você apenas pudesse se lembrar desse fato da próxima vez em que uma pessoa colérica aparentemente real apertar seus botões, então poderá segurar sua língua, pensar com o Espírito Santo e mudar sua mente (Renard,pag.169)

Aceitar que as situações e as pessoas que amamos e estão à nossa volta são "criações das nossas mentes" não é muito dificil. Mas,
aceitar que criamos as que nos aborrecem ou desafiam, não é tão fácil. De certa forma, é "fácil" nos sentirmos em Unicidade com aqueles a quem amamos, o que não acontece com aqueles de quem não gostamos, ou que nos confrontam de alguma maneira.

Isto não significa que somos responsáveis pelo que as outras pessoas fazem. Mas
significa que somos responsáveis pela forma que reagimos ou como percebemos o que as outras pessoas fazem. Não podemos dirigir as atitudes, comportamentos e pensamentos das outras pessoas, mas definitivamente podemos mudar a nossa maneira de olhar para tudo isso. Esta é uma distinção extremamente importante.

É necessário que nos conscientizemos de que este é o
nosso sonho, no sentido de que temos que assumir a responsabilidade por nossas reações e percepções, que dependem do guia que escolhemos: o ego ou o Espírito Santo. (trechos do livro: Um guia para o perdão)

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Relacionamentos...


Relacionamentos são a oportunidade de praticarmos o perdão a nós mesmos, a grande oportunidade de aprendermos a nos amarmos legitimamente, ou seja, inteiramente. A grande verdade é que os nossos irmãos são os nossos amigos, são a extenção da Mente de Deus, exatamente como nós. Os relacionamentos (todos eles) tem um propósito quando dados ao Espírito Santo. “Seja quem for que venha, foi enviado” (Suplemento ao UCEM-P-3.III.6:6).

Todo os encontros são santos, pois é um Filho de Deus encontrando outro. Não existem acasos, todas as pessoas que encontramos, mesmo simplesmente por passarmos por elas, compartilham conosco uma oportunidade do que o UCEM chama de “encontro santo.”

  • Muitas pessoas virão até nós com a dádiva da cura se assim escolhermos. O Espírito Santo nos oferecerá infinitas oportunidades para alcançarmos nossa própria salvação por meio dos nossos salvadores – nossos irmãos. Ao recebermos as dádivas das mãos daqueles que nos são enviados, estabelecemos com eles uma relação recíproca e desencadeante de milagres. Por mais difícil que isso possa nos parecer, podemos chamar de dádivas de dificuldades que eles nos causam. O milagre é o pensamento corretivo que vai olhar para essas dificuldades como oportunidade de praticarmos o perdão.

O pensamento corretivo, ou milagre, não vai negar que sofremos um dano no nível do mundo, mas fará com que olhemos além desse dano, para a verdadeira motivação que uma pessoa teve para nos ferir: o que não é amor é medo, ou, como vimos, um pedido de amor. (trechos do livro: Um guia para o perdão)

Lembrando que o conceito de perdão aqui não se trata daquele que aprendemos, mas olhar para a pessoa de quem sofremos o dano, como se a estivéssemos vendo-a pela primeira vez, apenas mudar o foco e para isto podemos recorrer a ajuda do Espírito Santo em todos nós... Nossa Mente aprenderá a ter essa atitude automaticamente e faremos a feliz troca da mente errada do ego, pela Mente Certa do AMOR!

Nessa entrega poderemos sentir a Paz resultante dessa escolha!

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O universo é um sonho...


No entanto, só suspeitar que este universo é um sonho está muito longe de realmente percorrer o caminho todo e despertar.

Você já teve um sonho que estava certo que era real? E se fosse incapaz de acordar daquele sonho? Como saberia a diferença entre o mundo de sonhos e o mundo real?

  • Até despertar, você não poderia realmente saber que está apenas sonhando.

Sonhos são coisas enganosas. Quer você esteja disposto a aceitar a responsabilidade por eles ou não, sonhos sempre são apenas o que você pediu que eles fossem.

Sonhos são truques com que nos iludimos a nós mesmos, por meio dos quais fizemos um mundo que parece estar sendo feito a nós em vez de por nós.

Sonhos são o conteúdo latente de nossas mentes, projetando para fora. Projetando esse conteúdo para fora, fazemos com que ele pareça separado de nós.(...)

(trechos do livro: O Universo é um sonho)

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6 de abril de 2012

Uma Feliz Páscoa a todos!

Rosa de Jericó (Selaginella pilifera)
planta da ressurreição

Essa planta chamada de Rosa de Jericó ou planta da Ressurreição nasce em regiões desérticas.Quando ela “sente” que as condições de umidade e de nutrientes estão muito deficientes, se enrola como uma bola, se desenraíza do solo e torna-se “vulnerável e entregue” aos ventos do deserto para que a levem para algum lugar mais propício. Quando ela “sente” que o lugar onde “aportou” tem condições de umidade e de sobrevivência propícias, ela começa a florescer novamente, como num renascimento, numa ressurreição. Ela se abre, deposita suas sementes, que germinam. Se o “sensor” da planta “perceber” que ali ainda não é o melhor lugar para seu pleno florescimento, ela repete o processo de desenraizar-se, de enrolar-se, de “morrer” e entregar-se aos ventos até encontrar o melhor lugar. Essa planta pode ficar mais de 30 anos como “morta” e se as condições de umidade e alimento surgirem, ela renasce, se enraíza, germina.

Nessa Páscoa, cujo significado é morte e ressurreição, que possamos todos morrer para as ilusões do ego e ressurgir para a Verdade, nossa Real Natureza, nosso Espírito Santo (são, puro e perfeito), atributos e nossa semelhança com Deus!

