30 de maio de 2010

“É preciso.” Reflexões, dois dias depois...


“É preciso.” Reflexões, dois dias depois...
“... eu queria a ação correta, e era por esta razão que eu entregava e confiava que a Divindade estava comandando tudo.”
A frase acima foi o que escrevi há dois dias atrás no tópico anterior... Isto foi o que eu supunha que eu fazia, porém me pego refletindo esta manhã... Sem apego ao acontecimento, sem carga emocional... Na realidade em estado de paz por saber ter feito o que era o melhor a fazer, o que era preciso... Porém, tão somente por perceber, mais uma vez, o quanto o ego pode ser ardiloso...  

Sim, eu queria a ação correta, ação esta comandada pelo EU e não pelo ego, por/memórias... O controle em nós é disfarçado em palavras e entrega, tantas vezes vãs... Só não percebi a ação correta porque ela se tornou motivo de racionalização, através de dúvidas quanto a ação= controle.
Ainda refletindo, recordo-me da sintonização do Breno em relação à composição da Essência Musical e uma das frases se fez clara agora, neste momento -  “evolução que precede a uma resolução”... O que é uma evolução senão o desenvolvimento ou transformação gradual e progressiva, que antecederia o que me cabia resolver = única coisa a fazer?
Padrões

Do momento do meu nascimento
Ao instante da minha morte
Tem padrões que eu devo seguir
Assim como eu devo respirar cada respiração.

Como um rato num labirinto
O caminho diante de mim se estabelece
E o padrão nunca se altera
Até o rato morrer.

E o padrão ainda permanece
Na parede onde a escuridão caiu
E se ajusta como deveria
Porque na escuridão eu deveria ficar.

Como a cor da minha pele
Ou o dia em que eu cresci
Minha vida é feita de padrões
Que dificilmente podem ser controlados.
Paul Simon, Poeta
Sim, como o poeta disse aqui, tais padrões dificilmente podem ser controlados, por isto a necessidade de fazermos uma escolha entre duas, deixar sermos levados pelas repetições de memórias ou exercitarmos incessantemente a entrega... Para mim, nada tem sido melhor do que pedir a todo momento a limpeza desses padrões/memórias, ao meu EU Superior,  que tem outros nomes também, como Espírito Santo, Jesus, etc... não importa o nome, pois somos UM somente!
Seja gentil consigo mesmo, perdoe-se, envie amor à cada deslize do ego/memórias  e seja grata(o) sempre, aceitando o momento, confiando e entregando! Não encontrei caminho melhor...
Está tudo certo... Está tudo na mais Divina Ordem, como costumo tanto repetir... O momento de tudo realmente está no PRESENTE. A escolha feita por mim em querer a Tua Vontade está irrevogavelmente feita. Assim está feito, assim É!


Te amo. Te amo. Te amo. Sou grata.

Lena Rodriguez
30/05/2010

28 de maio de 2010

Assim se manifestou o EU, através da Consciência chamada Beethoven...




Brian meu querido, parecia um brinquedo de pelúcia gigante. Um autêntico jupiteriano que inundou de alegria por 18 anos dos meus dias...

 É preciso? É preciso.
( "Muss es sein? Es muss sein.”)



Há dez dias atrás, estava eu fazendo uma avaliação por radiestesia para uma das pessoas que atendo de Essência Musical e me veio à mente tirar para mim. Pedi a Orientação para uma nova essência e a composição que saiu foi: "Muss es sein? Es muss sein.”. Fiz o pedido da Essência e assim que chegou comecei a tomá-la.

As Essências Musicais são consideradas Homeopatia Espiritual e a Terapia Musical é eminentemente pedagógica e religiosa (não confundir religiosidade com religião), como o  Breno cita *2 ... No que concordo plenamente:

"... elas não só educam a mente por crenças equivocadas como nos religa = religião religare, com nosso EU SUPERIOR!



Discorrendo um pouco mais sobre a essência, o Breno quando da criação da essência, cita uma série de palavras-chave segundo sua sintonização ao ouvir a música e logo de início ele cita: “drama interior que brota da raiz de uma dúvida fundamental: É preciso? É necessário? Tem de ser?; evolução que precede a uma resolução; decisão difícil de ser tomada; dúvidas cruciais sobre um caminho a escolher... e por aí vai... Era mais do que o suficiente... 



