15 de março de 2011

Kenneth Wapnick


Pergunta 24:
Um Curso em Milagres parece aludir à reencarnação. Se nós realmente não morremos, mas em vez disso apenas “abandonamos esse corpo”, nós retornamos em outro corpo ou continuamos nossas lições em outro nível?

R: Sim, no Curso, Jesus parece aludir à reencarnação. Mas, para entender o que ele está dizendo, e para nos dirigirmos à sua pergunta, precisamos nos lembrar de que no Curso, ele está sempre falando conosco no nível da mente, que é o único nível onde qualquer aprendizado verdadeiro acontece. E, especificamente, ele está falando àquela parte de nossas mentes que tem que escolher entre o ego e o Espírito Santo, entre o ódio e o amor, entre a morte e a vida.

Mas lembra-te de que a compreensão é da mente, e só da mente (T-15.VI.7:5).

Ele nos diz no Curso que essa “vida” é um sonho, que o mundo é uma ilusão, que o corpo não morre porque não vive (T-10.IV.C.5:2-5), e que nossa experiência do tempo é simplesmente uma parte dessa ilusão. Nosso “sonho” sempre e apenas reflete a escolha que nós fizemos ou pelo propósito do ego de reforçar nossa culpa e crença na separação, ou pelo propósito de perdão e de desfazer a crença na separação, do Espírito Santo. Portanto, a forma do sonho nunca importa, e, quando essa forma muda, o aprendizado, ou a escolha, continua na mente.

Então, quando estivermos lendo uma passagem que pareça implicar na reencarnação, poderíamos entendê-la não apenas no nível da nossa experiência dentro do sonho, mas também como a ideia de revisitar a ausência de perdão. Talvez seja útil pensar em sonhos “simultâneos”, ou usar o modelo de um holograma, onde o todo é encontrado em cada parte. Quando a mente “revisita” sonhos ou aspectos do holograma, isso poderia ser visto como experienciar diferentes “existências”.

Jesus nos diz no manual que uma crença no conceito da reencarnação não é um requisito para o seu Curso. De fato, ele diz que ela só é valiosa na extensão em que for “útil” ou um conforto para seus estudantes.

Em última instância, a reencarnação é impossível. Não há passado ou futuro e a ideia de nascimento em um corpo não tem significado nem uma, nem muitas vezes. A reencarnação, então, não pode ser verdadeira em nenhum sentido real (M-24.1:1-3).

A reencarnação não deveria, em nenhuma circunstância, ser o problema com o qual se deve lidar agora... No entanto, é certo que o caminho para a salvação pode ser achado por aqueles que acreditam na reencarnação e por aqueles que não acreditam. Por conseguinte, essa ideia não pode ser considerada essencial para o currículo. Há sempre algum risco em ver o presente em termos do passado. Sempre há algum bem em qualquer pensamento que reforce a ideia de que a vida e o corpo não são a mesma coisa (MP-24.2:1,5-8).

Quando podemos aceitar o fato de que o tempo não é linear, o conceito da reencarnação se torna sem significado. Mas, enquanto acreditarmos que somos indivíduos separados, as lições continuam em qualquer forma que possamos aceitar e entender, até que realmente aprendamos que nossa realidade é espírito e que sempre estivemos “... em casa em Deus, [apenas] sonhando com o exílio” (T-10.I.2:1). Nessa aceitação da Expiação para nós mesmos, todo o sonho termina.

Tradução: Eliane Oliveira - Grupo MERA. - Fonte

27 de fevereiro de 2011

Como o ego esconde a verdade?

"O ego tenta convencer-nos de que vivemos em um mundo onde a 'causa' de tudo o que acontece está localizada fora de nós. Nossas experiências, portanto, seriam apenas 'efeitos'. Nossa vida nada mais seria do que uma série de respostas a acontecimentos exteriores, como se não tivéssemos nenhum poder de escolha. Para nos persuadirmos de que a vida é realmente assim, precisaríamos apagar todas as evidências de que o mundo que vemos é determinado pelo nosso próprio sistema de crença e pelos pensamentos em nossa mente. Esse modo de pensar só poderá subsistir enquanto nos mantivermos apegados à idéia de que nada temos que ver com o fato de criar o mundo que vivenciamos. Insistimos na crença de que somos apenas um corpo, destinado a estar na Terra durante um breve período de tempo e depois morrer; insistimos na crença de que a morte é o fim da vida.

