30 de abril de 2008

MEDITAÇÃO - O LIVRO DOS SEGREDOS

TÉCNICA DE ATENÇÃO

SUTRA

“Com atenção entre as sobrancelhas, deixe que a mente anteceda o pensamento. Permita que a forma seja preenchida pela essência da respiração até o alto da cabeça e daí se derrame como luz.”

Quando um dos grandes filósofos gregos, Pitágoras, chegou ao Egito para entrar em uma escola – uma escola secreta esotérica de misticismo, foi recusado. E Pitágoras foi uma das maiores mentes já produzidas. Ele não podia entender. Tentou se matricular muitas e muitas vezes, mas lhe disseram que, a menos que passasse por um certo treinamento de jejum e respiração, não poderia ser aceito na escola.

Conta-se que Pitágoras disse: “Eu vim para conhecer, não para qualquer tipo de disciplina”. Mas as autoridades da escola responderam: “Não lhe podemos dar o conhecimento a menos que você fique diferente. E, na verdade, não estamos absolutamente interessados no conhecimento. Estamos interessados na experiência real. E nenhum conhecimento é conhecimento a menos que seja vivido e experimentado. Por isso você terá de fazer um jejum de 40 dias, respirando continuamente de uma certa maneira, com uma certa consciência em determinados pontos”.

Não havia outra saída, assim Pitágoras teve de passar por esse treinamento. Depois de jejuar e respirar por 40 dias, conscientemente, atento, foi-lhe permitida a entrada para a escola. Conta-se que Pitágoras disse: “Vocês não estão dando permissão a Pitágoras. Sou um homem diferente. Nasci outra vez. E vocês estavam certos e eu errado, porque antes todo o meu ponto de vista era intelectual. Através dessa purificação, o centro do meu ser foi modificado. Do intelecto ele desceu para o coração. Agora posso sentir as coisas. Antes desse treinamento eu só podia entender através do intelecto, através da cabeça. Agora posso sentir. Agora a Verdade não é mais um conceito para mim, mas uma vida. Não vai ser uma filosofia, mas, em vez disso, uma experiência – existencial”.

Qual foi o treinamento pelo qual ele passou?... Foi-lhe dado no Egito, mas a técnica é indiana.

“Com atenção entre as sobrancelhas, deixe que a mente anteceda o pensamento. Permita que a forma seja preenchida pela essência da respiração até o alto da cabeça e daí se derrame como luz.”

Esta foi a técnica dada a Pitágoras. E Pitágoras foi com ela para a Grécia. E, na verdade, ele se tornou a fonte primeira, a origem de todo o misticismo no Ocidente. Ele é o pai de todo o misticismo no Ocidente.

Esta técnica é um dos métodos mais profundos. Tente entender isto: “Com atenção entre as sobrancelhas...”. A fisiologia moderna, a pesquisa científica, diz que, entre as duas sobrancelhas, fica uma glândula que é a parte mais misteriosa do corpo humano. Essa glândula chamada de pineal é o terceiro olho dos tibetanos – Shivanetra: olho de Shiva, do tantra. Entre os dois olhos, existe um terceiro olho, mas não está em funcionamento. Está aí, pode funcionar a qualquer momento. Mas, de forma natural, não está funcionando. Você tem de fazer alguma coisa a respeito para abri-lo. Ele não é cego. Está simplesmente fechado. Esta técnica é para abrir o terceiro olho.

“Com atenção entre as sobrancelhas...”. Feche seus olhos, depois focalize ambos os olhos exatamente no meio das duas sobrancelhas. Focalize exatamente no meio, de olhos fechados, como se você estivesse olhando com ambos os olhos. Dê atenção total a isso.

Este é um dos métodos mais simples para estar atento. Você não pode ficar atento tão facilmente a nenhuma outra parte do corpo. Essa glândula absorve a atenção como nenhuma outra. Se você coloca sua atenção nela, ambos os seus olhos ficam hipnotizados pelo terceiro olho. Eles se tornam fixos, não se podem mover. Se você tentar ficar atento a qualquer outra parte do corpo será muito difícil. O terceiro olho atrai a atenção, força-a. Ele a magnetiza. Por isso todos os métodos no mundo inteiro o têm usado. É o mais simples para treinar a atenção, porque não é só você que está tentando ficar atento: a própria glândula o auxilia; ela é magnética. Sua atenção é forçosamente trazida a ela. É absorvida.

Dizem nas antigas escrituras tântricas que a atenção é o alimento do terceiro olho. Ele está faminto; esteve faminto durante vidas e vidas. Se você presta atenção a ele, ele se torna vivo. Ele se torna vivo!É-lhe dado alimento. E, uma vez que você saiba que a atenção é o alimento, uma vez que você sinta que sua atenção é magneticamente drenada, atraída, puxada pela própria glândula, o estar atento não é mais uma coisa difícil. A pessoa tem apenas de saber o ponto certo.

“Com atenção entre as sobrancelhas, deixe que a mente anteceda o pensamento...” Se essa atenção estiver presente, pela primeira vez você experimentará um fenômeno estranho. Pela primeira vez sentirá os pensamentos passando diante de você; você se tornará a testemunha. É exatamente como uma tela de cinema, os pensamentos estão passando e você é uma testemunha. Uma vez que sua atenção está focalizada no centro do terceiro olho, você se torna imediatamente a testemunha dos pensamentos.

Comumente você não é a testemunha: você está identificado com os pensamentos. Se a raiva está presente, você se torna a raiva. Se um pensamento se move, você não é a testemunha: você se unifica ao pensamento, toma a forma do pensamento. Quando o sexo está presente, você se torna o sexo, quando é a raiva, você se torna a raiva, quando é a ambição, você se torna a ambição. Qualquer pensamento que se mova se torna identificado com você. Você não tem intervalo algum entre você mesmo e o pensamento.

Mas, focalizado no terceiro olho, subitamente você se torna uma testemunha. A través do terceiro olho, você se torna a testemunha. Através do terceiro olho, você pode ver os pensamentos passando como nuvens no céu ou gente andando pela rua.

Você está sentado perto da sua janela olhando para o céu ou para as pessoas na rua: você não está identificado. Você está à parte, é um observador na colina – indiferente. Agora, se a raiva está presente, você pode olhar para ela como um objeto. Agora você não sente que VOCÊ é a raiva. Você se sente cercado por ela: uma nuvem de raiva o envolveu. Mas você não é a raiva – e, se você não é a raiva, ela se torna impotente. Não pode afeta-lo; você permanece intocável. A raiva chegará e sairá e você permanecerá centrado em si mesmo ...é a técnica do encontro com a testemunha.

“Com atenção entre as sobrancelhas, deixe que a mente anteceda o pensamento.” Agora olhe para seus pensamentos, encontre-se com eles. “Permita que a forma seja preenchida pela essência da respiração até o alto da cabeça e daí se derrame como luz.” Quando a atenção está focalizada no centro do terceiro olho, entre as sobrancelhas, duas coisas acontecem. Uma é que subitamente você se torna uma testemunha. Isso pode acontecer de duas maneiras. Você se torna uma testemunha e fica centrado no terceiro olho.

Tente ser uma testemunha. O que quer que esteja acontecendo, tente ser uma testemunha. Você está doente, com o corpo dolorido, está miserável e sofre, seja o que for: seja uma testemunha disso. O que quer que esteja acontecendo, não se identifique com isso. Seja uma testemunha – um observador. Então, se o testemunhar se tornar possível, você estará focalizado no terceiro olho.

Em segundo lugar, também pode acontecer o inverso. Se você estiver focalizado no terceiro olho, você se tornará uma testemunha. Estas duas coisas são partes de uma coisa só. Por isso, a primeira: por estar centralizado no terceiro olho, acontecerá o despertar do Eu testemunha. Agora você poderá se encontrar com seus pensamentos. Esta será a primeira coisa. E a segunda será que agora você pode sentir a vibração sutil, delicada, da respiração. Pode sentir a forma da respiração, a própria essência da respiração.

Primeiro tente entender o que se quer dizer com “a forma” e “essência da respiração”. Quando você está respirando, não estyá respirando apenas ar. A ciência diz que você está respirando ar – apenas oxigênio, hidrogênio e outros gazes em suas formas combinadas de ar. Eles dizem que você está respirando “ar”! Mas o tantra diz que o ar é apenas o veículo, não a coisa real. Você está respirando “prana” – vitalidade. O ar é apenas o meio, prana é o conteúdo. Você respira prana – não apenas ar.

A ciência moderna ainda não foi capaz de descobrir se existe algo como o prana. Mas alguns pesquisadores sentiram algo misterioso. A respiração não é simplesmente ar. Isso foi percebido por muitos pesquisadores modernos também. Particularmente um nome deve ser mencionado – Wilhelm Reich, um psicólogo alemão que o chamou de “Energia orgone”. É o mesmo que prana. Ele diz que, enquanto você respira, o ar é apenas o continente e que existe um conteúdo misterioso que pode ser chamado de “orgone” ou “prana” ou ainda “élan vital”. Mas isso é muito sutil. Na verdade, não é material. O ar é uma coisa material: o continente é material. Mas alguma coisa sutil, não material, está-se movendo através dele.

Os efeitos disso podem ser sentidos. Quando você estiver com uma pessoa muito vital, sentirá uma certa vitalidade surgindo dentro de você. Se estiver com alguém muito doente, se sentirá sugado, como se alguma coisa lhe tivesse sido tirado. Quando você vai para um hospital, por que se sente tão cansado? Você está sendo sugado de todos os lados. A atmosfera toda do hospital é doente, e todo mundo ali precisa de mais élan vital, de mais prana. Por isso, se você está lá, seu prana começa a sair de você. Por que, à vezes, você se sente sufocado quando está no meio de uma multidão? Porque seu prana está sendo sugado. Quando você está sozinho, sob o céu, de manhã, embaixo das árvores, sente subitamente uma vitalidade em você – o prana. Cada um precisa de um espaço particular. Se esse espaço não é concedido, seu prana é sugado.

Wilhelm Reich fez muitas experiências, mas pensaram que ele estivesse louco. A ciência tem suas próprias superstições, e a ciência é algo muito ortodoxo. A ciência ainda não pode sentir que existe algo mais do que ar, mas a ídia tem feito experiências com isso há séculos.

Você já deve ter ouvido falar ou mesmo deve ter visto alguém entrando em Samadhi (Consciência Cósmica) – num Samadhi subterrâneo – durante dias, sem entrada do ar. Um homem entrou em Samadhi subterrâneo no Egito, em 1880, por 40 anos. Todos aqueles que o entrerraram morreram, pois ele saiu de seu Samadhi em 1920, ninguém acdreditava que poderiam encontra-lo vivo, mas ele o foi. E ainda viveu por mais 10 anos. Tornara-se completamente pálido, mas estava vivo. E não havia possibilidade de o ar chegar até ele.

