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8 de abril de 2012

Páscoa > Ressurreição > despertando do sonho da morte

JESUS: o propósito da sua vida
Eu acho que é importante falar agora de Jesus porque todas as pessoas parecem ter problemas com ele por algumas das razões que mencionei anteriormente.Tendo crescido nesse mundo, seja como cristão ou como judeu, a noção que a pessoa tem de Jesus não pode deixar de ser distorcida. Em Um Curso em Milagres, ele quer endireitar as coisas. Ele quer que as pessoas o vejam como um irmão amoroso ao invés de um irmão no julgamento, na morte, na culpa e no sofrimento, ou ainda um irmão não existente. Foi por isso que o Curso veio como veio e é também por isso que Jesus torna bem claro que ele é o autor. Deixem-me dizer-lhes primeiro como Jesus descreve a mesmo e qual é o propósito da sua vida.

Um dos conceitos mais importantes em Um Curso em Milagres é o de causa e efeito. É uma forma útil ao considerarmos toda a idéia do perdão e especialmente ao olharmos para a missão de Jesus e como ele a realizou. A própria natureza da idéia de causa e efeito é tal que não podemos ter uma sem a outra. O que estabelece que algo é uma causa é que conduz a efeitos. E o que estabelece algo como um efeito é ter vindo de uma causa.

Uma das minhas frases favoritas no Curso parece quase incompreensível. Ela diz: “A causa torna-se causa devido a seus efeitos” (T-28.II.l:2). Essa é uma forma poética de dizer que a causa se faz causa pelos seus efeitos. Assim, o que estabelece algo como uma causa é que ela tem efeitos. Do mesmo modo, o que estabelece algo como um efeito é que ele tem uma causa. Esse é um princípio fundamental desse mundo e também do Céu. Deus é a Primeira Causa e o Efeito é Seu Filho. Deus é a Causa que estabeleceu Seu Filho como o Efeito. E como um Efeito de Deus, nós estabelecemos Deus como o Criador ou o Pai.

O princípio também funciona neste mundo, de tal modo que toda ação tem uma reação. O que isso também significa é que se algo não é uma causa não pode existir nesse mundo. Tudo nesse mundo tem que ter um efeito, de outro modo não existiria. Toda ação tem que ter uma reação: esse é um princípio fundamental da física. Se algo existe, terá um efeito em alguma outra coisa. Portanto, tudo o que existe nesse mundo será uma causa e terá um efeito, e é esse efeito que estabelece a causa. Certo? Compreender esse princípio é muito importante porque podemos então usá-lo como uma fórmula abstrata e nos ligarmos nisso.

Vamos recordar a estória bíblica do pecado original. Quando Deus pegou Adão e Eva e os puniu, Ele expressou a punição dentro de um contexto causal. Ele disse: “Porque vocês fizeram isso, é isso que vai acontecer. Porque vocês pecaram, o efeito do seu pecado será uma vida de sofrimento.” O pecado, portanto, é a causa de todo o sofrimento desse mundo, O pecado da separação, que deu origem ao ego, dá lugar ao seu efeito: uma vida de sofrimento, dor e eventualmente morte.

Tudo o que conhecemos nesse mundo é o efeito da nossa crença no pecado. O pecado, portanto, é a causa, do qual a dor, o sofrimento e a morte são o efeito. São Paulo fez uma frase brilhante quando disse: “O salário do pecado é a morte.” (Isso também é citado no Curso [T-19.II.3:6].) Ele estava dizendo exatamente a mesma coisa. O pecado é a causa, e a morte é o efeito. Não há nenhuma testemunha mais poderosa da realidade do mundo separado do que a morte. Esse é um tema proeminente no Curso.

Assim a morte vem a ser a prova definitiva de que o pecado é real. A morte é o efeito do pecado, que é a causa. Se nós agora tentamos seguir o pensamento do Espírito Santo e queremos provar que esse mundo não é real e que o pecado da separação nunca aconteceu, tudo o que é necessário é provar que o pecado não tem efeito. Se pudéssemos provar que a causa não tem efeito, então a causa não pode mais existir. Se alguma coisa não é uma causa, essa coisa não é real. Tudo o que é real tem que ser uma causa e, portanto, ter um efeito. Se removemos o efeito estamos também eliminando a causa.