Quando vivemos de acordo com esse sistema de crenças baseado no medo, é freqüente nos sentirmos vítimas e buscarmos constantemente alguém a quem identificar como sendo o nosso inimigo. Esse sistema de crença parece estar nos dizendo que sempre haverá guerras, que o passado sempre irá predizer o futuro, que não podemos confiar no amor e que os outros, e até mesmo nós, fizemos coisas imperdoáveis. Esse sistema de crenças pretende fazer com que nos agarremos à idéia de que culpa e punição são coisas valiosas - o que não é verdade.

É da maior importância respeitar o poder dos nossos pensamentos. Afinal de contas, são eles que criam o nosso comportamento e que determinam a nossa maneira de ver o mundo e reagir a ele. De acordo com o sistema mental baseado no medo, não há problema se tivermos pensamentos agressivos, uma vez que só as ações agressivas causam dano às outras pessoas.

Uma outra maneira de olhar o mundo é acreditar que os nossos pensamentos podem ser tão prejudiciais quanto as nossas ações. O mundo que vemos começa a mudar quando abandonamos todos os nossos pensamentos agressivos e os substituímos por pensamentos amorosos".

Gerald Jampolsky

____

Lena Rodriguez
www.cuidebemdevoce.com

2 de fevereiro de 2011

Ho'oponopono e transmutação de formas - pensamento

Uma explicação de Anne Givaudan em seu livro: “Formas e Pensamentos”, de como atua em nosso campo físico energético e em nosso mundo, atingindo coletivamente, nossa maneira de pensar... Ho’oponopono = “corrigir o erro” ou “tornar certo”, é um processo simples, que através de nossa escolha podemos dar permissão para que essas formas pensamentos= memórias, possam ser limpas... Encontro nos florais as forças transmutadoras em forma de divinas gotas, que atuam nesses centros energéticos, restaurando, harmonizando, infundindo força e nos preenchendo de fé. Ambos, processo havaiano e florais se unem amorosamente para retornarmos à nossa natureza essencial.

Lena Rodriguez

Cuide Bem de Você!

*Negritos e sublinhados são meus


Como se cria uma forma-pensamento (FP) nos planos sutis antes de tomar forma no plano físico?

Para que tome vida uma FP é necessário que intervenham em sua formação dois centros energéticos. Um deles, o chacra frontal, intervém sempre. Este chacra tem a habilidade de criar imagens, isto é, de converter em imagens tanto as palavras como os objetos abstratos. É o centro da energia criadora, por excelência, o centro da materialização de nossos pensamentos nos planos sutis. Se está saudável, suas criações serão claras e sem distorções; em contrapartida, as imagens serão confusas, inclusive perturbadoras. O outro centro que intervém na criação de uma FP depende de qual seja a origem desta. Eu explico.


O centro energético que se ativa, depende da maneira em que a pessoa tenha visto, entendido ou compreendido o acontecimento em questão. Se, tratar-se de uma emoção intensa, será ativado o terceiro chacra (centro das emoções). Se entrar em jogo a mente, o quinto centro deslocará toda a sua energia. Se for um problema que afeta a sobrevivência ou aos impulsos primários, a roda que intervirá na formação de uma FP será a segunda (ou 2º. Chacra).


Alguns leitores pensarão, e com razão, que falta mencionar um plexo essencial. Exato, para o momento, o
chacra do coração não intervém nesse processo automático pela simples razão de que, na maioria de nós, não está muito ativo. Esse plexo é o centro do Amor. O que não significa que o Amor esteja situado em um lugar concreto, mas que uma das funções desse centro energético é a de servir de ponte entre os chacras inferiores e os superiores. É um ponto intermediário, a passagem entre o alto e o baixo, entre o mais e o menos. E proporciona assim, o mais belo que há em nós, a única via de transmutação possível: a alquimia do Amor.