Foi interpelado pelos médicos e por outras pessoas. “Qual o segredo disso?” Ele respondeu: “Nós não sabemos. Sabemos apenas isto: que o prana pode entrar e fluir em qualquer lugar”. O ar pode não penetrar, mas o prana pode. Uma vez que você sabe que pode aspirar o prana diretamente, sem o continente, então pode entrar em Samadhi até mesmo por séculos.

Está focalizado no terceiro olho, subitamente você pode observar a própria essência da respiração – não a respiração, mas a própria essência da respiração, o prana. E, se puder obeservar a essência da respiração, o prana, estará lá no ponto de onde o salto, a passagem acontece.

O sutra diz: “Permita que a forma seja preenchida pela essência da respiração até o alto da cabeça...” E, quando você chegar a sentir a essência da respiração, o prana, imagine apenas que sua cabeça foi preenchida por ela. Apenas imagine. Não é necessário nenhum esforço. Vou explicar-lhe como funciona a imaginação. Quando você está focalizado no centro do terceiro olho, basta imaginar e a coisa acontece – simplesmente isso.

Neste momento, sua imaginação é simplesmente importante. Você continua imaginando e nada acontece. Mas algumas vezes, sem saber, na vida comum também, as coisas acontecem. Você está pensando em seu amigo e, de repente, batem à porta. Você diz que é uma coincidência seu amigo ter vindo. Algumas vezes sua imaginação funciona exatamente como uma coincidência. Mas sempre que isso acontecer agora, tente lembrar-se de analisar a coisa toda. Sempre que acontecer de você sentir que sua imaginação se torna real, concentre-se e observe. E, algum momento, sua atenção deve ter estado perto do terceiro olho. Sempre que acontece essa coincidência, não é uma coincidência. Parece ser porque você não conhece a ciência secreta. Sua mente deve ter-se dirigido, sem perceber, para perto do centro do terceiro olho. Se sua atenção está no terceiro olho, só a imaginação é suficiente para criar qualquer fenômeno.


Este sutra diz que, quando você estiver focalizado no ponto entre as sobrancelhas e puder sentir a própria essência da respiração, “permite que a forma seja preenchida”. Agora imagine que esta essência está preenchendo toda a sua cabeça – especialmente o alto da cabeça, o Sahasrar (o centro psíquico mais alto). No momento em que você imaginar, ele será preenchido. “E daí (do alto da cabeça) se derrame como luz”. Essa essência do prana está se espalhando como luz a partir do alto da sua cabeça. E ela começará a se derramar e sob essa chuva de luz, você ficará refeito, renascido, completamente novo. Isso é o que significa renascimento interno.

Assim, duas coisas: primeiro, focalizada no terceiro olho, sua imaginação se torna potente, poderosa. Por isso é que tem havido tanta insistência quanto à pureza: antes de inciar estas práticas, esteja puro. Para o tantra, a pureza não é um conceito moral. A pureza é significativa – porque, se você estiver focalizado no terceiro olho e sua mente estiver impura, sua imaginação poderá se tornar perigosa: perigosa para você, perigosa para os outros. Se você estiver pensando em matar alguém, se essa idéia estiver na sua mente, bastará a imaginação para matar o homem. Daí tanta insistência no estar puro primeiro.

Disseram a Pitágoras para jejuar, para respirar de um determinado modo – desse modo, porque aqui a pessoa está viajando numa terra muito perigosa: porque, onde quer que haja poder, há perigo. E se a mente estiver impura quando você adquirir poderes seus pensamentos impuros tomarão conta dela imediatamente.

Muitas vezes você já se imaginou matando, mas, felizmente, a imaginação não pode funcionar. Se pudesse, se fosse materializado imediatamente, então isso seria perigoso – não somente para os outros, mas para você também, porque muitas vezes você pensou em se suicidar. Se a mente estiver focalizada no terceiro olho, bastará pensar em suicídio e isso se tornará suicídio. Você não terá tempo para mudar. Imediatamente acontecerá.

Você já deve ter observado alguém sendo hipnotizado. Quando alguém está hipnotizado, o hipnotizador pode dizer qualquer coisa que a pessoa hipnotizada obedece imediatamente. Por mais absurda que seja a ordem, por mais irracional ou até mesmo impossível, a pessoa hipnotizada obedece. Que está acontecendo? Está técnica está na base de todo o hipnotismo. Quando alguém está sendo hipnotizado, mandam que ele focalize seus olhos em um ponto particular – em alguma luz, algum ponto na parede, ou nos olhos do hipnotizador.

Quando você focacaliza seus olhos em um ponto particular, dentro de três minutos sua atenção interna começa a fluir em direção ao terceiro olho. E, no momento em que sua atenção interna começa a fluir em direção ao terceiro olho, seu rosto começa a mudar. E o hipnotizador sabe quando seu rosto começa a mudar. Subitamente seu rosto perde toda a vitalidade. Torna-se morto, como que profundamente adormecido. Imediatamente o hipnotizador sabe quando seu rosto perde o brilho, a vivacidade. Isso significa que agora sua atenção está sendo sugada pelo centro do terceiro olho. Seu rosto se torna morto; toda a energia está indo em direção ao centro do terceiro olho.(...)

Isso acontece por causa do terceiro olho. Nele a imaginação e a concretização não são duas coisas. A imaginação é o fato. Imagine e será assim. Não existe nenhum intervalo entre o sonho e a realidade. NÃO existe separação entre o sonho e a realidade! Sonhe e o sonho se tornará real! Por isso é que Shankara disse que este mundo todo nada mais é do que o sonho do Divino! – Isso porque o Divino está centralizado no terceiro olho – sempre, eternamente. Assim, qualquer coisa que o Divino sonhe se torna real. Se você também estiver centrado no terceiro olho, qualquer coisa que você sonhe se tornará real.

Sariputta veio a Buda. Meditou profundamente e então muitas coisas, muitas visões, começaram a surgir, como acontece com qualquer um que entre em profunda meditação. Ele começou a ver céus, começou a ver infernos, começou a ver anjos, deuses, demônios. E eles eram concretos, tão reais que ele veio correndo até Buda para lhe contar que havia tido tais e tais visões. Mas Buda lhe disse: “Não é nada – apenas sonhos. Apenas sonhos”. Mas Sariputta disse: “Eles são tão reais. Como posso dizer que são sonhos? Quando vejo uma flor em minha visão ela é mais real do que qualquer flor do mundo. A fragância está presente, posso toca-la. Quando eu vejo”, disse a Buda, “não é tão real. Aquela flor é mais real do que sua presença aqui diante de mim; assim, como posso diferenciar o que é real e o que é sonho?” Buda respondeu: “Agora que você está centrado no terceiro olho, o sonho e a realidade são um só. O que quer que você sonhe se tornará real e vice-versa”.

Para quem está centrado no terceiro olho, os sonhos se tornam reais e toda realidade se torna apenas um sonho, porque, quando seu sonho pode se tornar real, você sabe que não existe nenhuma diferença básica entre o sonho e a realidade. Assim, quando Shankara diz que este mundo inteiro é apenas maya, um sonho do Divino, não é uma proposição teórica, não é uma declaração filosófica. Na verdade, é uma experiência íntima de alguém que está focalizado no terceiro olho.

Quando você estiver focalizado no terceiro olho, imagine apenas que a essência do prana está se derramando a partir do alto da cabeça, assim como se você estivesse embaixo de uma árvore e as flores estivessem caindo, ou como se estivesse sob o céu e, de repente, uma nuvem começasse a chover, ou como se estivesse sentado, na manhã, e o sol nascesse e os raios dele se derramassem. Imagine e imediatamente acontecerá um derramar – uma chuva de luz vinda o alto da cabeça. Esta chuva o refaz, dá-lhe um novo nascimento. Você renasce...


Texto do livro: O Livro dos Segredos – Bhagwan Shree Rajneesh (Osho) - Maha Lakshmi Editora.

OBS: Releia aqui também (relacionado com o assunto em pauta) no Blog > O SEGREDO DA FLOR DOURADA: http://desenvolvendoaconsciencia.blogspot.com/2008/02/o-segredo-da-flor-dourada.html






28 de abril de 2008

NOSSA FUNÇÃO DE PERDOAR

NOSSA FUNÇÃO DE PERDOAR



Nossa função na terra é somente o perdão, pois através dele somos conduzidos para fora do inferno e aprendemos a função específica que Deus nos atribuiu, ao nos darmos conta de que nós temos tudo o que necessitamos. Dessa maneira nos livramos de nosso medo e culpa para fazer o trabalho específico em favor do Reino e para receber seu presente da paz.

O perdão requer uma mudança na perspective de como nós vemos o mundo da ilusão. Enquanto nós o virmos como um lugar onde nós encontramos prazer e tentarmos evitar a dor, nós seremos dependentes do que está fora: amaremos o que nos satisfaça e odiaremos o que criamos porque pode nos machucar. Em uma percepção assim a Paz é impossível, então o prazer ou a dor do mundo somente podem causar o conflito: se nós pensarmos que algo pode nos dar prazer, também pensaremos que pode nos causar dor. Dessa maneira, uma ambivalência inerente se incorpora a todas as coisas do mundo e o amor incondicional e permanente se faz impossível. O mundo se separa em dois campos e a criação única de Deus é negada.

O prazer e a dor, conseqüentemente, não representam uma alternativa verdadeira desde representam uma escolha entre ilusões, que concede ao mundo um significado que ele não tem. Retornar à casa de Deus é seu único significado. Ele é imutável, mas nossas percepções e necessidades sempre mudam. Um dia somos atraídos por esta pessoa, objeto ou devoção e não dia seguinte nossas preferências mudam a algo diferente. Todas estas não são do que "míseras e insensatas substituições (da verdade), tocadas pela loucura e rodopiam numa seqüência louca como plumas dançando de forma insana a mercê do vento… Elas fundem-se, misturam-se e separam-se em padrões deslocáveis totalmente sem significado..." (T-18.I.7:6-7).

Isto não significa que se deva viver sem necessidades nem preferências. Nós não viveríamos aqui no corpo se isto fosse assim. Não obstante, quando nós pomos nossas vidas sob o direção do Espírito Santo, Ele nos ajuda a reconhecer onde estão nossas verdadeiras necessidades. Ele usa tudo o que é original em nós – nossas virtudes assim como nossos defeitos para nos ensinar suas lições. O plano de sua lição é gradual e benevolente, e nunca nos pede que renunciemos a absolutamente a qualquer coisa. O curso diz de si mesmo: "Esse curso não requer quase nada de ti. É impossível imaginar outro que peça tão pouco ou que possa oferecer mais." (T-20.VII.1:7-8).

O Espírito Santo simplesmente nos pede que prestemos atenção às nossas preferências, de modo que Ele possa nos ensinar a diferença entre o que verdadeiramente nos faz felizes e infelizes e que escolhamos novamente o que realmente preferimos. O Curso nos diz: "Não podes reconhecer o que é doloroso, da mesma maneira que tampouco sabes o que é feliz, e, de fato, és muito propenso a confundir ambas as coisas. A função primordial do Espírito Santo é ensinar-te a distinguir entre uma e outra." (T-7.X.3:4-5).