Venho passando há exatamente um ano e meio processos complicados em minha vida particular em relação ao meu meu idoso cão Brian (18 anos), pois meu tempo tem sido praticamente para cuidados diuturnamente com ele, que por conta de uma úlcera no dorso da pata, tinha necessidade que eu o levantasse sempre que fosse necessário e não tinha ninguém para cuidar dele a  não ser eu... Nos últimos cinco meses ele deixou de andar e tudo se complicou mais ainda... Não faltou cuidados e tudo o que conheço e não conhecia utilizei nele... Enfim, eu já tinha ouvido de amigos e familiares o que achavam que eu devia fazer...  Chamei nossa  veterinária aqui em casa e pedi que ela decidisse o que era melhor... Ela como maravilhosa profissional que é, nada decidiu... A decisão não dependia dela, penas me falou que era como se fosse uma pessoa de mais de cem anos, que comia, bebia e dormia bem, apenas algumas funções pela idade já não funcionavam tão bem...



“Muss es sein? Es muss sein.” (É preciso? É preciso.)



Eu pedia incessantemente pela limpeza de memórias que eu compartilhava com meu querido Brian e aceitava, confiava, entregava e era grata por estar fazendo o que eu tinha que fazer naquele momento... Houve momentos penosos para mim, cansaço, noites em que levantava várias vezes, não direi que foi fácil... Mas, seguidamente eu me tornava presente e continuava... As vezes eu pensava no que me aconselhavam em relação à mim e à ele, porém eu muitas vezes me peguei com dúvidas, eu queria a ação correta, e era por esta razão que eu entregava e confiava.



Porém, o quadro foi ficando pior, especialmente internamente para ele... Quando eu tirava seus florais via o sofrimento pela impotência que ele sentia... O último dessa semana foi para quem está precisando de um lugar ao Sol... Definitivamente, ele estava sofrendo com sua condição...



Há duas noites atrás tudo foi mais penoso e subitamente na manhã seguinte a resposta veio  e ressoou as palavras de Beethoven: É preciso? É preciso... Tudo ficou muito claro, as dúvidas se desfizeram e eu empreendi a ação correta... Dolorosamente correta, mas é o que eu tinha que fazer, o que eu tinha que decidir... Mas, como disse a querida Vera veterinária: “...as vezes essa decisão por mais difícil que seja é a mais acertada...a misericórdia é um sentimento que temos que ter com os animais que estão em estado vegetativo ou em sofrimento constante...”.



Compreendi que a decisão só cabia à mim... Além da clareza que tive, foi a gratidão de como nosso EU pode se manifestar... ELE já havia me dado a resposta dez dias antes através de minha Essência Musical...



Acabou Brian, sei que está liberto assim como eu estou, foi muito boa e feliz essa nossa estada juntos! Gratidão por todo o seu Amor!

Eu te amo minhas memórias, sou grata por poder libertá-las, a mim e ao meu querido Brian!



Gratidão aos amigos queridos que estiveram comigo nessa hora; Nice, Vera, Elias e ao Leonardo, Al e Andréa, que mesmo distantes sei que pediram pela limpeza de memórias que compartilhamos com todos os acontecimentos.



Lena Rodriguez

28/05/2010
________

Um pequeno resumo sobre minha útima Essência Musical, que discorre sobre o último ‘Quarteto em Fá Maior Opus 135’ (1826) de Beethoven:


“... O último movimento do quarteto começa com uma interrogação estridente, dissonante, seguida dos mesmos sons em ordem inversa, como uma resposta. Beethoven escreveu em cima desse início, em língua alemã: “Muss es sein? Es muss sein.” (É preciso? É preciso). Muito se tem especulado sobre essas palavras... só não pensaram na morte; porque a continuação é uma marcha alegre. Mas assim foi Beethoven ao encontro do último mistério... *1

*1 – O Livro de Ouro da História da Música, 1999 – Otto Maria Carpeaux
*2 – As Essências Musicais de Bach – Manual de Afinação e Harmonia da Alma para Admissão nas Orquestras e Coros Celestiais – Homeopatia Espiritual: diluições infinitas e sucussões por vibrações de músicas clássicas – Breno Marques da Silva


Ludwig van Beethoven

 “Divino Ser. Vós enxergai no âmago da minha alma.
Vós sabeis que ali habita o amor pelos homens e o desejo de fazer o bem...Ó Deus, dai-me forças para sobrepujar a mim mesmo.
Nada deverá me prender à vida.” Beethoven

23 de maio de 2010

Saber Cuidar


Conclusão – IV – L. Boff

O cuidado e o futuro dos espoliados e da Terra

A categoria cuidado mostrou-se a chave decifradora da essência humana. O ser humano possui transcendência e por isso viola todos os tabus, ultrapassa todas as barreiras e contenta-se apenas com o infinito. Ele possui algo de Júpiter dentro de si; não sem razão, pois dele recebeu o espírito.