Formas-pensamento e egrégoras


Cada vez que se(...), a energia vital sai de seu corpo e se une a uma força comum, a grande egrégora dos fracassos humanos, que envenenará um pouco mais a Terra e a você o restringirá, cada vez mais, em sua negatividade. Cada pensamento se desloca, como uma nota, ao longo de uma longitude de onda a partir da consciência mental purificada, que é como uma central energética. É muito importante compreender que o pensamento, essa nota, tem corpo realmente.


O que é uma egrégora? É antes de tudo, um motor, uma massa de energia formada pelos pensamentos de um mesmo tipo que circulam pela superfície da terra. Na verdade, uma egrégora não tem vida própria, se alimenta das FP das pessoas. Como já temos visto, durante a formação de uma egrégora, a FP entra em contato com uma espécie de depósito cujo conteúdo está em sintonia e descarrega sua energia em qualquer pessoa que tenha um nível vibratório análogo, sem se importar, absolutamente, com o tempo e a distância.


As egrégoras são depósitos de características diversas. Existem aquelas que estão relacionadas com a investigação, algumas têm a ver com a história ou com outras épocas ou acontecimentos. São como imensos depósitos dos quais podemos extrair uma parte do conteúdo, ainda de modo que de modo inconsciente e que nos utilizam como amplificadores de uma energia a qual, na realidade, nós demos vida um dia.


Formas – pensamento e responsabilidade


Tem chegado o momento de abordar o tema da responsabilidade que temos a respeito ao que ocorre no mundo. Porque, desde logo, a ação das FP, através das egrégoras que alimentam, nos vinculam com tudo o que ocorre nele; e, quando digo tudo, não se trata de uma figura literária. Nenhuma FP se perde no vazio, como tampouco se perde nenhum pensamento, por mais simples que seja.
Todos eles semeiam certas sementes e estimulam seu crescimento; e isso é algo que muitas vezes ignoramos. Uma guerra, onde quer que ela tenha lugar, está alimentada pela energia de guerra sem transformar o que existe em nós. Um ditador que exerce seu poder em um país qualquer, tem sido também posto ali por nós, pelo ditador que todos levamos dentro e que atua sempre que pode.

Sejamos honestos conosco e perguntemos: Quantas vezes ao dia ou na semana, damos mostras de intolerância, não somente para com os demais, mas também para conosco? Prestemos atenção a esses momentos em que exigimos dos demais, ou de nós mesmos, mais do que podem ou podemos oferecer. Quantas vezes somos demasiado duros e intransigentes conosco, somente para nos sentirmos valorizados, ou para que nos considerem indispensáveis, ou para que nos amem, simplesmente? Quantas vezes traímos a nós mesmos, ou traímos aos demais, impondo ou aceitando umas decisões que vão contra ao que desejamos em nosso profundo ser?


Todos os elementos que emitimos, até os mais simples, são transformados e reutilizados seguindo um esquema concreto, o qual tenho descrito anteriormente: cada uma de nossas ações é alimentada por uma egrégora, e cada um dos pensamentos que vivemos com emoção se une a uma egrégora que, por sua vez gera certas ações.


Formas-pensamento de LUZ


Uma FP integradora, de alegria, de amor puro, quer dizer, uma FP luminosa é extraordinariamente sutil. Ao longo de minhas viagens, tanto no plano físico como nos planos sutis, eu tenho encontrado com freqüência diante de grandes seres cercados de uma aura portadora de uma incrível energia de vida. Essa classe de aura não somente é emitida pelo
chacra do coração, mas também por todos os átomos de vida do ser que ama; e emite tal radiação que muito ilumina uma ampla zona e envolve aos presentes com uma energia tão delicada e amorosa, um alimento tão sem igual, que todos se sentem imantados por ele. Ao contrário do que ocorra com as FP obscuras, as FP luminosas não se estancam na aura. São tão voláteis, tão ligeiras e ativas que cercam ao seu criador de uma aura de prazer imenso. Sua pouca densidade e consistência física não as convertem em FP frágeis e indefesas, como pudera aparecer, mas que, pelo contrário, as fazem invulneráveis, a qualquer intento de manipulação. Nisto reside sua força. Não podem ser fago citadas pela obscuridade.