Lena Rodriguez

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Negação e projeção

Por Kenneth Wapnick

Eu acho que devo dar uma mãozinha a Freud, que tem recebido más críticas nos dias de hoje. As pessoas gostam muito de Jung e dos psicólogos não tradicionais, e com certa razão, mas Freud foi varrido para o pano de fundo. Contudo, a compreensão básica do ego no Curso se baseia diretamente nos ensinamentos de Freud. Ele era um homem brilhante, e se não fosse por Freud, Um Curso em Milagres não teria existido. O próprio Jung nos diz, apesar de todos os problemas que tinha com Freud, que ele estava sendo levado nas costas de Freud. E isso é verdade para todas as pessoas que vieram depois de Freud. Freud descreve de modo muito sistemático e muito lógico exatamente como o ego funciona.

Deixe-me apenas mencionar que Freud usa a palavra ‘ego’ de um modo diferente daquele usado pelo Curso. No Curso, ‘ego’ é usado basicamente com a mesma conotação que existe no Oriente. Em outras palavras, o ego é o ser com letra minúscula. Para Freud, o ego é apenas uma parte da psiquê, que consiste do id (o inconsciente), o superego (o consciente), e o ego, que é a parte da mente que integra tudo isso. O Curso usa a palavra ‘ego’ de formas que seriam basicamente equivalentes a psiquê total de Freud. Vocês simplesmente tem que fazer essa transição para trabalhar com o Curso.

Incidentalmente, o único erro de Freud foi monumental! Ele não reconheceu que toda a psiquê era uma defesa contra o nosso verdadeiro Ser, a nossa verdadeira realidade. Freud tinha tanto medo da sua própria espiritualidade que ele teve que construir todo um sistema de pensamento que era virtualmente impregnável à ameaça do espírito. E ele, de fato, fez exatamente isso. Mas foi brilhante ao descrever como a psiquê ou o ego trabalha. O seu erro, mais uma vez, foi não reconhecer que a coisa toda era uma defesa contra Deus. Basicamente, o que nós dissemos hoje a respeito do ego está baseado no que Freud havia dito. Nós todos temos para com ele um tremendo débito de gratidão. Particularmente notáveis foram as contribuições de Freud na área dos mecanismos de defesa, ajudando-nos a compreender como nos defendemos contra toda a culpa e medo que sentimos.

Quando vamos ao ego em busca de ajuda, abrimos um livro de Freud e achamos duas coisas que nos vão ajudar muito. A primeira é repressão ou negação. (O Curso nunca usa a palavra ‘repressão’; ele usa a palavra ‘negação’. Mas vocês podem usar uma ou outra.) O que fazermos com essa culpa, esse senso de pecado, e com todo esse terror que sentimos é fazer de conta que não existem. Nós apenas os empurramos para o fundo, fora da consciência, e esse empurrar para baixo é conhecido como repressão ou negação.

Apenas negamos a sua existência para nós mesmos. Por exemplo, se estamos com muita preguiça de varrer o chão, varremos a sujeira para baixo do tapete e então fazemos de conta que não está ali; ou um avestruz que quando tem medo apenas enfia a cabeça na areia para não ter que lidar com o que o ameaça tanto, nem sequer se defrontar com isso. Bem, isso não funciona por razões óbvias. Se continuamente varremos a sujeira para baixo do tapete, ele vai ficar cheio de caroços e nós eventualmente vamos tropeçar, enquanto o avestruz pode se ferir muito continuando com a sua cabeça virada para baixo.

Mas, em algum nível, sabemos que a nossa culpa está lá. Assim, vamos ao ego mais uma vez para lhe dizer que “negar foi ótimo, mas você vai ter que fazer alguma outra coisa. Esse negócio vai subir e eu vou explodir. Por favor, ajude-me.” E aí o ego diz: “Eu tenho a coisa certa para você.” Ele nos diz para procurar na página tal e tal na Interpretação dos Sonhos de Freud e lá nos achamos o que se conhece como projeção. Provavelmente não há nenhuma idéia em Um Curso em Milagres que seja mais crítica para a nossa compreensão do que essa. Se vocês não compreenderem a projeção, não compreenderão única palavra no Curso, nem em termos de como o ego funciona, nem em termos de como o Espírito Santo vai desfazer o que o ego tem feito. Projeção muito simplesmente significa que você tira alguma coisa de dentro de si mesmo e diz que realmente isso não está aí; está fora de você, dentro de outra pessoa. A palavra em si literalmente significa jogar fora, atirar algo a partir de, ou em direção a alguma outra coisa ou pessoa, e isso é o que todos nós fazermos na projeção. Nós tomamos a culpa ou o pecado que acreditamos estar dentro de nós e dizemos: Isso não está realmente em mim, está em você. Eu não sou culpado, você é culpado. Eu não sou responsável por ser miserável e infeliz, você sim é culpado pela minha infelicidade. Do ponto de vista do ego, não importa quem seja o ‘você’. Para o ego, não importa em cima de quem você projeta, contanto que ache alguém para descarregar a sua culpa. É assim que o ego nos diz para nos livrarmos da culpa.

Uma das melhores descrições que eu conheço desse processo de projeção se encontra no Velho Testamento, no Levítico, onde é dito aos filhos de Israel o que fazer no dia do perdão, Yom Kippur. Eles devem reunir-se e no centro do campo está Arão que, como Sumo Sacerdote, é o mediador entre o povo e Deus. Ao lado de Arão está um bode e Arão coloca a sua mão sobre o bode e simbolicamente transfere todos os pecados que o povo acumulou durante todo o ano para esse pobre bode. Eles, então, chutam o bode para fora do campo. Esse é um relato perfeito e gráfico do que é exatamente a projeção e, como não poderia deixar de ser, é daí que vem a expressão ‘bode expiatório’.

Assim, tomamos os nossos pecados e dizemos que eles não estão em nós, estão em você. Com isso colocamos uma distância entre nós mesmos e nossos pecados. Ninguém quer estar perto de seus próprios pecados, e assim nós os tiramos de dentro de nós e os colocamos em outra pessoa e depois banimos essa pessoa de nossa vida. Há duas formas básicas de fazermos isso. Uma é nos separarmos fisicamente dela; a outra é nos separarmos psicologicamente. A separação psicológica é realmente a mais devastadora e também a mais sutil.