Uma vez que experimentamos que é nossa escolha abandonar nosso investimento nas coisas mundanas, esperando que nos tragam a salvação ou a felicidade, o ressentimento e a sensação de perda ou de sacrifício se fazem impossíveis. Quando finalmente nos damos conta de tudo o que Deus nos deu, "E irás pensar, em feliz espanto, que por tudo isso a nada renunciaste!" (T-16.VI.11:4). O caminho para Deus tem por destino ser um caminho feliz, devido Àquele para Quem nos conduz, pois quando nosso desejo se harmoniza com o do Espírito Santo, só felicidade e paz podem resultar. Nessa união de vontades, se desfaz o ego e desaparecem seus aparentes presentes, eclipsados pelo presente único de Deus.

O propósito do perdão é ajudamos a alcançar a percepção unificada de que este mundo não tem nada para oferecer porque aqui nada é duradouro e "não podemos levar nada conosco".

Só Deus permanece e, conseqüentemente, o valor real das coisas mundanas reside na ajuda para aprender esta lição que o curso nos ensina: a intenção do mundo é ensinar-nos que o mundo não existe. As coisas do mundo, por si mesmas, não são boas nem más. É o propósito que lhes damos o que determina seu valor. O verdadeiro prazer provém do cumprimento desta função, ao fazer a Vontade de Deus no contexto de nossas vidas diárias. A dor é o resultado da função não cumprida, da negação das lições de perdão do Espírito Santo. Sem que tenhamos presente esta perspectiva maior, nos encontraremos de volta à experiência de necessidades que não foram satisfeitas no passado ou no presente.

Aprendemos a lição de perdão do Espírito Santo através de nossas relações e situações de vida. Pessoas difíceis que conhecemos, as provas pelas quais passamos, os sofrimentos que experimentamos – todos têm o mesmo propósito básico de nos dar a oportunidade de olhar pela visão misericordiosa do Espírito Santo em vez dos olhos reforçadores de culpa do ego, para perdoar aos demais e a nós mesmos. Isto não significa que neguemos que no mundo ocorrem coisas que não deveriam ocorrer, mas simplesmente acontece que há outra maneira de vê-las que nos produz a liberação última de todo sofrimento: a profunda fé na Presença constante de Deus que vive em nossos corações e que transforma a dor em felicidade. Como afirma o Curso: "Nenhuma forma de sacrifício e sofrimento pode durar muito tempo diante da face daquele que perdoou e abençoou a si mesmo." (L-pI.187.8:6).

Posto que há um só problema, só há uma solução. O perdão corrige a culpa e fazer isto, verdadeiramente é fazer isto sempre. Ao fracassar em perdoar, nós nos condenamos a um círculo aparentemente interminável, no qual o passado se repete no presente, o que Freud chamou de repetição-compulsão. As lições que fracassamos em aprender em certo período de nossas vidas se apresentam de novo e nos oferecem oportunidades que se repetem até que se aprenda a lição.

Esta não é a idéia cruel de uma piada do Espírito Santo, mas Sua forma amorosa de nos ajudar a atravessar por um problema de culpa que de outro modo não poderíamos ter atravessado. Se escolhemos ver a lição como uma carga adicional e uma maldição, permaneceremos condenados pela culpa que é reforçada por projetar a culpa sobre os demais. Quando nos decidimos a aprender as lições e escolhemos perdoar, correspondentemente perdoamos a todos os que não perdoamos no passado.

Resumindo, solucionar um problema através do perdão é um processo de reconhecer em primeiro lugar que os demais não são responsáveis por nossa infelicidade e em segundo lugar, que todas as nossas necessidades e carências foram satisfeitas e só esperam por nossa aceitação. "Que eu reconheça que meus problemas já foram resolvidos." (L-pl.80). Além de nossa culpa está a abundância e a plenitude de Deus. Nossa decisão de querer unicamente essa abundância para nós mesmos e para todos os demais é a decisão de perdoar. É uma decisão que permite ao Espírito Santo nos ajudar a cumprir a única função que em verdade temos, pois é a única função dada por Deus e a que faz possível a todas as demais. Unicamente aqui se encontra o verdadeiro prazer; pois só na paz de Deus encontramos descanso para nossas almas.

A decisão de permitir que o Espírito Santo tome nossas decisões por nós mesmos é ofensiva só para o ego, e este nos acusaria de acomodação ou passividade neurótica. Não obstante, nossa passividade está simplesmente em deixar para trás o nosso ego de modo que o ímpeto para nossa vida proceda de Deus. Energizados por Seu Poder, saímos pelo mundo para realizar a obra do Espírito Santo, ao tê-lo como guia, em lugar do ego, nos tornamos passivos aos caprichos do ego, porém ativos à Vontade de Deus. Isto nos assegura que Sua Vontade se faz em nossos corações e através de todo o mundo, de maneira que todos encontram a paz em meio da guerra, unidade na discordância e amor diante do ódio.

O Espírito Santo nos pede que vejamos todas as coisas como lições de perdão que Deus quer que aprendamos. Assim, percorremos o mundo em Espírito de gratidão pelas oportunidades que nos são oferecidas para nos liberarmos da culpa. Cada situação pode nos ensinar isto, desde que permaneçamos receptivos a aceitar sua dádiva. O que pedimos nos é concedido. Se nos somamos a um mundo de medo e vemos ali o medo que se oculta em nossos corações, é este medo o que receberemos. Se em troca oferecemos perdão ao mundo, ao ver em todo ataque um desesperado grito de ajuda, será nosso próprio perdão o que encontraremos.

As prisões de culpa e medo que estabelecemos para nós mesmos e para os demais, quando as entregamos ao Espírito Santo, se transformam em santuários de perdão. Aí se desfazem nossos "pecados secretos e ódios ocultos" ao vê-los nos outros e logo os abandonamos, trazendo afinal a paz a todos aqueles que "perambulam pelo mundo, solitários, inseguros e presos pelo medo" (T-31.VIII.9:2; T-31.VIII.7:1). Nós vagamos entre eles, e assim somos trazidos uma e outra vez a este santo recinto por Ele Mesmo Santíssimo, de modo que possamos escolher reconhecer em cada um a santidade que nós esquecemos e que agora nosso perdão nos lembra.

Não devemos nos sentir agradecidos, então, pelo que antes nos parecia uma maldição do infortúnio? Não devemos permitir que o cântico de gratidão preencha nosso coração, porque o Céu não nos deixou sozinhos em nossa prisão de medo, mas ali se uniu a nós para que todas as criaturas de Deus sejam livres? E não devemos despertar a cada manhã com esta oração de agradecimento em nossos lábios, agradecendo a Deus as oportunidades que Ele nos trará?

"Pai, ajuda-me neste dia a ver só a Tua Vontade em todo aquele que encontre;
que eu possa ensinar a única lição que Tu queres que eu aprenda: que todos os meus pecados foram perdoados porque eu os perdoei em todos os irmãos e irmãs que Tu me enviaste. Ajuda-me a não ser tentado pelo medo, a odiar ou a condenar; que permita que só o perdão se ponha nos meus olhos, de modo que possa ver seu amor em todo aquele que encontre hoje e que sei que também está em mim."



Extraído do livro "O perdão e Jesus: O ponto de encontro entre Um Curso em Milagres e o Cristianismo", de Kenneth Wapnick, Ph.D., Cap. 5, Nossa função de perdoar, pg 167/168


27 de abril de 2008

O CAMINHO MAIS FÁCIL – HO’OPONOPONO

O CAMINHO MAIS FÁCIL – HO’OPONOPONO
(A CURA HAWAIANA)


Desde pequena sabia que era portadora de um segredo, sabia que obteria tudo que desejasse. Mas tinha a crença de que teria que trabalhar muito para conseguir, que tudo teria um preço, e esse preço seria muito caro.

Logo consegui tudo o que alguém poderia desejar materialmente e emocionalmente falando: casa e carros novos, dinheiro para viagens, compras, um marido que me adorava e dois filhos sadios e preciosos. Entretanto eu não era feliz, pelo contrário era muito irritada.

Um dia vi que meu filho maior, Jonathan, estava com o mesmo comportamento, com a mesma irritação que eu sentia. Isso foi um golpe muito grande para mim, fez com que eu despertasse e sentisse que deveria fazer algo a respeito. Aquilo teria que parar. Nesse momento comecei minha busca. Meu primeiro seminário foi sobre o tema Irritações, com o Dr. Hill, a quem fiquei imensamente grata por tudo que me ensinou. Em seguida pratiquei yoga e visualizações com a Anna, o que me permitiu entrar em contato com o poder incrível que temos em nosso interior, capaz de criar e atrair aquilo que queremos. Experimentei mudança mais radical quando uma amiga me emprestou um livro de metafísica incrível. Este livro de fato me despertou. Falava muito de Jesus, e eu apesar de ser judia, senti-me muito bem o lendo. Na verdade não conseguia me soltar do livro e queria lê-lo inteiro num único dia.

Comecei a praticar as técnicas mencionadas no livro e constatei que funcionavam. Tive mais uma vez a confirmação de que o poder de mudança estava dentro de mim mesma e que não dependia de nada nem de ninguém. Então vi que tinha descoberto algo grande, muito grande. E meu coração começou a pulsar diferente, estava feliz como nunca estivera antes, uma felicidade impossível de descrever em palavras.

Então após experimentar vários caminhos cheguei ao Ho’oponopono, uma arte hawaiana muito antiga que nos ensina a resolver nossos problemas. Graças a essa arte descobri que a vida pode ser fácil, muito mais fácil do que jamais tinha imaginado.

Depois de muito procurar acabei descobrindo meu caminho, que me permite estar em paz no meio da tempestade, sentir-me livre independentemente do que estiver ocorrendo ao meu redor ou do que os outros estejam falando ou fazendo. É por isso que decidi compartilhar com vocês o que aprendi até agora através deste pequeno livro. Estou muito agradecida por essa oportunidade.

Uma vez um professor contou-me a historia hawaiana da criação do mundo. Segundo essa historia quando Deus criou a terra e pôs nela Adão e Eva, disse-lhes que estavam no paraíso, que não deveriam preocupar-se com nada, que tudo de que necessitassem lhes seria provido. Também lhes disse que lhes daria um presente, a oportunidade de escolher se queriam tomar suas próprias decisões, e nesse caso lhes daria o livre arbítrio.

Então Deus criou a árvore das maçãs e disse-lhes:

-“Isso se chama pensar. Vocês não necessitam de pensar. Eu posso prover todas suas necessidades. Não devem preocupar-se, mas podem escolher se ficam comigo ou se tomam seu próprio caminho”.