Na prática, é como se conectássemos a rádio. Quando sintonizamos exatamente com a freqüência de uma emissora, ouvimos a emissão com toda nitidez; em troca, se existe interferência entre diversas freqüências, só captamos ruído, é impossível saber o que se emite.


As FP funcionam da mesma maneira. Cada uma tem uma densidade e uma freqüência característica, de modo que só se sintonizam com as energias que vibram com uma freqüência análoga. Uma FP luminosa, não pode ser manipulada, mas pode atuar sobre outras FP de menor freqüência – de vibração mais lenta, como as que a anciã de luto emitia – facilitando a transmutação.


Se pensarmos em uma pessoa que necessita de nossa ajuda, em um filho que vai prestar um exame ou em uma amiga que está doente, emitimos uma FP portadora de nossa energia de amor. Ao chegar ao seu destino, varrerão (serão limpas), segundo sua força e precisão, as FP geradas pelo medo ou pela tristeza do receptor. Se as FP são puras e as enviamos como um verdadeiro ato de amor – sem nos considerarmos salvadores e sem tratar de obter nada em benefício próprio - se, além disso, são concretas e repetitivas, é muito provável que dissolva as FP obscuras que arrastam seu destinatário.


E, desse modo, o filho voltará a ter a confiança em si mesmo que tinha em princípio e a amiga enferma suportará com maior serenidade suas dificuldades.


Mas, você não tem que esperar que uma outra pessoa crie a FP de Luz e Amor em seu lugar.
Nada fará por nós o caminho que nos corresponde a nós mesmos fazer. O papel das FP consiste em nos conduzir novamente para a nossa essência e reavivar a lembrança do Grande Sol que nunca deixou de estar em nosso interior.

Não temos que esperar nada do que existe no exterior, porque
tudo está em nós. O amor não pode ser repartido, não o será nunca porque ele está aí, em todas as partes, ao nosso redor... Mas, temos esquecido isso, nada mais. É responsabilidade nossa levantar o véu que nos cobre os olhos, esses olhos que cremos ver muito longe, mas que, na verdade, não enxergam nada para além de um palmo de distância.

Estractos del libro “Formas-Pensamiento” - (autora: ANNE GIVAUDAN)- Tradução de Verônica D’Amore

Lena Rodriguez

WWW.CUIDEBEMDEVOCE.COM

27 de janeiro de 2011

Além da luz (Más allá de la luz)...

O filme do infinito potencial do ser humano e suas capacidades adormecidas...


16 de janeiro de 2011

Sinto muito... Cuidado que se faz necessário

Como diz meu amigo Al McAllister, é importante trazer de volta essa questão pelo cuidado que se faz necessário em função de eventos ocorrendo no no estado do Rio de Janeiro e em outros locais no mundo como a Austrália.

A nós, praticantes do processo Ho’oponopono, mais conscientes de nossa responsabilidade na limpeza, faz-se necessário estarmos presentes, despertos, atentos! Não se trata de sermos indiferentes ao sofrimento e sim termos o discernimento entre o que é compaixão verdadeira e compadecer, pois embora a "realidade", a mídia sabe como se impor. É sempre atual essas palavras de seu texto digitadas há algum tempo atrás:


"Sentir ou não sentir... muito.

O que acontece quando se diz "Sinto muito” repetidamente...?

O Unihipili (a Mente Subconsciente) entende tudo literalmente, portanto embora você conscientemente (através do Uhane - a Mente Consciente) entende que o “sinto muito” se refere ao fato que você constatou a interferência de memórias no comando – o seu Unihipili entende que você está sentindo muito o que está acontecendo – o problema, o cenário, e assim por diante - então ele faz com que os eventos em sua vida façam você sentir muito, com maior intensidade.