O modo de nos separarmos de outras pessoas, uma vez tendo colocado nossos pecados sobre elas, é atacá-las ou ficar com raiva. Qualquer expressão da nossa raiva—seja na forma de um leve toque de aborrecimento ou fúria intensa (não faz nenhuma diferença; elas são a mesma [L-pI.21.2:3-5J)— é sempre uma tentativa de justificar a projeção da nossa culpa, não importa qual pareça ser a causa da nossa raiva. Essa necessidade de projetar a nossa culpa é a raiz da causa de toda a raiva. Você não tem que concordar com o que as outras pessoas dizem ou fazem, mas no minuto em que experimenta uma reação pessoal de raiva, julgamento ou crítica, isso vem sempre porque você viu naquela pessoa alguma coisa que negou em Si mesmo. Em outras palavras, você está projetando o seu próprio pecado e culpa naquela pessoa e os ataca lá. Mas dessa vez, você não os está atacando em si mesmo, e sim naquela outra pessoa, que você quer tão longe quanto possível. O que você realmente quer fazer é conseguir que o seu pecado fique tão longe de si mesmo quanto possível.

Uma das coisas interessantes quando alguém lê o Velho Testamento, especialmente o Levítico ou terceiro livro da Tora, é ver como os filhos de Israel eram minuciosos em suas tentativas de identificar as formas de sujeira que estavam a sua volta e como deveriam manter-se separados de todas elas. Há passagens bastante detalhadas descrevendo o que é a sujeira, seja nas qualidades das pessoas, nas formas da própria sujeira ou em certas pessoas por si mesmas. Depois, explica-se como os filhos de Israel deveriam manter-se separados dessas formas de sujeira. Quaisquer que sejam as outras razões que podem ter estado envolvidas, um significado central desses ensinamentos era a necessidade psicológica de tirar a sua própria sujeira de dentro de você e colocá-la do lado de fora em outra pessoa, e depois separar-se daquela pessoa.

Quando se tem essa compreensão é interessante entrar no Novo Testamento e ver como Jesus era contra isso. Ele abraçou todas as formas de sujeira que as pessoas tinham definido e viam como parte essencial de sua religião manterem-se separadas daquilo tudo. Ele fazia questão de abraçar os elementos sociais identificados pela lei judaica como proscritos, como se estivesse dizendo: “Você não pode projetar a sua culpa nas outras pessoas. Você tem que identificá-la em si mesmo e curá-la onde ela está.” E por isso que Os evangelhos dizem coisas tais como você deve limpar o interior do seu copo e não o exterior; não se preocupe com o argueiro no olho do seu irmão, preocupe-se com a trave no seu; não é o que entra no homem que faz com que ele não seja limpo, mas o que vem de seu interior. O sentido disso e exatamente o mesmo encontrado no Curso: a fonte do nosso pecado não esta fora, mas dentro. Mas a projeção busca fazer com que vejamos nossos pecados fora de nós, procurando então resolver o problema do lado de fora de modo que nunca possamos perceber que o problema esta dentro da gente. Quando vamos ao ego em busca de ajuda e dizemos: “Ajude-me a me livrar da minha culpa,” o ego diz: “Está bem, o meio de você se livrar da sua culpa é em primeiro lugar reprimi-la, depois projetá-la para outras pessoas. E assim que você se livra da sua culpa.” O que o ego não nos diz é que projetar a culpa é um ataque e é a melhor maneira de conservarmos a culpa. O ego não é nenhum tolo: ele quer que continuemos culpados. Deixem-me explicar essa idéia brevemente porque ela é também uma das idéias centrais para compreendermos os conselhos do ego.

Um Curso em Milagres nos fala da “atração da culpa” (T-19.IV-A.10-17). O ego é muito atraído pela culpa, e os seus motivos são óbvios uma vez que você se lembre do que ele é. A explicação racional do ego para os seus conselhos de negação e projeção é a

seguinte: o ego não é nada mais do que uma crença, a crença segundo a qual a separação é real. O ego é o falso ser que aparentemente passou a existir quando nós nos separamos de Deus. Portanto, enquanto acreditarmos que a separação é real, o ego continua em cena. Uma vez que acreditarmos que não há nenhuma separação, então o ego está terminado. Como nos diz o Curso, o ego e o mundo que ele fez desaparecem no nada de onde ele veio (M-l3.1:2). O ego não é nada realmente. Enquanto acreditarmos que aquele pecado original ocorreu, que o pecado da separação é real, estamos dizendo que o ego é real. É a culpa que nos ensina que o pecado é real. Qualquer sentimento de culpa é sempre uma declaração que diz: “Eu pequei”. E o significado último do pecado é que eu me separei de Deus. Portanto, enquanto eu acreditar que o meu pecado é real, sou culpado. Quer eu veja o meu pecado em mim ou em outra pessoa, estou dizendo que o pecado é real, e que o ego é real. O ego, portanto, tem interesse em nos manter culpados.

Sempre que o ego seja confrontado com a impecabilidade, ele vai atacá-la, pois o maior pecado contra o sistema de pensamento do ego é ser sem culpa. Se você é sem culpa, você também é sem pecado, e se você é impecável, não há ego. Há uma frase no texto que diz: “Para o ego, os que não tem culpa são culpados” (T-13.II.4:2), porque ser sem culpa é pecar contra o mandamento do ego: “Tu serás culpado”. Se você não tem culpa, você então passa a ser culpado por não ter culpa. Essa, por exemplo, foi a razão pela qual o mundo matou Jesus. Ele nos estava ensinando que somos sem culpa e, portanto, o mundo teve que matá-lo porque ele estava blasfemando contra o ego.