Agora, se o maior efeito do pecado nesse mundo é a morte, ao demonstrar que a morte é uma ilusão estamos demonstrando simultaneamente que não há nenhuma separação, que a separação nunca ocorreu, e que a única realidade, a única Causa verdadeira é Deus. Essa pessoa foi Jesus. E a sua missão era nos mostrar que a morte não existe.

O princípio de causa e efeito é resumido da seguinte forma: No Céu Deus é a causa do Filho, ou seja, do Cristo e no Mundo o pecado é a causa do sofrimento, da doença e da morte.

Os evangelhos falam de Jesus como o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. Ele fez isso demonstrando que os pecados não tinham nenhum efeito. Vencendo a morte, ele nos livrou de todos os pecados. Contudo, essa não foi a forma das igrejas compreenderem isso, ou o que nos foi ensinado. Assim, uma das razões importantes do Curso ter vindo nesse momento, desse modo, é a correção desse erro. O que Jesus fez foi viver nesse mundo—o mundo do sofrimento, do pecado, e da morte—e demonstrar que tudo isso não tinha efeito sobre ele.

Um Curso em Milagres se baseia na compreensão de que a ressurreição de Jesus, de fato, ocorreu. Estritamente falando, a ressurreição é apenas o despertar do sonho da morte. Portanto, só diz respeito à mente e não ao corpo. Mas fiel ao seu uso da linguagem tradicional cristã, o Curso freqüentemente emprega o termo ‘ressurreição’ da forma que corresponde à compreensão tradicional. Jesus disse: “Não ensines que eu morri em vão. Ensina, em vez disso, que eu não morri, demonstrando que eu vivo em ti” (T-11.VI.7:3-4). Ele diz a mesma coisa muitas vezes de modos diferentes. O ponto crucial que devemos compreender é que a morte não existe, porque se a morte é real, todas as formas de sofrimento são reais e Deus está morto. Além disso, se o pecado é real, significa que uma parte de Deus se separou de Deus, o que quer dizer que Deus não pode existir. Deus e Seu Filho não podem estar separados.

Assim, Jesus pegou a testemunha mais convincente da realidade desse mundo e mostrou que ela não tinha poderes sobre ele. Esse é todo o significado de sua vida, sua missão, e sua função. Vencer a morte é mostrar que a morte não é real, que a sua causa aparente também não é real, portanto, nós nunca nos separamos de nosso Pai. Esse é o desfazer da separação, O Curso fala do Espírito Santo como o princípio da Expiação. No momento que a separação pareceu ocorrer, Deus colocou o Espírito Santo em nós, o que desfez a separação. Esse é o princípio, mas o princípio tinha que ser manifestado no mundo. E Jesus foi aquele que manifestou o principio da Expiação através da sua própria vida, sua morte e sua ressurreição.

Mais uma vez, para nos beneficiarmos com Um Curso em Milagres não é necessário que acreditemos em Jesus como nosso salvador pessoal, nosso Senhor, ou sejam quais forem as palavras que possamos escolher. Contudo, em algum nível, temos que aceitar o fato de que a ressurreição é algo que poderia ter acontecido, mesmo que não acreditemos em Jesus. Em última instância, não podemos aceitar o Curso, a menos que também aceitemos o fato de que a morte é uma ilusão. Não precisamos fazer isso de imediato, e não temos que integrar isso completamente em nossas vidas, porque no momento em que o fizermos, não estaremos mais aqui. Essa é a meta. Mas, como uma idéia intelectual, temos que reconhecê-la como uma parte essencial de todo o sistema.

P: Quando você diz que não estaremos mais aqui, quer dizer que vamos morrer?

R: Bem, de fato, quer dizer que nós não precisamos estar aqui para a nossa própria Expiação; eventualmente teremos servido ao propósito de estarmos aqui. Quando tivermos realizado esse propósito, podemos deixar esse corpo e voltar para Casa. Esse é um pensamento bom, não uma coisa ruim como usualmente o consideramos.