Utilizar o “Sinto muito” faz sentido e tem cabimento no início da prática do Ho'oponopono, quando estamos tão calejados pelo sofrimento, pelo padrão repetitivo de tempos, que precisamos realmente de um choque no sistema, de algo mais forte – a mexida que chamamos de quimicalização ou catarse, para acordarmos para assumir a responsabilidade por não permitir mais que esses programas continuem rodando em nossa mente. Mas uma vez que se passa por esse processo, é importante não continuar com o “sinto muito” – isso porque o Unihipili continuará no padrão “sentindo muito” e lhe atendendo (confirmando e gerando) no cenário atual.

O sentimento, a emoção, é o que sustenta, alimenta, mantém em pé os cenários! O Unihipili não entende de palavras, ele entende de sentimentos. Você pode bombardeá-lo de boas intenções, afirmações e pensamentos positivos, mas se lá no fundo houver um pingo de dúvida sobre o merecimento ou não do que você almeja - é esse sentimento de dúvida que prevalece, por ser mais forte, mais familiar, por ser o mais vivenciado. A sua vida move sempre na direção do seu pensamento dominante.

Se você pensa/vibra negatividade a maior parte do seu tempo, nada muda para melhor. As ferramentas e o poder estão em suas mãos (e mente) para você determinar pensamentos melhores, abrindo mão do que é tóxico e limitante. Se o que escrevi acima lhe faz sentido; pare de aplicar o "Sinto muito". Essa frase teve sua razão de ser no início da sua prática. "Me perdoe" faz parte da sua reconciliação com seu Unihipili. O "Sou grato" demonstra apreciação por ele e por tudo recebido, e o "Te amo" abrange tudo..."


Lena Rodriguez

CUIDE BEM DE VOCÊ !

25 de dezembro de 2010

A Água . . .

www.villadamore.com.br

*A água vai pelo caminho mais fácil

Os mestres dizem: "A água vai pelo caminho mais fácil". Quando vemos um filete de água no quintal ou o curso do rio numa paisagem, é fácil “entender" esta frase. Mas quantos de nós paramos para pensar sobre essa realidade antes de ter lido ou ouvido estas palavras? Que a água vai pelo caminho mais fácil é um fato tão natural e óbvio que não paramos para pensar sobre o que isso significa. Quando observamos nossos próprios comportamentos, temos impressão que gostamos de complicar tudo. Para os sábios orientais, qualquer coisa que exija esforço demais, não é natural. Ou as coisas acontecem naturalmente, sem desgastes, ou a pessoa está atrás de alguma coisa que não corresponde às possibilidades do momento. Se existe esforço excessivo a pessoa pode estar tomada pelo desejo e pela obstinação. E, muitas vezes, para conquistar o objeto de desejo, ela acaba tendo atitudes insensatas como ir pelo caminho de maior atrito e de maior dificuldade. Tudo funciona melhor quando existe afinidade entre os elementos. Numa relação afetiva, na amizade, nas parcerias de trabalho, na ascensão profissional, as coisas funcionam dessa forma. Quando uma pessoa gosta do do que faz, é mais fácil progredir. Não há esforço, tudo é gratificante. Quando as pessoas são afins, não há formalidades. As coisas fluem. Não é esforço nenhum para a água descer um terreno em declive e pelos caminhos abertos.