Assim sendo, o propósito fundamental do ego é manter-nos culpados. Mas ele não nos pode dizer isso porque, se o fizer, não vamos prestar nenhuma atenção a ele então ele nos diz que se seguirmos o que ele nos aconselha, ficaremos livres da nossa culpa. E o modo de conseguirmos isso, mais uma vez, é negar a sua presença em nós, vê-la em alguma outra pessoa e depois atacar essa pessoa. Assim ficaremos livres da nossa culpa. Mas, o que ele não nos diz é que atacar é o melhor meio de nos manter culpados. Isso e verdade porque, como declara um outro axioma psicológico, sempre que você ataca uma pessoa qualquer, seja na sua mente ou de fato, você se sentirá culpado. Não há forma alguma de ferir qualquer um, seja em pensamento ou atos, que não acarrete sentimentos de culpa. Você pode não experimentar a culpa—por exemplo, psicopatas não experimentam a própria culpa—mas isso não significa que em um nível mais profundo não se sintam culpados.

Nesse ponto, o que o ego faz, e de modo muito astuto, é estabelecer um ciclo de culpa e ataque através do qual quanto mais culpados nos sentimos, maior será a nossa necessidade de negar a culpa em nós mesmos atacando uma outra pessoa por isso. Contudo, quanto mais atacamos um outro, maior será a nossa culpa pelo que fizemos, pois em algum nível reconhecemos que atacarmos aquela pessoa falsamente. Isso só nos fará sentir culpa e manterá a coisa toda indefinidamente. É esse ciclo de culpa e ataque que faz o mundo girar, não é o amor. Se alguém lhe diz que o amor faz o mundo girar, esse alguém não sabe grande coisa sobre o ego. O amor é do mundo de Deus e é possível refletir esse amor neste mundo. Todavia, neste mundo o amor não tem lugar. O que tem lugar é culpa e ataque, e é essa a dinâmica que está tão presente em nossas vidas, seja a nível individual, ou seja a nível coletivo.

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28 de março de 2012

Especial STUM: As cartas de Cristo III


É forte demais o chamado recebido, para não escutá-lo, afinal, estou totalmente a serviço do Universo e é minha tarefa escrever sobre o que tão claramente me é intuído, e não buscar simplesmente entre as muitas possibilidades de temas atuais, para somente vir a agradar o maior número de pessoas.
Sou lembrado de avisar mais uma vez que estamos aqui de passagem, mas não a passeio e nem de férias. É como que um chamado carinhoso, mas firme, de Pai pra filho, uma súplica para que este perceba a Verdade Universal da existência, libertando-se de tudo que o limita, bloqueia, restringe; um pedido claro para deixar para trás crenças e dogmas que nos foram transmitidos à exaustão sem que tivéssemos condições de contestar, de expressar a recusa proveniente de nossa Alma, de nossa percepção divina que pede para ser ouvida e seguida mais e mais, a cada escolha, a cada momento.

É uma sensação aconchegante de paz, libertação, proteção, de pertencimento, todas as vezes que entro na vibração que "As cartas de Cristo" me trouxeram e continuam me proporcionando. Difícil de explicar o que sentimos, pois muito depende de cada pessoa, do nível de consciência individual... dá vontade de chamar todos os amigos e contar-lhes a boa nova, que se trata realmente da mensagem do Mestre e Irmão, que sua energia cristalina emana de suas palavras canalizadas após 2000 anos, que é ele mesmo, o "filho do homem" que conseguiu a Iluminação e que andou pela Palestina pregando a Verdade e o Amor Incondicional, a nos trazer hoje Conhecimento puro, aquele que coincide com algo que no fundo V. sentia, com aquilo que é real, que persuade sua Alma. Nada de fé cega, de palavras ou conceitos que enganam, distorcem, manipulam, desvirtuam. Só harmonia, alegria, respeito e tantos outros sentimentos elevados, que nos permitem desfrutar do 'Reino dos Céus' aqui na Terra.

Bem, não estamos mais falando sobre religiões, auto-intituladas representantes exclusivas na Terra de um deus cruel e punitivo, entidades atravessadoras em sua maioria, que separam, exploram, provocam conflitos sangrentos, mantêm as massas na escuridão; milhões e milhões de pobres pecadores curvados, esmagados pelo sentimento de culpa e pela ignorância, desconhecedores da necessidade absoluta da evolução espiritual.
Felizmente, existe esperança de transformação para alcançar a felicidade plena...
Confira abaixo as palavras do Mestre.

- "Então você entra no "Estado de Ser" que é "dirigido por Deus". Isto é totalmente belo e glorioso. É amor, é generosidade, é cuidar dos demais como cuida de si mesmo, é não julgar, pois você aceita os outros tal como são, sabendo que também são filhos de "Deus" e que estão igualmente sob o cuidado do "Pai". É felicidade sem medida, impossível de descrever, é sentir alegria pela beleza do mundo, é vida sem limite e energia aumentada, é saúde e é a satisfação de cada uma de suas necessidades mesmo antes de tê-las".

Trata-se de resgatar de vez nossa linhagem divina, nosso poder inato e latente que ficou esmagado e congelado durante milênios de escuridão, negação e repressão e nos tornarmos finalmente seres despertos, com uma visão clara e completa das Leis da Existência que governam a natureza, a matéria, o Universo inteiro e tudo o que ele contém.