O ser humano possui imanência e por isso se encontra situado num planeta, enraizado num local e plasmado dentro das possibilidades do espaço-tempo. Ele tem algo da Tellus/Terra dentro de si; é feito de húmus, donde deriva a palavra “homem”.

O ser humano encontra-se sob a regência do tempo. Este não significa um puro correr, vazio de conteúdos. O tempo é histórico, feito pela saga do universo, pela prática humana, especialmente pela luta dos oprimidos, em busca da sua vida e libertação. Constrói-se passo a passo; por isso, é sempre concreto, concretíssimo. Mas, simultaneamente, o tempo implica um horizonte utópico, promessa de uma plenitude futura para o ser humano, para os excluídos e para o cosmos. Somente buscando o impossível se consegue realizar o possível. Em razão dessa dinâmica, o ser humano possui algo de Saturno, senhor do tempo e da utopia.

Mas não basta suster tais determinações. Elas, na verdade, dilaceram o ser humano. Colocam-no distendido e crucificado entre o céu e a terra, entre o presente e o futuro, entre a injustiça e a luta pela liberdade.

Que alquimia forjará o elo entre Júpiter, Tellus/Terra e Saturno? Que energia articulará a transcendência e a imanência, a história e a utopia, a luta pela justiça e a paz, para que construam o humano plenamente?

É o cuidado que enlaça todas as coisas; é o cuidado que traz o céu para dentro da terra e coloca a terra dentro do céu; é o cuidado que fornece o elo de passagem da transcendência para a imanência, da imanência para a transcendência e da história para a utopia. É o cuidado que confere força para buscar a paz no meio dos conflitos de toda a ordem. Sem o cuidado que resgata a dignidade da humanidade condenada à exclusão, não se inaugurará um novo paradigma de convivência.

O cuidado é anterior ao espírito (Júpiter) e ao corpo (Tellus). O espírito humaniza-se e o corpo vivifica-se quando são moldados pelo cuidado . Caso contrário, o espírito perde-se nas abstrações e o corpo confunde-se com a matéria informe. O cuidado faz com que o espírito dê forma a um corpo concreto, dentro do tempo, aberto à história e dimensionado para a utopia (Saturno). É o cuidado que permite a revolução da ternura, ao tornar prioritário o social sobre o individual e ao orientar o desenvolvimento para a melhoria da qualidade de vida dos humanos e de outros organismos vivos. O cuidado faz surgir o ser humano complexo, sensível, solidário, cordial, conectado com tudo e com todos no universo.

O cuidado imprimiu a sua marca registrada em cada porção, em cada dimensão e em cada dobra escondida do ser humano. Sem o cuidado o humano far-se-ia inumano.

Tudo o que vive precisa de ser alimentado. Assim, o cuidado, a essência da vida humana, precisa também de ser continuamente alimentado. As ressonâncias do cuidado são a sua manifestação concreta nos vários aspectos da existência e, ao mesmo tempo, o seu alimento indispensável. O cuidado vive do amor primordial, da ternura, da carícia, da compaixão, da convivialidade, da medida justa em todas as coisas. Sem cuidado , o ser humano, como um tamagochi, definha e morre.

Hoje, na crise do projeto humano, sentimos a falta clamorosa de cuidado em toda a parte. As suas ressonâncias negativas evidenciam-se pela má qualidade da vida, pela penalização da maioria empobrecida da humanidade, pela degradação ecológica e pela exaltação exacerbada da violência.

Não busquemos o caminho da cura fora do ser humano. O ethos está no próprio ser humano, entendido na sua plenitude que inclui o infinito. Ele precisa de se voltar para si mesmo e de redescobrir a sua essência, que se encontra no cuidado. Que o cuidado aflore em todos os âmbitos, que penetre na atmosfera humana e que prevaleça em todas as relações! O cuidado salvará a vida, fará justiça ao empobrecido e resgatará a Terra como pátria e mátria de todos nós.

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*Ethos do grego: valores, ética, hábitos e harmonia 
Lena Rodriguez
www.cuidebemdevoce.com

Despertar Consciências


O Centésimo Macaco


Os macacos japoneses do tipo "Fuscata" vinham sendo observados há mais de trinta anos em estado natural. Em 1952, os cientistas jogaram batatas-doces cruas nas praias da ilha de Kochima para os macacos. Eles apreciaram o sabor das batatas-doces, mas acharam desagradável o da areia.