E assim eles escolheram comer a maçã, ou seja, decidiram pensar por si mesmos e assumir os riscos. Mas o grande problema não foi comer a maçã, e sim não se fazerem responsáveis e dizer: “Sinto-o”. Foi aí que Adão teve que ir procurar seu primeiro trabalho.

Tal como Adão, estamos sempre mordendo a maçã, sempre pensando que sabemos mais, que podemos resolver tudo sozinhos com nosso pensamento e não nos damos conta de que existe um caminho bem mais fácil.

Comentário:

A questão do pensamento precisa ser bem explicada. O pensamento é o que difere o homem de outros animais. Deus disse ao casal no paraíso que eles teriam de tudo que necessitassem, e que para isso não precisariam pensar. O que o criador quis dizer era que eles não precisavam se preocupar, ficar pensando com angústia de onde viria a próxima refeição ou aonde iriam se abrigar durante a noite. Disse também a eles que poderiam pensar (assumir a responsabilidade) se quisessem bastando para isso comer a maçã. Quando Adão e Eva comeram a maçã, decidiram-se pelo livre arbítrio, ou seja, pensarem por si mesmos. Porém eles não sabiam ainda como fazer e desconheciam o poder do pensamento, essa que é a força mais poderosa do universo. Sentiram-se inseguros e preocupados, o que levou Adão a sair à procura do primeiro trabalho. Sua mente racional passou a funcionar, e ela lhe dizia que ele deveria trabalhar a fim e prover o seu sustento. Ele desconhecia que bastaria alinhar seus pensamentos ao pensamento de Deus para criar tudo de que necessitava. Bastaria ter fé, assim como as aves dos céus e os lírios dos campos para que fossem supridas todas as suas necessidades. Eles não entenderam e julgaram que teriam que conquistar tudo com suor e esforço.

Desde então a humanidade assim age para conseguir seus intentos: trabalho duro, competitividade, esperteza. Se Adão e Eva não sabiam usar de forma correta o poder do pensamento, tampouco nós o sabemos atualmente, milênios depois. Estamos em busca do paraíso, aquele perdido lá atrás com a mordida na maçã. E essa é a nossa angustia, pois quase sempre procuramos no lugar errado. Por isso que a autora diz que continuamos mordendo a maça, todos os dias, e acreditando conhecer tudo, nos afastamos de nossa originalidade.

Outra coisa que quero explicar que toda essa história de Adão e Eva é figurativa e simbólica. Sabemos pela teoria da evolução da espécie que não faz sentido real a historia do primeiro casal, sendo apenas uma alegoria.

Eckhart Tolle, em seu livro O Poder do Agora diz que o ego se identifica com as posses, o trabalho, o nível social, o conhecimento, a fama, mas nenhuma delas é você. Você acha isso aterrador ou é um alívio sabe-lo? Cedo ou tarde você terá que renunciar a todas essas coisas, e saberá que isso irá ocorrer quando a morte se aproximar. A morte é despir-se de tudo que você não é. O segredo da vida é morrer antes de morrer e descobrir que a morte não existe.

O ideal é que você liberte-se de sua mente, daquela voz interna que comenta, especula, julga, compara, queixa-se, aceita, rechaça e assim por diante. A voz não se refere ao seu momento presente, ela está revisando um passado recente ou longínquo, ou então imaginando situações futuras. A vida é uma repetição de lembranças que são como chips, ou uma gravação que toca em nossas cabeças 24 horas por dia. Essas gravações, essas fitas nos dirigem e influenciam sem que nos demos conta. Não podemos evitar que essas gravações existam mas podemos escolher parar de toca-las, como se desligássemos o toca fitas.

Neste livro utilizo certas terminologias e conceitos que desejo esclarecer. Muitos deles se apóiam no Ho’oponopono, a antiga arte hawaiana. No último capitulo detalho técnicas e ferramentas específicas desta arte. Ela nos ensina como desligar o toca-fitas, como parar a gravação em nossa mente, aquelas que não nos servem e que já não funcionam a para nós. Somente quando cessamos essas gravações é que podemos descobrir quem realmente somos e todo o poder que possuímos. Ao apagar, limpar e remover antigas lembranças permitimos que nossos sentimentos sejam transmutados e começamos então a experimentar nosso verdadeiro ser.

O Ho’oponopono é um processo de perdão, arrependimento e transmutação.

Cada vez que utilizamos qualquer de suas ferramentas, estamos assumindo 100% da responsabilidade sob nós mesmos e pedindo perdão (a nós mesmos).

Aprendemos que tudo o que acontece em nossas vidas é projeção de nossa programação mental. Podemos escolher nos posicionar como um observador, observar nossos pensamentos, nossa programação e então libera-la para que se vá. Ou então podemos reagir e nos prender a elas. Todos nós temos um rascunho incorporado e a tecla de deletar, mas nos esquecemos como usa-la.

O Ho’oponopono nos ajuda a recordar o poder que temos de escolher entre apagar (soltar) ou reagir, ser feliz ou sofrer.

É só uma questão de escolha em cada momento de nossas vidas.

Quando no livro menciono “limpar” ou “apagar”, estou me referindo ao uso das técnicas de Ho’oponopono para apagar as lembranças e pensamentos que criam nossos problemas.

Queria também lhes esclarecer que quando menciono a palavra Deus não o estou fazendo absolutamente em seu contexto religioso. Para mim, Deus é essa parte que temos dentro de nós mesmos que sabe tudo, tem todas as respostas. Em realidade não pode ser definido em palavras pois é uma experiência. Também notarão que uso a palavra Deus como sinônimo de Amor. Refiro-me ao Amor Incondicional, aquele que pode curá-lo de tudo. Este é o Amor que tem todas as respostas.

Quando menciono os ensinamentos de Jesus, tampouco o faço em um contexto religioso. O propósito é recordar ao leitor que sempre tivemos mestres que vieram nos despertar para a verdade como, por exemplo, Jesus que falava em dar a outra face, um conceito até hoje difícil de entender. Entretanto quando apagamos em vez de reagir estamos dando a outra face, a face do amor. O liberar em vez de reter e reagir é dar a outra face.

Este breve resumo de alguns conceitos básicos que utilizo e pretendo transmitir tem como finalidade esclarecer meus pontos de partida. Minha esperança é que o leitor encontre neste livro uma fonte de técnicas, ferramentas e sabedoria que lhe permita sentir, tomar decisões e viver com a liberdade, a paz interior e o amor que é patrimônio de todos os seres humanos.

Texto de Mabel - Comentários de Lauro Ribeiro
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26 de abril de 2008

EM NOME DA CLAREZA

EM NOME DA CLAREZA
A situação da Terra é delicada. Tal fato, apesar de em certo grau estar sendo trazido a público desde o final do século passado, não recebeu a devida atenção. Já estamos vivendo momentos críticos e agudos, mas a grande maioria das pessoas — mesmo as que se interessam pela busca espiritual — permanece entorpecida pelos meios de comunicação e pela propaganda. Mantêm-se assim afastadas de decisões internas e externas importantes com respeito à presente crise planetária, e muitas serão pegas de surpresa pelos acontecimentos calamitosos que se anunciam no cenário mundial. O que fazer?

Não vivemos tempos normais. Para cada fase de uma enfermidade, uma ação específica se faz necessária. O que poderia ter ajudado ontem mostra-se ineficaz e até dispersivo hoje. A experiência confirma: movimentos de protesto, lutas por melhorias sociais, econômicas e políticas não conseguem amainar essa situação. Assistimos à substituição de uma teoria por outra, de um regime por outro, de um líder por outro, mas a nenhuma mudança genuína na mentalidade humana. Estruturas e instituições estão deterioradas pelos sucessivos erros cometidos através dos séculos e não são mais passíveis de reformas; o mal está tão infiltrado nelas que não permite transformações verdadeiras. Como agir?

Na vida universal, da qual a Terra é só uma fração, há diferentes escalões de seres e consciências. A evolução não é conduzida pelo homem, nem a existência se restringe ao mundo tangível. Na verdade, o invisível é base e origem do visível.

O campo de ação das forças em conflito no planeta e no ser humano é a consciência. Essas forças têm de transmutar-se no ser para que se transmutem no mundo. Podemos colaborar nesse processo? Sim, efetivamente; mas não podemos controlá-lo. Energias supra-humanas, espirituais, regem a evolução dos mundos.

Nesta época, a transformação da vida terrestre é inevitável. Chegamos a um ponto em que grandes ciclos universais se completam e outros se iniciam. A ação e o querer humanos não podem impedir essa transformação, nem fazer com que ocorra. Ela transcende o âmbito das pessoas e do livre-arbítrio; já em ato, advém de uma mudança na própria estrutura magnética da Terra e na sua relação com a vida solar e cósmica. Abrange todos os campos de existência no planeta e traz mudanças na inclinação do seu eixo magnético, na sua crosta, no seu clima e na conformação dos continentes e dos mares; traz também o surgimento de novas espécies e o desaparecimento de outras. Possibilita, ainda, a implantação suprafísica de um novo código genético na humanidade da superfície e o seu contato lúcido com civilizações evoluídas, de outras dimensões deste mesmo planeta ou do espaço sideral.

Mas isso não significa que devamos permanecer indiferentes ao transcurso desses momentosos fatos mundiais. Pelo contrário, significa que devemos aderir ao movimento transformador que se opera na consciência antes de refletir-se externamente. Assim, se por um lado a transformação na Terra é inevitável — por obra e graça de Inteligências cósmicas —,
por outro lado o modo como ela transcorre depende da participação humana.

É com base no conhecimento do próprio ser interior que o homem pode transcender as aparências e o fascínio que elas exercem, que pode deixar de se constranger pelas forças involutivas que manejam e manejarão as estruturas desta civilização ainda por algum tempo, e que pode contribuir conscientemente para a transformação planetária.

Sendo esse conhecimento do ser interior uma experiência íntima e não só uma elaboração teórica ou um sentimento idealista, com ele indivíduos e grupos entrarão realmente numa nova vida — sem que autoridade alguma precise guiá-los segundo as falsas concepções que hoje predominam.
Com o contato interior, eles saberão que suas ações positivas e suas expansões de consciência se refletem nos demais, pois não há separação entre eles e seus semelhantes, entre eles e o universo.

http://www.trigueirinho.org.br/textos/php/em_nome_da_clareza.php



24 de abril de 2008

A PAZ COMO CAMINHO

A Paz Como Caminho


“Não existe caminho para a paz. A paz é o caminho.”
Mahatma Gandhi


Contar para os jovens a história de Mahatma Gandhi e não falar da mola propulsora que moveu esse grande Herói da Humanidade – sua intensa vida espiritual – seria ferir o maior princípio dos ensinamentos de Gandhi: a Verdade. Pois para Gandhi, Deus e Verdade eram palavras idênticas.