- "Em razão de que estas Leis são fundamentais para sua existência individualizada, é impossível evitá-las. Portanto, você não pode ignorar os problemas inerentes à sua existência individualizada e acreditar que "Deus" salvará você deles. Sua única esperança de finalmente escapar, de sair do círculo da experiência humana, é reconhecê-lo e admiti-lo e depois trabalhar minuto após minuto para transcendê-lo e por fim fundir-se e fazer-se "um", em pureza de mente, coração e ação, com a Consciência Universal Amorosa - o "Pai" que faz o TRABALHO AMOROSO.
Ao mesmo tempo, ao crescer no conhecimento da verdadeira NATUREZA do "Pai" "em seu interior, transcendendo você, e em tudo o que lhe rodeia", você chegará a possuir uma fé constante, à qual poderá recorrer em todas as circunstâncias para obter a inspiração, o poder e a elevação diretamente do "Pai" que está em seu interior e ao seu redor.
Você chegará a SABER que realmente é o "Pai" quem o apoia e o guia rumo ao Reino do "Pai Consciência Amorosa".
Você verá clara e abundantemente que, embora o "Pai" seja universal, ele também é individual para você. Ele o conhece e é consciente do seu pensamento e de seus problemas. No "Pai Consciência Amorosa" estão à sua espera soluções perfeitas para serem reconhecidas por você. Quando você reconhecê-las, for flexível e estiver disposto a escutar, estará livre da dor. Enquanto não estiver disposto a escutar, nunca receberá em plenitude o "Pai Consciência Amorosa".
(...) Vejo o duro esforço das pessoas, suas lágrimas e minha compaixão é sem limites. Você está sendo escutado, mas no contexto de sua consciência atual há pouco que eu possa fazer. Não posso liberá-lo das amarras e correntes de tantos anos de pensar e agir ignorantes. Vejo a dor que os sermões ignorantes perpetuam nas igrejas, nas celebrações e nos púlpitos. Vejo as nações e seus povos tentando resolver tenazmente as dificuldades que surgem dos valores, culturas e crenças religiosas tradicionais. Vejo as limitações em seu viver diário, a falta de satisfação de suas necessidades e de seus propósitos e o sofrimento que emana das relações de todo tipo.
A consciência coletiva que está emanando do mundo é um miasma de temores, ressentimentos, aborrecimentos e turbulência emocional de desejos apaixonados, vingança e esgotamento, entrelaçados com a compaixão, a determinação de elevar a consciência do mundo e o empenho na busca do amor incondicional daqueles que receberam inspiração e um grau de iluminação.
Aproximo-me das pessoas que me chamam e trabalho com elas para aliviar suas angústias, mas seu esquema mental e suas crenças estão tão fortemente gravadas em seus cérebros, que minha Verdade não pode alcançá-las para trazer novo conhecimento às suas mentes. Ainda que brevemente e de maneira imperfeita, muitas ouviram, faltou a elas, no entanto, a valentia para aceitar novas ideias e falar claramente. Além disso, não havia chegado o momento certo para atravessar as barreiras da consciência humana para ensiná-las.
Mas agora é o momento certo. Vocês entraram em uma nova distribuição de frequências vibratórias que permitirá mais facilmente elevarem-se acima da materialidade da era precedente. Esta afirmação pode parecer estranha, mas há uma reserva de conhecimento referente às energias que vocês ainda não começaram a entender. Neste momento, não há mente terrena capaz de compreender. Para vocês é possível apenas "imaginar" o espectro de energia, o que não é a verdade.
Assim, será de grande ajuda para você se puder aceitar minhas afirmações com confiança, porque elas são a verdade. Você está entrando em novas frequências de vibração pertencentes à "consciência humana", que permitirão que siga adiante no desenvolvimento espiritual/mental".

Sim, muito, muito mais precisa ser compreendido, absorvido, posto em prática, e ainda precisamos fazer com que muitas outras pessoas entrem em contato com a vibração das "Cartas". Sinto que o STUM é uma parte essencial neste aspecto, pelo menos no mundo de língua portuguesa. A percepção que bate agora é a de que precisamos da sua ajuda, prezado leitor/leitora, da sua participação, da sua atitude para expandir a consciência das pessoas que falam nossa língua, transformando-se em formador de opinião, em consulente para a libertação e iluminação de seus pares. Sinta que este movimento não tem cunho comercial, muito pelo contrário. No site abrimos um Blog em destaque na Home, que sugere uma aprazível leitura diária, permitindo ainda comentar o conteúdo relevante; no site da Editora do livro já há para download gra tuito muito material, sendo que a 4ª Carta já está para ser publicada. A leitura... é muito mais que isso; levei meses para assimilar o seu conteúdo e estou agora na segunda rodada. Sei que irá muito, muito longe o estudo e mais a prática no dia-a-dia.
É deveras completo, abrangente e transformador o que estamos todos recebendo pelas "Cartas", algo que está mudando totalmente a vida de quem percebe sua origem genuína e todo seu valor e que poderá também elevar sua consciência a níveis sublimes. Por gentileza, ajude, com total respeito e discernimento seu próximo; seja parte de uma corrente de conhecimento sem fim, sem preço, sem esperar nada em troca. Sua Alma agradece profundamente.

Se desejar adquirir o livro, acesse: www.cartasdecristobrasil.com.br

Em sintonia com o especial, sugiro assista a este curto (9 min) mas belíssimo vídeo.

Sim, somos um só!
Agradeço aqui os queridos e pacientes Guias e mais a turma toda que permite que o site exista: Rodolfo, Sandra, Teresa, Marcos, Anderson, Ian, Lidiane... e Você!

Namastê (O Deus que É em mim saúda o Deus que É em Você).
Sergio STUM

18 de março de 2012

E o sonho apenas se repete > Morte e Reencarnação...


Uma noite, eu estava em um shopping quando um jovem foi esfaqueado; o que era uma situação incomum para aquela área. Eu vi enquanto o homem veio correndo do estacionamento, cambaleou através de uma farmácia segurando sua garganta cortada, e depois caiu dentro do shopping, que estava cheio de consumidores passando através dele. O homem aterrorizado, então, virou de barriga para baixo e sangrou até a morte.

Não havia muito que eu ou qualquer outra pessoa pudéssemos ter feito pelo pobre garoto, que estava ferido além do que podia ser tratado. Eu ajudei a segurar a multidão para trás, e mantive as pessoas em movimento para que os paramédicos que atendiam a emergências, que chegaram rapidamente, pudessem fazer seu trabalho. Eu algumas vezes olhei de relance para o homem esfaqueado, e fiquei surpreso com a quantidade de sangue que um corpo humano podia conter. Conforme o homem estava morrendo, deitado no chão, a poça de sangue que estava jorrando da sua garganta envolveu completamente seu corpo, e estava formando um oval que se expandia ao redor dele. A multidão de pessoas passou silenciosamente como se estivesse vendo um caixão aberto em um funeral, emudecida pelo pensamento da morte que rodeou a todos nós.