*A água não briga com os obstáculos

Quando a água encontra uma pedra pelo caminho, não fica histérica. Ela não fica lá, parada, dedo em riste, dando aulas de boas maneiras, nem xingando a mãe da pedra. Não vê vantagem nenhuma em perder tempo e energia por causa de um incidente tão sem importância. Existem inúmeras situações no cotidiano - quase todas - que são bobagens, simples pedras de rio. Acontecem muitos incidentes em casa, no trabalho, no trânsito, na escola, no hotel, no restaurante, no cinema, mas poucas situações merecem aborrecimento e atitudes drásticas. Em vez de pensar em coisas pequenas, é melhor nos concentrarmos em coisas importantes. A água do rio vai para o mar, para o grande. É para isso que ela está no fluxo. É isso que importa. O resto são percalços naturais do curso. Tanto quanto o rio tem o propósito de levar suas águas para o mar, nós também temos uma missão de vida a cumprir. Se ficarmos enroscados em cada um dos pequenos aborrecimentos do dia-a-dia, isso só vai envenenar nossa vida. Há um consumo grande de tempo e energia quando nos irritamos e brigamos com as pessoas. Não vale a pena. Se fluirmos como um rio, não haverá nenhum desperdício, nenhuma perda. Nenhuma pedra. Ao contrário, ao fluir, nos sentiremos gratificados e felizes por estar cada vez mais perto da nossa verdadeira natureza e da nossa missão. Sabedoria é agir com suavidade, com diplomacia e não brigar com os obstáculos.

*A água se acumula até achar a borda mais baixa

Ao deparar com um buraco, a água se precipita até o fundo. Se não encontrar saída, ela se acumula e preenche o fosso. À medida que se acumula o nível da água se eleva até encontrar uma borda baixa. Assim, ela sai do buraco e continua seu fluxo. Numa transposição dessa situação para a vida humana, podemos fazer muitas reflexões. A frase "Quando a água cai num fosso, ela se acumula até encontrar a borda mais baixa" pode ser reinterpretada da seguinte forma: "Quando uma pessoa sábia (água) depara-se com uma situação de dificuldade (fosso), ela se interioriza (acumula-se) até que naturalmente encontra a saída mais fácil (borda mais baixa)”. Numa a situação complicada em que não existe solução imediata, o sábio também se acumula, isto é, volta-se para dentro de si em busca de recursos interiores. Faz da adversidade uma oportunidade para ficar quieto, para meditar como está conduzindo seus ideais, quais são seus valores mais importantes e qual é o sentido da sua existência. A água não se agita no fundo do fosso. Ela não fica enlouquecida, não “sobe pelas paredes". Não é da sua natureza a água subir pelas paredes. Ela fica quieta, não gasta energia com nada, apenas se acumula tranqüilamente e espera que a situação apresente uma saída. A água sabe que tudo flui e que é preciso preencher as depressões que encontrar pelo caminho e seguir em frente. Enquanto estiver fluindo, nada barra seu curso. Quando o sábio observa o comportamento da água percebe que a calma e a confiança na vida são essenciais para se encontrar a saída mais fácil - e mais facilmente.

*O que mantém a vida da água é o fluxo

Os mestres taxistas perceberam que tudo na vida é fluxo, tal qual a água. Se a vida é mutação, ciclo e impermanência, então a vida só poderia ser fluxo. Ou ainda, a vida só se mantém por causa do fluxo. "Fluir" não quer dizer apenas "correr", "se deixar levar", "tocar em frente", "continuar a vida". Fluxo também é isso, mas é muito mais do que isso. Fluxo é entrar e sair. É circular, fazer um ciclo, beneficiar. É aproveitar o que é necessário e eliminar o que não serve mais. Como na digestão. A vida precisa fluir. Assim como a retenção de água no organismo causa problemas à saúde, a retenção de valores, idéias, conceitos, sentimentos negativos, apegos e ilusões, também fazem mal para nossa saúde psicológica. O fluxo é necessário não só para abrir espaço para o novo, mas também para que todas as coisas à nossa volta sejam beneficiadas. Permitir o fluxo é beneficiar. Impedir o fluxo é prejudicar, é sinal de egoísmo, de apego. Se represarmos um riacho para ter água apenas na nossa propriedade, prejudicaremos a vida de tudo e de todos que vivem rio abaixo. O fluxo da água ensina que precisamos ser desprendidos. Precisamos ter uma postura de desapego tanto para as coisas boas como a sorte e a riqueza, quanto para as coisas ruins como os ressentimentos e a tristeza. Porque tudo é mutável e impermanente. Porque tudo na vida, como a água, é fluxo.