A obra Gandhi, o Herói da Paz faz parte do programa de educação para paz do Projeto Omnisciência,que nasceu a partir de contações de histórias para crianças sobre os grandes mestres espirituais da Humanidade de todas as religiões, que foi batizado com o nome de Heróis da Verdade. Essas histórias, sempre acompanhadas de cantos devocionais de diversas origens, buscam resgatar nas crianças, os valores essenciais do ser humano. As crianças interagem muito nessas histórias, comprovando o quanto esses valores estão profundamente gravados em suas almas.

Resgatar e propagar a sabedoria desses grandes homens, que chegaram ao topo da compreensão da existência humana, nos pareceu ser o caminho mais curto para iluminar com fé e coragem a vida dessa nova geração. Pois assim, elas terão o alimento necessário para poderem crescer seguras, confiantes e felizes, com muita esperança de que podem, sim, transformar o mundo em que vivem.

Nesse projeto, são realizadas, também, oficinas que procuram desenvolver nas crianças a serenidade, a concentração e a harmonia, em atividades como meditação, hatha-yoga, jardinagem, ikebana, origami, arte, música, culinária vegetariana, entre outras. As atividades são selecionadas com o objetivo de proporcionar momentos de interiorização para as crianças, pois, através deste contato, elas conseguem se equilibrar do excesso de estímulos exteriores em que estão inseridas, cada dia mais na sociedade contemporânea.

Percebemos que esse trabalho pode atingir crianças de qualquer tipo de vivência familiar. Em uma dessas oficinas que desenvolvemos, um dia, recebemos uma visita muito especial, de crianças que moram em um Abrigo próximo ao nosso projeto. Eram crianças e jovens de diversas idades. De um início meio sem jeito, sem uma linguagem mais clara codificada entre nós, foi surgindo uma profunda amizade, mostrando que o amor pode quebrar todas as dificuldades de comunicação entre os seres humanos.

Omnisciência procura divulgar obras que estejam alinhadas com a cultura da paz, que mostrem ås crianças como utilizar o vasto conhecimento que elas já possuem dentro de si mesmas, para que possam se harmonizar perante ås crescentes exigências escolares, ao excesso de estímulos mentais dos meios eletrônicos e da falta de uma vida simples, que incluiria o auxílio nas tarefas básicas da casa como varrer e lavar a louça, ter um maior contato com a Natureza, realizar trabalhos manuais, entre outras atividades, que possam contribuir na organização do seu equilíbrio interior e exterior.

Procuramos lembrar ås crianças de sua real natureza divina, falando da verdade única que nos une a todos como irmãos: seres humanos, animais, plantas, rios, mares, montanhas, enfim, tudo o que existe na Natureza. Durante nossas oficinas, explicamos a elas que uns chamam essa energia de Mãe Terra, outros de Mãe Divina, outros de Deus. E que os cientistas a estudam como Física Quântica. Mas, que o nome não importa. O importante, é que elas possam sentir, dentro delas, onde mora essa energia que pode nos transformar em verdadeiros heróis como foram Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Jesus, Buda, Krishna e tantos outros. E perceber, que não precisam possuir nada para ser felizes, pois todo o Universo já lhes pertence. Dessa forma, elas poderão descobrir que é delas, também, a missão de propagar a igualdade entre todos os seres e espalhar a paz e o amor pelo mundo. E é delas também a missão de se tornar um Herói da Verdade, como foram nossos grandes mestres espirituais.

Por isso falamos para eles desses verdadeiros heróis. Não daqueles heróis a que elas estão acostumadas a ver na TV, que usam da violência para tentar acabar com a violência. Falamos de outro tipo de herói. Falamos dos heróis que vieram para a Terra, venceram a si mesmos e, depois, conquistaram os seus inimigos pela força do amor que brotava de seus corações.Neste momento da história da Humanidade, de grandes transformações sociais – decorrentes do início de uma era de intensa tecnologia – nos deparamos com o antagonismo da falta de cultivo dos valores espirituais básicos, imprescindíveis para a construção de um mundo mais justo e equilibrado, baseado nos princípios da igualdade entre todos os homens.E, particularmente nesse ano em que se completa o sexagésimo aniversário da morte de Gandhi, convidamos a todos a darem os primeiros passos, junto com as nossas crianças, em direção aos ensinamentos desse amado mestre, que pregava que a paz deve começar dentro de nós mesmos. Se quisermos transformar nosso mundo, devemos estar abertos para cultivar e aplicar no nosso cotidiano os valores da simplicidade, gentileza, amizade, bondade, amor, perdão e tolerância. Dessa forma, estaremos semeando, ao mesmo tempo, esses valores nos corações das crianças. Pois elas são os espelhos de nossa sociedade.

Somos nós que decidimos o alimento diário de nossas crianças e, com isso, determinamos o que elas serão no futuro. Ao contar e recontar para as crianças e os jovens a história de Gandhi, queremos trazer para elas o exemplo de um verdadeiro herói, que soube lutar com a arma mais poderosa do ser humano: o amor. Gandhi lutou de forma pacífica para vencer o maior Império de sua época. E é isto que queremos mostrar aos jovens: Gandhi não foi passivo, mas sim, pacífico.E para nos engajarmos nessa luta pacífica, basta que estejamos dispostos a nadar contra a corrente e encontrar, em nós mesmos, o lago de paz e alegria que habita no coração de todo ser humano. As crianças e os jovens podem nos ajudar nessa tarefa, pois eles sabem de onde tirar essa alegria, mesmo quando colocados nas condições mais difíceis. E é neles, que se encontra, já armazenadas, as sementes de uma nova humanidade.O caminho já foi mostrado pelos grandes mestres como Gandhi, que, com a força do exemplo de sua própria vida, podem iluminar as possíveis dúvidas que possamos ter sobre a rota a seguir.

Vamos todos juntos, então, crianças, jovens e adultos, cada um com sua pequena bandeira, praticar um dos maiores ensinamentos que Gandhi nos deixou: “Seja você, a mudança que quer ver no mundo”. E assim, transformando antes a nós mesmos, transformar o mundo em que vivemos.


Maeve Vida é mãe de três filhos, dois deles em escolas Waldorf, co-autora do livro Gandhi - o Herói da Paz, jornalista e pesquisadora na área de Educação para Paz.


http://www.omnisciencia.com.br/loja/artigos.php?artigo=MTE=

23 de abril de 2008

LUAS CHEIAS DE WESAK

Duas Luas Cheias em Escorpião - duas luas cheias de Wesak. A primeira é no dia 20 de abril e a outra no dia 19 de maio 23h11 (Brasil)‏
Nesta passagem do Sol pelo signo de Touro teremos duas luas cheias em Escorpião. Isto devido a que a primeira lua cheia acontece logo que o Sol entra no signo de Touro.

No 20 de abril, o *Sol* entrando no signo de Touro é acompanhado pela Lua Cheia a zero grau e 42 minutos de Escorpião. Excepcionalmente também no dia *19 de maio às 23h11* de Brasil terá outra Lua Cheia em Escorpião.

Assim teremos em principio duas Luas de Wesak, Benção dupla. Este é um fato muito especial para a alegria de todos na Terra.

Uns escolhem como a Lua Cheia de Wesak a primeira lua cheia de Escorpião do dia 20 de abril, outros dizem que a mais importante é a segunda do dia 19 de maio devido a que a lua nova correspondente é em Touro, enquanto que a lua nova da cheia do dia 20 de abril foi em Áries. Outros consideram que a benção acontece em ambas luas cheias e assim o período entre elas é tudo abençoado.

Na Lua Cheia de Wesak acontece a Bênção Espiritual anual do Grande Buda Dourado. Imagine o plano espiritual que acompanha ao Buda penetrando no planeta Terra, e na sua alma, e cada um de seus átomos, moléculas, células, órgãos, sistemas. A cada dia após a Lua Nova, tudo mais inundado do Buda amoroso, ligado e presente... Desfrute-o, delicia divina! Aaaaaaaaaaa... aaaaaaaaa... aaaaaaa OM

Enquanto o Sol transita pelo signo de Touro recebemos a graça de poder ancorar nossa alma e tomar consciência de nossos corpos. Momento de ficar presente e belo.

Que o Amor e Sabedoria do Buda penetre em cada um agraciando com consciência, domínio de si e sensibilidade para o Belo e as Artes da Vida.

A Lenda de Wesak

pelo Mestre Tibetano Djhal Khul, Alice A. Bailey, Torkom Saraydariam, C.W. Leadbeater

O Festival se leva a cabo anualmente, no momento do plenilúnio de Touro, quando se transmite à Terra a bendição de Deus por intermédio de Buda e de Seu irmão, o Cristo.

Paralelamente ao acontecimento espiritual interno, tem lugar a cerimônia física externa, em um pequeno *vale do Tibet, nos Himalaias*. O sonho, lenda ou acontecimento pode ser descrito como segue: Existe um vale situado ao pé dos Himalaias tibetanos, a uma altura bastante elevada, rodeada por montanhas exceto para o nordeste, onde existe uma estreita abertura. O vale tem forma de uma garrafa com o pescoço para o nordeste, abrindo-se para o sul. No extremo norte próximo da abertura há uma grande rocha plana. Não há árvores, nem arbustos no vale, esta coberto por um tapete de grama dura. As ladeiras das montanhas sim se encontram apinhadas de árvores.

No momento do *plenilúnio da Lua Cheia em Escorpião, Sol em Touro* começam a chegar peregrinos, homens santos e lamas que se aproximam ocupando a parte sul e central, deixando o extremo nordeste relativamente livre. Ali, segundo reza a lenda, se congrega um grupo de Grandes Seres que são na Terra os guardiões do Plano de Deus para nosso planeta e para a humanidade. Com sua sabedoria, amor e conhecimento forma uma muralha protetora para nossa raça, tratando de nos guiar da escuridão à luz, do irreal ao real, e da morte à imortalidade. Este grupo de conhecedores da divindade, se situa nos confins do vale em círculos concêntricos, de acordo ao grau de desenvolvimento iniciático, preparando-se para um grande Ato de Serviço.

Diante da rocha olhando para o nordeste, se acham em níveis etéreos, esses Seres denominados “*os Três Grandes Senhores*": o *Cristo*, que se situa no centro; o Senhor das formas viventes, o *Manú*, que se situa à direita; e o Senhor da Civilização, o Mestre *Rakoczi*, que se acha à sua esquerda. Sobre a rocha descansa um pote de cristal cheio de água.

Atrás do grupo de Mestres, Adeptos, iniciados e trabalhadores avançados no Plano de Deus, se situam os discípulos e aspirantes do mundo em seus diversos graus e grupos, os que constituem nesta época o Novo Grupo de Servidores do Mundo. Alguns estão presentes em corpo físico e chegam por meios comuns, outros se acham presentes em seus corpos espirituais e em estado de sonho.