Enquanto eu participava da cena assustadora, não me sentia como se estivesse realmente lá. Ao olhar para o corpo, disse mentalmente para o homem, “Isso não é você. Não pode ser você. Nós não somos isso. Nós somos o Cristo”. O corpo, o sangue, o pensamento da morte; nada disso parecia mais real do que um filme. Não é que eu tivesse me tornado incapaz de ficar chocado. Em um mau dia, eu ainda tinha minhas reações. Mas essa coleção particular de imagens me trouxe a ilusão do corpo, e de como era falsa a idéia de que qualquer um pudesse estar contido dentro de um recipiente tão frágil e temporário. A vida daquele jovem tinha coberto menos de um terço do caminho médio da jornada; todas as suas esperanças, sonhos, medos e alegrias tinham voltado para a mente ilusória de onde tinham vindo. Isso era algo que realmente podia ser citado como vida?

Mais tarde, perguntei ao Espírito Santo se pensar dessa forma era um tipo de negação. A resposta que veio a mim foi, sim, completamente – era uma negação do ego. Meus pensamentos naquela cena não me impediram de fazer tudo o que pude para ajudar, ou, como meus professores colocariam, as coisas que eu teria feito de qualquer maneira – exceto que, enquanto eu as fazia, minha mente estava sendo conduzida para longe do erro ao invés de em direção a ele.

Em dezembro de 2.000, enquanto eu estava contemplando o tema da morte, e também estava admirado com o espetáculo de uma eleição presidencial americana estar sendo decidida por uma determinação da Suprema Corte, ao invés de pela vontade dos votantes...

Eu tinha tido muitas experiências que me mostraram isso, mas essa foi a primeira vez em que uma artimanha do ego que deveria me convencer da realidade do corpo de outra pessoa foi usada pelo Espírito Santo para me ensinar o contrário... (Gary)

Pelo fato de você algumas vezes pensar em si mesmo como um especulador e capitalista, nós de vez em quando reservamos um tempo para conversar com você sobre dinheiro e política. Mas você realmente não é essas coisas, e não importa se você é preciso sobre os detalhes das suas mágoas no nível da forma. O que você está vendo não está realmente lá. Você criou tudo. Por tudo o que você sabe, você não tem qualquer razão lógica para estar projetando sua culpa inconsciente sobre os ricos, especialmente porque você não se preocupa em ser um deles. Isso significa que você tem uma oportunidade perfeita de perdoar a si mesmo, perdoando os outros. A verdade é que todas essas coisas são lições de perdão, e todas as lições de perdão são iguais – até sua morte, e incluindo-a também.

... Você tem algumas vezes demorado para aplicar o perdão que você aprendeu, se as circunstâncias forem especialmente difíceis para você. Depois que você perdoou, como sempre acaba fazendo no final, e como fez em alguns momentos, durante o fiasco das eleições, você se sentiu bem. Então, você tem a tendência de escorregar e se permitir fazer concessões em sua maneira de olhar para as coisas. Isso leva a uma perda temporária de paz. A miséria adora companhia, mas isso não significa que você tenha que aceitar o convite. Chegou o momento de você andar o tempo todo com a verdade. Nada de fazer concessões. Isso nos traz de volta ao assunto da conversa de hoje.
Você agora sabe, além de qualquer dúvida, que não é um corpo e que realmente não pode morrer, certo? (Arten)

“E a última a ser vencida será a morte”. (UCEM – MP – p. 69)

A morte é simbólica da sua separação ilusória de Deus. O que acontece quando alguém que você ama parece morrer? De repente, vocês estão separados. Você parece perdê-lo, exatamente como pareceu perder Deus. Mas isso não é verdade. Você realmente não pode perdê-lo mais do que pode perder Deus. Vocês são inseparáveis. Você chora quando um corpo que você ama parece morrer, mas, como o Curso ensina, é realmente da sua experiência de Deus e do Céu que você sente falta. (Pursah)

E quem poderia chorar exceto pela própria inocência? (Psicoterapia – pág. 18)

Eu chorei pelos meus pais, mas não importa por quem lamentemos, é realmente de nosso lar natural que nós sentimos falta, e nosso verdadeiro estado de Ser com Deus. Nós apenas não fazemos a conexão porque isso é inconsciente. (Gary)

Isso está certo. Você teve muitos pais e mães em suas muitas vidas, e muitas esposas/esposos e filhos. Muitos deles pareceram morrer enquanto você ainda estava em um corpo. É assim que funciona o mundo de sonho. Mas, isso é apenas um mundo de sonho, e você realmente está com Deus. O sistema de pensamento do Espírito Santo está despertando você; está a seu cargo fazer sua parte e se lembrar Dele e de seu sistema de pensamento nesse nível tão logo o tenha aprendido. (Pursah)

É por isso que, quando eu me lembro de que não deveria guardar quaisquer mágoas, eu não o faço. Não existe realmente nenhuma injustiça se eu criei tudo, e fiz isso por uma razão. Eu me sinto em paz quando me lembro disso, mas, então, eu me esqueço de fazer isso e sou sugado de volta para o ego. (Gary)

Sim. E aqui, você identificou um dos maiores problemas para todos os estudantes sérios do Curso. (Pursah)

Uma vez que você conheça e compreenda a verdade, ainda pode ser muito difícil de se lembrar dela quando acontece, especialmente quando isso tem a ver com algo que é importante para você. (Gary)

Precisamente. A vigilância pode ser difícil, entretanto, ela é imperativa. Você precisa encarregar a si mesmo de uma vez por todas de ser vigilante. É sua própria felicidade que é retardada quando você deixa de se lembrar da verdade que o Espírito Santo conserva para você... (Pursah)


Sim, você pode. Você pode fazê-lo apesar dos problemas que enfrenta, incluindo a morte daqueles que você ama, e a morte do seu próprio corpo, que, como já lhe dissemos, vai acontecer em um certo ponto do roteiro que já está determinado – por você. Por que se preocupar com isso? É apenas outra das suas oportunidades de perdão. Seja o que for que acontecer, a coisa mais esperta que você pode fazer é tirar vantagem disso por perdoá-lo – preferivelmente mais cedo do que mais tarde.