Esse princípio de causa e efeito também funciona em termos de perdão e Jesus nos oferece algumas das melhores demonstrações disso. Pensem mais uma vez naquele exemplo no qual eu estou sentado aqui e vem alguém e me ataca. Se eu não estiver na minha mente certa, verei essa pessoa como a causa do meu sofrimento. O meu sofrimento, portanto, será o efeito do pecado daquela pessoa. A minha reação como alguém que foi ferido, reforçará o fato de que essa pessoa pecou. Se eu estiver na minha mente certa, darei a outra face, o que nesse sentido significa demonstrar para aquela pessoa que o seu pecado contra mim não teve nenhum efeito porque eu não fui ferido. Cancelando o efeito, estou também cancelando a causa. Isso é o verdadeiro perdão.

Jesus nos deu esse exemplo, não só através da sua ressurreição, mas em várias ações no fim da sua vida. Isso é apresentado em um subtítulo que tem muita força no texto chamado “A mensagem da crucificação” (T-6.I). As pessoas estavam atacando Jesus, humilhando-o, zombando dele, insultando-o e finalmente o mataram. Pecando contra ele, pareciam estar causando o seu sofrimento. O fato de Jesus não os atacar de volta, mas continuar amando-os e perdoando-os, foi a sua forma de dizer que seu pecado contra ele não tinha qualquer efeito, portanto, eles não haviam pecado. Tinham apenas cometido um erro. Tinham meramente pedido ajuda. E foi assim que Jesus perdoou os nossos pecados, não apenas durante a sua vida, mas certamente em sua ressurreição. A sua ressurreição dizia claramente que o pecado que o mundo havia cometido ao assassiná-lo não havia tido efeito. Ele ainda está conosco, portanto, eles não podiam tê-lo morto, o que significa que não pecaram.

Apenas olharam para o seu ‘pecado’ de modo errado. Esse é o plano de perdão do Espírito Santo descrito pelo Curso. Você desfaz a causa mostrando que ela não teve efeito algum.

A coisa mais difícil em todo o mundo é responder ao ataque com perdão. No entanto, é essa a única coisa que Deus nos pede. E também a única coisa que Jesus nos pede. E, o que é bonito, ele não apenas nos deu o exemplo perfeito de como isso deve ser feito, mas permaneceu dentro de nós para ajudar-nos a fazer a mesma coisa. Não é possível respondermos assim aos ataques do mundo se não soubermos que há alguém dentro de nós que nos protege, nos ama e nos consola, pedindo que compartilhemos o seu amor com a pessoa que nos está atacando. Não podemos fazer isso sem a sua ajuda. E esse é o apelo que Jesus faz uma e outra vez em Um Curso em Milagres—que aceitemos a sua ajuda para perdoarmos.

P: Assim, isso significa que quando perdoamos verdadeiramente uma outra pessoa depois de termos sido atacados, não é o nosso ego que perdoa, mas nós nos ‘tornamos’ a manifestação do Espírito Santo e é Ele que perdoa?

R: É. Quando Jesus diz no Curso que ele é a manifestação do Espírito Santo, quer dizer que ele não tem nenhuma outra Voz. O Espírito Santo é descrito como a Voz por Deus. Deus não tem duas vozes. Jesus não tem mais ego, portanto, a única outra Voz disponível para ele é a do Espírito Santo, e ele é a manifestação Disso. Na medida em que podemos nos identificar com ele, e nos unir a ele para compartilharmos a sua percepção do mundo (a visão de Cristo), nós também nos tornamos manifestações do Espírito Santo, e a nossa voz será a Sua Voz. Assim, toda a vez que abrirmos a nossa boca para falar, será a Sua Voz que será ouvida. E é realmente isso que Jesus nos pede.