Uma fêmea de um ano e meio, chamada Imo, descobriu que lavar as batatas num rio próximo resolvia o problema. E ensinou o truque à sua mãe. Seus companheiros também aprenderam a novidade e a ensinaram às respectivas mães.

Aos olhos dos cientistas, essa inovação cultural foi gradualmente assimilada por vários macacos. Entre 1952 e 1958 todos os macacos jovens aprenderam a lavar a areia das batatas-doces para torná-las mais gostosas. Só os adultos que imitaram os filhos aprenderam este avanço social. Outros adultos continuaram comendo batata-doce com areia. Foi então que aconteceu uma coisa surpreendente.

No outono de 1958, na ilha de Kochima, alguns macacos – não se sabe ao certo quantos – lavavam suas batatas-doces.

Vamos supor que, um dia, ao nascer do sol, noventa e nove macacos da ilha de Kochima já tivessem aprendido a lavar as batatas-doces. Vamos continuar supondo que, ainda nessa manhã, um centésimo macaco tivesse feito uso dessa prática.

Então aconteceu!

Nessa tarde, quase todo o bando já lavava as batatas-doces antes de comer. O acréscimo de energia desse centésimo macaco rompeu, de alguma forma, uma barreira ideológica!

Mas veja só:

Os cientistas observaram uma coisa deveras surpreendente: o hábito de lavar as batatas-doces havia atravessado o mar!

Bandos de macacos de outras ilhas, além dos grupos do continente, em Takasakiyama, também começaram a lavar suas batatas-doces. Assim, quando um certo número crítico atinge a consciência, essa nova consciência pode ser comunicada de uma mente a outra.


O número exato pode variar, mas o Fenômeno do Centésimo Macaco significa que, quando só um número limitado de pessoas conhece um caminho novo, ele permanece como patrimônio da consciência dessas pessoas. Mas há um ponto em que, se mais uma pessoa se sintoniza com a nova percepção, o campo se alarga de modo que essa percepção é captada por quase todos!

Você pode ser o "centésimo macaco"!

Essa experiência nos proporciona uma reflexão sobre a direção de nossos pensamentos. De certo modo, já sabemos que para onde vai o nosso pensamento segue a nossa energia.

Grupos pensando e agindo numa mesma frequência em várias partes do Planeta têm as mesmas sensações e acabam fazendo as mesmas coisas sem nunca terem se comunicado. Isso vale tanto para aqueles que praticam o bem como para aqueles que usam de suas faculdades para o mal.

O acréscimo de energia, neste caso, pode ser aquela que você está enviando com o seu pensamento sintonizado na freqüência do crime noticiado que gera comoção geral. Parece coincidência, mas sempre que um crime choca e comove multidões, de imediato outros fatos semelhantes pipocam em diversos lugares. Será isso o efeito do centésimo macaco às avessas?

Ao invés de indignar-se diante do crime noticiado, direcionando inconscientemente seu pensamento e sua energia para essas pessoas ou grupos que se aproveitam dessa energia toda para materializar mais crimes, neutralize com pensamentos conscientes de amor e perdão. *Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grata.

Mude de canal na TV, vire a página do jornal, saia da frequência e não alimente ainda mais a insanidade daqueles que tendem para o crime, e, também, daqueles que lucram com as desgraças alheias.

São todos igualmente insanos, tanto aquele que pratica o crime quanto aquele esbraveja palavrões de indignação por horas diante das câmeras, criando comoção e levantando a energia que se materializará nas mãos daquele que está com a arma já engatilhada.(vc se lembra de alguem assim na tv?)

Gerar material para construir um mundo melhor não requer tanto de grandes ações, quanto essencialmente grandes blocos de consciência. É preciso que mais gente se sintonize na freqüência e coloque aquele acréscimo de energia que pode gerar uma nova consciência em outros grupos em outras partes do Planeta.

Se cada um de nós dedicarmos alguns minutos todos os dias para meditar, entrando em sintonia com a frequência do Amor, basta para mudar muitas coisas desagradáveis acontecendo em nosso Planeta e criar uma nova consciência.

Seja você também um “centésimo macaco” – para o bem!

Frei Jorge Vasconcelos dos Santos - OFM
Rua Gov Fernando Correa, 96 - Ribeirão da Ponte
CEP 78.040-580 - Cuiabá - MT

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Negritos e * meus Lena Rodriguez

Conceitos...