Você teme a morte conscientemente, e é atraído para ela inconscientemente. Você uma vez disse que isso era como uma mariposa em volta da chama. A atração da morte é o terceiro do que o Curso descreve como os quatro principais obstáculos à paz, e seu medo da morte está subordinado apenas ao seu medo errôneo de Deus. Você poderia dizer que o medo da morte é simbólico do medo de Deus, e, sem culpa em sua mente inconsciente, seria impossível para você temer qualquer um deles.

Você deveria olhar para a morte ilusória do seu corpo físico como o dia da formatura. Isso significa que você alcançou tudo o que deveria absorver dessa sala de aula particular, temporária. As lições foram aprendidas! Isso deveria ser uma celebração. Eu lhe garanto que vai ser muito divertido. Na maioria dos casos, se as pessoas soubessem como é libertar-se do corpo, elas não lamentariam os mortos – elas teriam inveja. O problema é que a diversão não permanece. Como já afirmamos, a culpa o alcança e faz com que você se esconda novamente em um corpo que funciona como uma proteção. Isso é apenas uma continuação do sonho do nascimento e da morte. (Pursah e Arten)

... Vocês falaram sobre reencarnação, mas eu compreendo agora que isso é só algo que parece acontecer; só estou sonhando que estou indo de um corpo para o próximo. (Gary)

Isso está certo. Em relação à reencarnação, realmente não importa qual é a crença pessoal de alguém sobre ela, desde que você perdoe. (Arten)

Tudo o que tem que ser reconhecido, entretanto, é que o nascimento não foi o início e a morte não é o fim. (UCEM – LT – pág. 63)

... a consciência, ainda que não seja um estado real, realmente continua depois da morte aparente do corpo. Quando você desperta totalmente do sonho, a consciência desaparece e você experimenta sua unicidade com Deus e com Toda a Criação. (Gary)

Tão certo quanto pode ser... Todos vão entrar novamente no Reino juntos porque, como já conversamos, o tempo é apenas uma ilusão. Não existe um longo período de espera entre estar iluminado e esperar que alguém mais se ilumine, porque a iluminação é um estado do Ser que está além dos confins do tempo e do espaço. A mente criou o tempo e o espaço e, portanto, precisa, por definição, realmente estar fora deles. (Pursah)

(trechos de O Desaparecimento do Universo)

Cuide bem de você...
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17 de março de 2012

...e realmente não existe ninguém lá fora. Existe apenas um ego, parecendo muitos...


“...e realmente não existe ninguém lá fora. Existe apenas um ego, parecendo muitos. Entre os aparentemente separados não existe crença na qual a concessão é mais avidamente aceita do que a crença no sonho da morte... (Pursah)

...Se a morte é real para o que quer que seja, não há vida. A morte nega a vida. Aqui não é possível nenhuma transigência. Ou existe um deus do medo, ou um Deus do Amor. O mundo tenta fazer mil transigências e tentará fazer outras mil, nenhuma pode ser aceitável para os professores de Deus, pois nenhuma seria aceitável para Deus. Ele não fez a morte porque Ele não fez o medo. Ambos são igualmente sem significado para Ele...

A “realidade” da morte está firmemente enraizada na crença segundo a qual o Filho de Deus é um corpo. E se Deus tivesse criado corpos, a morte certamente seria real. Mas Deus não seria amoroso. Não há nenhum ponto no qual o contraste entre a percepção do mundo real e a do mundo das ilusões se torne mais evidente. (UCEM – MP – págs. 68/69)

Mais uma vez, o mundo real é o que eu vou vernão com os olhos do meu corpo, mas com minha atitude – quando eu tiver perdoado completamente o mundo e não estiver mais projetando qualquer culpa inconsciente sobre ele. Isso também vai ter que significar que eu estou completamente perdoado, e que a percepção e o tempo estão chegando ao fim para mim.

Falando sobre a crença de que o Filho de Deus é um corpo, percebi nesse ano que os cientistas chamaram o mapa do genoma humano, que é o esquema completo do código genético humano, de “livro da vida”. Eles disseram que ele determina quem você é! (Gary)

Sim. Eles admiram a complexidade e a chamada beleza do corpo, e ignoram a mente que o dirige. Isso é como pensar que um computador, que não pode fazer nada, é importante, e que o programador, que diz a ele o que fazer, deveria ser ignorado. O ego venceu temporariamente.
Lembre-se, se algo ajudar os pesquisadores a descobrirem tratamentos para doenças que possam ajudar às pessoas, nós não nos oporemos a isso. Nós já indicamos que a maioria das mentes pode curar mais facilmente o corpo se existir um tratamento envolvido que a pessoa possa aceitar sem medo. Mas lembre-se de algo mais. Existem pessoas que têm todas as razões físicas para terem problemas cardíacos e doença de Alzheimer, cujas artérias estão todas entupidas, ou têm uma história familiar infeliz, e, entretanto, não têm quaisquer sintomas de doenças. É sempre a mente que decide se vai ficar doente ou não – e se vai sarar ou não.