Uma das frases mais bonitas no Curso é a introdução à quinta revisão no livro de exercícios (L-pI.rV.9:2-3). Esse é um dos poucos lugares no Curso em que Jesus fala de si mesmo. Parafraseando, a passagem seria: “Eu preciso dos teus olhos, das tuas mãos, dos teus pés. Preciso da tua voz através da qual eu salvo o mundo.” Isso significa que sem a nossa ajuda, ele não pode salvar o mundo. E isso que ele quer dizer no texto quando diz: “Preciso de ti tanto quanto precisas de mim” (T-8.V.6:1O). A Sua Voz não pode ser ouvida no mundo a menos que venha através de nós, porque ninguém pode escutá-la de outro modo. Ela tem que vir através de formas e corpos específicos nesse mundo para que outros corpos possam ouvi-la. De outro modo, será sempre uma abstração simbólica que significa muito pouco. Ele precisa que deixemos o nosso ego de lado o suficiente para que ele possa falar através de nós. Existe uma oração maravilhosa do cardeal Newman que termina assim: “E, ao olharem para cima, que eles não vejam a mim, mas só Jesus.” Quando as pessoas nos ouvem falar, que elas não ouçam as nossas palavras, mas só as dele.

Não é necessário uma identificação pessoal com Jesus como uma pessoa histórica, alguém que foi crucificado e “ressurgiu dos mortos”. Nem sequer é necessário que nos identifiquemos com ele como o autor do Curso ou como nosso professor. Contudo, é necessário perdoá-lo. Se não o fizermos, estamos guardando algo contra ele, que estamos realmente guardando contra nós mesmos. Ele não pede que o tomemos como nosso professor pessoal. Ele pede apenas que olhemos para ele de um modo diferente e não o responsabilizemos pelo que outras pessoas fizeram dele. Em um certo ponto no Curso, o Espírito Santo diz: “Alguns ídolos amargos foram feitos dele que apenas queria ser um irmão para o mundo” (E-5.5:7). Assim como Freud disse: “Eu não sou um freudiano,” Jesus poderia dizer: “Eu não sou um cristão”. Nietzsche disse que o último cristão morreu na cruz, o que infelizmente é provável que seja verdade.

Resumindo, podemos recordar as palavras de Jesus em Um Curso em Milagres, que o tomemos como nosso modelo para aprendermos (T-5.II.9:6-7; 12:1-3; T-6.in.2:1; T-6.I.7:2; 8:6-7). Isso certamente não significa que precisamos ser crucificados como ele foi, mas que nos identifiquemos com o significado da sua morte; o que quer dizer que quando formos tentados a nos sentirmos mal tratados, as vítimas inocentes do que o mundo fez a nós, devemos recordar o exemplo de Jesus e pedir a sua ajuda. Aos olhos do mundo, ele era sem dúvida alguma uma vítima inocente, contudo, essa não foi uma percepção compartilhada por ele. Portanto, ele nos pede, usualmente em condições muito menos extremas do que ele em sua vida, que nos lembremos que só podemos ser vítimas dos nossos pensamentos, e que a paz e o Amor de Deus que são a nossa verdadeira Identidade jamais serão afetados pelo que os outros fazem ou parecem fazer conosco. Essa lembrança é a base do perdão e o propósito de Um Curso em Milagres é que aprendamos isso. [Kenneth Wapnick]Link

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18 de março de 2012

E o sonho apenas se repete > Morte e Reencarnação...


Uma noite, eu estava em um shopping quando um jovem foi esfaqueado; o que era uma situação incomum para aquela área. Eu vi enquanto o homem veio correndo do estacionamento, cambaleou através de uma farmácia segurando sua garganta cortada, e depois caiu dentro do shopping, que estava cheio de consumidores passando através dele. O homem aterrorizado, então, virou de barriga para baixo e sangrou até a morte.

Não havia muito que eu ou qualquer outra pessoa pudéssemos ter feito pelo pobre garoto, que estava ferido além do que podia ser tratado. Eu ajudei a segurar a multidão para trás, e mantive as pessoas em movimento para que os paramédicos que atendiam a emergências, que chegaram rapidamente, pudessem fazer seu trabalho. Eu algumas vezes olhei de relance para o homem esfaqueado, e fiquei surpreso com a quantidade de sangue que um corpo humano podia conter. Conforme o homem estava morrendo, deitado no chão, a poça de sangue que estava jorrando da sua garganta envolveu completamente seu corpo, e estava formando um oval que se expandia ao redor dele. A multidão de pessoas passou silenciosamente como se estivesse vendo um caixão aberto em um funeral, emudecida pelo pensamento da morte que rodeou a todos nós.