*Ao aproximar-se o momento de plenilúnio da Lua Cheia*, se produz uma quietude entre a multidão e todos olham para o nordeste. *A um sinal dado, os Grandes Seres formam três círculos concêntricos e começam a cantar. Quando o cântico se aprofunda e ganha mais ritmo, os Visitantes etéreos se materializam e uma figura gloriosa se torna visível no centro dos círculos. O chamam com vários nomes: Senhor Maytreia, Bodhisattva, Cristo, Senhor da Paz e do Amor; é o Mestre de todos os Mestres que formam a Hierarquia Planetária para levar a cabo a finalidade divina deste planeta.*

O *Cristo* aparece vestido com um *manto branco puro*, Seu cabelo lhe cai pelos ombros em ondas. Tem o Cetro do Poder em Sua Mão que lhe deu o Ancião dos Dias para esta ocasião. Nenhum Mestre pode toca-lo salvo o Cristo, O mestre do todos os Mestres. Em cada extremo deste Cetro de Poder há uma grande empunhadura de diamante que irradia uma aura azul e alaranjada de grande beleza. Os Iniciados que estão nos três círculos se põe em frente a Ele no centro e quando Ele se torna mais visível, todos Eles se inclinam e cantam um mantra de saudação e afirmação.

Logo estes círculos se convertem em um círculo só e uma cruz, em cujo centro está o Cristo. Aqui novamente o cântico comove os corações e as almas dos presentes e descem mais alegria, paz e bendição sobre a multidão.

O próximo movimento é o triângulo dentro do círculo , em cujo ápice está o Cristo. Está de pé, próximo da pedra e coloca o Cetro de Poder sobre ela. Na pedra o pote de cristal se vê com ornamentos dourados e guirlandas de flores de loto cobrem a rocha e caem dos cantos.

Depois Eles realizam outro movimento que é um triângulo com três ovais que se entrelaçam no centro do mesmo, de onde está o Cristo. O movimento seguinte é uma estrela de seis pontas e logo a estrela do Cristo: o pentagrama, ou estrela de cinco pontas. Aqui o Cristo está no ápice, próximo da pedra; a sua direita o *Manú*, à sua esquerda o *Mestre Rakoczi*, um Grande Ser no centro e outros Grandes nas pontas inferiores da Estrela.

*Estão presentes os regentes de todos os tipos de energia: os Mestres Morya, Koot Humi, o Veneciano, Serapis, Hilarión, Jesus e Iniciados, discípulos e aspirantes espirituais; e aqui o cântico cria grande tensão na multidão e o Cristo tomando o Cetro de Poder da pedra, o levanta e diz:*


"Pronto, Senhor vem..."


Logo, põe novamente seu Cetro de Poder sobre a pedra durante uns poucos momentos antes da Lua Cheia e os olhos de todos os presentes se voltam para a pedra. A expectativa da multidão aumenta e a tensão é maior e cresce constantemente. Através da multidão parece sentir-se um estímulo ou vibração potente que tem o efeito de despertar as almas dos presentes, fusionando e unificando ao grupo, elevando a todos e realizando-se um grande ato de procura, ansiedade e expectativa espiritual. É a culminação da aspiração do mundo que se acha enfocada neste grupo expectante.

Poucos minutos antes da hora exata, em que tem lugar o Plenilúnio, se divisa ao longe um pequeno ponto de luz no céu, que ao aproximar-se vai se transformando em uma nítida silhueta, que adquire a forma de Buda sentado em sua clássica posição de loto, envolto em Seu manto cor açafrão, banhado em luz e cor. Sua mão direita levantada em bendição. Quando Ele chega a um ponto sobre a pedra, Cristo entoa A Grande Invocação e todos os presentes caem prostrados tocando a Terra com suas frontes.

Esta Grande Invocação cria uma estupenda energia que inunda os corações dos aspirantes, discípulos e Iniciados e chega a Deus. Este é o momento mais sagrado do ano, o momento em que a humanidade e a divindade fazem contato. No momento exato da Lua Cheia, o Buda passa ao Cristo a energia do primeiro raio – Vontade – que Cristo recebe e muda em Vontade ao Bem.

*Cristo* é o grande celebrante, estende Suas mãos, toma o pote, e o levanta sobre Sua cabeça e logo o põe de novo sobre a pedra. Então, os Mestres cantam hinos sagrados e o Buda, o Grande Iluminado, depois de bendizer a multidão desaparece lentamente no espaço.

Todo o cerimonial da bendição, desde que *Buda* aparece ao longe, até o momento em que desaparece dura só 8 minutos. O sacrifício anual que realiza Buda pela humanidade foi concluído, retornando novamente a esse alto onde trabalha e espera.

O Senhor *Buda* possui sua especial modalidade de energia que derrama ao benzer ao mundo. Esta benção é maravilhosamente excepcional, por sua autoridade e categoria pois Buda tem acesso aos planos da natureza que não se encontram ao alcance da humanidade e por tanto, pode transmutar e transferir a nosso plano a energia dos planos superiores. Sem a mediação de Buda, esta energia não seria aproveitável pois sua vibração é muito elevada e não é impossível percebe-la nos planos físicos, emocional e mental. Assim a energia que Buda difunde por sua benção encontra dessa maneira canais por onde circular, levando alento e paz aos capazes de recebê-la.

Ano trás ano, Buda regressa para dar a benção e tem lugar a mesma cerimônia. Cada ano Ele e Seu irmão o Cristo trabalham em intima colaboração para benefício espiritual da humanidade. Nestes dos grandes Filhos de Deus se concentraram dois aspectos da Vida Divina. Através de Buda flui a Sabedoria de Deus, através do Cristo o Amor de Deus se manifesta à humanidade, derramando-se sobre ela no caso da Lua Cheia de Touro.
Nesse momento são possíveis grandes expansões de consciência. Os discípulos e Iniciados de todas as partes podem ser ajudados e estimulados espiritualmente a fim de permitir ao homem, penetrar conscientemente nos mistérios do Reino de Deus.

Seguindo com a lenda, quando o Buda desaparece, a multidão se põe de pé e Cristo distribui a água benta aos Iniciados e a todos os que estão presentes no vale. Esta maravilhosa “cerimônia da comunhão da água” nos insinua simbolicamente, que a Nova Era está já sobre nós, a de Aquário, a do “Portador de Água”. A água magnetizada pela presença de Buda e Cristo, contem certas propriedades curativas. Depois da benção, a multidão se dispersa silenciosamente, encaminhando-se para seus lugares de serviço.

Tal é a lenda detrás deste Festival, e também, tal é a realidade se nos atrevemos crê-la se nossas mentes estão suficientemente abertas e nossos corações suficientemente expectantes, como para reconhecer sua possibilidade. Esta idéia requer que ajustemos algumas de nossas mais caras crenças . Mas, se pode ser captada e compreendida, surgirá em nossa consciência a possibilidade de que a raça seja consciente de sua própria divindade, podendo desenvolver uma Ciência de Aproximação às forças da Vida e Verdades mais profundas que ainda se acham ocultas.

Homens e mulheres do mundo guiados em uníssono por Buda, que trouxe a Luz do Oriente e por Cristo, que revelou a Luz ao ocidente, podem demandar e evocar uma bendição e revelação espiritual tão intensas que em um futuro imediato se possa demonstrar o que tanto aspira a humanidade: “paz na Terra e boa vontade entre os homens”. Dessa maneira podemos introduzir uma era de fraternidade e compreensão que permitirá ao homem dispor de tempo para que se dedique a buscar a Deus por si mesmo.

Texto: versão livre de vários autores: Alice A. Bailey, Torkom Saraydariam, C.W. Leadbeater

*Modo de participar no Festival Wesak:*

Mediante o jejum, a oração e eventualmente a meditação grupal com o delineiam, Deixar penetrar a luz, recitar tantas vezes quanto seja possível a Grande Invocação, os dois dias prévios, o dia do Festival e durante os dois dias posteriores. O programa mínimo é recita-la ao amanhecer, ao meio dia, às cinco da tarde, ao anoitecer e no momento exato do Plenilúnio que marca o ponto culminante. Ninguém é demasiado insignificante para prestar serviço, pois a totalidade das veementes aspirações trará benção. Todos podemos fazer algo para terminar com o atual estado de coisas, e introduzir um período de paz e de boa vontade no mundo.

No Festival Wesak... "se tenta levar a cabo um esforço grupal de tal magnitude que no momento exato produzirá, devido a seu acrescentado impulso, um arranque magnético que chegará até essas vidas que protegem à humanidade e a nossa civilização e trabalham através dos Mestres de Sabedoria e da Hierarquia aí reunidas. Este esforço grupal evocará dEles um impulso magnético de respostas que unirá por meio dos grupos de aspirantes, as influentes Forças Benéficas. O esforço concentrado destes grupos (que constituem subjetivamente um só grupo)
liberará una onda de luz, inspiração e revelação espirituais de tal magnitude, que produzirá marcadas mudanças na consciência humana e melhorará as condições deste mundo necessitado. Os homens se abriram os olhos a estas realidades fundamentais, ainda vagamente percebidas pelo público pensante...

Se isto se leva a cabo, com êxito e inteligentemente, será possível iniciar uma nova relação entre a hierarquia e o gênero humano . Dito esforço poderia, e esperemos que assim seja, marca o começo de um novo tipo de trabalho de mediação – trabalho levado a cabo atualmente por um grupo de Servidores salvadores que treinam para estabelecer esse grupo que oportunamente salvará o mundo.

Grande parte do trunfo deste esforço dependerá da captação intelectual dos membros do Novo Grupo de Servidores do Mundo, a respeito da técnica implicada. Também dependerá de sua determinação em aceitar a idéia da oportunidade oferecida em cada período de Lua Cheia e da decisão de trabalhar nas linhas já indicadas."

Mestre Tibetano Djhal Khul

Cada ano, mais e mais pessoas de orientação espiritual estão reconhecendo a importância dos três Festivais espirituais principais, de *Áries, Touro e Gêmeos,* como constituintes de um fluxo unido de energias que afetam a consciência humana. A Páscoa, ou o Festival do Cristo Ressuscitado, é seguido do Festival da Lua Cheia de Wesak, ou Festival de Buda. Ambos se fundem com a energia da inteligência da raça humana durante o terceiro Festival de Gêminis, culminando no Dia Mundial de Invocação. Durante este período de Lua Cheia, a atenção se centra sobre Wesak, ou Festival de Buda.

Este Festival assinala o momento de máxima bendição espiritual no mundo. É uma época de uma chegada inusual de vida e de estimulação espiritual e serve para vitalizar a aspiração de todos.

*A Grande Invocação*

Desde o ponto de Luz na Mente de Deus,
Que aflua luz às mentes dos homens.
Que a Luz desça à Terra.
Desde o ponto de Amor no Coração de Deus,
Que aflua amor aos corações dos homens.
Que o Cristo retorne à Terra.
Desde o centro onde a Vontade de Deus é conhecida,
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens -
O propósito que os Mestres conhecem e a que servem.
Desde o centro a que chamamos raça dos homens,
Que se cumpra o Plano de Amor e Luz,
E que se sele a porta onde mora o mal.
Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra.



http://www.comunidade-espiritual.com/blog.php?sub_section=view&id=5750


22 de abril de 2008

MINHAS MEMÓRIAS, HO’OPONOPONO E VOLTANDO PARA CASA


Minhas memórias, Ho’oponopono e Voltando Para Casa...