"Conceitos são aprendidos. Eles não são naturais. À parte do aprendizado, não existem. Eles não são dados, portanto, têm que ser feitos. Nenhum deles é verdadeiro e muitos vêm de imaginações febris, quentes de ódio e de distorções nascidas do medo. O que é um conceito senão um pensamento para o qual aquele que o faz dá um significado que lhe é próprio? Conceitos mantêm o mundo. Mas não podem ser usados para demonstrar que o mundo é real. Pois todos são feitos dentro do mundo, nascidos na sua sombra, crescendo pelos seus caminhos e finalmente 'amadurecidos' em seus pensamento. Eles são idéias de ídolos, pintados com pincéis do mundo que não podem fazer nem um único retrato que represente a verdade.


Não busque o teu Ser em símbolos. Não pode existir nenhum conceito para representar o que tu és. Que importa qual o conceito que aceitas, enquanto percebes um ser que interage com o mal e reage às coisas perversas? O teu conceito de ti mesmo ainda permanecerá sem significado. E não perceberás que não podes interagir senão contigo mesmo. Ver um mundo culpado não é senão o sinal de que o teu aprendizado foi guiado pelo mundo e tu olhas para ele assim como vês a ti mesmo.


Quando todos os conceitos tiverem sido erguidos à dúvida e ao questionamento e quando tiverem sido reconhecidos como tendo sido feitos com base em hipóteses que não podem fazer face à luz, então, a verdade está livre para entrar no seu santuário, limpa e livre de culpa".

Um Curso em Milagres (T-31.V)
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Lena Rodriguez

21 de maio de 2010

A Decisão a favor de Deus...



Sempre que não estás totalmente alegre é porque reagiste com falta de amor em relação a uma das criações de Deus. Percebendo isso como "pecado", tu passas a ser defensivo porque esperas ata­que. A decisão de reagir desse modo é tua e pode, portanto, ser desfeita. Não pode ser desfeita pelo arrependimento no sentido usual, porque isso, implica culpa. Se te permites sentir culpa, vais reforçar o erro ao invés de permitires que seja desfeito para ti.

A decisão não pode ser difícil. Isso é óbvio, se reconheces que já tens que ter tomado a decisão de não ser totalmente feliz, se é assim que te sentes. Portanto, o primeiro passo para desfazer isso é reconhecer que tu ativamente decidiste errado, mas podes, de forma igualmente ativa, decidir outra coisa. Sê muito firme contigo mesmo nisso e permanece plenamente ciente de que o processo de desfazer, que não vem de ti, está apesar de tudo den­tro de ti porque Deus o colocou aí. A tua parte é meramente fazer voltar o teu pensamento ao ponto no qual o erro foi feito e entre­gá-lo em paz à Expiação. Dize isso a ti mesmo da maneira mais sincera possível, lembrando que o Espírito Santo vai responder plenamente à tua mais leve invocação:


Devo ter decidido errado, porque não estou em paz.
Tomei a decisão por mim mesmo, mas posso também
decidir de outra forma.
Quero decidir de outra forma, porque quero estar em paz.
Não me sinto culpado porque o Espírito Santo vai desfazer todas as
consequências da minha decisão errada se eu Lhe permitir.
Escolho permitir-Lhe, deixando que Ele decida
a favor de Deus por mim.

(UCEM- 5 - VII -5/6)
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Lena Rodriguez

20 de maio de 2010

Sabedoria do Silêncio Interno


Sabedoria do Silêncio Interno




Pense no que vai dizer antes de abrir a boca.

Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia).

Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir.

Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada.

Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia.

O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

Se se identifica com o êxito, terá êxito.

Se se identifica com o fracasso, terá fracasso.

Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna.

Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.

Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluida.

Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões.

Seja discreto, preserve a sua vida íntima.

Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinivel, insondável como o TAO.

Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário.

Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades , a brilhar.

O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos .

Tenha confiança em si mesmo.

Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros.

Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão.

Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria.

Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato.

Não saber é muito incômodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal.

Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.

Evite julgar ou criticar.

O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade.

Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído.

Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.

O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra.

Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo.

Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida.

Ocupe-se de si mesmo, não se defenda.

Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.

Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz.

O seu silêncio interno torna-o impassível.

Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo.

Pratique a arte de não falar.

Tome algumas horas para se abster de falar.

Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO.

Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação.

Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre…

O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio.

Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.

Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno.

Respeite a vida de tudo o que existe no mundo.

Não force, manipule ou controle o próximo.

Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser.

Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do TAO.

Texto  Taoista

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Lena Rodriguez

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