Enquanto eu participava da cena assustadora, não me sentia como se estivesse realmente lá. Ao olhar para o corpo, disse mentalmente para o homem, “Isso não é você. Não pode ser você. Nós não somos isso. Nós somos o Cristo”. O corpo, o sangue, o pensamento da morte; nada disso parecia mais real do que um filme. Não é que eu tivesse me tornado incapaz de ficar chocado. Em um mau dia, eu ainda tinha minhas reações. Mas essa coleção particular de imagens me trouxe a ilusão do corpo, e de como era falsa a idéia de que qualquer um pudesse estar contido dentro de um recipiente tão frágil e temporário. A vida daquele jovem tinha coberto menos de um terço do caminho médio da jornada; todas as suas esperanças, sonhos, medos e alegrias tinham voltado para a mente ilusória de onde tinham vindo. Isso era algo que realmente podia ser citado como vida?

Mais tarde, perguntei ao Espírito Santo se pensar dessa forma era um tipo de negação. A resposta que veio a mim foi, sim, completamente – era uma negação do ego. Meus pensamentos naquela cena não me impediram de fazer tudo o que pude para ajudar, ou, como meus professores colocariam, as coisas que eu teria feito de qualquer maneira – exceto que, enquanto eu as fazia, minha mente estava sendo conduzida para longe do erro ao invés de em direção a ele.

Em dezembro de 2.000, enquanto eu estava contemplando o tema da morte, e também estava admirado com o espetáculo de uma eleição presidencial americana estar sendo decidida por uma determinação da Suprema Corte, ao invés de pela vontade dos votantes...

Eu tinha tido muitas experiências que me mostraram isso, mas essa foi a primeira vez em que uma artimanha do ego que deveria me convencer da realidade do corpo de outra pessoa foi usada pelo Espírito Santo para me ensinar o contrário... (Gary)

Pelo fato de você algumas vezes pensar em si mesmo como um especulador e capitalista, nós de vez em quando reservamos um tempo para conversar com você sobre dinheiro e política. Mas você realmente não é essas coisas, e não importa se você é preciso sobre os detalhes das suas mágoas no nível da forma. O que você está vendo não está realmente lá. Você criou tudo. Por tudo o que você sabe, você não tem qualquer razão lógica para estar projetando sua culpa inconsciente sobre os ricos, especialmente porque você não se preocupa em ser um deles. Isso significa que você tem uma oportunidade perfeita de perdoar a si mesmo, perdoando os outros. A verdade é que todas essas coisas são lições de perdão, e todas as lições de perdão são iguais – até sua morte, e incluindo-a também.

... Você tem algumas vezes demorado para aplicar o perdão que você aprendeu, se as circunstâncias forem especialmente difíceis para você. Depois que você perdoou, como sempre acaba fazendo no final, e como fez em alguns momentos, durante o fiasco das eleições, você se sentiu bem. Então, você tem a tendência de escorregar e se permitir fazer concessões em sua maneira de olhar para as coisas. Isso leva a uma perda temporária de paz. A miséria adora companhia, mas isso não significa que você tenha que aceitar o convite. Chegou o momento de você andar o tempo todo com a verdade. Nada de fazer concessões. Isso nos traz de volta ao assunto da conversa de hoje.
Você agora sabe, além de qualquer dúvida, que não é um corpo e que realmente não pode morrer, certo? (Arten)

“E a última a ser vencida será a morte”. (UCEM – MP – p. 69)

A morte é simbólica da sua separação ilusória de Deus. O que acontece quando alguém que você ama parece morrer? De repente, vocês estão separados. Você parece perdê-lo, exatamente como pareceu perder Deus. Mas isso não é verdade. Você realmente não pode perdê-lo mais do que pode perder Deus. Vocês são inseparáveis. Você chora quando um corpo que você ama parece morrer, mas, como o Curso ensina, é realmente da sua experiência de Deus e do Céu que você sente falta. (Pursah)

E quem poderia chorar exceto pela própria inocência? (Psicoterapia – pág. 18)

Eu chorei pelos meus pais, mas não importa por quem lamentemos, é realmente de nosso lar natural que nós sentimos falta, e nosso verdadeiro estado de Ser com Deus. Nós apenas não fazemos a conexão porque isso é inconsciente. (Gary)