Acordei no dia de hoje e, como tem sido de hábito nos últimos meses, a primeira coisa com que preencho meus pensamentos é com a idéia de limpeza das minhas memórias: Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grata...

Comecei a rememorar o meu processo de cura e tudo o que fui buscar anos atrás quando tomei uma decisão vital para minha vida – ou me curava ou me curava... Para ser sincera, não era exatamente esse o termo que eu usava até há bem pouco tempo atrás, mas decidi hoje, que este seria melhor.

Creio que talvez a melhor coisa que eu tinha na época, era a busca por coisas tipo, leituras que me elevassem me colocassem para cima... Quando ainda jovem os contatos com pessoas era o mínimo possível e as raras amigas que tive, os melhores papos que eu tinha era com suas mães, até estar mais amadurecida o isolamento sempre foi muito forte em mim... Em minha caminhada comecei a procurar por auto-conhecimento, querer entender esse universo tão complicado que eu era... Ah, busquei muita coisa, tudo o que pude ter acesso: muitos livros de auto-ajuda, filosofias orientais, Kabbalah, Taoísmo, Kardecismo astrologia e outras “gias”, Eneagrama, Jung, enfim... livros, livros e livros, etc... Ao mesmo tempo eu queria soluções para o que descobria sobre mim, mesmo porque eu já tinha somatizado os meus padrões emocionais e sofria suas conseqüências... Busquei a área em que via o indivíduo como um todo (Físico, Mental, Emocional e Espiritual), porque era dessa forma que eu concebia o homem... Começo a estudar e ao mesmo tempo me tratar com Florais, Elixires de Cristais, Medicina Chinesa, Cinesiologia, Reiki, Radiestesia Clínica, PNL e EFT... Foram vitais e excelentes! Sou grata, por todo conhecimento que chegou até minhas mãos e pelo caminho percorrido...

Há questão de quase dois anos atrás tenho acesso ao Texto de Joe Vitale, sobre sua entrevista com o Dr. Len, médico havaiano e sua técnica para a remoção das memórias que todos compartilhamos, chamou-me muita a minha atenção, não era novidade o inconsciente coletivo para mim... o texto acabou ficando de lado e praticamente esquecido... No último semestre do ano passado, recomeço o Curso em Milagres, já tinha o livro desde 2003, mas logo após eu compra-lo ele foi para São Paulo, permanecendo lá... de posse do mesmo começo os estudos e as práticas de forma disciplinada... os textos são de uma psicologia espiritual profunda e começo a sentir a força energética de seus ensinamentos com as práticas... alguns estados emocionais que estavam se repetindo começam a se modificar...

No final do mesmo semestre, acabo por ter acesso a um outro texto sobre Ho’oponopono... sou meia fixa no sentido de mudança quando acredito em alguma coisa, mesmo assim comecei a vasculhar mais pela internet e não sei como cheguei ao site do Al McAllister, tive acesso ao E-book gratuito, li-o todo... aí a simplicidade falou mais alto... não abandonei o Curso em Milagres, porque inegavelmente ele tem um imenso valor, porém, resolvi dessa forma... lia e leio ainda, todos os dias em minhas práticas um texto do UCEM e incorporei a prática da Limpeza de Memórias, de Ho’oponopono da Identidade Própria...

Muuuita coisa foi acontecendo... eu definiria Ho’oponopono como uma incessante meditação ativa e vou explicar por que: como eu disse no princípio deste texto, ao acordar a primeira coisa com que preencho meus pensamentos é com a idéia de limpeza das minhas memórias: Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grata... a cada momento em que me pego com pensamentos de críticas, culpa, julgamento, medo, eventos com pessoas, conhecidas, próximas ou não... a cada consulta que faço, palavras ligadas a qualquer tipo de emoção... ouvindo alguém no telefone e muitas e muitas vezes, com comunicação cheia de equívocos em relação a sua forma de ver as coisas... quando saio para algum compromisso na rua... quando vejo um animalzinho abandonado, algum mendigo etc... enfim, o pedido de limpeza para as memórias que compartilho com tudo que vejo, penso, ouço e sinto é incessante e, ao me deitar à noite para dormir, entrego meu sono à Divindade e peço que continue limpando minhas memórias e minhas ultimas palavras são –
Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grata... até me apagar no sono...

Passei por uma limpeza em processos de relacionamentos alguns dias atrás, que acionaram, certamente, outras antigas memórias. Eu me encontrava com um sentimento, um tanto vago, mas muito claro para mim, por que por anos a fio (passado) eu havia sentido, tal sentimento tinha uma conotação de – será que vale a pena... continuei limpando, mas em dado momento senti vontade de tirar floral para mim e como é do conhecimento de todos, os florais tem a função de limpar memórias também, em níveis sutil e profundo (o meu método é radiestésico)... foi muito interessante, pois a essência que saiu não é tão comum em uma consulta... colocarei aqui um pequeno trecho do próprio livro, pois, foram tantas consultas já, mas sempre fico agraciada, como se fosse sempre a primeira:

“... essa essência faz-se necessária àquelas personalidades que perderam ou jamais conseguiram se conectar com a motivação primordial, com a inspiração básica, com o poder germinativo e criativo presentes na alma, de tal forma que os prejuízos advindos desta ruptura anímica ameaçam os seus corpos etérico-físicos e consequentemente seus processos vitais
(isto aconteceu muito por anos em minha vida e uma intensa vontade de morrer)... floral de grande utilidade quando a falta de motivação profunda e do propósito básico de vida, e a dificuldade de encontrar ancoramento terreno, familiar, social e espiritual deixam a alma completamente perdida no caos do manifesto. Em tal situação a mente oscila subjetivamente no questionamento máximo da vida e da criação, e o será que vale a pena assume proporções alarmantes na inconsciência do ser. A falta de sentido ulterior para tudo ronda os porões obscuros da psique e a diotomia morte-vida se torna um desencanto, uma expiração localizada e incontrolável nos registros energéticos (memórias), engendrando anomalias na manifestação plena do ser.”...
(As Essências Forais de Minas Criatividade e Espiritualidade-Edit. Aquariana.)

Não me encontro no estado de proporções alarmantes como é dito no texto, porém, vivi por anos dessa forma, até ser “sanado” em terapias com todas as técnicas e medicação energética que fui buscar... mas o que fica evidente para mim é o fato incontestável dessas memórias ainda existirem, ainda se repetem, mesmo que o grau de força e compreensão que tenho hoje seja outro para lidar com mais clareza com esta situação... Outro fato, não menos interessante é o caso de três pessoas Bi-polares, que nos últimos dois meses terem me procurado, pois, como Terapeuta sei que os casos que nos aparecem demos que dar especial atenção a nós mesmos pois, compartilhamos das mesmas memórias...

Por isso tudo, mais do que nunca, acordo limpando minhas memórias, sigo durante o dia e durmo limpando minhas memórias...

“Que o Divino Criador, limpe, purifique as memórias que compartilho com todos que lerem este texto e transmute-as na mais pura Luz.” Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grata.

Que o Sagrado Eu se manifeste mais e mais através de nós!


22/04/2008

21 de abril de 2008

O SEU MILAGRE

O seu milagre...


"Seus ancestrais desenvolveram sabedoria para admitir que o grande

silêncio do universo os orientasse.

Especialmente, sobre como acalentar os sonhos e caminhar,

confiantemente, na direção deles.

Seus ancestrais escutaram e agiram sobre cada palavra.

Por isso, conheceram o milagre!

Reflita sobre fazer o mesmo!

Você não precisa ser um vestígio de seus ancestrais, mas sim, deles, um

nítido reflexo.

Ser, como eles, um infatigável artífice do seu próprio milagre..."


( xamã Sherotáia Kê Takoshemí - www.carloshenriqueguimaraes.com )



19 de abril de 2008

Al McAllister



Gaúcho de Porto Alegre, RS. Artista Plástico formado pelo Pratt Institute em Nova York. Adepto do chimarrão diário que compartilho com os amigos que visitam meu ateliê em Niterói, RJ onde resido. Em 2007 tive a grata satisfação de conhecer a prática do Ho’oponopono da Identidade-Própria, conforme ensinado pelo Dr. Ihaleakala Hew Len. Ele define assim: “O Ho’oponopono é o processo de se liberar as energias tóxicas internas, permitindo assim que a Inspiração do Divino tenha um efeito impactante nos seus pensamentos, palavras, feitos e ações.” Temos vários produtos que realçam a prática do Ho’oponopono, veja neste site: www.hooponopono.com.br Com amigos que se tornaram entusiastas do Ho’oponopono montamos um fórum para compartilharmos nossas experiências, visite aqui: /www.hooponopono.forumativo.com

A TECNOLOGIA A SERVIÇO DO HO’OPONOPONO


Como se procede a Sessão de Limpeza Virtual Ho’oponopono?


Reunimo-nos na sessão, na sala virtual, para receber a Divina Inspiração, soluções Divinas para nossos problemas pessoais e orientação Divina enquanto limpamos as memórias que compartilhamos. É importante resistir à vontade de se dar conselho, querer resolver problemas ou participar da estória do próximo – isso é o trabalho da Divindade.


Enquanto conversamos ou estamos em silêncio na sessão, a limpeza se procede. Quando alguém fala preste a atenção no que vêm à tona na sua mente, os sentimentos, e limpe em cima disso. São as memórias que compartilhamos sendo reveladas.


A Divindade decide o que é limpo, algo sempre é limpo mesmo que estejamos conscientes ou não disso.


Lembrem-se, um problema é uma memória repetindo uma experiência do passado. O Ho’oponopono é um apelo a Divindade para cancelar as memórias que estão se repetindo como problemas. O Dr. Len mantém essa frase em mente sempre; “A paz começa comigo”, é o que ele procura praticar sempre embora ainda tropece vez ou outra.


Com o Ho’oponopono estamos assumindo a responsabilidade pelas memórias que compartilhamos com as outras pessoas. Pesquisas mostram que á todo momento existem 11 milhões de “bits” de informação em nossa volta, mas só percebemos 15 “bits”, e são em cima desses “bits” que julgamos as coisas! Portanto, não sabemos o que realmente está acontecendo. Então dizemos para a Divindade; “Se existe algo acontecendo em mim que me faça vivenciar as pessoas de determinada maneira, eu gostaria de liberar isso.” Largando de mão essa vontade de consertar as coisas, de mudar as pessoas, deixando Deus fazer, nós mudamos nosso mundo interior o que causa uma mudança também no mundo externo.


Ser 100% responsável é um caminho de pedras, por ser o intelecto tão insistente. Quando nos ocorre um problema o intelecto sempre busca alguém ou alguma coisa para culpar. Insistimos em procurar fora de nós a origem dos nossos problemas.