“...sua vida e morte aparentes nesse mundo: (Pursah)

... Em qualquer estado à parte do Céu, a vida é ilusão. Na melhor das hipóteses, parece vida; na pior, parece morte. No entanto, os dois são julgamentos sobre o que não é vida, são iguais na sua falta de acuidade e de significado. A vida fora do Céu é impossível e o que não está no Céu não está em lugar nenhum. (UCEM – LT – ps. 526/527)

(trechos de: O Desaparecimento do Universo)
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E o Céu está aqui mesmo, dentro de cada um de nós... Lena Rodriguez
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14 de março de 2012

A plenitude está próxima, não longe

Há um mapa da consciência humana que é tido como verdadeiro em todas as tradições. Nesse mapa, um Deus eterno tem o papel de fonte da criação. Mesmo quando a palavra "Deus" não é usada, como acontece no budismo, há um estado sem divisão; ele é um todo; contém tudo de visível e invisível. O estado indivisível de Ser, então, divide a si mesmo entre os aspectos visíveis e invisíveis da criação. Fora de si mesma, a unidade cria o plural. Você pode imaginar o mapa como um círculo, com um ponto no centro. O ponto representa Deus como fonte, que é menor que a mais minúscula das partículas. O círculo também representa Deus, mas um Deus como o uni­verso manifesto, que é maior que a mais gigantesca das coisas.

Mas, para que o mapa tenha precisão, você precisa ver o círculo em constante expansão, como o universo após a grande explosão. Porém, ao contrário do cosmos físico, Deus se expande em velocidade infinita, em todas as direções, isso significa um potencial ilimitado do Ser, uma vez que este entra em criação. Até então, o mapa pode ser visto como esotérico, e muitas pessoas não veriam tanto valor prático nele. (Uma vez, uma mulher me disse que sentia repulsa pelas palavras "uno" e "todo", quando aplicadas a Deus. Para ela, essas pa­lavras eram como ser engolida por um mar vazio, um vácuo divino.) Nossas mentes não conseguem alcançar a expansão infinita em todas as direções. Mas torne o mapa pessoal. Veja sua fonte como um ponto, enquanto seu mundo inteiro é o círculo em expansão. Quanto mais você vê, entende e expe­rimenta, maior fica o círculo. No entanto, ele está sempre se expandindo a partir da fonte. Isso significa que a fonte nunca está longe. E uma constante.

Quando você tiver a experiência de ser a própria fonte e seu mundo, ao mesmo tempo, você se tornará pleno. A razão para que a fonte pareça estar longe é que você se identificou com todas as coisas separadas em seu mundo, negligenciando a origem criativa que torna tudo possível. (É como esquecer sua mãe enquanto está crescendo. Não há esquecimento que apague o fato de você ter tido uma mãe, que foi sua fonte.) Não é possível perder inteiramente a ligação com a fonte, porque ela é feita da sua consciência. Saber que está vivo significa que você está ligado à consciência. Isso faz a ligação parecer passiva, embora não seja. Por meio dessa ligação é que fluem todos os pensamentos que você já teve. Também há um lado silencioso da consciência que trabalha para mantê-lo vivo, fi­sicamente. Seu coração sabe o que seu fígado está fazendo, não em palavras, mas através das mensagens codificadas em substâncias químicas e sinais elétricos. Seu corpo requer uma infinidade de reações a serem coordenadas, dentre centenas de bilhões de células. Esse é um aspecto da consciência que nunca ganha voz, mas sua inteligência ultrapassa a de qual­quer gênio.

Gente comum se preocupa que Deus possa estar tão longe que Ele tenha se esquecido de nós, enquanto entusiastas reli­giosos crêem fervorosamente que Deus está perto em todos os momentos. As duas visões derivam da dualidade, já que perto é o oposto de longe. Mas imagine a cor azul. Antes de vê-la em sua mente, a cor estava perto ou longe de você? Diga a palavra "elefante" para si mesmo. Antes de surgir à mente, o seu vocabulário estava longe ou perto? Usamos a consciência por motivos individuais, a serviço do "eu e meu", porém, você pode se localizar no tempo e no espaço sem conseguir localizar sua consciência. Não há distância entre você e uma lembran­ça, você e o pensamento seguinte. Partindo da perspectiva da plenitude, já que tudo está sendo coordenado de uma só vez, a distância é irrelevante.

O que conduz a uma conclusão empolgante: seu potencial para a mudança também não está distante. Potencial é o mesmo que possibilidades não vistas. Ou você vê que algo é pos­sível, ou não vê. Portanto, o impossível é apenas outro nome para o que não é visto. Consequentemente, a sombra, que o faz enxergar um mundo limitado, temeroso e repleto de ameaças e possibilidades sombrias, está mascarando muitas possibilida­des não vistas, que poderiam saltar diante de seus olhos se você se expandisse além da sombra. Sem a expansão, você é forçado a ter uma visão limitada. Pense em uma forte dor de dente. A dor ocupa toda sua atenção; você não consegue pensar em mais nada. Se a raça humana estivesse em constante dor física, a consciência jamais seria expandida.

O medo é a dor antecipa­da, e tem o mesmo efeito de limitar a consciência.

No fim das contas, a plenitude é o mesmo que encontrar sua fonte.

Não há divisão na fonte. Você não tem que conquistar cada aspecto de si mesmo que esteja afetado pela escuridão (o que seria impos­sível, de qualquer jeito). Transforme-se no que realmente é e, desse momento em diante, a escuridão já não terá mais nada com que você se identifique.

Você está vivendo perto da fonte da consciência se as afirmações a seguir forem verdadeiras:

Está em paz.

Não pode ser abalado de seu centro.

Possui autoconhecimento.

Sente compaixão sem julgamento.

Vê a si mesmo como parte do todo.

Não está no mundo. O mundo está em você.

Ações espontaneamente o beneficiam.

Seus desejos se manifestam facilmente, sem desgaste nem esforço.

Pode executar ações intensas com desprendimento.

Não está visando nenhum resultado pessoal.

Sabe como se render.

A realidade de Deus é visível em toda parte.

A melhor época é o presente.

(parte de texto do livro: O Efeito Sombra)


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