Isso está certo. Você teve muitos pais e mães em suas muitas vidas, e muitas esposas/esposos e filhos. Muitos deles pareceram morrer enquanto você ainda estava em um corpo. É assim que funciona o mundo de sonho. Mas, isso é apenas um mundo de sonho, e você realmente está com Deus. O sistema de pensamento do Espírito Santo está despertando você; está a seu cargo fazer sua parte e se lembrar Dele e de seu sistema de pensamento nesse nível tão logo o tenha aprendido. (Pursah)

É por isso que, quando eu me lembro de que não deveria guardar quaisquer mágoas, eu não o faço. Não existe realmente nenhuma injustiça se eu criei tudo, e fiz isso por uma razão. Eu me sinto em paz quando me lembro disso, mas, então, eu me esqueço de fazer isso e sou sugado de volta para o ego. (Gary)

Sim. E aqui, você identificou um dos maiores problemas para todos os estudantes sérios do Curso. (Pursah)

Uma vez que você conheça e compreenda a verdade, ainda pode ser muito difícil de se lembrar dela quando acontece, especialmente quando isso tem a ver com algo que é importante para você. (Gary)

Precisamente. A vigilância pode ser difícil, entretanto, ela é imperativa. Você precisa encarregar a si mesmo de uma vez por todas de ser vigilante. É sua própria felicidade que é retardada quando você deixa de se lembrar da verdade que o Espírito Santo conserva para você... (Pursah)


Sim, você pode. Você pode fazê-lo apesar dos problemas que enfrenta, incluindo a morte daqueles que você ama, e a morte do seu próprio corpo, que, como já lhe dissemos, vai acontecer em um certo ponto do roteiro que já está determinado – por você. Por que se preocupar com isso? É apenas outra das suas oportunidades de perdão. Seja o que for que acontecer, a coisa mais esperta que você pode fazer é tirar vantagem disso por perdoá-lo – preferivelmente mais cedo do que mais tarde.

Você teme a morte conscientemente, e é atraído para ela inconscientemente. Você uma vez disse que isso era como uma mariposa em volta da chama. A atração da morte é o terceiro do que o Curso descreve como os quatro principais obstáculos à paz, e seu medo da morte está subordinado apenas ao seu medo errôneo de Deus. Você poderia dizer que o medo da morte é simbólico do medo de Deus, e, sem culpa em sua mente inconsciente, seria impossível para você temer qualquer um deles.

Você deveria olhar para a morte ilusória do seu corpo físico como o dia da formatura. Isso significa que você alcançou tudo o que deveria absorver dessa sala de aula particular, temporária. As lições foram aprendidas! Isso deveria ser uma celebração. Eu lhe garanto que vai ser muito divertido. Na maioria dos casos, se as pessoas soubessem como é libertar-se do corpo, elas não lamentariam os mortos – elas teriam inveja. O problema é que a diversão não permanece. Como já afirmamos, a culpa o alcança e faz com que você se esconda novamente em um corpo que funciona como uma proteção. Isso é apenas uma continuação do sonho do nascimento e da morte. (Pursah e Arten)

... Vocês falaram sobre reencarnação, mas eu compreendo agora que isso é só algo que parece acontecer; só estou sonhando que estou indo de um corpo para o próximo. (Gary)

Isso está certo. Em relação à reencarnação, realmente não importa qual é a crença pessoal de alguém sobre ela, desde que você perdoe. (Arten)

Tudo o que tem que ser reconhecido, entretanto, é que o nascimento não foi o início e a morte não é o fim. (UCEM – LT – pág. 63)

... a consciência, ainda que não seja um estado real, realmente continua depois da morte aparente do corpo. Quando você desperta totalmente do sonho, a consciência desaparece e você experimenta sua unicidade com Deus e com Toda a Criação. (Gary)

Tão certo quanto pode ser... Todos vão entrar novamente no Reino juntos porque, como já conversamos, o tempo é apenas uma ilusão. Não existe um longo período de espera entre estar iluminado e esperar que alguém mais se ilumine, porque a iluminação é um estado do Ser que está além dos confins do tempo e do espaço. A mente criou o tempo e o espaço e, portanto, precisa, por definição, realmente estar fora deles. (Pursah)

(trechos de O Desaparecimento do Universo)

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