A Morrnah Simeona, professora do Dr. Len ensinava que; ”Estamos aqui somente para trazer Paz para nossa própria vida, e se trazemos a Paz para nossa vida tudo em nossa volta descobre seu próprio lugar, seu ritmo e Paz.”. Esta é a essência do processo Ho’oponopono.


Se você já se deu a oportunidade de acessar o Fórum Ho’oponopono (www.hooponopono.forumativo.com) já deve ter reparado na força que circula ali naquele lugar virtual, ele é uma ferramenta de limpeza cada vez que você lê as mensagens e participa. Estamos trazendo esta sintonia para a sessão, cada vez mais multiplicando o efeito da limpeza pela nossa união e concentração ao mesmo tempo. Podem conferir nos dias após a sessão como seu corpo reage, e a calma que permeia seu ser.


A Divindade sabe que nos reunimos aqui para limpar nossas memórias compartilhadas. Isso libera nossa Mente Consciente de decidir o que exatamente precisa ser limpo.


Os momentos mais sagrados da sessão são quando começam os comentários sobre sentimentos esfuziantes de gratidão, de amor, de uma sensação de felicidade indescritível. Humildemente reconhecemos a Presença. A Divindade penetra na consciência dos participantes e somos deslocados para o espaço do Ser, Inspiração, a Identidade Própria.


Somos seres divinos, mas a mente só pode servir a um mestre de cada vez. Pode servir às memórias se repetindo, ou a Divindade, que é as Inspirações.


Texto de Al McAllister com referências a textos de © 2007 Jude O’Hare e © 2007 Saul Maraney


Divino Criador

Divino Criador, pai, mãe, filho em um...
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais
lhe ofendemos,
à sua família, parentes e ancestrais em pensamentos, palavras, atos e ações
do início da nossa criação até o presente,
nós pedimos seu perdão...
Deixe isto limpar, purificar, libertar, cortar todas as recordações,
bloqueios, energias e vibrações negativas
e transmute estas energias indesejáveis em pura luz...
Assim está feito.
Prece da Kahuna Morrnah Simeona – criadora do Ho’oponopono da Identidade Própria.


Reconheça o seu Bem quando ele aparece.

Estaremos realizando uma nova Sessão de Limpeza Virtual Hooponopono no domingo dia 20 de Abril às 20:00 horas. Recomendamos que baixem o PDF "Manual da Sessão" aqui neste link: http://hopurl.com/41973No manual constam as instruções de como baixar o plug-in da sala virtual, junto com a senha. Testamos estes links e estão funcionando normalmente, mas se porventura houver alguma dificuldade entrem em contato com:atendimento@hooponopono.com.br que lhe enviaremos o manual por e-mail.

18 de abril de 2008

Leonardo D'Amore


ABENÇOANDO-TE MEU FILHO

Meu Filho, eu te abençôo

Meu Filho, tu és Filho de Deus perfeito,

Tu és capaz,

Tu és forte,

Tu és inteligente,

Tu és bondoso,

Tu consegues tudo

Pois a vida de Deus está dentro de Ti.


Meu Filho,

Eu te vejo com os olhos de Deus,

Eu te amo com o amor de Deus,

Eu te abençôo com a bênção de Deus.

Obrigado, obrigado, obrigado...


Obrigado, Filho,

Tu és a luz da minha vida,

Tu és uma grande dádiva que recebi de Deus.


Tu és uma grande pessoa!

Pois nasceste abençoado por Deus

e cresceste abençoado por nós,

eu e seu pai.


Obrigado, filho.

Obrigado, Obrigado, Obrigado...



15 de abril de 2008

DIÁLOGO ENTRE LEONARDO BOFF E DALAI LAMA






DIÁLOGO ENTRE LEONARDO BOFF E DALAI LAMA

Leonardo Boff explica:


"No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:

- "Santidade, qual é a melhor religião?"

Esperava que ele dissesse:

"É o budismo tibetano" ou "São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo."

O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos Olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou:

"A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor."

Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:

- "O que me faz melhor?"

Respondeu ele:

- "Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável...
A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião..."

Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável.

(Citado no livro Conselhos Espirituais, Verus Editora)















LEONARDO BOFF

Leonardo Boff, fundador da Teologia da Libertação:
“Sou um cigano teológico.”

Lluís Amiguet
Tenho 68 anos. Sinto o peso da idade, mas também o equilíbrio e a serenidade de ter vivido. Nasci no Brasil e é com dor que vejo a morte da Amazônia e de seus filhos. Deixei o sacerdócio porque o Vaticano me exigiu não humildade, que é virtude, mas humilhação, que é pecado. Resta-me a palavra.

EFE

La Vanguardia - Padre Boff…
Leonardo Boff - Não me chame de padre que o Vaticano não gosta.

LV - Como quer que o chame?
Boff - Como quiser. Eu sou o mesmo: mudei de trincheira para continuar a mesma batalha. Deixei o ministério, mas continuei como teólogo e nunca mais voltei a ter problemas com o Vaticano.

LV - Resuma sua vida em três cenas.
Boff - Nasci no Brasil, estudei teologia no seminário e tornei-me franciscano. Fui à Alemanha estudar teologia e voltei para a Amazônia…

LV - Lá a teologia crítica alemã lhe foi útil?
Boff - Agora imaginemos a primeira cena: estamos em Manaus, capital da Amazônia, e explico a um grupo de cristãos e sacerdotes o “Jesus na visão crítica da ciência”, e vejo em seus olhos que não entendem nada. Um deles me pergunta: “Como vou anunciar esse Jesus aos indígenas que morrem nas terras dos latifundiários porque as desmatam e acabam com eles e todo o seu mundo?” Então percebo que devo ser humilde e aceitar que devo reinventar a teologia a partir deles. Na cena seguinte estou em Roma, sentado na mesma sala onde estiveram Galileu Galilei e Giordano Bruno…

LV - A das causas da inquisição.
Boff - Ali, o então cardeal Ratzinger me processa e ali sinto muito fundo a dureza vaticana e sua falta de coração. A terceira cena: estamos na Eco 92 no Rio de Janeiro e saio de um diálogo com o Dalai Lama. Aproxima-se um cardeal da Cúria Romana e me critica: “Você não aprendeu nada do silêncio necessário…” “Pode escolher: Filipinas ou Coréia.”

LV - O senhor se negou a ir?
Boff - Obedeci, mas perguntei ao cardeal se lá poderia continuar falando, escrevendo, ensinando… E ele respondeu: “Não poderá, porque lhe ordenamos ficar em silêncio em um convento”.

LV - Então o senhor se negou a obedecer.
Boff - Porque já não se tratava de humildade, que é uma virtude, mas de humilhação, que é um pecado. Um teólogo só tem a palavra para continuar vivo, e negar-se a usá-la é morrer. Então abandonei o sacerdócio.

LV - O senhor mantém um ministério universal.
Boff - Sou um cigano teológico, mas convencido de continuar defendendo minha fé, que não é a única verdade. E nisso discordo de Roma.

LV - A verdade, segundo eles, é uma só: a deles.
Boff - O Vaticano afirma que sem a Igreja não há salvação, e isso é uma arrogância medieval: o espírito de Deus está em todas as partes e Deus, olhando a humanidade, vê todos os seus filhos; não olha só para o Vaticano.

LV - Para Roma isso é relativismo moral.
Boff - Roma tem medo do presente, da diversidade: tem medo da modernidade e do futuro. E se aceitasse que a centralidade não é a Igreja, mas a humanidade inteira, poderia realmente salvar o mundo.

LV - Como?
Boff - Superando o choque de culturas causado pelo terrorismo e os fundamentalismos. Teríamos de aceitar que nenhuma igreja é portadora da única verdade; só assim poderíamos chegar à paz duradoura.

LV - Todos temos algo de verdade, mas ninguém a tem inteira.
Boff - Antonio Machado explica isso bem: “Não me dê a sua verdade; busquemos juntos a verdade e guardemos a sua e a minha”.

LV - Se a verdade é única, anda sempre armada.
Boff - O Ocidente, com sua pretensão de impor a sua, que ele acredita única, levou guerra e exploração a muitos lugares, e o sistema que impôs ameaça devastar o planeta, o lar da humanidade.

LV - A Amazônia corre perigo.
Boff - O planeta está em perigo. Lembre que “homem” vem de húmus: terra. Somos a Terra, e se a destruirmos também não sobreviveremos: o papa no Brasil deveria ter-se pronunciado pela Terra.

LV - Essa é a mensagem de são Francisco.
Boff - Por isso continuo sendo franciscano. Francisco está mais vivo que nós, apesar de ter nascido há 800 anos.

LV - É o santo ecologista.
Boff - Francisco abraçou todos os seres da terra com emoção sincera. É o santo do diálogo com todos, começando pelo Irmão Lobo, então flagelo dos homens…

LV - E hoje espécie em extinção, o pobre.
Boff - Francisco soube ver a comunidade dos seres vivos e sua união inseparável entre todos e com a Terra. Não há felicidade possível se explorarmos os humanos e outras espécies. “Adão” vem de Adana, terra boa.

LV - Mas: “Povoem a Terra e a subjuguem”.
Boff - Esse “subjuguem” foi mal traduzido; no original bíblico refere-se a cuidar dela, no sentido de cuidar de uma herança. Tratamos a Terra como se fosse uma mina de onde tirar todas as riquezas e depois abandoná-la e esquecê-la. E a Terra somos nós.

LV - Sua mensagem para a rica Espanha?
Boff - Lembrem que vocês foram pobres, e hoje 20% da humanidade se apropriam de 80% das riquezas do planeta, que deveriam ser de todos.

LV - O que fazer?
Boff - Transformemos com a paz e a palavra esse sistema que explora a nossa Terra e faz que nos exploremos entre nós.

LV - Como?
Boff - Transformemos a nós mesmos; tomemos consciência e empurremos nossos governantes com nossa pressão e nossos votos e razões para evitar o sofrimento e a exploração do resto dos homens e das espécies. Se não o fizermos, por mais que tenhamos, não teremos nada.

A “teodiversidade”

Vejo em Leonardo Boff um homem sábio e bom, porque nele se sente a bondade, e se o outro grande teólogo malvisto em Roma, Hans Küng, falou aqui desde a inteligência bondosa, Boff dirige-se agora ao coração com a bondade inteligente. Seu discurso -moderno, como franciscano- sobre a biodiversidade ameaçada e a teodiversidade necessária para evitar o choque de civilizações é humilde, sincero, sentido e necessário. Boff, mais que separado do ministério, sente-se livre da imposição de defender o indefensável e entrega-se à sua fé como teólogo livre: nenhuma igreja é dona da única verdade; todas as religiões têm algo da verdade e nenhuma a tem inteira. Por isso é uma idiotice matar e matar-se para impor a nossa.


Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
La Vanguardia

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