*O oceano é grande porque fica no lugar mais baixo

Ao perceberem que o oceano é grande porque ocupa a posição mais baixa, os taxistas chegaram à conclusão que só é grande aquele que é humilde. A água não se esforça para ficar nos lugares mais altos.A água é o melhor exemplo do que significa servir. Ela irriga a terra, alimenta as plantas e os animais, serve de habitat para peixes e outras criaturas, embeleza os céus com as nuvens, serve como base líquida do sangue e das secreções. Tudo isto em silêncio, com humildade. A missão da água é servir. Assim como a água, os antigos sábios também se viam como canais, como veículos de transmissão da sabedoria que haviam aprendido com seus mestres e com a Natureza. Sabiam que eles eram apenas instrumentos da Natureza e que só existe uma única missão nesta vida: servir. Era nesta humildade que estava (e está) a grandeza dos sábios. Podemos trabalhar em qualquer atividade, mas a missão será sempre a mesma: servir. E servir significa beneficiar, usar nosso talento e nossos conhecimentos para colaborar para o desenvolvimento da humanidade. O tirano subjuga a população, o verdadeiro estadista serve ao povo. O arrogante é pequeno porque só quer vantagens pessoais, o sábio é grande porque é humilde e deseja o bem de todos. Esta é uma das mais belas lições morais que os chineses aprenderam com a água.

*Existe uma única água no mundo

A água que hoje alimenta e beneficia tudo o que existe na Terra é a mesma desde a sua formação. Ao beber um copo de água, não se bebe apenas água. Bebe-se todas as memórias da água e toda a história do planeta. A água que bebemos hoje já foi chuva, rio e oceano. Já foi gelo da Era Glacial, sangue do Homem de Neanderthal e lavou as mãos de Pôncio Pilatos. A percepção do ciclo da água levaram os chineses à idéia de unicidade,e, como conseqüência, a um sentimento de reverência. A água, para eles, não é só sábia, mas, especialmente, sagrada. Como tudo. Para os sábios, assim como a água é uma só, tudo no mundo é uma coisa só. E tudo é sagrado. A unicidade da água mostra que nada está isolado, nada está fora do todo e tudo forma uma única realidade. Nada é imprestável ou sem função. A nuvem, o rio, a neve, a transpiração, a lágrima, a chuva, todas as manifestações da água têm função. Em essência, nada e ninguém é melhor do que outra coisa ou outra pessoa. Tudo e todos merecem o mesmo respeito, a mesma reverência. A partir da unicidade, os sábios orientais desenvolveram o conceito de compaixão. A água nos mostra a ligação de todas as coisas, que todos os fenômenos são a manifestação de uma coisa só, de uma coisa que é sagrada,transcendente.

*Texto retirado do Livro: A Sabedoria da Natureza/Roberto Otsu


A filosofia oriental sempre me fascinou pela percepção que este povo antigo trás da observação da natureza... Povos ocidentais como os vermonteses, nesse imperdível livro, através do Dr. Jarvis notável e sensível médico, que também contribuiu deixando impresso sábias observações de um povo, em um contexto físico...

De todos os elementos, realmente a água, fluir como a água - não nadar, pois nadando estaríamos ego/memórias > lutando... Fluir é um estado de consciência desperta, onde aceitamos, confiamos e entregamos... Em outras palavras, também de sábias filosofias orientais, "fazemos sem fazer"... Quando pratico Ho'oponopono, faço sem fazer... Flúo com o momento, apenas pedindo a limpeza das memórias que me são apresentadas, flúo como a humildade da água, pois já não tenho a menor dúvida de que eu ego/Lena nada faz, porém o Amor que Ama em mim FAZ e de forma surpreendente, apenas deixar Deus fazer...

Posso assegurar que nos rendendo conta da simplicidade que está ao nosso dispor, nossa experiência humana no contexto como um todo, fica bem mais fácil, pois tudo é absolutamente simples e somente com a prática pode atestar!

Lena Rodriguez

WWW.CUIDEBEMDEVOCE.COM


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...